sábado, dezembro 10, 2022

Interlocutores dizem que PL não tem dinheiro para alugar casa e escritório para Bolsonaro


Por Redação

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Interlocutores disseram nesta sexta-feira (9) que o Partido Liberal está sem dinheiro para alugar uma casa e um escritório para o presidente Jair Bolsonaro (PL), após derrota nas eleições deste ano. Isso porque, a sigla teve as contas bloqueadas por decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes. Na ocasião, o magistrado multou o PL em R$ 23,9 milhões por litigância de má-fé depois de divulgar um relatório que pedia anulação de votos do segundo turno presidencial sem apontar provas de fraude.

 

Ainda segundo interlocutores, o bloqueio nas contas do partido provocou também atraso nos pagamentos dos salários de cerca de 60 funcionários.

 

O jornal O Globo informou que o presidente teria demonstrado interesse em morar em um condomínio de mansões no bairro Jardim Botânico, em Brasília, que custa aproximadamente R$ 11 mil. 

Bahia Notícias

Múcio diz que falou com Moraes sobre indicação ao Exército e cobra Bolsonaro sobre atos antidemocráticos

Sábado, 10/12/2022 - 07h40

Por Cézar Feitoza | Folhapress

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Foto: Divulgação / Tribunal de Contas da União

O futuro ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou nesta sexta-feira (9) que conversou com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para explicar a escolha dos comandantes das Forças Armadas.
 

Aliados do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levantaram dúvidas sobre o general Júlio César Arruda, escolhido para comandar o Exército, considerado bolsonarista por uma ala da transição.
 

Segundo Múcio, após as ressalvas apresentadas contra Arruda serem esclarecidas, ele foi até Moraes para explicar como se deu a definição do futuro comandante da Força.
 

"Eu fui ao Alexandre [de Moraes] dizer que me responsabilizava pela minha escolha --e tenho absoluta certeza que fiz o certo. Ele [Arruda] é uma pessoa comprometida com o Exército, oficial da Arma de Engenharia, respeitado por todos", disse à GloboNews.
 

Múcio seguiu o critério de antiguidade para definir os comandantes das três Forças Armadas. Além de Arruda, foram anunciados os nomes do almirante Marcos Sampaio Olsen (Marinha) e do brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno (FAB).
 

Na entrevista, o futuro ministro da Defesa também cobrou do presidente Jair Bolsonaro (PL) uma declaração para desmobilizar apoiadores que pedem um golpe militar contra a posse de Lula.
 

"Você imagine um comandante de batalhão, com cem pessoas enrolados na bandeira em sua frente. Qual é o fim disso? Eu, por exemplo, respeito demais o presidente [Bolsonaro], mas ele poderia dizer: guardem as bandeiras, nós nos reencontraremos em 2026. [Esta seria] uma atitude democrática", disse.
 

"Essas pessoas estão aguardando o quê? Eu respeito, tenho um monte de parente que está lá, enrolado em bandeira. Com que intuito? Estimular um golpe? Acho uma coisa extremamente perigosa para o país", completou.
 

Múcio disse que tem conversado com oficiais-generais da ativa e da reserva e que as Forças Armadas já demonstraram não apoiar "nenhum movimento" golpista contra a democracia.
 

Ele afirmou que cada oficial tem sua preferência política e que há, nas três Forças, divisão entre apoiadores de Lula e Bolsonaro. Para Múcio, no entanto, o desafio é despolitizar as Armadas.
 

"Evidentemente, precisamos colocar as coisas em seu devido lugar. As Forças Armadas são instituições do Estado brasileiro, não de quem está comandando o estado brasileiro."
 

O futuro ministro disse que conversou com Bolsonaro pelo menos duas vezes após a derrota para Lula e o descreveu como um "homem abatido, resignado talvez, mas não conformado".
 

"Eu tentei animá-lo. Você entrou aqui com uma facada, está saindo com metade do país. Qualquer governo vai depender ou precisar da sua anuência, seu estímulo à democracia. Você tem um patrimônio que ninguém tem. Poderá ser em 2026 o que o presidente [Lula foi agora]", completou.
 

Múcio ainda afirmou que, com a anuência de Lula, pretende conversar novamente com Bolsonaro.
 

Durante a entrevista, o ex-presidente do TCU (Tribunal de Contas da União) disse que nenhum assunto delicado sobre as Forças Armadas deve ser deixado de lado e que está disposto a conversar até sobre possíveis mudanças no artigo 142 da Constituição.
 

O dispositivo trata sobre a atribuição das Forças e tem sido desvirtuado por apoiadores de Bolsonaro para pedir uma intervenção militar.
 

Múcio disse até ser possível debater mudanças no currículo de formação dos militares. "[Este assunto] é um calo. [Para] muita gente da sociedade civil que queria participar da transição, o tema era esse. Vamos estudar, mas não agora nesse momento que estamos conversando. Vamos sentar e discutir os currículos, mas não como forma de punir as armas", defendeu.
 

Entretanto, Múcio afirma que as discussões sobre mudanças estruturais nas Forças devem ocorrer em outro momento e que o foco da transição será buscar a pacificação.
 

Nessa seara, o futuro ministro da Defesa disse que vai procurar o atual chefe da pasta, general Paulo Sérgio Nogueira, para discutir a possível antecipação da passagem de comando das Forças.
 

Como a Folha de S.Paulo mostrou, o movimento tem sido encabeçado pelo comandante da FAB, Baptista Júnior, considerado o mais bolsonarista das Forças.
 

O Alto Comando do Exército se posicionou contra a antecipação na semana passada e sugeriu ao comandante Freire Gomes que só saia do cargo após a posse de Lula.
 

"Foi anunciado que alguns comandantes haviam avisado que sairiam antes. Para quê? Sete dias [antes da posse]? Eu vou [até o ministro da Defesa] falar que as Forças Armadas não permitem isso. Por que vocês vão fazer isso?", perguntou.
 

"Não sei [se a antecipação será concretizada]. Eu prefiro ficar imaginando que tudo voltará ao normal para não sofrer de véspera. Acho que a gente vai conseguir conversar, chegar a um bom termo", completou.

Bahia Notícias

Transição entrega relatório final neste domingo; confira o que já se sabe

Sábado, 10/12/2022 - 08h00

Por Redação

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

O relatório final de cada um dos 33 grupos que integram o Gabinete de Transição deve ser entregue neste domingo (11) ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O trabalho trará indicações dos principais problemas de cada área e sugestões para os ministros que assumirão o próximo governo.

 

Com a entrega do primeiro relatório da transição, há alguns dias, os grupos técnicos iniciaram uma programação diária de anúncios para detalhar os diagnósticos que fizeram de cada setor do governo. Rombos no orçamento e falta de recursos para 2023 estão entre os principais reclamações, conforme publicado pelo Metrópoles.

 

"Cada gaveta que a gente abre é um buraco diferente", afirmou o coordenador dos grupos técnicos, Aloizio Mercadante.

 

Somente o grupo técnico (GT) de Planejamento, Orçamento e Gestão do gabinete de transição, por exemplo, afirmou que o Brasil possui uma dívida de R$ 5 bilhões com órgãos internacionais, entre eles a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 

A semelhança entre todos os grupos técnicos foi a acusação de rombos no orçamento dos setores e gastos desproporcionais promovidos pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).

 

O GT de Direitos Humanos, por exemplo, encontrou contratos no valor de R$ 172 milhões para compra de bebedouros e aluguel de guindastes pagos pelo Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos (MDH). Enquanto isso, o GT de Cidades descobriu que o orçamento para prevenção de desastres naturais para cada cidade do Brasil era de apenas R$ 500.

 

No caso do orçamento para educação, a Capes e o CNPQ tiveram uma redução de 60% dos fundos em relação a 2013. Já o GT de Minas e Energia declarou que o novo governo deverá herdar quase R$ 500 bilhões em impactos financeiros da atual gestão.

 

A primeira proposta, comum a quase todos os grupos, é fazer um “revogaço” de medidas adotadas pelo atual mandatário. O grupo técnico de Direitos Humanos, por exemplo, já adiantou que o relatório final pedirá a revogação de todas portarias e decretos que “vieram a comprometer a participação social”. Entre elas está a indicação de integrantes feita por Jair Bolsonaro para a Comissão de Anistia e para a Comissão sobre Mortos e Desaparecidos.

 

O senador eleito Flávio Dino (PSB-MA), que coordenou o grupo técnico da Justiça e Segurança Pública e foi anunciado como ministro da Justiça por Lula na última sexta (9), confirmou também que o futuro presidente deve revogar atos do presidente atual relativos à posse e ao porte de armas de fogo. Segundo ele, o objetivo é fazer valer o que estava previsto no Estatuto do Desarmamento, de 2003.

 

Em relação à saúde, também deve haver um revogaço de decretos, como o que dificulta o acesso ao aborto nas condições previstas na lei. O mesmo vale para o Meio Ambiente, com foco nas portarias que tratam de agrotóxicos e pesticidas.

 

Sobre a criação de ministérios, a transição propõe que Lula descumpra algumas promessas da campanha. A criação de um Ministério da Segurança Pública separado do Ministério da Justiça, por exemplo, é uma proposta que não será cumprida, como declarou o coordenador do grupo técnico e recém-apontado ministro, Flávio Dino.

 

A criação de um Ministério da Pesca também foi uma promessa eleitoral que não deve se concretizar. A maioria dos integrantes do grupo técnico de Agricultura defende que as pastas de Pesca e Desenvolvimento Agrário continuem dentro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Por outro lado, algumas pastas voltarão à Esplanada. O desmembramento do atual Ministério da Economia em três pastas trará de volta os ministérios do Planejamento, Fazenda, e Indústria e Comércio Exterior. A transição, no entanto, ressalta que não haverá custos extras para os cofres públicos, uma vez que a estrutura física e de pessoal será a mesma já existente.

 

Outras pastas a irem para a Esplanada são o Ministério das Cidades, Ministério da Cultura e o Ministério dos Povos Originários. A criação de ministérios da Mulher e da Igualdade Racial ainda serão estudados.

Bahia Notícias

Coaf deve ir para Justiça ou Fazenda, diz Flávio Dino

Sábado, 10/12/2022 - 09h00

Por Folhapress

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, disse que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) deve voltar para o Ministério da Justiça ou Ministério da Fazenda para uma melhor gestão. Atualmente, o órgão está sob a responsabilidade do Banco Central.
 

"Hoje o Coaf está sob autoridade do Banco Central, é uma localização esquisita, eu diria, porque hoje o Banco Central tem a chamada independência. Não é propriamente atribuição da autoridade monetária, que já tem tantos deveres, cuidar de mais isso", disse Dino, em entrevista à Globonews.
 

"Aparentemente havia uma ideia de esvaziamento, de escantear esse órgão tão importante. Nós precisamos trazer para o local certo para garantir eficácia não só em relação a crimes violentos, como também aos chamados crimes de colarinho branco, corrupção", acrescentou.
 

Antes da gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL), o Coaf era vinculado ao Ministério da Fazenda. No início do atual governo, o órgão foi transferido para a pasta da Justiça, em atendimento a um pedido de Sergio Moro. O arranjo fazia parte da estratégia do ex-juiz da Operação Lava Jato para ampliar o combate à corrupção.
 

O Congresso reagiu. Em 2019, a comissão mista que analisava a medida provisória da reforma administrativa devolveu o conselho ao Ministério da Economia, em derrota para Moro.
 

Sob pressão de parlamentares, incluindo os da base aliada, o Palácio do Planalto não se empenhou em manter a configuração desejada pelo então titular da Justiça.
 

A corrupção é o tema mais frequente nas comunicações entre o Coaf e outras autoridades. Em 2018, o órgão foi responsável por elaborar um relatório indicando movimentação financeira atípica de Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) -filho do presidente (ele nega as irregularidades apontadas).
 

Em maio de 2021, Bolsonaro cortou a verba que seria destinada pelo Coaf à modernização de seu principal instrumento de identificação de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.
 

O Conselho havia planejado usar quase R$ 7 milhões neste ano para a atualização do Siscoaf (Sistema de Controle de Atividades Financeiras). A plataforma é usada para receber informações suspeitas do sistema financeiro, analisar dados e produzir relatórios de inteligência para órgãos como Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público.
 

Durante a entrevista, Dino também falou que deve ser revista uma norma que regulamenta as regras para considerar um cidadão superendividado e define valor mínimo existencial que não pode ser comprometido com dívidas.
 

Segundo o decreto, o superendividamento é a situação na qual o consumidor não consegue pagar as suas dívidas sem comprometer o mínimo existencial.
 

Ao subtrair o total das dívidas da renda recebida mensalmente, é preciso que reste ao cidadão, no mínimo, R$ 303 para viver. Caso contrário, ele é considerado superendividado.
 

"Vamos propor ao presidente Lula a revisão desse decreto do atual presidente da República que colocou o mínimo existencial num patamar muito baixo, até incongruente. Porque se estabelece que a política de renda mínima é de R$ 600, como e, outra política pública diz que é de R$ 303? É preciso que haja mais coerência interna no sistema jurídico e dê mais eficácia a esses acordos", disse.

Porto Seguro: Turista de SP vai ao encontro de mulher que conheceu na internet e é morto


Por Redação

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Foto: Divulgação / Polícia Civil

Dois homens foram presos nesta sexta-feira (9), na BR-101, suspeitos de matar e roubar um turista de São Paulo que estava em Porto Seguro, no sul da Bahia. De acordo com a Polícia Civil, Erivaldo Alves dos Santos, de 47 anos, viajou para a Bahia para encontrar uma suposta mulher que havia conhecido através das redes sociais.

 

O homem estava desaparecido desde 2 de dezembro, quando chegou ao município. Segundo as informações, no mesmo dia, todo o dinheiro que havia na conta bancária dele foi transferido via PIX. Ainda conforme a Polícia Civil, a investigação do desaparecimento da vítima constatou que a conta da suposta mulher que Erivaldo conversava era falsa.

 

Dois mandados de prisão temporária foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Porto Seguro, após parecer do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Os suspeitos foram encontrados durante abordagem a um veículo nas proximidades do distrito de Monte Pascoal, no município de Itabela. O carro vinha de Ribeirão das Neves (MG), e era ocupado por cinco homens - dois investigados e três que integravam o grupo durante a viagem.

 

O suspeito de criar a conta falsa foi encontrado com o celular da vítima e confessou ter matado o turista no último dia 2 de dezembro. Ele também confirmou ter feito as transações bancárias.

 

O corpo de Erivaldo foi enterrado em uma área de vegetação que fica em uma estrada que liga Arraial D’Ajuda e Trancoso.

Bahia Notícias

Comentaristas criticaram as danças do Brasil festejando os gols: “É falta de respeito!”

Publicado em 9 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet

Metrópoles | Tite faz dança do pombo com Richarlison; veja

Tite bancou o dançarino com os jogadores e acabou “dançando”

Deu em O Globo

O ex-jogador e comentarista irlandês Roy Keane voltou a falar sobre a polêmica em que se envolveu com a seleção brasileira após críticas às danças nas comemorações dos gols na vitória por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul, pelas oitavas de final da Copa do Mundo do Catar. Em conversa com Gary Neville e e Micah Richards, também ex-jogadores e comentaristas, o ex-volante disse “amar” o Brasil e a seleção brasileira, mas voltou a atacar as danças, em especial a do técnico Tite, que fez a “dança do pombo” ao lado de Richarlison.

— Amo assistir o Brasil e o que eles representam. Assisti em 1982, amo tudo sobre eles quando trazem o futebol (para a Copa). Mas não quando eles começam a dançar dez minutos depois do gol ou quando o técnico começa a dançar […] Quando você pensa na Copa, pensa no Brasil. Amo assisti-los porque eles são brilhantes no futebol, mas não quando dançam, ou quando o técnico dança. Não é respeitoso.

PELA TELEVISÃO – O vídeo foi divulgado em canal especial da emissora “Sky Sports”. Entre risadas, as opiniões de Keane são confrontadas por Micah e Neville, que argumentam se tratar da cultura do futebol brasileiro, em especial em Mundiais. Mas o irlandês seguiu sustentando posição contrária às comemorações artísticas e o envolvimento do treinador nelas.

O ex-jogador também apontou para a duração das comemorações. Segundo ele, os jogos terão “três dias de duração” se todos os que fizerem gols dançarem.

“Não consigo entender como um técnico pode dançar quando o jogo ainda está em andamento. Tem um treinador rival a alguns metros dele, é preciso atentar a isso. O jogo é sobre respeito. Dance depois no vestiário, ou numa balada, não vai ser um problema” — diz o comentarista, que encerra com uma ironia: “Sabe o que eles deveriam fazer? Quando os técnicos fizerem suas (cursos para) licenças profissionais, ensinem a eles danças para fazer no banco de reservas, esqueçam as táticas”.

DISSE TITE – Na entrevista coletiva após a partida, o técnico Tite já havia falado sobre o momento da dança, sem citar os comentários do irlandês. Segundo ele, não havia qualquer intenção de desrespeito ao técnico da Coreia do Sul, Paulo Bento, como Keane implicou em suas novas falas.

“Sempre tem os maldosos que vão entender como desrespeito. Eu falei para os atletas me esconderem um pouco, sei da visibilidade. Não queria que tivesse outra interpretação a não ser pela alegria do gol, do resultado, do desempenho, mas não desrespeito pelo adversário ou ao Paulo Bento, que tenho respeito muito grande. Mas não deu para esconder”, alegou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Tite é bisonho e reclama dos “maldosos”. Não consegue entender que a falta de respeito ao adversário é clara e ostensiva. É uma questão de educação esportiva. O Barão de Coubertin e Jules Rimet devem estar se revirando nos mausoléus. 
O pior é que essa comemoração exagerada e antes do tempo desperta os brios dos adversários e pode acabar virando piada, como aconteceu contra Croácia. Mas quem se interessa? (C.N.)

Após derrota na Copa, Bolsonaro quebra o silêncio e incita apoiadores no Alvorada


Bolsonaro rompe o silêncio e fala com apoiadores no Palácio da Alvorada

Triste e abatido, Bolsonaro discursou durante quinze minutos

Jussara Soares e Daniel Gullino
O Globo

Após 37 dias sem se manifestar publicamente, o presidente Jair Bolsonaro (PL) rompeu o silêncio nesta sexta-feira e se dirigiu a apoiadores que se aglomeraram diante do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. Por cerca de 15 minutos, fez um discurso em que reclamou de críticas, disse se responsabilizar pelos seus erros e que o período de reclusão “dói na alma”.

— Estou praticamente há quarenta dias calado, não é fácil. Dói, dói na alma. Sempre fui uma pessoa feliz no meio de vocês, mesmo arriscando minha vida no meio do povo, como arrisquei em Juiz de Fora em setembro de 2018 — afirmou.

ROTINA DE RECLUSÃO – Desde a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro adotou uma rotina de reclusão. Diminuiu as publicações nas redes sociais e interrompeu as lives que eram transmitidas às quintas-feiras. A última vez que o atual presidente havia se dirigido aos apoiadores foi em 2 de novembro, quando gravou um vídeo pedindo que manifestantes desocupassem as rodovias.

Os manifestantes, que têm ocupado as frentes dos quarteis, começaram a chegar à residência oficial ainda durante o jogo do Brasil pela Copa do Mundo. O grupo, aliás, chegou a comemorar quando a Seleção Brasileira foi eliminada da competição pela Croácia nos pênaltis.

Após a derrota, Bolsonaro se dirigiu ao gramado em frente do Palácio da Alvorada. Inicialmente, ouviu em silêncios os apoiadores que gritavam “eu autorizo” e cobravam ação das Forças Armadas. Só depois iniciou um discurso, acompanhado do ex-ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, e do ex-ministro do Turismo, Gilson Machado.

SEM CRÍTICAS – O atual chefe do Executivo, sem ser específico sobre o que dizia, pediu para que as pessoas não fizessem críticas sobre o que elas não sabem.

“As decisões, quando são exclusivamente nossas, são menos difíceis e menos dolorosas. Mas quando elas passam por outros setores da sociedade são mais difíceis e devem ser trabalhadas. Se algo der errado é porque eu perdi a minha liderança. Eu me responsabilizo pelos meus erros. Mas peço a vocês: não critiquem sem ter certeza absoluta do que está acontecendo” — disse.

Ao encerrar sua fala, Bolsonaro chamou de “cidadãos de verdade” os manifestantes que contestam, sem provas, o resultado das eleições. “Vocês estão se manifestando de acordo com as nossas leis. Vocês são cidadãos de verdade. Está na hora de parar de ser tratado como outra coisa aqui no Brasil” — assinalou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Foi um discurso ambíguo, incitando os manifestantes. “Nada está perdido. O final, somente com a morte. Quem decide meu futuro, para onde eu vou, são vocês. Quem decide para onde vão as Forças Armadas são vocês”, assinalou aos apoiadores que pediam intervenção militar para evitar a posse de Lula. E vejam a que ponto a polarização chegou. É inacreditável que haja bolsonaristas que ficaram contentes com a derrota da seleção brasileira. Essas pessoas fanatizadas pelo radicalismo precisam acordar e voltar a viver(C.N.)

Primeiros nomes do Ministério não trazem novidade, são “mais dos mesmos…”

Publicado em 9 de dezembro de 2022 por Tribuna da Internet

Da esquerda para a direita: Fernando Haddad (Economia), Flávio Dino (Justiça), Glesi Hoffmann (presidente do PT), Lula, Alckmin, Rui Costa (Casa Civil) e José Múcio Monteiro (Defesa) — Foto: Reprodução

Lula apenas confirmou os nomes já anunciados exaustivamente

Deu no g1

O presidente eleito Lula (PT) anunciou na manhã desta sexta-feira (9) os nomes de cinco ministros do futuro governo. Foram escolhidos os seguintes nomes: Fazenda: Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação; Casa Civil: Rui Costa, governador da Bahia; Defesa: José Múcio Monteiro, ex-deputado e ex-ministro do Tribunal de Contas da União; Justiça: Flávio Dino, ex-governador do Maranhão e senador eleito; Relações Exteriores: Mauro Vieira, diplomata e ex-chanceler.

O anúncio aconteceu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde atua a equipe de transição de governo.

MULHERES E NEGROS – No ato público, Lula disse que, embora não tenha anunciado mulheres nem negros neste momento, eles terão representação significativa no ministério.

Lula afirmou também que vai anunciar nas próximas semanas os nomes de mais ministros. Na mesma entrevista, Lula ainda disse que mantém a ideia de recriar o Ministério da Segurança Pública; as Forças Armadas devem proteger o povo, e não ‘fazer política’; e acredita na aprovação da PEC da Transição na Câmara.

Lula disse também que pretende recriar o Ministério da Segurança Pública, hoje atrelado ao Ministério da Justiça. “Nós temos o interesse de criar o Ministério da Segurança Pública, mas a gente não pode fazer as coisas de forma atabalhoada”, argumentou.

MISSÃO DE DINO – O presidente eleito explicou que, antes, cabe a Dino, novo ministro da Justiça, reorganizar órgãos como a Polícia Rodoviária Federal. E acrescentou: “O companheiro Flávio Dino tem a missão, primeiro, de consertar o funcionamento do Ministério da Justiça, de consertar o funcionamento da Polícia Federal.”

A montagem do futuro governo acontece em meio às articulações da equipe de Lula para aprovar no Congresso Nacional a PEC da Transição.

O texto, que possibilita o pagamento de R$ 600 de Bolsa Família, já passou pelo Senado. Agora, tramita na Câmara. Lula diz acreditar na aprovação do texto também pelos deputados.

FARÁ CONVERSAS – “Eu já ouvi boatos que a PEC vai ter problema na Câmara dos Deputados, eu não acredito. Eu farei quantas conversas foram necessárias para que a PEC seja aprovada”, disse o petista.

Ao comentar as atribuições de Múcio Monteiro, novo ministro da Defesa, Lula disse que as Forças Armadas têm que defender o povo e a soberania nacional, e não “fazer política”.

“As Forças Armadas têm um papel importante. As Forças Armadas têm um papel constitucional: têm que cuidar da soberania nacional, têm que defender o povo brasileiro de possíveis e eventuais inimigos externos. E é para isso. As Forças Armadas não foram feitas para fazer política, não foram feitas para ter candidato. Quem quiser ser candidato, se aposente e seja candidato”, afirmou Lula.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Nada de novo no front ocidental. Até as poltronas do Centro Cultural Banco do Brasil, onde se negocia a transição, já sabia que estes nomes estavam escolhidos. Quanto a escolher mulheres e negros, é uma bobagem. O importante é que sejam competentes. Basta lembrar os erros de Bolsonaro, como Damares Alves e Eduardo Pazzuelo, dois equívocos monumentais. (C.N.)

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