terça-feira, março 16, 2021

Mourão diz que Bolsonaro “é o responsável por tudo o que aconteça” sobre política para a Saúde

Publicado em 16 de março de 2021 por Tribuna da Internet

Mourão adotou tom semelhante ao do novo ministro da Saúde

Guilherme Mazui
G1

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta terça-feira (16), após o anúncio da terceira troca de comando no Ministério da Saúde desde o início da pandemia, que o ministro apenas executa as decisões do presidente. Por isso, na visão do vice, o presidente Jair Bolsonaro é o “responsável por tudo o que aconteça ou deixe de acontecer”.

Mourão comentou em entrevista a escolha do cardiologista Marcelo Queiroga para substituir o general Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saude, anunciada na segunda-feira (15) por Bolsonaro.

DEMISSÃO DE PAZUELLO – Pressionado pelo momento mais crítico da pandemia, com quase 280 mil mortes, escassez de vacina e falta de leitos de UTI em hospitais, Bolsonaro decidiu demitir Pazuello e indicar o quarto ministro desde o início da pandemia, há pouco mais de um ano. A troca, contudo, ainda não foi publicada no ‘Diário Oficial da União’.

“A função do ministro quem define, é o decisor, é o presidente da República. O ministro é um executor das decisões do presidente da República. Até por isso, então, o presidente é o responsável por tudo o que aconteça ou deixe de acontecer, essa é a realidade”, disse Mourão.

TRANSIÇÃO – Queiroga e Pazuello deram início nesta terça a uma transição, diante de dúvidas de políticos e autoridades de saúde sobre a independência para modificar a política de combate à Covid-19. Ao chegar para uma reunião com Pazuello, Queiroga declarou que “o ministro da Saúde executa a política do governo”.

Mourão foi questionado sobre a frase do novo titular da Saúde. O vice-presidente concordou que o ministro somente executa as decisões do presidente.

Avança a pandemia, enquanto Bolsonaro fica encenando sua paródia da ditadura militar

Publicado em 16 de março de 2021 por Tribuna da Internet

RS tem UTIs lotadas; mais de 170 pacientes estão à espera de leito crítico  em Porto Alegre | Rio Grande do Sul | G1

Com as UTIs lotadas, a pandemia se agravou ainda mais

Rolf Kuntz
Estadão

Pornochanchada já era. O Brasil vive agora uma chanchada trágica, encenada pelo mais incompetente e mais desastroso governo de sua História. Não há como estranhar as obscenidades de Jair Bolsonaro e de seu filho Eduardo, especialmente quando dirigidas à imprensa. Suas barbaridades apenas expressam, de modo chulo, o padrão moral, intelectual e político do grupo instalado no centro do poder federal.

Quando manda enfiar em lugar impróprio as máscaras destinadas à prevenção sanitária, o filho do presidente celebra, como seu pai, a mortandade dos brasileiros. Essa grosseria, tipicamente bolsonariana, foi postada em 10 de março, quarta-feira. No mesmo dia, um novo recorde de mortes pela covid, 2.349 em 24 horas, foi registrado. A família presidencial poderia celebrar um novo marco em sua história.

DISSE PAZUELLO – Também na quarta-feira o ministro Eduardo Pazuello, famoso por sua omissão quando pacientes morriam sufocados em Manaus, negou o risco de colapso nos serviços de saúde. “O nosso sistema de saúde está muito impactado, mas não colapsou nem vai colapsar”, assegurou.

Em todo o País, governadores, prefeitos, secretários e médicos apontavam hospitais lotados e filas de doentes à espera de vaga em UTIs. Todos esses fatos eram componentes de um desastre muito maior: o desmoronamento, iniciado em 2019, da administração federal.

O papel mais patético nessa quarta-feira coube ao chefão da trupe, o presidente Jair Bolsonaro. Ele apareceu de máscara, num evento no Palácio do Planalto, defendeu a vacinação e até lamentou as mortes causadas pela covid.

MUDANÇA DE RUMO – Em São Bernardo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de novo em condição de concorrer à Presidência, havia criticado a ação federal diante da pandemia. O senador Flávio Bolsonaro pediu aos seguidores a distribuição, em redes sociais, de uma foto de seu pai com a frase: “Nossa arma é a vacina”.

Vinte e quatro horas depois o Bolsonaro de sempre reapareceu, já sem máscara e com a truculência habitual. Apoiadores o haviam aconselhado, segundo fontes de Brasília, a desfazer a impressão de ter sido acuado por Lula. Mas havia sido. Isso foi evidenciado até pelo globo exibido em sua live de quinta-feira, uma resposta a quem o havia chamado de terraplanista.

Palavras grotescas, falsas e ameaçadoras compuseram a live. Contrariando fatos conhecidos e documentados, o presidente negou ter chamado de gripezinha a covid-19. Confundiu com estado de sítio as medidas preventivas, como o toque de recolher, determinadas por alguns governadores. Ele obviamente ignora o sentido de “estado de sítio”, tema tratado na Constituição.

FORÇAS ARMADAS – Bolsonaro lembrou sua condição de chefe supremo das Forças Armadas. Raramente um presidente democrata menciona esse fato. Mas, além de falar sobre isso, lembrou o regime militar e pediu apoio ao povo para enfrentar os governadores. “Como é que eu posso resolver a situação? Eu tenho que ter apoio. Se eu levantar minha caneta BIC e falar ‘shazam’, vou ser ditador. Vou ficar sozinho nessa briga?”.

O palavrório é meio estranho, mas, apesar da obscuridade e dos subentendidos, a convocação lembra as ameaças de promover algo parecido com a mobilização comandada pelo presidente Donald Trump.

Nos Estados Unidos, o presidente derrotado na última eleição incitou seus apoiadores a invadir o Congresso. Há alguns meses, Bolsonaro mencionou o risco de algo semelhante no Brasil se a eleição de 2022 for realizada sem voto impresso.

DE VOLTA AO PASSADO – Bolsonaro chamou de herói nacional o torturador Brilhante Ustra, criou mal-estar com o governo chileno ao elogiar a ditadura do general Pinochet e cita com frequência o regime militar no Brasil. Referências à ditadura estão longe de ser meros componentes de uma retórica infeliz, grotesca e muitas vezes chula. O presidente, seus filhos e vários componentes da administração federal têm conseguido encenar uma paródia sinistra dos tempos ditatoriais.

O Ministério da Educação enviou a reitores de universidades federais um documento ameaçador, prometendo sanções, por “imoralidade administrativa”, a “manifestações de desapreço ao governo”.

 A censura é aplicável a professores e alunos. Um processo disciplinar foi aberto contra o ex-reitor e o pró-reitor de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Pelotas. Ambos tiveram de assinar um termo de ajustamento de conduta para encerrar o processo.

CENSURA NO IPEA – Técnicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) também foram pressionados. Receberam recomendação de limitar seus contatos com a imprensa e de evitar a divulgação de estudos antes de “aprovação definitiva” pela direção. O presidente do Ipea, Carlos von Doellinger, parece haver esquecido sua experiência dos anos 1970, quando ele mesmo e outros pesquisadores tinham amplo contato com jornalistas. Estudos eram produzidos sem censura. Artigos publicados na revista Pesquisa e Planejamento Econômico discutiam livremente a política econômica.

Esse padrão, sustentado por João Paulo do Reis Velloso, um dos criadores do instituto, foi mantido por muito tempo. Talvez faltasse um governo bolsonariano.


Procuradoria estuda pedido para incriminar Nunes Marques por fraude no seu currículo


TRIBUNA DA INTERNET | Nomeação de Kassio Marques é inconstitucional e  tornará o Senado ainda mais ilegítimo

Charge do Cazo (Arquivo Google)

Carlos Newton

A Procuradoria-Geral da República está analisando pedido de abertura de processo criminal contra o ministro Nunes Marques por falsidade ideológica, exclusão de informações relevantes em documento público e fraude em sua dissertação de mestrado, apresentada na Europa, na qual Nunes copiou “ipsis litteris”, sem citar o autor, cerca de dez páginas de um trabalho de pouco mais de 100 laudas.

A representação extrajudicial tem o número PGR – 00019996/2021 e está em estudos no gabinete do vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques, com pedido de preferência acolhido.

VÁRIOS CRIMES – Em petição endereçada ao procurador-geral Augusto Aras, o advogado Luiz Nogueira, que representa o jornalista, advogado e ex-deputado Afanasio Jazadji, fez a seguinte justificativa:

“Ficou, robustamente, provado nos autos da Petição 9.286, que tramitou no STF, que o noticiado, hoje, ministro Nunes Marques, segundo publicações de respeito e juristas renomados, cometeu, sim, crimes de falsidade ideológica, de supressão de informações e de documentos importantes (artigos 299 e 305 do Código Penal) e de plágio de trabalho de terceiro, quando da apresentação de seu “curriculum vitae” ao Sr. Presidente da República, aos senhores senadores e à sociedade em geral, a fim de provar ser detentor de notório saber jurídico e de reputação ilibada, o que o habilitaria à obtenção de vaga de membro da Suprema Corte”.

PARECER DE ARAS – Instado pela relatora Rosa Weber a se posicionar na questão, o procurador-geral Augusto Aras, em menos de cinco dias, encaminhou parecer assinalando que, devido ao foro privilegiado, “eventual procedimento investigatório voltado para a apuração do crime atribuído à sua pessoa há de ser instaurado nesse STF”.

Em decisão monocrática de 11 páginas, a relatora Rosa Weber, discordou de Aras e salientou “a necessidade de o Ministério Público requerer prévia e expressamente a instauração de inquérito, mesmo em face dos membros do Poder Judiciário”.      

Segundo a ministra, “compete, única e exclusivamente, em casos de infrações penais passíveis de persecução mediante ação penal pública, ao Ministério Público oferecer denúncia ou requerer o arquivamento de inquéritos e peças de informação”.

DEPLORÁVEL CONDUTA – Na petição a Aras, o advogado Luiz Nogueira afirma que a Procuradoria já se inteirou antecipadamente da gravidade da deplorável conduta do agora ministro Nunes Msrques, tanto que requereu o acionamento do STF no exame da notícia-crime.

Diante disso, o advogado considera que, consoante o entendimento da ministra Rosa Weber, não resta outro caminho e é necessária a instauração de inquérito criminal no Supremo para que o ministro Nunes Marques preste os esclarecimentos devidos.

“É a oportunidade para que ele explique as motivações que o levaram a inserir informações falsas em seu minúsculo currículo, declarando erroneamente ter concluído cursos de pós-graduação e pós-doutorado, e tudo feito em países distantes, como Portugal, Espanha e Itália, concomitantemente ao exercício do cargo de desembargador, em Brasília, com a obrigatória dedicação exclusiva. Conseguiu estar em locais bem distantes ao mesmo tempo”, argumentou o advogado Luiz Nogueira.

MP apura quem fez o órgão perder prazo de recurso na “rachadinha” de Flávio Bolsonaro


Procuradora que quis foro privilegiado para Flávio Bolsonaro agora tenta  suspender inquérito de "rachadinha" | Revista Fórum

Perda do prazo pelo MP do Rio beneficiou Flávio Bolsonaro

Correio Braziliense
Agência Estado

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) abriu uma sindicância interna para apurar por que o órgão perdeu o prazo de recurso no caso que investiga a prática de rachadinha no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ).

A sindicância vai levantar o histórico de acessos ao processo no sistema eletrônico. Um deles, no dia 2 de julho, ativou a contagem do prazo para recurso, à revelia do MPRJ.

PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS – “No fim da tarde de sexta-feira, a procuradora de justiça Soraya Gaya encaminhou à chefia institucional um expediente solicitando a adoção de providências para elucidar quem teria acessado o sistema eletrônico que gerou a fruição do prazo para impetração dos recursos”, disse o MP, em nota.

A procuradora já fez várias postagens nas redes sociais em apoio à família Bolsonaro e chegou a dar decisões favoráveis à defesa de Flávio no caso das rachadinhas, mas garantiu que não foi ela quem acessou o sistema eletrônico, gerando a fruição do prazo.

A própria procuradora solicitou a abertura da sindicância para determinar quem teria feito isso.

FORO PRIVILEGIADO – No fim de junho, o MPRJ anunciou que ia recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) a favor do foro privilegiado para o caso de Flávio Bolsonaro. Desembargadores da 3ª Câmara Criminal tinham reconhecido o foro privilegiado do senador, tirando o caso da 1ª instância e passando para a 2ª instância – o que mudou o juiz responsável pelo caso.

O MP, no entanto, interpôs o recurso em 20 de julho, três dias depois do prazo final, segundo a terceira vice-presidente do TJ Elisabete Filizzola Assunção. O prazo teria sido aberto em 3 de julho e terminado no dia 17.

Para tentar reverter a decisão que concedeu foro privilegiado ao Flávio Bolsonaro, o MP do Rio depende agora do julgamento de uma reclamação feita ao STF logo depois do julgamento. Na reclamação, o MP alega que a decisão da 3ª Câmara Criminal diverge do entendimento do STF que restringiu o foro privilegiado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Vai ser interessante saber o nome do jumento em forma de procurador que entrou na internet de “enxerido”, como a gente diz no Nordeste(C.N.)

Toque de Recolher: Confira a nova decisão do Governo de Sergipe

Na tarde desta segunda-feira, 15, o Governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, reuniu-se com o Comitê Técnico-Científico e de Atividades Especiais (CTCAE) para acompanhar o cenário epidemiológico dos últimos dias e avaliar a necessidade de novas medidas restritivas para o enfrentamento ao coronavírus no Estado.

Na oportunidade, ficou decidido que a melhor alternativa, no momento, será não aderir ao Lockdown, a versão mais rígida do distanciamento social, mas tomou novas medidas para conter o crescente aumento da pandemia, como o Toque de Recolher.

Dessa forma, ficou decidido o fechamento das praias, em sua totalidade, não terá ponto facultativo no aniversário de Aracaju e os funcionários públicos deverão trabalhar de forma remota. Além de aderir ao toque de recolher a partir desta quarta-feira (17), proibindo a circulação de pessoas nas ruas das 20h à 5 horas, durante 5 dias.

Notícias de Sergipe

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Maracás: MP-BA pede que prefeito revogue decreto que autorizou abertura de academias


por Cláudia Cardozo / Francis Juliano

Maracás: MP-BA pede que prefeito revogue decreto que autorizou abertura de academias
Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm

O Ministério Público do Estado (MP-BA) recomendou que o prefeito de Maracás, no Vale do Jiquiriçá, Soya Novais, revogue um decreto municipal que autorizou o funcionamento de academias de ginástica. Segundo nota da promotora Ludmilla Viera de Souza Mota desta terça-feira (16), a medida em caráter municipal, publicada no dia 8 de março, vai de encontro a um decreto do governo do estado, editado três dias antes que proíbe as mesmas atividades.

 

De acordo com a promotora, municípios não podem publicar decretos que contrariem medidas tomadas pelo Estado onde está situado. O entendimento, segundo a promotora, é embasado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Maracás é um dos municípios do Vale do Jiquiriçá com maior número de casos de Covid-19.

 

Até esta segunda-feira (15), a cidade acumulava 2.076 casos confirmados de novo coronavírus, com 33 mortes provocadas pela doença.

Bahia Notícias

Escolha de ministro indicado por Flávio gera insatisfação na base aliada de Bolsonaro


por Gustavo Uribe e Daniel Carvalho | Folhapress

Escolha de ministro indicado por Flávio gera insatisfação na base aliada de Bolsonaro
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

A escolha do cardiologista Marcelo Queiroga para o comando do Ministério da Saúde não foi bem recebida por integrantes da base aliada de Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara dos Deputados. As sugestões feitas pelo bloco do centrão foram ignoradas por Bolsonaro em detrimento da indicação de um nome do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), primogênito do presidente.

 

Sob pressão do centrão, Bolsonaro anunciou na segunda-feira (15) a saída do general Eduardo Pazuello, enquanto partidos da base aliada apoiaram dois nomes para o lugar do militar, que é investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

 

O primeiro foi o deputado federal Luiz Antonio Teixeira (PP-RJ), conhecido pelo apelido de Dr. Luizinho. A indicação da cúpula do PP, no entanto, foi refutada pelo presidente, que queria um nome técnico para o posto e que não tivesse vinculação política.

 

A alternativa encontrada foi a sugestão do nome da cardiologista Ludhmilla Hajjar, que contou com a chancela pública do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Nos encontros que tiveram, contudo, Bolsonaro e Ludhmilla se desentenderam, o que inviabilizou uma indicação.

 

Com a recusa, deputados do centrão ainda tentaram indicar outro nome, mas Bolsonaro se antecipou e escolheu Queiroga, indicado por seu filho mais velho. Segundo assessores palacianos, o novo ministro é amigo da família da mulher do senador.

 

Prevendo um mal-estar com o bloco, Bolsonaro convidou, horas depois de ter escolhido Queiroga, o presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), para um encontro no Palácio do Planalto.

 

Na conversa, segundo assessores palacianos, o presidente comunicou a decisão e explicou ao senador que optou por Queiroga pelo seu perfil técnico. Ele observou que foi uma escolha de caráter pessoal.

 

Ainda na noite da segunda-feira, no entanto, dirigentes do centrão já reclamavam da escolha do presidente e ressaltavam que Bolsonaro deveria ter levado em conta o apoio do bloco no Congresso.

 

"Não adianta trocar o ministro se o presidente continuar sabotando a implementação das práticas de combate ao coronavírus que são adotadas pelo mundo inteiro", afirmou à Folha o deputado federal Fausto Pinato (PP-SP).

 

A avaliação de dirigentes do centrão é a de que, diante da necessidade de aprovação das reformas administrativa e tributária, era o momento de Bolsonaro acenar à base aliada, e não fazer uma escolha de caráter pessoal.

 

Eles ressaltam que a abertura de mais espaço para o grupo partidário na Esplanada dos Ministérios também ajudaria a manter na base aliada o bloco do centrão após a decisão que tornou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva elegível para 2022.

 

Mesmo antes da vitória de Lira, em fevereiro, deputados do centrão já tinham a expectativa de assumir a Saúde com a saída de Pazuello. O nome favorito era o do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), alternativa que chegou a ser discutida na Casa Civil.

 

O nome de Barros perdeu força com o passar do tempo. Deputados disseram que, quando Barros foi ministro da Saúde no governo Michel Temer (MDB), ele não ficou conhecido por atender demandas de parlamentares.

 

A escolha de Queiroga gerou frustração entre aliados de Lira, para os quais Bolsonaro não reconheceu o apoio que o deputado federal tem dado à sua gestão.

 

Integrantes de partidos como PP e Republicanos viram na decisão de Bolsonaro um recado ao centrão: não adianta pressionar pela demissão de um ministro achando que tem garantida a indicação do sucessor.

 

Como os dois nomes rejeitados por Bolsonaro tinham chancela de Lira, parlamentares também disseram que a escolha acaba enfraquecendo o presidente da Câmara.

Bahia Notícias

Um ano após a pandemia, 78% do NORDESTE acha que a situação piorou, revela pesquisa inédita do OBSERVATÓRIO FEBRABAN



Dados apresentados hoje (16.03) mostram ainda que é na região onde o maior percentual de pessoas está saindo com frequência para trabalhar



A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) divulgou nesta terça-feira, dia 16 de março, a sexta edição do OBSERVATÓRIO FEBRABAN, pesquisa FEBRABAN-Ipespe, Covid e Vacinação.

O objetivo do levantamento inédito foi verificar, um ano após tomadas as primeiras medidas de isolamento, o sentimento dos brasileiros em relação à doença e a percepção da população sobre volta à normalidade e a vacina, entre outros pontos. A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 7 de março, com 3 mil internautas em todas as regiões do país.

Para a grande maioria dos entrevistados, a vida atual está muito diferente do que antes e os hábitos adquiridos nesses últimos 12 meses devem se manter ou até aumentar, como é o caso do homeoffice, uso do álcool em gel, lavar as mãos, compras online e tirar os sapatos ao entrar em casa. A grande maioria dos brasileiros (74%) vê a situação piorando e, perguntados sobre as mudanças ocorridas no período, 58% respondeu que foram em suas finanças e relações interpessoais.

Segundo o levantamento, o NORDESTE é a região onde é maior a sensação de que piorou a situação da pandemia (78%). Os dados mostram também que 65% dos nordestinos acreditam que a população só estará totalmente imunizada em 2022, o índice mais pessimista do país, ao lado da região Sul.

O NORDESTE é ainda a região que mais citou o combate às desigualdades sociais como prioridade no fim da pandemia (62%), e onde o percentual de retorno das aulas presenciais é mais alto (78%). Também nessa região encontram-se os pais mais seguros com relação aos filhos que retornaram às aulas presenciais (46%). "É a região onde o maior percentual de pessoas, 44%, está saindo de casa com frequência para trabalhar", afirma o cientista político e sociólogo Antonio Lavareda presidente do Conselho Científico do IPESPE.

Outros indicadores da pesquisa recortada na região Nordeste revelam que:

• 57% relataram mudanças nas finanças
• 57% apontam mudanças na saúde mental e emocional
• 82% estão insatisfeitos com o ritmo da vacinação no Brasil
• 23% não confiam na eficácia da vacina
• 31% querem encontrar familiares assim que a epidemia acabar

"Estamos completando um ano de uma crise de saúde e humanitária sem precedentes e as milhares de mortes e casos mostram a face mais sombria do primeiro ano da pandemia, que contagiou também a atividade econômica, continua paralisando o país e colocou a todos em compasso de espera", diz o presidente da FEBRABAN, Isaac Sidney. "Mesmo considerando que vivemos um momento crítico, a pesquisa revela que os sentimentos dos brasileiros estão divididos: medo, tristeza e raiva convivem com esperança, alegria e orgulho. "

A Pesquisa no Brasil
Para o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do Ipespe, alguns dos maiores impactos da pandemia se deram no campo das finanças e nas relações familiares e sociais. "Isso explica o desejo prioritário - quando a maioria da população estiver imunizada - de encontrar os parentes que não têm visto por conta da Covid", afirma.

Diante do cenário atual, a maioria dos brasileiros também defende a vacinação como melhor arma contra o vírus. Além disso, diante dos números de contaminação e de mortes, e do iminente colapso no sistema de saúde, preponderam na pesquisa aqueles que consideram insuficientes as medidas restritivas adotadas por muitos Estados e municípios contra aglomerações.

Abaixo, seguem os principais resultados do levantamento:

Situação da pandemia no Brasil
Com um ano de isolamento social, a grande maioria dos brasileiros (74%) vê a situação piorando e 16% avaliam que ela está na mesma. O sentimento de que a situação está melhorando é residual: apenas 9% dos entrevistados.

Contato com mortos e doentes
A maior parte dos entrevistados tem algum amigo ou parente que foi contaminado (55%) pela Covid-19 ou que morreu pela doença (52%).

Sentimentos sobre a situação
O brasileiro ainda está dividido em relação aos sentimentos: 50% nutrem mais pensamentos positivos e 46% negativos sobre a atual situação da pandemia. O levantamento mostra que 35% dos brasileiros experimentaram recentemente sentimento de esperança, 13% alegria e 2% orgulho. Do lado negativo, 21% sentem medo, 20% tristeza e 5% raiva.

Volta à normalidade
A pandemia mudou a vida da maior parte da população. 73% dos entrevistados brasileiros afirmam que a vida está muito diferente do que era antes da doença. Para 20%, a vida já voltou em parte ao normal, sendo que 3% afirmam que nada mudou nesse período e outros 3% dizem que a vida já voltou totalmente ao normal.

Medidas contra aglomerações
Para a maioria da população são necessárias medidas mais restritivas contra as aglomerações. Para a maior parte dos ouvidos (55%), a fiscalização e controle dos Estados e municípios contra aglomerações ainda está abaixo do necessário. Os que avaliam que a repressão às aglomerações está na medida certa representam 36% dos ouvidos e apenas 7% avaliam que há exagero nestas ações.

Posição sobre a vacina
É majoritário (77% dos entrevistados) o entendimento de que as vacinas são a única forma segura e eficaz de se proteger do coronavírus. Apenas 19% não confiam na imunização.

Ritmo da vacinação
Expressiva maioria (81%) reclama do ritmo da vacinação no Brasil, considerado insatisfatório e lento pela falta de um melhor planejamento para atender a demanda. Menos de um quinto (16%) considera o ritmo satisfatório e normal, considerando a pouca disponibilidade da oferta dessas vacinas.

Tempo para vacinação
A perspectiva de alcance massivo da vacinação é de que ela acontecerá apenas em 2022 para 62% dos entrevistados, enquanto 29% esperam que isso deve acontecer no segundo semestre desse ano. Um percentual pequeno (5%) é mais otimista ao acreditar que a maior parte da população brasileira estará vacinada ainda nesse primeiro semestre de 2021.

Notícias sobre vacinação
A maior parte dos ouvidos (47%) vê como positivas as notícias em torno da vacinação, sendo que 26% acham que são mais negativas e 24% nem positiva nem uma coisa nem outra. A televisão ainda é o meio sobre o qual a maior parte (82%) se informa sobre vacinas, seguida das redes sociais (56%). Jornais e revistas (17%) surgem em terceiro lugar e conversas com amigos (14%).

Hábitos que vieram para ficar
Dentre os hábitos que mais devem sofrer alterações, se destacam aqueles relacionados à higiene: lavar sempre as mãos e/ou passar álcool gel (91%), a higienização dos produtos comprados e embalagens antes de guardá-los (84%), não entrar em casa com sapatos (74%). Também há elevada expectativa de manutenção ou intensificação das compras online (74%), aulas/cursos online (63%), e trabalho homeoffice com reuniões por videoconferências (59%). Metade dos entrevistados irá manter ou aumentar o hábito de conversas e confraternizações com familiares por chamadas de vídeo (52%) e as consultas de telemedicina (50%).

Planos para depois da pandemia
As restrições ao contato social na pandemia constituíram uma das privações de maior repercussão emocional. "Encontrar os familiares que não têm visto" aparece no topo do ranking de coisas que as pessoas gostariam de fazer quando a população estiver imunizada (31%). Em segundo lugar, 19% preferem viajar. Na sequência, 11% dizem que querem encontrar amigos e 9% farão uma comemoração. Há também aqueles que querem prioritariamente voltar às aulas presenciais (7%); ir a shoppings, bares e restaurantes (4%) ou voltar ao trabalho presencial (4%).

Lições para o Brasil
Perguntados sobre com o que o Brasil deve se preocupar com o fim da pandemia, 56% elegeram o "investimento na educação da população mais pobre para a redução das desigualdades". Na sequência aparece o "investimento para deixar o Brasil autossustentável na área de equipamentos médicos e vacinas", com 45%; enquanto 27% defendem o "incentivo às áreas de tecnologia e inovação, no sentido de acelerar o desenvolvimento". Abaixo do patamar de 20% são citados: a "reforma do serviço público, tornando-o mais digitalizado e eficiente" (18%); o "aumento da proteção das florestas e redução dos poluentes preservando o meio ambiente" (16%); e a "melhoria da infraestrutura do País, privatizando rodovias, portos, aeroportos e o sistema elétrico" (16%).

Mudanças causadas em sua vida
Depois de um ano de pandemia, várias mudanças ocorreram na vida das pessoas. Perguntados sobre as alterações ocorridas nesse período, 58% respondeu que foram em suas finanças e relações interpessoais. Em seguida, vem a saúde mental e emocional (57%) e o ambiente de trabalho (53%). A forma de consumir também mudou e foi apontada por 38% das pessoas, assim como os estudos e a saúde física (ambas 35%). A fé e a espiritualidade foram as mais abaladas para 25%.

Comportamento na pandemia
A pesquisa mostrou que 93% dos brasileiros estão usando máscaras para sair de casa e que as pessoas mantiveram as atividades essenciais. Quase a totalidade sai de casa para ir ao supermercado: 26% vão sempre e 65% vão algumas vezes. Quase quatro em cada dez pessoas (39%) sempre saem para trabalhar e 20% se deslocam ao trabalho algumas vezes. Um terço (34%) não sai para trabalhar e 6% já não saíam antes da pandemia. Por outro lado, 72% deixaram de ir a restaurantes e bares e 77% não estão frequentando praias.

Educação em casa
Quanto às atividades educacionais, a grande maioria (71%) não está saindo (ou as pessoas da casa) para estudar, 7% saem algumas vezes e apenas 3% saem sempre. Entre os entrevistados, 42% têm filhos em idade escolar, dos quais 69% afirmam que as aulas ainda não são presenciais, enquanto 30% revelam que elas já foram normalizadas. Considerando aqueles cujos filhos estudam em escolas que já estão oferecendo aulas presenciais, 69% os estão enviando às aulas e 30% os mantêm em casa. Mesmo a maioria tendo optado pelas aulas presenciais, 57% se sentem inseguros com a ida dos filhos à escola e apenas 37% estão seguros. A maior parte dos pais que ainda não liberaram os filhos para as aulas presenciais, pretendem fazê-lo apenas quando a maioria da população estiver vacinada (39%). Outra parcela considerável, 28%, vai esperar que os próprios filhos estejam imunizados, e 26% dizem que os filhos frequentarão presencialmente quando declinar o número de casos de Covid-19.

Sobre a Febraban
A FEBRABAN - Federação Brasileira de Bancos - é a principal entidade representativa do setor bancário brasileiro. Fundada em 1967, na cidade de São Paulo, é uma associação sem fins lucrativos que tem o compromisso de fortalecer o sistema financeiro e suas relações com a sociedade e contribuir para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País.
O quadro associativo da entidade conta com 117 instituições financeiras associadas, as quais representam 98,8% dos ativos totais e 96,6% do patrimônio líquido das instituições bancárias brasileiras.

Sobre o Ipespe
O Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), fundado em 1986, é uma das instituições mais respeitadas do Brasil no setor de pesquisas de mercado e opinião pública. E conta com um conselho científico formado por especialistas de diversas áreas, o qual é presidido por Antonio Lavareda, mestre em sociologia e doutor em ciência política.

Tem equipes operacionais e consultores em todos os estados do País e atuação em âmbito nacional e internacional, sempre atualizado com o que há de mais inovador em técnicas e sistemas de pesquisas. A experiência, o rigor técnico e a agilidade do Ipespe têm se transformado em ferramentas fundamentais para que empresas privadas, governos e organizações possam conhecer melhor o seu público e o mercado.

Sobre o OBSERVATÓRIO FEBRABAN
O OBSERVATÓRIO FEBRABAN - pesquisa FEBRABAN Ipespe, foi lançado em junho de 2020 com objetivo de se tornar uma fonte de informações sobre as perspectivas da sociedade e o potencial impacto econômico-financeiro, ouvindo a população e estimulando o debate em diversos setores. Com periodicidade trimestral, a iniciativa é parte de uma série de medidas da Febraban para ampliar a aproximação dos bancos com a população e a economia real, de forma cada vez mais transparente.

A pesquisa OBSERVATÓRIO FEBRABAN está à disposição no site www.febraban.org.br.

400 kits escolares são entregues para crianças carentes em Uauá


400 kits escolares são entregues para crianças carentes em Uauá
Foto: Divulgação

A  Legião da Boa Vontade (LBV) entregou 400 kits com materiais pedagógicos para crianças da cidade de Uauá, no Sertão São Francisco. Os kits escolares foram entregues nos dias 11 e 12 nas Escolas Municipais Padre Gregório, no povoado de Santana e Santo Antônio, no povoado Caratacá e às Escolas Municipais Castro Alves, no povoado de Bendegó da Pedra e Santo Antônio, no povoado Sítio de Tomás. 

 

Ao receber o kit, a pequena Isabel Andrade Dias, 8 anos, revelou um sonho. “Eu estou sentindo falta da escola, dos meus amigos, da professora, de ler, de estudar... eu quero ser médica e quando você estuda pra crescer, você pode ser médica. Quero ser médica para cuidar das pessoas”, disse.

 

De acordo com a instituição, cada criança recebeu uma mochila com  materiais escolares, como caixa de giz de cera, lápis de cor, caneta, estojo, apontador, borracha, régua, caneta, caderno de brochura e tesoura sem ponta.  Para Maricélia Araújo de Morais, Gestora da Escola Municipal Santo Antônio, esses materiais evitam que as famílias precisem comprometer na alimentação dos seus filhos “A gente que conhece essa realidade, que nascemos e fomos criados aqui, sabemos da importância desses kits. Vai facilitar muito porque, uma mãe que ia precisar tirar dinheiro do bolsa família pra comprar o caderno, ela faz um sacrifício na mesa dela, mas quando vem esse kit, ela não vai mais precisar tirar na alimentação da família. E agora com as aulas remotas, eles vão precisar desses itens” disse. 

Bahia Notícias


Nota da redação deste Blog -  A pergunta que não quer calar, Jeremoabo neste ano de 2021 até a presente data já distribuiu quantos kits?

Dinheiro é que não está faltando, em janeiro e fevereiro e março já havia chegado R$ 195.484,80

É lamentável mas não podemos calar diante de tamanha ineficiência, onde cidades muito menores do que Jeremoabo a exemplo de Glória e Uauá já fizeram seu dever de casa, em Jeremoabo só politicagem e o povo mais humilde continua na pior.

Assuntos de grande importância em benefício de grande parcela do povo mais carente, sempre fica para segundo plano.


  

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