segunda-feira, agosto 09, 2021

A deputada Janaína Paschoal precisa pedir desculpas ao piedoso Padre Julio Lancellotti

Publicado em 9 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Janaina Paschoal durante sessão no Senado sobre processo de impeachment de Dilma Rousseff, em 2016 — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Janaina é deputada e devia refletir antes de se manifestar

Jorge Béja

Janaína Paschoal é a advogada e professora universitária de São Paulo que assinou a petição do Impeachment de Dilma Rousseff. Por isso tornou-se conhecida. E se elegeu deputada em São Paulo pelo PSL. Neste fim de semana, Janaína criticou o padre Júlio Lancellotti e a Pastoral do Povo de Rua de São Paulo por distribuir alimento à população de rua no Centro da capital paulista, na região da Cracolândia.

“A distribuição de alimentos na Cracolândia só ajuda o crime”, escreveu Janaína neste sábado(7). “O padre e os voluntários ajudariam se convencessem seus assistidos a se tratarem e irem para os abrigos”.

RESPOSTA DO PADRE – O respeitado e conhecido sacerdote não se curvou à deputada e respondeu. No seu perfil, reproduziu um meme com imagens que representam a deputada dormindo, noutro o número de brasileiros que morreram por Covid-19 se aproxima de 600 mil, e depois exibe Janaína acordada e revoltada com a doação de alimento. Na legenda. o padre escreveu: “lutar e crer”.

Não, deputada. Conheço a Cracolândia de SP. É verdade que todos precisam do amparo estatal para recuperar a saúde e a dignidade humana. Amparo permanente, estruturado, prioritário e de qualidade. Mas dizer que o Padre Lancelloti “ajuda o crime” quando leva alimento àquela população desvalida, isso não é crítica, mas ofensa ao religioso e a todos que com ele operam.

COMPARAÇÃO – Daí surge uma pergunta: faz décadas e décadas que o padre Lancellotti é nacional e internacionalmente conhecido por suas ações humanitárias em prol da população de rua, drogados e não drogados. E a advogada Janaína, há quatro anos, é conhecida por ter sido a co-subscritora da petição de afastamento de Dilma da presidência da República. Nada mais. Parece que a diferença entre um e outro é abissal. Ou não é?

Fico com o padre. E bem conheço as críticas infundadas e os ataques que políticos disparam contra quem defende os vulneráveis, sejam santos ou pecadores.

OUTRO EXEMPLO – Nas décadas de 70 e 80, ao lado do padre Bruno Trombetta, responsável pela Pastoral Penal da Arquidiocese do Rio de Janeiro, testemunhei o empenho do Reverendo (Reverendo de verdade) na defesa da população carcerária.

Constatando que as prisões não ressocializam e que o apenado, quando consegue sobreviver ao cárcere, dele sai pior do que nele entrou, Trombeta arregaçou as mangas. E de batina surrada, entrou em campo, tal como fez o italiano Giovanni Melchior Bosco, o Dom Bosco (15.8.1815 — 31.1.1888), em defesa dos “biriquinis”, como eram chamados os meninos de rua de uma Itália ainda dividida em Reinos. A todos acolheu e deles fez homens de bem.

Aqui no Rio, toda semana, todos os meses, todos os anos, centenas de presidiários eram assassinados nos presídios. Era o chamado Comando Vermelho.

PONTO CENTRAL – O complexo penitenciário da Rua Frei Caneca era o ponto central de onde partiam as ordens de extermínio. E o padre Bruno Trombeta levava até meu franciscano escritório na Praça Mauá os familiares dos detentos mortos. E deles constituído advogado, dava entrada na Justiça com ações contra o Estado do Rio de Janeiro. Por serem ações inéditas, as três primeiras a Justiça não acolheu. Mas todas as dezenas e dezenas de outras, todas foram acolhidas. E o Estado restou condenado. As indenizações foram pagas.

Cada condenação do Estado era notícia de primeira página nos jornais. E foram tantas as condenações que os constituintes entenderam incluir na Constituição Federal de 1988 esta deterninação:

“É assegurado aos presos o respeito à integridade física e mental” (artigo 5º, XLIX).

SEMELHANÇAS – Mas o que tem a ver?. O que tem de comum entre a censura de Janaína ao padre Lancellotti e a ação do padre Bruno Trombetta no Rio nas décadas de 70 e 80? Tem tudo a ver. É a repetição. Tanto naquela época quando agora, dos políticos vinha sempre a censura. Teve um dia que Leonel Brizola chegou a telefonar para meu pai pedindo que eu parasse. E que deixasse Lancellotti e passasse para o lado dele. Foi em vão. Nem fui ao seu encontro.

Mas os ataques – tal como o de Janaína, perto de 50 anos depois – eraM forte contra o religioso Trombetta, assim como agora, contra outro religioso, Júlio Lancellotti. A deputada paulista aponta o dedo contra Lancellotti. E dispara que o gesto cristão, humanitário e indispensável de levar comida aos sem vez e sem voz da população de rua e da Cracolândia “só ajuda o crime!”.

REFLEXÃO – Professora, reflita antes de falar. Reflita antes de escrever. Não falte com a nobreza, com a fidalguia. No último 4 de julho publiquei aqui na Tribuna da Internet artigo em que termino pedindo à senhora que não ensine a seus alunos o que a senhora disse sobre o presidente Bolsonaro. Ou seja, que o presidente não cometeu crime de prevaricação quando soube da notícia de corrupção do Ministério da Saúde e nada fez. Porque seu argumento nada tinha de jurídico, ao sustentar que é preciso primeiro apurar se houve mesmo a prática do crime, para só depois responsabilizar a autoridade que dele soube, cruzou os braços e, aí, sim, prevaricou.

Desta vez torno a pedir à senhora, pessoa que estimo e com quem já travamos troca de mensagens: reflita antes de falar e escrever. E peça desculpas ao padre Julio Lancellotti.Post da deputada estadual Janaina Paschoal no Twitter critica doação de alimentos na Cracolândia — Foto: Reprodução

domingo, agosto 08, 2021

Demoraram, hein?!

 



Vão me desculpar, mas tenho de citar a coluna de sábado passado — “Os crimes do presidente: quem vai punir?”.

Por Carlos Alberto Sardenberg (foto)

Em linguagem simples, dizia o seguinte: Bolsonaro passa dos limites todos os dias, e ninguém vai fazer nada?

Bom, fizeram, em três atos.

Primeiro, o Tribunal Superior Eleitoral, por unanimidade, incluiu o presidente num inquérito que poderá levar à cassação da chapa de 2018 (Bolsonaro/Mourão) ou apenas do cabeça de chapa.

Depois, veio o manifesto de empresários, banqueiros, líderes religiosos, economistas, ex-ministros, ex-presidentes do Banco Central, intelectuais, artistas, enfim, uma potente tomada de posição do capital, do PIB e da sociedade civil.

O manifesto não cita o nome de Bolsonaro — não queriam fulanizar, disseram alguns signatários —, mas é obviamente contra ele e suas ameaças à democracia e ataques ao sistema eleitoral.

E, já que foi assim, digo eu, deveriam, sim, ter fulanizado. Tem um fulano bem determinado que está ameaçando golpes.

De todo modo, o movimento se espalhou rapidamente, saiu de 260 assinaturas iniciais para 7 mil em três dias — e continua recebendo adesões no site eleicaoserespeita.org.

Enfim, cabe aqui um “antes tarde do que nunca”, como registraram alguns pesos pesados do mundo econômico. Houve broncas ao pessoal do mercado financeiro, muito “leniente” diante da aproximação de uma dramática crise institucional.

No terceiro movimento, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, fulanizou na veia. Praticamente rompeu relações com o presidente da República ao cancelar a reunião entre os chefes dos três Poderes que ele mesmo, Fux, havia arranjado. Disse que fazia isso porque Bolsonaro se tornara uma ameaça à democracia e a seu pilar, o sistema eleitoral.

Agora, Bolsonaro é alvo de três inquéritos, mas com um enorme obstáculo para o prosseguimento deles. O presidente só pode ser denunciado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, que, em vez de defender a sociedade e o estado de direito, tornou-se um quase advogado de Bolsonaro.

Fux chamou Aras para uma conversinha ontem. Ambos deram notas anódinas sobre a reunião, mas é óbvio que o presidente do STF não chamaria o PGR, neste momento, para tratar de abobrinhas. Claro que cobrou uma conduta responsável.

Parece que o inquérito do Tribunal Superior Eleitoral poderá caminhar sem a intervenção do PGR. A ver.

A reação aos desmandos de Bolsonaro ficou tão nítida que o vice Mourão praticamente se candidatou a presidente.

Ele disse que a polarização Bolsonaro x Lula não é boa para o país porque há muitos eleitores que não querem votar nem em um nem no outro. Logo, um terceiro nome poderia atender esse eleitorado. Não poderia ser mais claro.

Claro, muito difícil ele conseguir montar essa candidatura para 2022. Mais possível (provável?) que seja chamado, antes disso, para um mandato tampão.

Bolsonaro sofreu ainda uma outra derrota, a derrubada da proposta do voto impresso numa comissão especial da Câmara dos Deputados. Mesmo assim, o presidente da casa, Arthur Lira, pretende levar o projeto direto à votação em plenário. Quer agradar ao presidente Bolsonaro, que, desse modo, pode não vetar o bilionário fundo eleitoral.

Não parece uma jogada viável, pois o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, já disse que lá não passam nem o voto impresso nem outras mudanças no sistema eleitoral tramadas na Câmara.

Jogo em andamento, pois.

É uma barbaridade. No momento em que a população sofre com a pandemia, a inflação, a instabilidade econômica, a falta de perspectiva para novos empregos, a falta de aulas especialmente para os alunos mais pobres — a cúpula do poder se engalfinha em torno de questões próprias. E o presidente Bolsonaro propositadamente sabota e tumultua.

Tudo considerado, foi muito bom o conjunto de reações ao presidente. Continuamos diante de uma crise institucional, mas setores cruciais da sociedade e do Judiciário tomaram posição.

Mas demoraram, hein?

Tomara que ainda esteja em tempo.

O Globo

A Jeremoabo dos desiguais, dos abandonados que o gestor através sua propaganda paga não mostra!!!

Por: Davi Alves


Enquanto os moradores do centro da cidade comemoram a cobertura do canal, cidadãos que moram entre o conjunto João Paulo II e loteamento Manoel Dantas Sobrinho sofrem com o mal cheiro, fedentina, lixos, ratos dentro do canal, armadilhas de madeira atravessado entre as paredes do canal, podendo possivelmente provocar uma tragédia; lembrando que muitos cidadãos passam por esse trecho por ser um atalho entre cidade e centro
Acho que todos merecem o mesmo tratamento, as famílias deste bairro também merecem é precisam de qualidade de vida, os impostos pagos pelo cidadão tem que ser revertidos em benefício.
Tenho certeza que eles vão dar por esquecido esse trecho
em torno de 400 metros de canal sem cobertura
A Jeremoabo que a imprensa paga/podre não mostra.

Nota da redação deste Blog - Esse canal foi construindo ainda na administração Tista de Deda.
Terminada a conclusão dessa primeira etapa, o seu grupo através de seus deputados e senadores conseguiram recursos para cobertura de parte dessa obra que beneficiou todos moradores daquele bairro, cabendo ao atual gestor conseguir a complementação para o término e não dá uma de " bactéria oportunista".
Já que está terminando parte da cobertura, e provavelmente não terminará o restante, deveria pelo menos ter consciência do perigo de vida que corre crianças, idosos e o povo de maneira geral para atravessara esse canal de uma lado para outro, verdadeiros Malabaristas.
Observem os senhores se o prefeito até agora não conseguiu complementação para concluir essa obra de inadiável urgência, onde irá achar milhões para construir um Parque de Exposição prestes a ser demolido.
No mínimo irá fazer uma vaquinha com os vereadores do seu grupo.

Para atravessar nessa tabua só sendo malabarista
Observe o perigo dessa passagem, só mesmo equilibrista 

















Esse canal antes de cobrir deveria passar por uma reforma por dentro, está embelezando a parte externa; porém, esqueceu  da parte interna e do piso.






JACÓ SUGERE CONSTRUÇÃO DE CASAS PARA AS FAMÍLIAS ATINGIDAS PELO ROMPIMENTO DA BARRAGEM DO QUATI

 Publicado em: 07/08/2021 05:55

Setor responsável: Notícia

A situação dos moradores de Coronel João Sá, atingidos por enchente provocada pelo rompimento da Barragem do Quati, em 2019, motivou o deputado Jacó Lula da Silva (PT) a protocolar indicação na Casa Legislativa, sugerindo ao governador Rui Costa a adoção de providências para a construção de 135 casas destinadas às famílias vítimas da tragédia, que perderam suas habitações.

Segundo o parlamentar, as famílias atingidas estão enfrentando muitas dificuldades, sobretudo 135 delas, que tiveram suas residências totalmente condenadas, passando a morar de aluguel ou na casa de parentes. “Até hoje, passados dois anos, essas famílias ainda não tiveram as suas casas reconstruídas. Ao longo desse tempo, muitas coisas foram ditas a essas pessoas, mas, na verdade, nada foi feito para resolver a situação”, reclamou.

Na opinião do legislador, com a construção das habitações reivindicadas, as famílias em questão terão de volta a dignidade de ter a casa própria.. https://www.al.ba.gov.br/






Nota da redação deste Blog - Conforme comprovantes anexos, o Diretório do PT em Coronel João Sá fez o pedido, e o deputado  protocolou indicação na Casa Legislativa,.

Ainda bem que em Coronel João existe diretório atuante que reivindica, fiscaliza e denuncia, diferente de Jeremoabo onde o prefeito  está preste a cometer o maior absurdo causando prejuízo incalculável ao munícipio e ninguém tem a coragem de denunciar aos seus deputados e senadores, estou referindo-me a demolição do Parque de Exposição.

Para entender esse ato de destruição, fui encontrar a resposta na Bíblia em Mateus 7:6 - " "Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão." 

Mateus 7:6 

Mateus 7:6 

Mateus 7:6 

Pesquisa traz Lula na frente, mas 56% de indecisos indicam chance para uma terceira via


Charge do Duke ( O Tempo)

Marina Verenicz
Carta Capital 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera isolado as simulações de primeiro turno da disputa pela Presidência da República em 2022, em pesquisa da Quaest Consultoria e do Banco Genial, divulgada nesta quarta-feira (4). No levantamento, o petista aparece com 43%, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro com 28%. O pedetista Ciro Gomes tem 10% e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tem 5%.

Nas simulações feitas com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), ou com o também ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM), o ex-presidente mantém a marca de 45%.

TERCEIRA VIA – A pesquisa aponta haver espaço para a construção de uma terceira via competitiva. Isso fica claro nas intenções de voto espontâneas, nas quais os indecisos alcançaram 56% e ficaram em primeiro lugar, superando Lula (23%), Bolsonaro (18%) e Ciro (1%). Os demais nem pontuam.

A pesquisa também colocou o nome de Lula contra outros nomes do atual cenário político, como o ex-juiz Sergio Moro, o jornalista José Luiz Datena (PSL) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Porém a taxa de intenções de voto em Lula detectada pela consultoria segue alta: 44%.

É o segundo levantamento do tipo feito pela Quaest com o Genial. Na primeira delas, no mês passado, Lula também liderava, com 43% das intenções de voto no primeiro turno, ante 28% de Bolsonaro e 10% de Ciro.

SEGUNDO TURNO – A pesquisa Quaest também simulou cenários de segundo turno para 2022 e, novamente, Lula lidera com folga contra todos os outros possíveis candidatos. Contra Bolsonaro, o petista vence por 54% a 33%. Numa disputa contra Ciro, sai vitorioso por 53% a 23%. A maior diferença nestas simulações foi registrada contra Mandetta: 58% a 14% para o ex-presidente.

Questionados apenas se votariam em Lula, 58% afirmaram que sim, enquanto outros 41% disseram que não votariam. Segundo a pesquisa, o ex-presidente é o único com potencial de voto maior que a taxa de rejeição entre os nomes testados. No caso de Bolsonaro, 60% afirmam que não votariam no atual presidente de jeito nenhum.

O desempenho do governo segue com números negativos, segundo a consultoria, repetindo os resultados do mês passado: 44% avaliam como positivo, 28% consideram regular e 26%, como negativo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A pesquisa espontânea (“Em quem você vai votar?”) é a mais direta e importante. Deu 56% de indecisos. São aqueles que não querem Bolsonaro nem Lula e não param de crescer. Em tradução simultânea, a terceira via é uma hipótese cada vez mais viável. (C.N.)


A perda do pai começa a nos ensinar o valor do tempo e o real significado de nossos erros


Música é vida interior, e quem tem vida interior jamais padecerá de solidão.... Frase de Artur da Tavola.Artur da Távola

A perda do pai: quem sabe vivenciá-la? Como aceitar mortal e falível aquela pessoa grande, capaz de conseguir o universo, logo ele, o provedor, abridor de caminhos pelos quais começamos a passar medrosos?

A perda do pai é a retirada da rede protetora no momento do salto. E há que saltar. É o roubo feito no exato momento em que estávamos a descobrir o melhor do mundo.

LUGAR-COMUM – A perda do pai é a entrada no lugar-comum, é começar a ser igual a todos os que a sofrem, a ter os mesmos medos, as mesmas frases. É voltar a se emocionar com o que se desprezava: datas, pequenas lembranças, objetos, palavras e até com as manias dele que nos irritavam.

A perda do pai é o começo do balanço da própria vida, porque, enquanto vivia, era mais fácil nele descarregar alguns fracassos e culpas.

A perda do pai é o início da significação. As palavras começam a fazer um estranho e novo sentido. A perda do pai começa a nos ensinar o valor do tempo: o que não fizemos, a visita deixada para depois, o gosto adiado, a advertência desdenhada, o convite abandonado sem resposta, o interesse desinteressado… tudo isso volta, massacrante, cobrando-nos o egoísmo.

ENCONTRO COM A MORTE – Nosso primeiro exame de consciência verdadeiro começa quando o pai morre. Nosso encontro com a morte inaugura-se com a dele. Nossa primeira noite sem proteção consciente, dá-se quando ele já não está. E nunca somos mais sós que na primeira noite em que já não o temos.

O pai é o mistério enquanto vida e a revelação depois de morto. Num segundo, entendemos tudo o que, durante a vida, nele nos parecia uma gruta de mistérios. Seus objetos ganham vida, suas comidas preferidas passam a ter mais gosto, suas frases adquirem o sentido que só o tempo e a repetição outorgam às coisas.

A perda do pai dói muito! Isso é tudo. Para que querer saber por que? O pai é o eu no outro. É dois em um, santíssima dualidade a proclamar o mistério e a glória de existir, dívida que com ele temos, sem nunca conseguir pagar, o que o faz por isso mesmo, sempre, muito melhor do que nós…

(Crônica enviada por José Carlos Werneck)


Até FHC já está apoiando a terceira via, e os petistas temem que Bolsonaro não dispute eleição

Publicado em 8 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

FHC não está satisfeito nem com Lula nem com Bolsonaro

Alberto Bombig
Estadão

Pela primeira vez o entorno do ex-presidente Lula e ele próprio passaram a levar a sério a possibilidade do presidente Jair Bolsonaro não estar na eleição de 2022, seja por impedimento ou até desistência, situação extrema e pouco provável, mas que passou a ser considerada na montagem de cenários e táticas.

Segundo um interlocutor do petista, ele vê o atual presidente “instável emocionalmente”, isolado e mexendo peças erradas. Em privado, os líderes do PT e os amigos de Lula receiam essa possibilidade. Em público, continuarão a estimular a forte polarização.

TERCEIRA VIA – A inclusão desse cenário no plano estratégico do PT explica os recentes ataques da esquerda à chance de construção e de consolidação de uma terceira via eleitoral, especialmente na centro-direita.

Além das muitas brigas compradas por Bolsonaro, segundo esse interlocutor, Lula avalia que o fato de o presidente não ter encontrado um partido, ainda mais agora sob pressão do TSE, é mais um grande complicador para a candidatura dele.

No caso de ocorrer o impedimento de Bolsonaro, via Congresso, o grande pesadelo dos petistas é Hamilton Mourão assumir e desistir da reeleição para se aliar a uma alternativa de centro.

QUADRO CONFUSO – Todo cuidado, ainda segundo esse interlocutor de Lula, é pouco na disputa pelas ruas. Muita gente na esquerda teme colocar azeitona nos protestos contra Bolsonaro programados pela direita. Também é necessário calibrar a intensidade da pressão pelo impeachment: nem muito para derrubá-lo, nem pouco para deixá-lo confortável.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que prometera apoiar Lula, já mudou de ideia e está embarcando na terceira via:

“Não estou satisfeito nem com Bolsonaro, nem com Lula. Minha tendência é a de apoiar alguém que rompa com isso”, disse FHC sobre a atual polarização eleitoral.


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