sábado, fevereiro 05, 2022
Covid-19 causa ereção de mais de 24 horas em adolescente de 12 anos, diz pesquisadores

Um adolescente de 12 anos da Áustria teve uma reação atípica da Covid-19: ficar por mais de 24 horas com uma ereção. O caso foi estudado por pesquisadores da Universidade de Viena e publicado no periódico Urology. O estudo avaliou a relação entre o coronavírus e quadros de microtromboses, observados desde o início da pandemia.
O problema é chamado de priapismo e pode causar danos ao tecido peniano, levando à disfunção erétil e até necrose do membro. Ao Uol, o médico Ubirajara Barroso Júnior, coordenador de urologia da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e membro titular da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), explicou que o priapismo é a congestão por dificuldade de fazer o sangue retornar. “É como se ele entrasse pelas artérias e não pudesse ser escoado pelas veias".
Segundo o médico, no caso de uma pessoa com covid, essa dificuldade para o retorno do sangue pode acontecer pois, em alguns pacientes, a doença provocada pelo coronavírus leva à formação de coágulos (trombos) na corrente sanguínea, que podem obstruir veias e artérias.
O priapismo associado à covid-19 já foi relatado em pessoas mais velhas e com quadros graves da doença. Em um dos casos, o paciente demorou para buscar ajuda médica para tratar a ereção prolongada e ficou cinco dias internado.
A equipe da Universidade de Viena relaciona o caso ao fato da covid-19 poder ter gerado a ereção involuntária por favorecer o aumento da viscosidade do sangue, hipercoagulação e a possibilidade de danificar vasos. Os pesquisadores afirmam que, nesses casos, é preciso buscar auxílio médico imediatamente, pelos riscos de até necrosar o órgão
Bahia Notícias
Conheça a letra inteira de “Luar do Sertão”, uma canção que marcou uma época na música brasileira
Publicado em 5 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

Catulo, compositor de clássicos da MPB
Paulo Peres
Poemas & Canções
A letra de Luar do Sertão, um dos maiores clássicos da MPB, é muito extensa e nunca foi gravada integralmente. Foi o maior sucesso do poeta, compositor e cantor maranhense Catulo da Paixão Cearense (1863-1946), em parceria com o músico João Pernambuco. Eis a letra completa e original, extraída do livro “Minhas Serestas” de Loris R. Pereira, paginas 61/64.
LUAR DO SERTÃO
João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense
“Não há, ó gente, oh não,
Luar, como este do sertão. ”
(refrão)
Oh que saudade do luar da minha terra,
Lá na serra branquejando,
Folhas secas pelo chão,
Esse luar cá da cidade, tão escuro,
Não tem aquela saudade,
Do luar lá do sertão.
(refrão)
Se a lua nasce por detrás, da verde mata,
Mais parece um sol de prata,
Prateando a solidão,
E a gente pega na viola que ponteia,
E a canção é a lua cheia,
A nos nascer no coração.
(refrão)
Quando vermelha, no sertão desponta a lua,
Dentro d’alma, onde flutua,
Também rubra, nasce a dor,
E a lua sobe…
E o sangue muda em claridade !
E a nossa dor muda em saudade…
Branca, assim, da mesma cor !!!
(refrão)
Ai !… Quem me dera, que eu morresse lá na serra,
Abraçado à minha terra e dormindo de uma vez !
Ser enterrado numa grota pequenina,
Onde à tarde a surunina,
Chora sua viuvez.
(refrão)
Diz uma trova,
Que o sertão todo conhece,
Que se à noite o céu floresce,
Nos encanta e nos seduz,
É porque rouba dos sertões as flores belas,
Com que faz essas estrelas,
Lá do seu jardim de luz !!!
(refrão)
Mas como é lindo ver depois,
Por entre o mato,
Deslizar, calmo o regato,
Transparente como um véu,
No leito azul das suas águas, murmurando,
Ir, por sua vez roubando,
As estrelas lá do céu !!!
(refrão)
A gente fria desta terra sem poesia,
Não se importa com esta lua,
Nem faz caso do luar,
Enquanto a onça, lá na verde capoeira,
Leva uma hora inteira,
Vendo a lua a meditar.
(refrão)
Coisa mais bela neste mundo não existe,
Do que ouvir um galo triste,
No sertão, se faz luar,
Parece até que a alma da lua é que descanta,
Escondida na garganta,
Desse galo a soluçar !!!
(refrão)
Se Deus me ouvisse, com amor e caridade,
Me faria esta vontade,
-O ideal do coração !
Era que a morte,
A descantar, me surpreendesse, e eu morresse
Numa noite de luar, no meu sertão !
(refrão)
E quando a lua surge em noites estreladas,
Nessas noites enluaradas, em divina aparição
Deus faz cantar o coração da natureza,
Para ver toda a beleza do luar do Maranhão !
(refrão)
Deus lá do céu, ouvindo um dia, essa harmonia,
-A do meu sertão, do meu sertão primaveril,
Disse aos arcanjos que era o hino da poesia,
E também a Ave Maria, da grandeza do Brasil !
(refrão)
Pois só nas noites do sertão de lua plena,
Quando a lua é uma açucena,
É uma flor primaveril,
É que o poeta, descantado a noite inteira….
Sobre a Covid, a ciência não pode ser arrogante e jamais se basear em verdades estabelecidas
Publicado em 5 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

Charge do Zé Dassilva (NSC Total)
Pablo Ortellado
O Globo
A ciência virou cavalo de batalha nas guerras culturais. De conhecimento metódico baseado no método experimental e na falseabilidade, se converteu em conjunto de verdades estabelecidas utilizadas para desqualificar as posições dos adversários no embate com o populismo de direita. Essa distorção da ciência não é apenas conceitualmente errada, também é ruim para ampliar a confiança nas instituições científicas e sua aplicação nas políticas públicas.
É surpreendente a maneira como a ciência vem sendo apresentada no debate público. Em nenhum outro lugar se vê isso tão claramente como na discussão sobre a Covid-19 — doença nova e ainda pouco conhecida, e vamos enfrentando-a à medida que aprendemos sobre ela. Por isso, quase tudo sobre a Covid-19 é incerto, as recomendações sobre o que fazer são provisórias e precisam ser continuamente revisadas.
DEBATE RASO – Mas como essas recomendações estão sendo questionadas pelo populismo, a reação antipopulista tem sido apresentá-las como se fossem mais certas e mais definitivas do que são, suprimindo as nuances e abafando o contraditório, o que não é bom para a política nem para a ciência.
Vimos isso no debate sobre como prevenir a disseminação da doença. A oposição não foi capaz de discutir com calma e nuance as políticas adotadas porque foi levada a fazer o contraponto ao bolsonarismo, que negava a gravidade. Se aqueles que negam as evidências estão propondo esse debate, então todas as suas posições estão erradas de antemão e precisam ser descartadas como irracionais e anticientíficas.
Por isso, entre outras coisas, não fomos capazes de discutir com cuidado e ponderação o fechamento das escolas e não conseguimos revisar os protocolos de prevenção.
ESCOLAS FECHADAS – O debate sobre as escolas não precisava apenas levar em conta o risco de infecção que a ciência indicava; precisava considerar os efeitos da suspensão das aulas na evasão escolar, no desemprego e na desigualdade, que a ciência também indicava. Nossa incapacidade de ponderar as duas coisas para se contrapor ao populismo prejudicou — e muito — os estudantes.
Os protocolos de prevenção que eram muitas vezes atacados pelos bolsonaristas também não puderam ser revistos com calma, e o resultado é que até hoje tiramos a temperatura e passamos álcool gel nas mãos antes de entrar num shopping, e nos hotéis precisamos colocar luvas para usar o bufê.
Com mais tranquilidade no debate, poderíamos ter abandonado as medidas que foram se mostrando menos eficazes e nos concentrado nas mais importantes, como a ventilação dos ambientes e a distribuição de boas máscaras.
EM NOME DA CIÊNCIA – O mais grave, porém, não é que o debate polarizado nos tenha impedido de enxergar e explorar as nuances, mas que o tenhamos feito em nome da “ciência”. Em nome da ciência criamos verdades definitivas imaginárias e desqualificamos as preocupações de uma parcela da população, aumentando o problema que deveríamos enfrentar.
O bolsonarismo está se aproveitando de uma crise de legitimidade das instituições e fomentando e organizando a desconfiança popular nas instituições que produzem a ciência. Nossa resposta não pode ser a ampliação do problema, arrotando autoridade científica contra os adversários, transformando a ciência numa instância validadora de verdades categóricas.
Se um argumento que parece absurdo é apresentado no debate público, é preciso respondê-lo, e nunca dizer que a questão é ridícula e já foi estabelecida pela ciência. Para enfrentar a desconfiança populista nas instituições, é preciso discutir cada argumento com paciência democrática e nunca cessar o trabalho de convencimento respeitoso.
Preconceitos contra nordestinos e mulheres atingem eleitorado que mais rejeita Bolsonaro
Publicado em 5 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

Igual à Ofélia, Bolsonaro só abre a boca quando tem certeza…
Deu na Folha
Coluna Painel
Em apenas dois dias, Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, Eduardo, ofenderam duas das fatias do eleitorado nas quais o presidente mais sofre rejeição, mulheres e nordestinos. Na quinta-feira (3), Bolsonaro se referiu aos nordestinos usando o termo depreciativo ‘pau de arara’ e disse que Padre Cícero Romão era “pernambucano”. No dia seguinte, o filho publicou vídeo ridicularizando o trabalho de mulheres em obra do metrô de SP que ruiu.
O Datafolha de dezembro mostrou Bolsonaro com 17% de intenções de voto no Nordeste, contra 61% de Lula (PT). No eleitorado feminino, ele tem 20%, enquanto o petista marca 49%.
REJEIÇÃO ALTA – Bolsonaro foi apontado como o candidato em que não votariam de jeito nenhum por 61% das mulheres, o mais mal avaliado entre todas as opções. Na sequência aparecem Lula, com 32%, e João Doria, com 29%.
A estratégia suicida alarmou aliados e levou a apelos para que ele indique uma mulher para vice, como Tereza Cristina (Agricultura) ou Damares Alves (Direitos Humanos).
Nesta sexta, ele falou do tema com apoiadores. “Segundo pesquisa, as mulheres não votam em mim, a maioria vota na esquerda. Agora, não sei, pesquisa a gente não acredita, mas se há reação por parte das mulheres, faz uma visitinha em Pacaraima, Boa Vista, nos abrigos, e vê como é que estão as mulheres fugindo do paraíso socialista defendido pelo PT”, disse, sem especificar a qual pesquisa se referia.
PRECONCEITOS – Presidente do Consórcio Nordeste e governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) diz que Bolsonaro tenta tirar a atenção do mau desempenho de seu governo ao referir-se a nordestinos de forma preconceituosa.
“A reiterada prática de repetir estigmas e preconceitos só contribui para manter o país dividido e ampliar a cortina de fumaça em torno de um governo que desmontou políticas, desdenhou de mortes pela Covid-19 e trouxe de volta a inflação. Respeite o povo do Nordeste”, diz Câmara.
ZAMBELLI DEFENDE – Mas a deputada Carla Zambelli (PSL) diz concordar com as críticas de Eduardo Bolsonaro sobre empresas que priorizam a contratação de mulheres.”Detesto essa coisa de só contratar LGBT, ou só contratar mulher. Quer dizer que se for hétero, cristão e branco não tem chance?”, diz ela.
Segundo ela, o tuíte do filho do presidente estaria perfeito sem o vídeo linkado. “Não vale a pena a gente suscitar essa questão ligando com o acidente. Isso dá margem para achar que o trabalho de todas as mulheres seja considerado ruim”, afirma.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Políticos como Bolsonaro e seus filhos perdem muito ao dar declarações desnecessárias. Como se sabe, a família se caracteriza pela falta de coerência. Assim, o resultado dessas declarações impensadas é sempre um desastre. (C.N.)
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