quarta-feira, fevereiro 08, 2023

VÍDEO: Trio é flagrado fazendo sexo grupal em calçadão de praia em Fortaleza

 

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Foto: Reprodução

Três pessoas foram avistadas fazendo sexo no calçadão da Praia de Iracema, em Fortaleza. O grupo, composto por dois homens e uma mulher, foram flagrados na madrugada desta segunda-feira (6). Uma pessoa que caminhava no avistou o trio e acionou a polícia.

 

Em nota, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE) informa que apura as circunstâncias do ato obsceno realizado pelas pessoas no trecho da Praia de Iracema.

 

Por ser uma região turística, o local do crime conta com grande fluxo de turistas e moradores locais. Os três podem receber condenação de 3 meses a 1 ano de prisão, ou pagamento de multa, de acordo com o artigo 233 do Código Penal, que proíbe sexo em vias públicas.

 

Confira o vídeo:

 

Brasil fica em segundo em ranking de ameaça a juízes na América Latina

 

Brasil fica em segundo em ranking de ameaça a juízes na América Latina

Por Juliana Braga | Folhapress

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Foto: Reprodução / CNJ

Pesquisa inédita mostra que o Brasil é o segundo país onde os juízes mais sofrem ameaças de morte ou à sua integridade física na América Latina. Metade dos magistrados relatam esse tipo de situação. Na Bolívia, que lidera o ranking, 65% já foram ameaçados.
 

Os dados fazem parte da pesquisa "Perfil da Magistratura Latino-americana", feita pelo Centro de Pesquisas Judiciais da AMB (Associação dos Magistrados do Brasil) em parceria com a FLAM (Federação Latino Americana de Magistrados) e com o Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas).
 

Os países com menos ameaças são o Equador, onde 21% relatam terem sofrido tentativa de intimidação, e o Chile, com 25%.
 

Ainda assim, de modo geral, a sensação de insegurança é comum nos 11 países que compõem a radiografia. No Brasil, 20% dos magistrados dizem se sentir totalmente seguros; 15% sentem-se totalmente inseguros. No Chile, por exemplo, 46% se sentem totalmente seguros e 16% o contrário. Na Bolívia, 3% sentem-se totalmente seguros e 42%, inseguros.
 

As soluções apontadas pelos magistrados também convergem. Em 7 das 11 nações pesquisas, os juízes acreditam em criar tribunais colegiados para os casos mais graves, de modo a evitar que recaia somente sobre um magistrado a responsabilidade pelos casos. No Brasil, 47% apontam essa como a melhor saída para o problema.
 

A blindagem dos veículos oficiais, escoltas e mudanças das sedes dos tribunais para áreas mais centrais das cidades também aparecem como alternativas.
 

Para a juíza Caroline Tauk, integrante do CPJ da AMB, os países investigados têm históricos de crimes que geram esse retrato comum, principalmente ligados ao tráfico de drogas e à corrupção.
 

"Esses crimes por vezes têm algum tipo de retaliação posterior em razão das decisões tomadas. Ficou bem claro que os juízes querem ter como segurança decisões colegiadas para evitar retaliações individuais", analisa.
 

Ela acredita, no entanto, que os brasileiros são mais ameaçados devido ao alto grau de independência do Judiciário nacional.
 

"Somos mais ameaçados porque investigamos muito. É um país que tem um Judiciário bastante atuante e, talvez por conta de sua atuação mais firme, que incomoda mais", avalia.
 

Ela destaca, no entanto, que isso não deve ser motivo para naturalizar as ameaças e sugere a implementação de políticas públicas que evitem seguir retroalimentando essa situação.
 

Ao todo, foram ouvidos 1.573 juízes de 16 país, porém, ao final, somente 11 delas constaram do relatório – Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Panamá, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Brasil –, visto que para o restante não se obteve um quantitativo mínimo de respostas.

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Entenda os ataques golpistas de 8 de janeiro e seus desdobramentos

 


Entenda os ataques golpistas de 8 de janeiro e seus desdobramentos

Por Priscila Camazano | Folhapress

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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Uma semana após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no dia 8 de janeiro, um grupo de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiu e depredou as sedes dos três Poderes, em Brasília.
 

Milhares desses manifestantes vestidos de verde e amarelo estavam acampados diante do quartel-general do Exército e rumaram naquele dia para a Esplanada dos Ministérios.
 

Em poucas horas, destruíram o patrimônio público vandalizando áreas internas dos prédios --o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal).
 

Depois do ocorrido, uma intervenção federal foi instaurada pelo presidente Lula, centenas foram presos, incluindo autoridades, e outros estão sendo investigados.
 

Entenda os ataques golpistas de 8 de janeiro e seus desdobramentos.
 


 

O QUE ACONTECEU NO DIA 8 DE JANEIRO?
 

Por volta das 15h daquele domingo, manifestantes golpistas entraram na Esplanada dos Ministérios, invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso e o STF e espalharam atos de vandalismo em Brasília.
 

A expressão "festa da Selma" foi usada nas redes sociais e grupos de conversa para convocação dos atos antidemocráticos. Um levantamento feito pela Palver, que monitora 17 mil grupos públicos no WhatsApp, mostrou que ela começou a ser usada em 27 de dezembro e teve seu pico em 2 de janeiro.
 


 

DE ONDE VIERAM OS VÂNDALOS?
 

Eles saíram, em grande parte, do acampamento diante do quartel-general do Exército em Brasília.
 

A grande maioria dos manifestantes chegou à capital federal de ônibus. No dia do ataque, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 30 ônibus de vândalos que invadiram e depredaram as sedes dos três Poderes.
 


 

QUE LOCAIS FORAM INVADIDOS?
 

Os manifestantes chegaram à Esplanada e se concentraram inicialmente em frente ao Ministério da Justiça. Uma parte invadiu a área externa superior do Congresso e, depois, a área interna do prédio. Em seguida, chegaram até o plenário do Senado Federal.
 

Eles avançaram para a praça dos três Poderes, onde houve confronto. Depois, se dirigiram ao Palácio do Planalto e ao STF, onde conseguiram acessar e destruir diferentes andares e ambientes.
 


 

O QUE FOI DESTRUÍDO?
 

Imagens do Palácio do Planalto mostram vidros quebrados, móveis atirados para fora do prédio, computadores e monitores no chão e obras de arte avariadas.
 

Nas imagens é possível ver os manifestantes circulando livremente pelo interior dos prédios em diferentes andares. Além de armas de choque, do tipo taser, também teriam sido levados HDs e documentos.
 

Imagens do circuito interno do STF mostram a depredação dos assentos dos ministros, do público e do local onde acontecem os julgamentos.
 

Um levantamento do Supremo aponta um ritmo alucinante de destruição do patrimônio público. Durante pouco mais de uma hora de invasão, os vândalos atingiram ao menos 1 item do prédio a cada 8 segundos, foram elencados 576 objetos danificados ou destruídos, entre obras de arte, móveis e equipamentos de informática.
 

Os vândalos chegaram ainda a pichar nas janelas a frase "perdeu, mané" e também vandalizaram com a frase a escultura "A Justiça", feita em 1961 pelo artista plástico Alfredo Ceschiatti e que fica em frente à corte. A frase faz alusão a uma resposta dada pelo ministro da corte Luís Roberto Barroso a um bolsonarista após sofrer hostilidades dos militantes durante viagem a Nova York.
 

Importantes obras de arte da cultura brasileira e prédios tombados foram danificados. Um painel de Di Cavalcanti foi rasgado em ao menos três lugares. A obra "Bailarina", de Victor Brecheret, foi descolada da base, e o "Muro Escultórico", de Athos Bulcão, perfurado na base. A restauração das obras destruídas na Câmara dos Deputados pode levar até um ano.
 

Um relógio trazido ao Brasil por dom João 6º em 1808 foi destruído por um golpista. No final de janeiro, o suspeito foi preso em Minas Gerais.
 

No Congresso, o gabinete parlamentar do senador José Serra (PSDB-SP) foi invadido, e os golpistas também depredaram a liderança do PT na Câmara.
 


 

PREJUÍZO
 

No Senado, o prejuízo foi estimado entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões —só a troca e a reposição dos vidros deve custar mais de R$ 1 milhão.
 

Na Câmara dos Deputados, o prejuízo estimado é de R$ 2,138 milhões, segundo relatório preliminar divulgado pela Casa.
 


 

POLÍCIA LOCAL E DESOCUPAÇÃO
 

As forças de segurança começaram a desocupar os prédios invadidos por volta das 16h daquele domingo, usando bombas de efeito moral e spray de pimenta. Helicópteros da Polícia Militar e da Polícia Federal também agiram, sobrevoando a praça e atirando bombas de gás. A tropa de cavalaria também foi acionada, além de carros blindados.
 

Pouco antes das 18h, os prédios do Palácio do Planalto e do STF já estavam totalmente liberados.
 

Durante os atos de vandalismo em Brasília, vídeos mostram que a Polícia Militar do Distrito Federal aparece filmando a depredação e conversando com os manifestantes.
 

O ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal Fabio Augusto Vieira chegou a ser preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes. O militar era o responsável pelo comando da corporação no dia do ataque.
 

Como a Folha de S.Paulo revelou, imagens inéditas do circuito de câmeras de segurança do Congresso mostram Vieira atuando para conter os manifestantes golpistas. Em fevereiro, Moraes concedeu liberdade provisória ao ex-comandante.
 

A Polícia do Senado Federal afirmou que policiais "aparecem em fotos e vídeos ao lado dos manifestantes golpistas" porque adotaram técnicas de negociação baseadas nos conceitos de "aproximação, espelhamento e diálogo".
 


 

ACAMPAMENTOS GOLPISTAS
 

Após os atos de vandalismo e a ordem do STF para que acampamentos golpistas fossem desmantelados, bases bolsonaristas no entorno de quartéis foram desmobilizadas.
 

Acampamentos em Brasília, Rio, São Paulo, Manaus, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre foram aos poucos sendo esvaziados pelas forças de segurança.
 

O ministro Alexandre de Moraes também mandou apreender "todos os ônibus identificados pela Polícia Federal que trouxeram os terroristas para o Distrito Federal" e listou a placa de 87 veículos.
 


 

O QUE DISSE O PRESIDENTE LULA SOBRE OS ATAQUES?
 

Na data, o presidente estava em Araraquara, no interior de São Paulo, para acompanhar as vítimas das chuvas. Ainda naquela noite, o petista anunciou também a intervenção federal na área de segurança do Distrito Federal, que durou até o fim de janeiro.
 

Lula culpou Bolsonaro e disse que ele também foi responsável pelos atos de vandalismo, porque durante seu governo estimulou a invasão às sedes do STF e do Congresso.
 

Em reunião com governadores, Lula disse que os militantes golpistas não tinham uma pauta de reivindicações e que apenas queriam um "golpe e golpe não vai ter".
 

Em um outro discurso, o petista atribuiu os atos golpistas ao inconformismo da elite com a derrota do ex-presidente Bolsonaro nas eleições.
 


 

CRISE COM MILITARES
 

O episódio do 8 de janeiro também gerou uma crise de desconfiança de Lula com os militares. Ele chegou a fazer críticas ao ministro da Defesa e expôs desconfiança com a segurança do Palácio do Planalto.
 

Além de ter dispensando dezenas de militares que atuavam na Coordenação de Administração do Palácio do Alvorada e do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), o presidente demitiu o comandante do Exército, general Júlio Cesar de Arruda.
 

Segundo auxiliares do presidente, a decisão foi tomada porque Arruda não demonstrou disposição de tomar providências imediatas para reduzir as desconfianças de Lula em relação a militares do Exército após ataques aos três Poderes.
 

Além disso, também pesou contra Arruda sua recusa em exonerar o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que tinha sido escolhido para comandar um batalhão do Exército em Goiânia.
 


 

O GOVERNO NÃO PREVIU QUE O ATAQUE ACONTECERIA?
 

Uma das linhas de investigação da PF é sobre a possível omissão de autoridades quanto aos ataques.
 

Após o 8 de janeiro, integrantes do governo Lula, da PF e do STF creditaram ao governo do Distrito Federal, em especial à Secretaria de Segurança local, a responsabilidade pela invasão e pela depredação promovida pelos golpistas.
 

No dia do ataque, a Polícia Militar tentou conter a invasão, mas, com baixo número de efetivo no local, não conseguiram evitar o avanço dos golpistas.
 

A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) afirmou que produziu diversos alertas acerca do risco iminente de ataques a prédios públicos em Brasília. Mesmo diante do risco, o Gabinete de Segurança Institucional decidiu não reforçar a segurança do Palácio do Planalto e deixou somente a guarda comum de fim de semana para resguardar a sede do Executivo.
 

O general Gonçalves Dias, escolhido pelo presidente Lula para chefiar o GSI, informou a interlocutores do Exército na sexta (6) e no sábado (7) que o cenário era de tranquilidade.
 


 

O QUE DISSE O GOVERNADOR DO DF?
 

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), gravou um vídeo para pedir desculpas ao presidente Lula pelos atos ocorridos em Brasília. O ex-chefe do Executivo da capital federal disse que estava monitorando a situação e que nunca esperou que ela chegasse a esse ponto.
 

O ministro Alexandre de Moraes determinou o afastamento de Ibaneis do cargo. A medida decretada em janeiro vale por 90 dias.
 


 

O QUE ACONTECEU COM O SECRETÁRIO DE SEGURANÇA DO DF?
 

O secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, foi exonerado do cargo pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), no mesmo dia do ataque. Torres era ministro da Justiça na gestão de Bolsonaro e assumiu a pasta do governo local no início deste ano.
 

Dois dias depois, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão de Torres, que ocorreu assim que ele retornou dos Estados Unidos, onde tinha ido passar férias. Durante depoimento marcado pela Polícia Federal, o ex-ministro da Justiça permaneceu em silêncio.
 

Em entrevista, Anderson Torres disse que o governo local fez devidamente o "planejamento" para receber a manifestação de bolsonaristas. Afirmou ainda que não houve leniência e que mentiras foram contadas, pois, segundo ele, não teria ido aos EUA para encontrar com Bolsonaro.
 


 

MINUTA GOLPISTA
 

Em busca e apreensão, a Polícia Federal encontrou uma minuta (proposta) golpista na casa de Torres. O texto se tratava de um decreto para o então presidente Bolsonaro instaurar estado de defesa na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
 

O objetivo, segundo o texto, era reverter o resultado da eleição, em que Lula saiu vencedor. Tal medida seria inconstitucional. Em depoimento à PF, Torres afirmou considerar a minuta do decreto "totalmente descartável" e que se tratava de um documento "sem viabilidade jurídica".
 


 

O QUE BOLSONARO DISSE APÓS OS ATAQUES?
 

O ex-presidente escreveu nas redes sociais que depredações e invasões de prédios públicos "fogem à regra" da democracia. O ex-mandatário repudiou também as acusações feitas por Lula, que atribuiu a ele a responsabilidade de incitar os manifestantes.
 

Em uma fala a seus correligionários na Flórida, Bolsonaro procurou se desvincular dos ataques.
 

Após pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), o ex-presidente foi incluído em inquérito que apura a instigação e autoria intelectual dos ataques golpistas. Dois dias após os ataques, ele postou um vídeo questionando a regularidade das eleições em ser perfil, e apagou horas depois.
 


 

SENADOR MARCOS DO VAL E PLANO DE GOLPE
 

Um outro episódio colocou Bolsonaro próximo do radar das articulações golpistas. O senador Marcos do Val (Podemos-ES) apresentou em fevereiro uma série de relatos que ligam o ex-presidente Jair Bolsonaro a um plano golpista que seria executado em dezembro passado e consistiria em gravar sem autorização o ministro Alexandre de Moraes e depois impedir a posse do hoje presidente Lula.
 

O caso foi revelado, ainda que com vaivém de versões, pelo senador, que relatou ter feito uma reunião com Bolsonaro e o ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ). Porém, o parlamentar disse que se recusou a seguir o plano e denunciou o caso para Alexandre de Moraes.
 

O ministro afirmou que o complô envolvendo Bolsonaro relatado pelo senador foi uma "tentativa Tabajara" de golpe. O termo alude às Organizações Tabajara, empresa fictícia clássica do humor do grupo Casseta & Planeta, que virou sinônimo de qualquer ação farsesca.
 

Moraes disse ter solicitado um depoimento a Do Val, na ocasião, mas que ele se recusou.
 


 

IDENTIFICAÇÃO DOS GOLPISTAS
 

Os edifícios-sede dos três Poderes em Brasília ainda estavam tomados pelos manifestantes golpistas quando surgiram perfis em redes sociais com ações colaborativas para identificar quem participava das invasões.
 

Canais de denúncia de pessoas envolvidas nos atos antidemocráticos foram criados. No final de janeiro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública já havia recebido mais de 100 mil denúncias.
 


 

ALGUÉM JÁ FOI RESPONSABILIZADO?
 

Após a criação de grupos especiais para investigar os ataques às sedes dos três Poderes, no final de janeiro, ao menos 653 apoiadores do ex-presidente foram acionados criminalmente na Justiça pelo Ministério Público Federal.
 

A PF, por sua vez, conduz quatro inquéritos contra os golpistas e já realizou cinco fases da operação Lesa Pátria, que mira todos envolvidos nos ataques, desde participantes até financiadores e autores intelectuais.
 

A AGU pediu bloqueio de R$ 20,7 milhões de 134 pessoas, 5 empresas e 2 entidades suspeitas de envolvimento e patrocínio dos atos.
 


 

OS RESPONSÁVEIS PODEM RESPONDER POR QUAIS CRIMES?
 

Os manifestantes golpistas que invadiram a Esplanada dos Ministérios podem responder por crime contra o Estado democrático de Direito. Se identificada omissão, autoridades também poderão ser responsabilizadas, avaliam especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo.
 


 

ALGUÉM JÁ FOI PRESO?
 

Diversas pessoas já foram presas após as invasões de 8 de janeiro. Ainda na noite do ataque, o ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que cerca de 200 pessoas tinham sido presas em flagrante nos atos de vandalismo e 40 ônibus, apreendidos. No dia seguinte, centenas de bolsonaristas foram presos no acampamento do quartel-general e levadas para a superintendência da Polícia Federal.
 

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou no dia seguinte aos ataques que 44 pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Legislativa.
 

No final de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes concluiu a análise da situação dos presos. Dos 1.406 detidos, 942 tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva (sem prazo determinado) e 464 obtiveram liberdade provisória, mediante medidas cautelares.
 

Desde então, a Polícia Federal tem efetuado a prisão de diversos envolvidos nos atos. Na quinta etapa da operação Lesa Pátria, a PF prendeu o ex-chefe de setor da PM e mais três policiais do DF.
 


 

O QUE ESTÁ SENDO FEITO PARA EVITAR UM NOVO ATAQUE?
 

O ministro Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública) apresentou ao presidente Lula um pacote de ações jurídicas como resposta aos ataques golpistas.
 

O interventor federal na Segurança Pública do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, disse em entrevista ao podcast Café da Manhã, da Folha de S.Paulo, que não há chance de novos ataques golpistas. Ele afirmou ainda que por precaução há um plano de segurança reforçado.
 

O novo secretário da Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, disse em entrevista à Folha de S.Paulo que pretende criar um batalhão —500 policiais militares— para atuar mais próximo às sedes dos três Poderes.
 

Após críticas por lentidão, o procurador-geral da República, Augusto Aras, decidiu criar uma Comissão Temporária de Defesa da Democracia, no âmbito do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), que terá a princípio um ano de duração.

Bahia Noticias

Um mês que a Democracia venceu o terrorismo e a ultradireita

 em 8 fev, 2023 4:02


 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
                                   “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.


8 de Janeiro de 2023. Um dia que o Brasil jamais esquecerá. Entrou para a história como um dia que a Democracia venceu!

Perdeu o terrorismo!

Perderam os minoritários da ultra direita!

Perderam o ódio e o negacionismo!

E o desenrolar das prisões e dos processos de lá para cá mostrou que o golpe não foi vitorioso porque muitos deles, na ânsia de tomar o poder, não têm o mínimo de capacidade política e técnica.

São ignorantes no sentido mais amplo da palavra. São energúmenos, que desconhecem a lei, a história e, ao mesmo tempo, são inteligentes na arte de manipular o “gado” que venerava o mito.

O mesmo mito que foi embora e fugiu para os EUA e, por medo do presídio, vai acabar pedindo asilo na Itália, por conta da descendência e da segunda cidadania.

Aos adoradores do mito que ficaram restou a cadeia, a pulseira eletrônica, o medo, o choro, as doenças. Agora todos são favoráveis aos direitos humanos, mas na verdade merecem uma punição rigorosa e pagarem com seus recursos a destruição que fizeram nos três poderes.

 

AJU/Carnaval Conjunto Inácio Barbosa: Sentença TJSE proibição de  blocos e mandando desocupar área pública.

Através de ação pública do Ministério Público de Sergipe, o juiz da 18ª Vara Cível de Aracaju, Camilo Chianca de Oliveira Azevedo, proibiu que:

  1. a) que o Município de Aracaju abstenha-se de autorizar, dentro do Conjunto Inácio Barbosa, a realização de blocos e festas de grande repercussão social no período carnavalesco em razão dos motivos de segurança expostos;
  2. b) que o Estado de Sergipe, por meio da Polícia Militar de Sergipe, fiscalize o cumprimento integral do quanto

determinado no item “a”;

  1. c) que o Município de Aracaju, por meio da Sema, fiscalize os bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais do

Conjunto Inácio Barbosa, apurando se os referidos estabelecimentos estão cumprindo os limites da licença ambiental

e só permitir o uso de aparelhos sonoros, reprodução de música mecânica ou som ao vivo com a devida efetivação

da proteção acústica;

  1. d) que o Município de Aracaju, por meio da Emsurb fiscalize os espaços públicos do Conjunto Inácio Barbosa,

coibindo a ocupação irregular e ilegal, usada para exercer atividades ou empreendimentos.

Procedimento instaurado A Ação do MPE teve como base procedimento instaurado através de fatos relatados pela Associação de Moradores do Conjunto Inácio Barbosa, devido a realização de diversos eventos de carnaval, com ou sem a devida autorização da municipalidade e sem apoio logístico e de segurança do Estado de Sergipe. A referida associação noticiou abusos que ocorreram no conjunto, com a realização desorganizada dos chamados “bloquinhos de carnaval”, o que ocasionava transtornos aos moradores, seja no trânsito, seja na limpeza da comunidade, bem como na segurança do conjunto. Relataram também ao ente ministerial a ocorrência de diversos crimes no âmbito desses bloquinhos, tais como roubo, agressões físicas, tráfico de drogas e, também, os crimes ambientais de perturbação ao sossego com prática de poluição sonora.

Oração para o amigo e jornalista Anderson Barbosa O jornalista Anderson Barbosa estava a caminho do trabalho ontem, 7, (TV Sergipe), quando um condutor avançou o semáforo e provocou um grave acidente. Segundo informações, chegou a assumir a culpa, mas depois recuou. Anderson fraturou uma costela e teve um dos pulmões furados e encontra-se na UTI em observação. O titular deste espaço pede orações para o amigo Anderson Barbosa.

Um grande profissional e ser humano. O titular deste espaço teve o prazer de conhece-lo quando diretor da Câmara de Aracaju onde ele ficou como repórter do programa Câmara em Ação e de lá foi para a TV Sergipe. Natural de Cedro de São João, Anderson é um profissional diferenciado e tem trabalho de enfoque social.

Excelentes profissionais e alguns do comando num “mundo de ilusão” O titular deste espaço entende que o jornalismo da TV Sergipe tem excelentes profissionais, porém muitas vezes o comando maior parece que vive num mundo de ilusão, pensando que o povo não tem capacidade de discernimento. Noticiar que o repórter da emissora sofreu um acidente e foi levado para a UTI e, minutos depois, colocar uma matéria do citado repórter no ar, foi um desrespeito horrível. Sem noção e sem coração.  Ou seja, para alguns do comando o bom senso desapareceu há muito tempo. Lamentável!

Não para E não param de chegar mensagens para o blog mais lido de Sergipe depois da notícia sobre a história da compra de 2 apartamentos na grande Aracaju e de 1 casa no Santos Dumont. O blog continua recebendo informações e investigando a fundo cada detalhe. Pra semana tem mais, pois cada dia uma novidade. O jeito é rezar o rosário pra Nossa Senhora de Aracaju.

 Silêncio sepulcral Um tremendo silêncio tomou conta da cúpula da arquidiocese de Aracaju. Um fantasma está rondando entre a praça Olímpio Campos e a avenida Pedro Calazans. Misericórdia.

Neto de Lula recebe gratificação natalina com um mês de trabalho Deu nos Antagonista, Terra e UOL: Funcionário da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes de Sergipe, o salário de João Gabriel Lula da Silva é de R$ 1.575, mas foi aumentado para R$ 6.692,84 após bonificações. Em seu primeiro mês de trabalho como assessor da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes de Sergipe, João Gabriel Lula da Silva Sato Rosa (foto), neto de Lula de 19 anos, viu seu salário passar de R$ 1.575 para R$ 6.692,84.

Adicional Conforme publicou o portal Terra, e confirmou O Antagonista, o neto do presidente, lotado na Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), ganhou um adicional de R$ 4 mil como parte da Gratificação de Estímulo às Atividades Administrativas e de Gestão. Ele também recebeu um extra de R$ 1.117,84, como primeira parcela de gratificação natalina, R$ 1.050,00, como gratificação de representação, e R$ 525 por ocupar um cargo comissionado no governo de Sergipe. João Gabriel Lula da Silva foi nomeado pelo governador Fábio Mitidieri (PSD) para o cargo de assessor extraordinário III no dia 13 de janeiro. Na época, o governo de Sergipe afirmou, em nota, que a contratação não foi política e “pautou-se em critérios considerados técnicos”.

Nota Secretaria de Educação Em nota, a Secretaria de Educação afirmou que o salário está “compatível ao trabalho desenvolvido” por João Gabriel. No entanto, a pasta reconheceu que foi um “erro” conceder a primeira parcela da gratificação natalina ao neto do presidente. Segundo a Secretaria, o governo de Sergipe paga a todos os servidores o décimo terceiro salário dividido em duas parcelas, sendo a primeira depositada no mês de aniversário do servidor.

“Equívoco” no preenchimento do cadastro, explica a nota da educação “Entretanto, em relação ao caso específico do servidor João Gabriel, cujo contracheque constava a primeira parcela da gratificação natalina, houve um equívoco no preenchimento do cadastro no sistema de RH da Secretaria da Educação, em que foi incluída a data de expedição da Carteira de Identidade do servidor (5 de janeiro de 2016). Logo, ele faz aniversário no mês de novembro, comprovado em todos os documentos.” “A Secretaria de Estado da Educação e da Cultura salienta que fará a correção no cadastro do sistema do servidor e a retificação no registro funcional, ressaltando que providências já serão tomadas no tocante à devolução do valor da parcela da gratificação natalina ao erário.” João Gabriel é filho de Lurian Cordeiro Lula da Silva, a filha mais velha do presidente da República.

 Procedimentos E o ex-deputado federal André Moura ressaltou ontem, 07, pelo twitter, que recebeu com a alegria a notícia da inclusão pela Agência Nacional de Saúde Suplementar do Zolgensma no rol de procedimentos a ser seguido pelos planos de saúde. “O remédio, que será fornecido para crianças de até seis meses, combate a Atrofia Muscular Espinhal e custa R$ 6,4 milhões”, registrou.

Governador e autoridades prestigiam posse da nova mesa diretora da FAMES A nova mesa diretora da Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (FAMES) tomou posse no final da tarde da segunda-feira, 6, na sede da instituição, durante cerimônia que contou com a presença do governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, de deputados estaduais, de prefeitos, prefeitas e autoridades.

Integrantes Foram empossados para o biênio 2023/2024, o presidente Alan Andrelino, prefeito de Areia Branca; a vice-presidente Silvany Mamlak Cavalcante, prefeita de Capela; o 1º secretário, Júnior Macarrão, prefeito de Santa Rosa de Lima; o 2º secretário, Marcell Moade, prefeito de Campo do Brito; e o tesoureiro Iggor Oliveira, prefeito de Poço Verde.

Contribuição O presidente Alan Andrelino agradeceu a contribuição do ex-presidente da FAMES e atual deputado estadual, Christiano Cavalcante, pelo trabalho desenvolvido durante o período em que esteve à frente da entidade. “Gosto de registrar sempre que foi através de Christiano que conseguimos esse prédio, um investimento de mais de R$ 1 milhão, fora as várias contribuições na parte social, na educação, na saúde, e no relacionamento com o governo. Hoje, o governador veio prestigiar a nossa posse e isso é uma demonstração de que construímos uma boa relação”, declarou o presidente.

Entidade forte A vice-presidente empossada, Silvany Mamlak Cavalcante, disse estar feliz por fazer parte de uma entidade forte, com a presença de autoridades e colegas gestores prestigiando a cerimônia de posse. “Fico muito feliz em ver a FAMES hoje, uma entidade forte, isso demonstra que realmente é a casa dos municípios sergipanos”, disse a vice-presidente, pontuando que essa união fortalece o diálogo, que deve ser constante para que os municípios possam trabalhar juntos em prol de políticas públicas que cheguem aos municípios.

Relação O governador Fábio Mitidieri destacou a relação entre a Federação e o Governo do Estado e declarou acreditar no trabalho da nova gestão. “A FAMES traz as demandas municipalistas e é muito importante, ela poupa tempo e ganha no desenvolvimento e na parceria entre o Estado e os municípios, e tenho a certeza de que o fortalecimento da FAMES é bom para Sergipe, e é muito bom para o nosso Governo”, manifestou o governador. “Estou muito feliz com a nova diretoria, são todos amigos, pessoas que quero muito bem, em especial o presidente Alan de Agripino. Tenho consciência da sua capacidade de fazer um grande trabalho à frente da instituição”, acrescentou Mitidieri.

Governador conhece o Frigoserrano e destaca a qualidade do empreendimento O governador do Estado, Fábio Mitidieri, visitou na última sexta-feira, 3, o Frigorífico Serrano, localizado no município de Itabaiana, no Agreste de Sergipe. Ele acompanhou a inauguração da sala da desossa, que representa uma ampliação dos serviços do empreendimento para atender as distribuidoras de carnes congeladas em todo o estado.

Geração de empregos O governador estava acompanhado de diversas autoridades e destacou a organização do Frigoserrano, principalmente a geração de empregos. “Parabéns pelo investimento, por acreditar em Sergipe, tá apostando e gerando emprego aqui, inaugurando mais uma etapa do seu investimento. Sergipe lhe agradece e em nome do povo sergipano quero lhe agradecer. Continue gerando empregos e se desenvolvendo para que o nosso Estado não pare de crescer”, disse a um dos sócios majoritários, Moacir Souza.

Normas O Frigoserrano, que já é referência no Estado como frigorífico regulamentado para o abate de animais atendendo todas as normas do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), passa a ampliar seus serviços com a comercialização de carnes diretamente do seu estabelecimento. A expansão dos serviços proporcionará ao frigorífico sair de 160 empregos diretos para ultrapassar os 200 postos de trabalho.

Nova unidade “Eu já conhecia o frigorífico, agora ele ampliou seus serviços, construiu uma nova unidade, que foi a sala da desossa, para poder agregar valor, colocar no mercado canes especializadas, e é um momento muito importante porque é mais geração de empregos, mais geração de renda, e o Estado de Sergipe cada vez mais se desenvolvendo. Meus parabéns ao Grupo Maim”, comentou o secretário de Estado da Agricultura, Zeca da Silva.

Exemplo Também presente na inauguração, o diretor presidente da Emdagro, Gilson dos Anjos, disse que o Frigoserrano é um exemplo de frigorífico no Estado de Sergipe. “Ele não dá trabalho aos nossos técnicos, atua dentro das normas do Ministério da Agricultura, das determinações da Emdagro e do Governo do Estado. E o que nós precisamos é isso, ter empresários que venham para o Estado de Sergipe gerar emprego e renda e o mais importante: preocupado com a saúde da população, colocando nas prateleiras produtos de qualidade”, pontuou.

Frigoserrano O Frigorífico Serrano foi inaugurado em 2017. Ele está localizado no Povoado Lagoa do Forno, em Itabaiana, e tem capacidade para abater, diariamente, 600 bois, 200 suínos e 200 caprinos. O empreendimento conta com lagoas de estabilização que recebem todos os resíduos para tratamento biológico, 13 câmaras frias e caminhões frigoríficos. A unidade atende ao mercado sergipano de carne, realizando o abate dos animais, atendendo as exigências sanitárias e satisfazendo as demandas tanto dos criadores quanto dos consumidores.

Frigoserrano II Além de preservar o meio ambiente, o Frigorífico Serrano também presa pela cadeia produtiva local. O cliente, que é o dono do boi (pecuarista ou marchante) leva o animal ao frigorífico, que confere a Guia de Trânsito Animal (GTA), faz o abate dentro dos padrões de higiene exigidos pelos órgãos da vigilância sanitária e inspeção animal, e em seguida, os cortes de carne e vísceras são embalados e depois transportados em caminhões frigoríficos até a banca de mercado, feiras ou em outro lugar que o proprietário do animal desejar.

Sessão Especial organizada pela Professora Ângela Melo celebrará 43 anos do PT “O Partido dos Trabalhadores surge da necessidade sentida por milhões de brasileiros de intervir na vida social e política do país para transformá-la. A mais importante lição que o trabalhador brasileiro aprendeu em suas lutas é a de que a democracia é uma conquista que, finalmente, ou se constrói pelas suas mãos ou não virá”.

Desafios  43 anos depois, o Manifesto de fundação do Partido dos Trabalhadores, aprovado em 10 de fevereiro de 1980, segue atual tanto sobre os desafios da população brasileira quanto sobre a importância de um partido “que tem a alma do povo e tem a cara da gente”, parafraseando um conhecido jingle de campanha eleitoral de Lula.

Comemoração Para celebrar a história do maior partido de esquerda da América Latina, e do partido que mudou a história do Brasil, a Câmara Municipal de Aracaju realizará, na próxima sexta-feira, 10/02, às 9h, uma Sessão Especial alusiva aos 43 anos do PT. “Será um momento de comemoração da história de luta e beleza desse partido que muito me orgulha ser militante, mas também um momento de discussão sobre os desafios do povo brasileiro e também do próprio PT”, disse a vereadora Professora Ângela Melo, autora do requerimento da Sessão Especial.

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Lula age corretamente ao determinar que AGU conteste a privatização da Eletrobras

Publicado em 7 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Lula diz que 'desgraceira' o levou a assinar decreto para retirar  garimpeiros de território yanomami

Lula diz também que vai proibir garimpo em terra indígena

Guilherme Mazui
g1 — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira (7) o processo de privatização da Eletrobras, que chamou de “errático”, “lesa-pátria” e “quase que uma bandidagem”. O petista afirmou também que o governo, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), irá pedir a revisão dos termos e efeitos da desestatização da empresa.

As declarações foram feitas durante entrevista a canais de mídia alternativos no Palácio do Planalto.

CONGRESSO APROVOU – A privatização da Eletrobras foi proposta pela gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro via medida provisória, que foi aprovada com alterações pelo Congresso em junho de 2021. O texto foi convertido em lei em julho daquele ano com a sanção presidencial.

O foco da MP da privatização foi a venda de ações da Eletrobras até que o governo deixasse de deter 60% dos papeis da estatal e passasse a ser dono de 45% da empresa.

Para Lula, os termos da privatização da Eletrobras são “leoninos” contra o governo porque impedem que a União volte a ter controle acionário da empresa.

ENTRAR NA JUSTIÇA – “Foi feito quase que uma bandidagem para que o governo não volte a adquirir maioria na Eletrobras. Nós, inclusive, possivelmente o advogado-geral da União, [ele] vai entrar na Justiça para que a gente possa rever esse contrato leonino contra o governo”, disse Lula.

“Tanto na participação acionária nós queremos ter mais gente na direção, mais gente no conselho, quanto esse negócio de que você não pode comprar porque você vai pagar três vezes mais caro”, acrescentou o petista.

Lula também sinalizou que o governo vai comprar mais ações da estatal, caso as condições econômicas permitam. “O que posso dizer é que foi um processo errático, foi um processo leonino contra os interesses do povo brasileiro, foi uma privatização lesa-pátria”, ressaltou Lula.

MAIS MÉDICOS – Na entrevista, Lula também afirmou que vai abrir uma nova rodada de contratação de profissionais de saúde via Mais Médicos, programa criado para a interiorização de médicos que, na gestão Bolsonaro, foi rebatizado de Médicos pelo Brasil.

O presidente fez o anúncio quando comentava a crise sanitária no Terra Indígena Yanomami. Disse que vai proibir o garimpo e contratar médicos.

“Quero saber qual o médico que tem coragem de trabalhar lá nos Yanomami, ficar uma semana lá seguido. Vamos ter que outra vez abrir licitação do Mais Médicos. Se tiver médico brasileiro, vai para lá. Obviamente, que temos de dar preferência para os nossos médicos ir para lá. Mas, se não tiver os nossos médicos, a gente vai procurar médico em outro, lugar para levar aonde as pessoas precisam de médico”, disse Lula.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Lula age corretamente ao pedir que seja revisto o processo de privatização da Eletrobrás, que Pedro do Coutto denunciou insistentemente aqui na Tribuna, com total conhecimento de causa. Quanto à contratação de médicos cubanos, é um erro brutal, porque eles tinham de remeter a maior parte da remuneração para o governo de seu país, deixando também uma “comissão” de intermediação na Associação Panamericana de Saúde, uma entidade tipo 171. Lula não pode aceitar novamente essa picaretagem, que envolve a exploração dos médicos pelo regime castrista. Seria o fim da picada. (C.N.)

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