terça-feira, maio 10, 2022

Nas manifestações, surgiram homenagens a jornalistas que defendem a democracia

Publicado em 9 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Sobre um cartaz

Os cartazes exibiam fotos de jornalistas que apoiam o governo

Luís Ernesto Lacombe
Gazeta do Povo

Recebi a foto por aplicativo de mensagens durante a última edição do programa dominical que apresento na internet. Aliás, foram três fotos do mesmo cartaz em manifestações aparentemente em cidades diferentes. Mais um Primeiro de Maio em verde e amarelo… Um mesmo cartaz, com uma frase de Winston Churchill: “Nunca tantos deveram tanto a tão poucos”.

Abaixo dela, a foto de dez comunicadores, a foto de jornalistas! Eu estava entre eles, em companhia que muito me honra: Alexandre Garcia, Augusto Nunes, Cristina Graeml, Ana Paula Henkel, Rodrigo Constantino…

A frase de Churchill, proferida em discurso na Câmara dos Comuns em 1940, se referia aos aviadores britânicos que resistiam aos ataques nazistas durante a Segunda Guerra.

RESPEITAR OS FATOS – Naquele cartaz nas manifestações pelo Brasil, nenhum de nós é um piloto de caça em meio a uma guerra. Não a que se trava com aparato bélico, com bombas e tiros. Porque, sim, há uma guerra. Ainda assim, não somos nós heróis de nada. Somos combatentes posicionados, não somos militantes. Talvez sejamos.

Nossa militância eterna é pela única forma de jornalismo possível: aquela que respeita os fatos, que mergulha na realidade, que conta todos os lados da história. O jornalismo que respeita a curiosidade, a desconfiança, que pergunta e permite que perguntem, que preserva e estimula o senso crítico, o debate.

A questão é que inventaram um conceito segundo o qual basta alguém enxergar meia qualidade no governo para se tornar “bolsonarista”. Daí a ser chamado de negacionista, genocida, fascista e nazista é um pulinho. Mas a turma no cartaz é pacífica, mas não pacifista. Não foge à luta pela verdade, não apela para conjunções adversativas para diminuir acertos e conquistas. Fala de problemas reais, enxerga soluções a caminho e também os inevitáveis tropeços, que não são aumentados, desvirtuados e endereçados a um único culpado, numa guerra política suja.

É NOSSO DEVER – Há uma turma grande que não relativiza o conceito de liberdade, que poderia estar em muitos cartazes, em muitas manifestações. Ainda que eu consiga estranhar a lembrança, a homenagem, o agradecimento feito no último Primeiro de Maio. Se o jornalista trabalha com histórias reais e ainda em movimento, mais do que ninguém, tem a obrigação de defender a democracia, a liberdade de expressão, o devido processo legal, a Constituição… É nosso dever, ou seremos militantes, seres passionais, cegos, intolerantes, reféns dos nossos próprios desejos.

O objetivo principal será sempre informar da maneira correta, com clareza, objetividade, coloquialidade. Qualquer posicionamento só pode ser aceito quando baseado no mundo real. E objetivos inaceitáveis são todos aqueles que, como escreveu Alexandre Garcia, “escapam da vocação natural e da obrigação do jornalismo: estar em defesa vigilante dos valores éticos, humanos e legais que nos mantêm em civilização, livres de qualquer tipo de totalitarismo”.

Se há jornalistas homenageados em manifestações é porque há os que não merecem reconhecimento… E todo jornalista deveria ter o compromisso com a verdade, o único caminho para a liberdade.

(Artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)


Ao recorrer da multa de R$ 405 mil, Silveira alega que Moraes ‘posterga’ o fim do processo

Publicado em 10 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Daniel Silveira diz que lei não o impede de ser candidato a reeleição

Moraes já bloqueou todas as contas bancárias de Silveira

Rayssa Motta
Estadão

O deputado bolsonarista Daniel Silveira (PTB-RJ) entrou nesta segunda-feira, 9, com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a multa de R$ 405 mil pelo descumprimento de medidas cautelares na ação em que ele foi condenado a oito anos e nove meses de prisão.

A defesa sugere dois caminhos: que o ministro Alexandre de Moraes reconsidere a própria decisão e cancele a multa ou que envie o recurso para análise no plenário do Supremo.

“EFICÁCIA IMEDIATA” – A advogada Mariane Andréia Cardoso, recém-chegada na equipe jurídica do deputado, diz que o decreto editado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para perdoar a pena imposta pelo STF tem “presunção de constitucionalidade” e “eficácia imediata”.

“O que produz o efeito concreto de extinção da punibilidade é a publicação do decreto presidencial, não a mera declaração de seus efeitos pelo poder judiciário, razão pela qual não é autorizada a perpetuação das medidas cautelares ou, pior, seu agravamento ou a aplicação de sanções em razão de seu suposto descumprimento”, diz um trecho do recurso.

O argumento contraria o posicionamento de Moraes, que em mais de uma ocasião afirmou que as medidas cautelares contra Daniel Silveira estão mantidas até o Supremo Tribunal Federal analisar os efeitos do perdão presidencial.

SEM JUSTA CAUSA – A defesa afirma ainda que o ministro “posterga” o desfecho do processo e, com isso, “perpetua a manutenção das medidas cautelares em uma ação penal, no tempo presente, sem objeto, sem interesse de agir e, consequentemente, sem justa causa”.

Além de exigir a anulação da multa, a advogada pede que o STF reconheça que todas as medidas cautelares contra Daniel Silveira perderam a eficácia e que a possibilidade de punir o deputado foi extinta com o decreto presidencial.

O parlamentar foi proibido por Moraes de participar de eventos públicos, de conceder entrevistas sem autorização judicial e de manter contato com outros investigados nos inquéritos das fake news e das milícias digitais, que fecharam o cerco contra apoiadores do governo. Também foi obrigado a voltar a usar tornozeleira eletrônica. Ele foi multado justamente por desrespeitar, em mais de uma ocasião, as restrições que estão em vigor desde fevereiro.

BLOQUEIO DAS CONTAS – Para garantir o pagamento, Moraes mandou bloquear todas as contas bancárias do deputado e autorizou descontos de até 25% na remuneração parlamentar até que a multa seja quitada. E os bancos que operam as contas do deputado já procederam ao bloqueio do dinheiros existente nas contas.

Segundo a defesa, a ordem para confiscar parte do salário “coloca em risco a sobrevivência e a dignidade” do deputado.

 “A sanção pecuniária aplicada é desproporcional e desarrazoada sob qualquer ótica”, critica a advogada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Com todo respeito aos advogados, a defesa já deveria ter pedido o arquivamento do processo no mesmo dia que o decreto presidencial foi publicado e entrou em vigor. Diante da omissão da defesa, o relator Alexandre de Moraes se sentiu capacitado a dar seguimento às medidas restritivas, como se o decreto não existisse, não estivesse em vigor nem surtisse efeitos. Há algo de podre nesse procedimento do relator, com toda certeza. (C.N.)

segunda-feira, maio 09, 2022

Putin defende ofensiva na Ucrânia durante celebração do Dia da Vitória na Rússia


O presidente russo, Vladimir Putin, acompanha o desfile militar em Moscou no Dia da Vitória (AFP/Mikhail METZEL) (Mikhail METZEL)

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu nesta segunda-feira (9) a ofensiva na Ucrânia e criticou Kiev e os países ocidentais, ao mesmo tempo que tentou estimular o patriotismo da população e seu apoio à campanha no Dia da Vitória.

Em um discurso no início do grande desfile militar anual na Praça Vermelha de Moscou que comemora a vitória soviética sobre os nazistas em 1945, Putin afirmou que o exército do país luta na Ucrânia para defender a "pátria" contra uma "ameaça inaceitável" representada pelo país vizinho, apoiado pelo Ocidente.

Ao falar diretamente para as Forças Armadas, ele declarou: "Vocês lutam pela pátria, por seu futuro".

Dois meses e meio depois do início do conflito, os combates se concentram no leste do país. A Rússia reduziu as ambições de tomar rapidamente o país e a capital, Kiev, diante da forte resistência das tropas ucranianas, armadas pelos países ocidentais.

O presidente russo também relaciona o conflito na Ucrânia com o que aconteceu em 1945 e não esquece de classificar o adversário como neonazista.

Diante de milhares de soldados que participaram no desfile, Putin voltou a justificar a decisão de iniciar a ofensiva contra a Ucrânia em 24 de fevereiro, alegando que Kiev preparava um ataque contra os separatistas pró-Rússia no leste do país, queria desenvolver a bomba atômica e recebia apoio da Otan.

"Estava sendo formada uma ameaça totalmente inaceitável, diretamente, em nossas fronteiras", declarou, antes de voltar a acusar o país vizinho de neonazismo e classificar a ofensiva de "resposta preventiva".

"Foi a única decisão correta possível", acrescentou.

- O símbolo "Z" -

Desde a chegada ao poder de Vladimir Putin em 2000, o tradicional desfile de 9 de maio celebra tanto a vitória soviética sobre a Alemanha nazista como a força da Rússia após a humilhação da queda da URSS.

Em Moscou, as forças de segurança, mobilizadas ao longo do percurso da marcha no centro da cidade, exibiam no ombro direito a letra "Z", que virou símbolo dos partidários da ofensiva na Ucrânia, pois está pintada nos veículos das unidades no conflito.

No desfile de Novosibirsk, na Sibéria, veículos da Segunda Guerra Mundial, também com a letra "Z", percorreram a cidade.

Putin transformou o 9 de maio em uma data patriótica para os russos, embora a URSS tenha perdido 27 milhões de cidadãos na guerra.

Ao mencionar o terrível balanço, o presidente russo afirmou nesta segunda-feira que dever da Rússia evitar outro conflito mundial.

"Nosso dever é preservar a memória daqueles que esmagaram o nazismo (...) e fazer todo o possível para que o horror de uma nova guerra mundial não volte a acontecer", disse.

Depois do discurso, 11.000 soldados, dezenas de veículos - incluindo lança-mísseis estratégicos - desfilaram pela Praça Vermelha. Também participaram unidades que retornaram da frente de batalha na Ucrânia.

A parte aérea do desfile foi cancelada devido à meteorologia. Estava previsto um voo do "avião do Apocalipse", o Il-80, concebido especialmente para permitir que o presidente russo permaneça no comando país em caso de guerra nuclear.

As autoridades municipais de Moscou anunciaram uma previsão de um milhão de pessoas durante o evento.

bur/oaa/es/me/fp

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Por que Rússia escondeu o 'Avião do Juízo Final' do desfile do dia 9 de maio?

 seg., 9 de maio de 2022 4:09 PM

Rússia havia prometido mostrar o avião do modelo II-80 (Foto: Reprodução/Wikipédia)
Rússia havia prometido mostrar o avião do modelo II-80 (Foto: Reprodução/Wikipédia)

Resumo da notícia

  • Rússia teve evento mais discreto que o imagino no "Dia da Vitória"

  • Evento anual lembra a vitória soviética contra os nazistas

  • Desistência seria forma de recuo de Putin, que preferiu não acirrar os ânimos

Havia a expectativa de que o dia 9 de maio fosse marcado por um evento na Rússia que mandaria um recado para o Ocidente, com um tom beligerante. No entanto, o feriado do “Dia da Vitória”, que lembra a vitória soviética sobre os nazistas na Segunda Guerra Mundial, não teve aviões extravagantes, como era previsto.

Uma das atrações esperadas era uma aeronave chamada de “avião do Juízo Final”, do modelo II-80, mas houve um recuo e ela não foi utilizada. O avião é um aparelho militar russo, altamente tecnológico, que permitiria que Putin governasse de dentro da aeronave.

O avião tem aproximadamente 65 metros de comprimento e quase 16 metros de altura. Com a carga máxima, a autonomia é de 9 mil quilômetros. A aeronave é como um avião civil, mas equipado para ser um aparelho militar.

A decisão de fazer um evento mais discreto seria uma forma de Vladimir Putin, presidente da Rússia, evitar acirrar os ânimos. A guerra entre Rússia e Ucrânia já dura 75 dias, mais do que o estimado no início da invasão russa.

A parada militar do Dia da Vitória acontece todos os anos desde 1999, quando Putin chegou ao poder pela primeira vez. A ocasião é entendida pelo presidente russo como uma oportunidade de mostrar o poderio militar da Rússia ao restante do mundo.

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TSE aponta erros de militares e rejeita novas propostas para eleições

 MATEUS VARGAS

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.09.2021 - Still de mão segurando uma urna eletrônica. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 17.09.2021 - Still de mão segurando uma urna eletrônica. (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informou nesta segunda-feira (9) que rejeitou novas sugestões das Forças Armadas sobre o processo eleitoral de 2022.

A decisão da corte ocorre no momento em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) amplia insinuações golpistas, ataques às urnas e promete uma auditoria que pode "complicar" o tribunal.

O TSE nega de forma assertiva 3 das 7 sugestões e diz que o restante já está em prática, ou seja, que não há o que mudar.

Em ofício enviado aos membros da CTE (Comissão de Transparência Eleitoral), órgão que tem uma cadeira para as Forças Armadas, o presidente do tribunal, Edson Fachin, reafirma que o pleito deste ano terá segurança

A Justiça Eleitoral tem historicamente assegurado a realização de eleições íntegras em nosso país. O êxito e a credibilidade conquistados pela instituição nesta tarefa maior de promoção da democracia firmam esta Justiça especializada como verdadeiro patrimônio imaterial da sociedade brasileira", afirmou Fachin.

Bolsonaro disse, na última semana, que o tribunal deveria "agradecer" ao Ministério da Defesa pelas propostas e "tomar providências".

Na resposta divulgada nesta segunda, a equipe do TSE aponta que as Forças Armadas confundem "conceitos" e erram cálculos ao apontar risco de inconformidade em testes de integridades das urnas.

O tribunal rejeita alterar, na eleição deste ano, a forma de seleção das urnas que vão passar por este tipo de auditoria, apesar de reconhece que a escolha pode mudar nos próximos pleitos.

O tribunal ainda repete que não há "sala secreta" de totalização dos votos, um argumento repetido, sem provas, pelo presidente Bolsonaro.

A equipe da corte eleitoral reafirma que já há mecanismos de reação caso alguma irregularidade na contagem dos votos seja detectada.

Em fevereiro, o TSE publicou em seu site documento com respostas a uma série de questionamentos das Forças Armadas. Depois disso, os militares enviaram fora do prazo, segundo o TSE, outras sete propostas.

O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e Bolsonaro cobraram na última semana a divulgação destes documentos.

Em ofício enviado à CTE, Fachin disse que o TSE "manterá a sua firme atuação voltada a garantir paz e segurança nas eleições, a aprimorar o processo eleitoral, a propagar informações de qualidade".

O magistrado ainda afirma que o tribunal eleitoral irá "exortar o respeito ao resultado das eleições como condição de possibilidade do Estado de Direito Democrático e de uma sociedade livre, justa e solidária, nos termos da Constituição da República Federativa do Brasil."

De forma resumida, as Forças Armadas haviam feito propostas sobre sete assuntos, que foram respondidas pelo TSE:

1) sobre o nível de confiança do teste de integridade

Os militares apontaram baixo nível de confiança no teste de integridade das urnas e pediram para readequar a quantidade de urnas para o teste. Também recomendaram a elaboração de dois planos amostrais para o teste, um para as eleições federais e outro para as estaduais.

O TSE negou este pedido, afirmando "que já houve substancial aumento da amostra de urnas sujeitas ao teste de integridade nas eleições de 2022, trabalhando-se hoje com um nível de confiança superior a 99%".

A equipe do tribunal avaliou que é aceitável a ocorrência de "inconformidade igual a 0,01%" nas urnas, mas que a Defesa "pressupõe, equivocadamente, a probabilidade de ocorrência de inconformidade igual a 50%".

Ainda afirma que "o documento das Forças Armadas confunde os conceitos de erro amostral e risco de amostragem, ao supor que um nível de confiança de 95% deveria ter um erro amostral de 5%, e que um nível de confiança de 96% deveria ter um erro amostral de 4%."

2) o processo de amostragem aleatório para seleção de urnas que compõem o teste de integridade

Os militares e o TSE negou que fosse feita por sorteio a seleção das seções que serão analisadas no testes de integridade. A regra atual permite que entidades fiscalizadoras, como partidos políticos e os próprios militares, façam a escolha destas urnas para a análise.

O TSE afirma que a proposta não é inviável e pode ser adotada em eleições futuras. Mas rejeitou a alteração para o pleito deste ano, por entender que esta medida deveria passar por discussões de entidades fiscalizadoras, "uma vez que implicaria na supressão de um direito que lhes foi reconhecido, em prol da efetividade e da transparência do processo eleitoral de 2022, já consolidado".

3) totalização com redundância pelos TREs

Os militares pediram para ser mantido o método de totalização dos votos nos TREs, o que o tribunal disse que já é feito.

"De posse dos boletins de urna que saem das urnas eletrônicas, qualquer pessoa ou instituição pode fazer suas totalizações, e isso já é feito", disse ainda o TSE.

"A análise [da Defesa] deixa de considerar que a centralização [no TSE] foi somente de equipamentos, sem que se tenha promovido qualquer mudança no arco de competências das diversas instâncias jurídicas envolvidas no processo", afirmou o tribunal.

O tribunal ainda repete que "não existem salas secretas [de totalização dos votos], tampouco a menor possibilidade de alteração de votos no percurso".

4) fiscalização e auditoria

Os militares afirmaram que o TSE não distinguido os termos "auditoria" e "fiscalização" na legislação, "deixando, por conta disso, de prever uma auditoria independente do processo eleitoral."

O TSE afirmou que já há possibilidade ampla de auditoria e que, por isso, "considera-se que a sugestão já se encontra hoje incorporada aos procedimentos".

5) inclusão de urnas modelo UE2020 no Teste Público de Segurança

As Forças Armadas sugeriram que sejam incluídas no testes públicos de segurança (TPS) as urnas eletrônicas o modelo de 2020, as quais serão utilizadas neste ano.

O tribunal afirma que o modelo atual tem arquitetura de segurança compatível com a urna de 2015, que passou por este tipo de teste, e que "possui também aprimoramentos importantes que a torna mais segura do que o modelo 2015 e anteriores."

Afirma ainda que a urna passa por outros tipos de testes e que "entende-se que qualquer ataque à UE2020 seria mais improvável de ter sucesso que o modelo 2015".

6) procedimentos normativos para a hipótese de verificação de irregularidade em teste de integridade

As Forças Armadas cobram melhor forma, divulgada de forma antecipada, de resposta à possível irregularidade encontrada no teste de integridade das urnas. Afirma que as reações hoje previstas são "insuficientes".

O TSE afirma que segue estudando o tema para eventual aprimoramento, mas que as regras eleitorais já contemplam respostas, como conferência das digitações das cédulas divergentes. "Caso verificada alguma inconsistência nos testes de integridade, a qual não seja solucionada pela contagem dos votos ou pelos registros de filmagem, caberá à juíza ou ao juiz eleitoral adotar as providências e investigações necessárias para elucidar a questão", afirma o TSE.

7) duplicidade entre abstenção e voto

Os militares pediram divulgação de relatório de abstenções e dos dados dos óbitos entre eleitores registrados.

O TSE negou o pedido. Disse que as entidades fiscalizadoras já podem atuar se houver indício de fraude. "Pondera-se ainda que, caso acatadas as sugestões em tela, poder-se-á desrespeitar os princípios da adequação e da necessidade, previstos no art. 6º, incisos II e III, da Lei nº 13.709/2018, cognominada, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD", disse o TSE.

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Defesa de Daniel Silveira recorre de multa: 'Coloca em risco a sobrevivência do deputado'


BRASÍLIA - A defesa do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) recorreu da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o multou em R$ 405 mil por descumprimento do uso da tornozeleira eletrônica, além de violações a outras proibições, como a de participar de eventos públicos e conceder entrevistas. A defesa pede que o próprio Moraes reconsidere sua decisão ou a leve para julgamento no plenário da Corte. Também solicita que ele seja liberado de usar a tornozeleira.

Com a aplicação da multa, Moraes determinou o bloqueio de bens nesse valor nas contas do parlamentar. O ministro ressaltou que o desrespeito às medidas não têm qualquer relação com o indulto concedido por Jair Bolsonaro (PL) ao aliado. Para o ministro, não há justificativa para o desrespeito das medidas cautelares impostas. Por isso, determinou também o bloqueio parcial de vencimentos do deputado em até 25% do salário pago pela Câmara dos Deputados, para fins de pagamento da multa aplicada, até o cumprimento integral da multa aplicada.

Assim, caso não seja revogada a multa, a defesa pede ao menos que seja revertida a decisão de bloquear parte do salário, que "tem caráter alimentar e cuja indisponibilidade coloca em risco a sobrevivência e a dignidade de sua família".

Silveira ganha R$ 33,7 mil brutos por mês como deputado. O salário é bancado por recursos públicos. Após descontos, como previdência e imposto de renda, o valor cai para R$25.700,00. "Fica evidente, portanto, que o valor da multa, superior a quatrocentos mil reais, supera o montante de dezesseis meses do salário", diz trecho do recurso.

Desde 31 de março, quando Moraes determinou a instalação da tornozeleira, o equipamento ficou descarregado a maior parte do tempo. Em 20 de abril, por exemplo, quando estava desligada, Silveira foi inclusive ao STF tentar participar da sessão que resultaria na sua condenação por oito anos e nove meses de prisão em razão de ameaças e incitação à violência contra ministros da Corte. No dia seguinte, o presidente Jair Bolsonaro editou um decreto perdoando sua pena.

Na quarta-feira da semana passada, Silveira recusou uma intimação do STF para colocar novamente a tornozeleira eletrônica. Segundo oficial de Justiça, o parlamentar avisou que não vai mais usar o equipamento, pois estaria "cumprindo o decreto do presidente da República"

Em março, Moraes determinou que o deputado voltasse a usar tornozeleira e o proibiu de participar de “qualquer evento público em todo o território nacional”. A decisão atendeu um pedido da subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo. Ela afirmou que Silveira vinha agindo contra a democracia e aproveitando aparições públicas para atacar o tribunal e seus membros.

O deputado resistia a aceitar a decisão, usando as dependências da Câmara para evitar o seu cumprimento. Moraes determinou então multa diária de R$ 15 mil pelo descumprimento da ordem, fazendo com que Silveira finalmente aceitasse a instalação do equipamento em 31 de março. No começo de abril, a defesa chegou a apresentar uma petição no STF alegando haver defeitos e pedindo sua substituição.

https://br.yahoo.com/noticias/defesa-daniel-silveira-recorre-multa-221840089.html

Inscrições para o Enem 2022 começam nesta terça-feira, 10

 

(Foto: Agência Brasil)

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começam nesta terça-feira, 10, e podem ser realizadas até o dia 21 de maio. Pela primeira vez, os interessados em participar do exame poderão efetuar o pagamento da taxa de inscrição por meio de PIX e cartão de crédito.

O resultado dos recursos para isenção da taxa de inscrição já está disponível na Página do Participante. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ressalta que a aprovação dos pedidos não garante a inscrição no exame.

A taxa de inscrição para o Enem 2022, versões digital ou impressa, foi mantida no valor de R$ 85. O período para efetuar o pagamento se encerra em 27 de maio. A participação no exame apenas será garantida apenas após a confirmação do pagamento da taxa.

O pagamento da taxa de inscrição também poderá ser feito por meio do tradicional boleto, que deve ser gerado na Página do Participante e pago em qualquer banco, casa lotérica, aplicativos bancários ou agência dos Correios, obedecendo aos critérios estabelecidos por esses correspondentes bancários e respeitando os horários de compensação.

Já os interessados em fazer o Enem 2022 que obtiveram a isenção da taxa devem realizar a inscrição na Página do Participante, mas não precisam efetuar o pagamento para confirmar a participação.

Provas
As provas serão realizadas nos dias 13 e 20 de novembro. A aplicação dos testes impressos seguirá o horário de Brasília. A abertura dos portões será às 12h, e o fechamento às 13h. O início das provas será às 13h30. No primeiro dia de Enem, o término das provas será às 19h. No segundo dia de testes, às 18h30.

O exame será constituído de quatro provas objetivas e uma redação em língua portuguesa. Cada prova objetiva terá 45 questões de múltipla escolha.

No primeiro dia do exame, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e redação (língua Portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação); e de ciências humanas e suas tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia).

A aplicação terá 5 horas e 30 minutos de duração, contadas a partir da autorização do chefe de sala para o início das provas.

No segundo dia do exame, serão aplicadas as provas de ciências da natureza (química, física e biologia) e matemática e suas tecnologias. A aplicação terá 5 horas de duração, contadas a partir da autorização do chefe de sala para o início das provas.

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no Portal do Inep, até o terceiro dia útil após o último dia de aplicação.

INFONET

Programação do Forró Caju 2022 será anunciada nesta terça-feira, 10

 

(Foto: arquivo Portal Infonet/ Márcio Garcez)

A programação oficial do Forró Caju 2022 será anunciada nesta terça-feira, 10, pelo prefeito Edvaldo Nogueira e pelo presidente da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), Luciano Correia. A edição de 2022 marca a retomada dos festejos juninos na capital. O evento foi suspenso durante dois anos por causa da pandemia da covid-19.

O Forró Caju 2022 deverá ter entre 4 e 6 dias e contar com shows de artistas locais e nacionais na praça entre os Mercados Centrais. A expectativa é que os festejos movimentem o estado, aqueçam a economia e atraiam turistas de todo o país.

A programação será divulgada durante coletiva de imprensa que será realizada a partir das 8h, no auditório do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos.

O Arraiá do Povo, que é realizado na Orla de Atalaia, pelo Governo de Sergipe, também está confirmado, mas ainda não há data para divulgação da programação.

Em Sergipe, já foram confirmados oficialmente a programação dos festejos juninos de Capela, Umbaúba, Areia Branca, Siriri e Ribeirópolis, entre outros.

INFONET

Petrobras despreza o pedido de Bolsonaro e anuncia novo aumento de 8,8% no diesel

Publicado em 9 de maio de 2022 por Tribuna da Internet

Bolsonaro diz que lucro da Petrobras é 'estupro': 'Não aumente mais o preço  dos combustíveis' - YouTube

Ilustração reproduzida do portal UOL

Fernanda Strickland
Correio Braziliense

A Petrobras anunciou um novo reajuste de 8,8% no preço do diesel para as distribuidoras de combustíveis nesta segunda-feira (9/5). Na prática, o combustível que antes custava R$ 4,51, por litro, vai passar a custar R$ 4,91. Segundo a estatal, o preço do diesel não era reajustado há 60 dias e o novo valor já passa a valer a partir desta terça-feira (10).

“Desde aquela data, a Petrobras manteve os seus preços de diesel e gasolina inalterados e reduziu os preços de GLP, observando a dinâmica de mercado de cada produto”, afirma em nota. Os valores da gasolina e do gás liquefeito de petróleo (GLP) foram mantidos.

EXPLICAÇÃO GLOBAL – Segundo a empresa estatal, a nova alta no preço do óleo diesel é devido ao balanço global impactado de diesel, que teve uma redução de oferta em relação à demanda e aos estoques globais abaixo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos nas principais regiões fornecedoras.

Esse desequilíbrio, segundo a nota, resultou na elevação dos preços do diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo. A diferença entre o preço do diesel e o preço do petróleo nunca esteve tão alta”, diz a nota distribuída à imprensa pela Petrobras nesta segunda-feira.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Na quinta-feira à noite, Bolsonaro fez um apelo para a Petrobras não elevar os preços dos combustíveis e disse que o lucro elevadíssimo da estatal era um “estupro” da sociedade brasileira. Ou seja, a estatal se tornou pior do que uma empresa privada, no que se refere aos interesses nacionais. Está praticando um capitalismo selvagem, sem a menor responsabilidade social, que expõe ao ridículo o presidente da República(C.N.)

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STF DECIDE QUE TRIBUNAIS DE CONTAS TERÃO PALAVRA FINAL EM PARTE DOS JULGAMENTOS DE CONTAS DE PREFEITOS

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