segunda-feira, março 15, 2021

Alexandre de Moraes recebe hoje os dois inquéritos da PF que incriminam o “gabinete do ódio”


Tercio Arnaud Tomaz é apontando como um dos gerenciadores da rede de perfis construída para disseminar ataques no Facebook -

Arnaud coordena o “gabinete do ódio na Presidência

Carlos Newton

O jogo ainda não acabou. Como dizia no poeta Cazuza, ainda estamos rolando os dados. Hoje, 15 de março, estão sendo concluídos dois importantes inquéritos conduzidos pelo ministro-relator Alexandre de Moraes, cujas investigações acabaram se interligando, porque ambas foram parar no “gabinete do ódio”, que funciona no terceiro andar do Planalto, próximo à sala do presidente Jair Bolsonaro.

Um dos inquéritos é sobre a criação das “fake news” e o outro apurou a organização, financiamento e execução de atos antidemocráticos, que defenderam o fechamentos do Supremo e do Congresso, com participação direta do presidente Jair Bolsonaro.

CARLUXO E ARNAUD – Quando se diz que os dois inquéritos incriminam o “gabinete do ódio”, deve-se ler Carlos Bolsonaro, o Carluxo, filho 02 do presidente, e Tercio Arnaud Tomaz, assessor especial do Planalto.

Arnaud é considerado um dos maiores peritos em informática do Polo de Tecnologia de Campina Grande. Trabalha para a família Bolsonaro desde 2018 e sua atuação foi fundamental para atrair votos através de “fake news” nas redes sociais.

Após a eleição, Arnaud passou a atuar diretamente no Planalto, como assessor especial da Presidência da República, para coordenar o “gabinete do ódio”, comandado por Carluxo, o vereador carioca que se mudou para Brasília desde a eleição.

PROVAS SE COMPLETAM – A investigação conduzida pela Polícia Federal levantiu separadamente provas sobre “fakes news” e atos antidemocráticos, mas a equipe logo percebeu que todos os caminhos levavam ao terceiro andar do Planalto. Assim, as evidências se complementam. Como se trata do mesmo relator, Alexandre de Moraes pode unificar as “provas emprestadas”, como se diz no linguajar jurídico, e com isso robustecer a incriminação.

Nesta segunda-feira o ministro recebe as conclusões desses dois inquéritos, para decidir se determina ou não a abertura de processos que podem e devem envolver o presidente Jair Bolsonaro.

Moraes relata também um terceiro inquérito, sobre interferência do presidente na Polícia Federal para blindar o filho Flávio Bolsonaro, mas a investigação deve ser prorrogada, porque o chefe do governo ainda não aceitou prestar depoimento.

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P.S. – 
Na Justiça brasileira tudo é possível, todos sabem. Se escapar desses dois inquéritos iniciais, Bolsonaro terá dificuldades com o terceiro, sobre interferência na Polícia Federal, que tem muito mais provas e Bolsonaro é uma espécie de réu confesso. Além disso, há uma quarta investigação, conduzida pela ministra Cármen Lúcia, sobre interferência na Agência Brasileira de Inteligência, para blindar Flávio Bolsonaro, com provas ainda mais robustas. (C.N.)

Mais de mil procuradores e promotores apoiam Lava Jato e repudiam Gilmar e Lewandowski


Gilmar e Lewandowski batem boca em julgamento no Supremo - 16/11/2016 -  Poder - Folha de S.Paulo

Lewandowski e Gilmar são criticados pelos seus “impropérios”

Pepita Ortega e Fausto Macedo
Estadão

Mais de mil promotores de Justiça e procuradores da República de todo o País lançaram neste sábado, 13, um manifesto em apoio à Operação Lava Jato, classificando como ‘impropérios retóricos’ as ponderações que os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, fizeram nesta terça, 9, durante o julgamento da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro, sobre o trabalho dos procuradores que atuaram na investigação. Até as 20 horas, o protesto já reunia 1.148 assinaturas.

O manifesto diz que, ao longo dos últimos 20 anos, ‘diferentes operações conduzidas por órgãos responsáveis pelo combate à corrupção são, em determinado momento, anuladas pelos Tribunais Superiores’, e agora o ‘mesmo destino recaiu sobre parte da Operação Lava Jato’.

CONSCIÊNCIA COLETIVA – Na mais dura e veemente reação do Ministério Público em todo o País contra os ataques à força- tarefa da Lava Jato, o documento registra que ‘por mais que se queira, por motivos diversos, desconstruir o trabalho desenvolvido na operação, jamais conseguirão apagar da consciência coletiva’ os resultados das investigações.

A mobilização foi arquitetada por um grupo de promotores de Justiça do Ministério Público de São Paulo, inconformados com o desmantelamento em série nos Tribunais Superiores de operações de larga extensão deflagradas pela instituição nos últimos anos contra políticos e empresários envolvidos em desvios e fraudes contra o Tesouro a partir de teses de defesa que apontam ‘supostos vícios procedimentais’.

“O movimento, mais do que defesa da Lava Jato e dos Procuradores da República que lá atuaram, representa resposta, fruto de sentimento de grande parte dos membros do MP brasileiro, cansados das ofensas proferidas por alguns ministros do STF, que infelizmente usam a toga, às vezes em público, para tal finalidade, como meio de encontrar algum fundamento, por mais descabido que seja, para suas decisões, notadamente quando o conteúdo das provas se mostram inafastáveis”, afirma o promotor Aluisio Antonio Maciel Neto, do Ministério Público de São Paulo.

DE TODO O PAÍS – O documento conta com assinaturas de promotores de todos os Estados e do Distrito Federal, além de procuradores da república, integrantes do Ministério Público de Contas, entre outros. A mobilização se deu em um grupo de Whatsapp e as mais de mil adesões foram coletadas em cerca de 48 horas.

Diz o manifesto que “todas as operações precedentes que foram anuladas pelos tribunais superiores têm em comum com a pretensa anulação da Lava Jato a característica de sempre se acolher um entendimento que não tem sustentação em regra do ordenamento jurídico brasileiro para criar, inovar, uma nulidade inexistente, ou sem que tenha sido anteriormente reconhecida. Como resultado, todos os trabalhos de combate aos grandes esquemas de corrupção foram arruinados”.

Este foi o destino da “Operação Diamante”, “Operação Chacal”, “Operação Sundown/Banestado”, “Operação Boi Barrica/Faktor”, “Operação Dilúvio”, “Operação Suiça”, “Operação Castelo de Areia” e “Operação Poseidon”.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Realmente, a blindagem e a impunidade da corrupção se tornaram as maiores vergonhas nacionais. E a tendência agora é liberar geral os criminosos por supostos erros dos magistrados que os condenam. Se estivessem vivos, Francelino Pereira e Renato Russo seguiriam perguntando que país é esse(C.N.)

Cotada para Saúde, médica é critica à condução de Bolsonaro na pandemia: “Brasil está fazendo tudo errado”, disse


Ludhimila defende plano de coordenação nacional de controle da doença

Deu no Estadão

Mais forte candidata a assumir o Ministério da Saúde, a cardiologista e intensivista Ludhimila Abrahão Hajjar é crítica à condução do presidente Jair Bolsonaro na pandemia. Em diversas manifestações ao longo do último ano, a médica sempre ressaltou ser contra  o chamado “tratamento precoce”, à base de cloroquina, e defensora de todas as medidas combatidas pelo Planalto, como uso de máscaras, distanciamento social e até lockdown de acordo com as estatísticas de cada região.

Natural de Anápolis (GO), a médica afirmou ao jornal goiano Opção, há exatos sete dias, que o “Brasil está fazendo tudo errado na pandemia”. Segundo Ludhimila, o Brasil deveria estar hoje com cinco ou seis vacinas disponíveis quando na realidade apenas dois tipos de imunizantes já são oferecidos aos grupos já definidos no Plano Nacional de Imunização.

ISOLAMENTO SOCIAL – Enquanto o presidente Bolsonaro reclama até hoje da decisão do STF que deu liberdade para governadores e prefeitos tomarem medidas de enfrentamento à pandemia, Ludhmila é favorável às decisões descentralizadas, incluindo a adoção de medidas mais restritivas de isolamento social – alvo dos protestos de bolsonaristas em todo o País.

“A questão de fazer lockdown e toque de recolher tem de ser tratado Estado por Estado, semana a semana, pelos técnicos e cientistas locais. Não acredito que deve haver uma medida nacional única que sirva para todo o Brasil. Tem de ser tratado individualmente”, afirmou na entrevista ao jornal.

PRESSÃO – O aumento da pressão pela saída do general Eduardo Pazuello da pasta se dá no momento em que o País bare recorde de mortos pela covid-19: foram 2.349 em 24 horas no último dia 10. Desde o início da pandemia, já são 277.216 óbitos.

O nome da cardiologista foi levado ao Planalto pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).  Ela e Bolsonaro conversaram na tarde deste domingo, 14, mas seu nome não foi anunciado. Pazuello, por sua vez, diz que fica no posto até quando o presidente assim desejar.

No sábado à noite, o presidente se reuniu com ministros da ala militar do governo no Hotel de Trânsito de Oficiais do Exército, onde mora Pazuello. Além de ministro da Saúde, participaram da conversa os ministros Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, Braga Netto, da Casa Civil, e Fernando Azevedo, da Defesa. Todos são generais do Exército da reserva, à exceção de Pazuello, que permanece no serviço ativo.

FORA DA AGENDA – A reunião ocorreu de última hora e não constava na agenda oficial da Presidência ou dos ministros. Eles deixaram o local sem dar declarações à imprensa. A troca no comando da Saúde foi colocada por parlamentares a palacianos como uma forma de segurar a CPI da Covid-19 no Senado.

Ministros com assento no Palácio do Planalto entenderam que a pandemia não é “gripezinha” e que o País enfrenta o pior momento da crise. Essa mensagem foi reforçada a Bolsonaro em reuniões durante a semana.  Em meio às especulações sobre a saída de Pazuello, o Ministério da Saúde afirmou em nota na tarde deste domingo que “até o presente momento ele segue no cargo”. Em seguida, o ministro divulgou uma nota na qual diz não estar doente e que não entrega o cargo se o presidente não o pediu. “Sigo como ministro da saúde no combate ao coronavírus e salvando mais vidas.”

CARDIOLOGISTA RENOMADA –  Ludhimila Hajjar ingressou na Universidade de Brasília (UNB) aos 17 anos e, atualmente, é professora da Associação de Cardiologia da Faculdade de Medicina da USP, coordenadora de cardio-oncologia do InCor e coordenadora da cardiologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Suas linhas de pesquisa têm como foco a cardiologia crítica, a terapia intensiva cirúrgica, a terapia intensiva no paciente oncológico e a cardio-oncologia.

No setor privado, a médica atua em hospitais da Rede D’Or, como o Vila Nova Star, em São Paulo, e o DF Star, em Brasília. Foi atuando nestas unidades que ela atendeu nomes importantes da política que tiveram covid-19 nos últimos meses. Na lista de pacientes estão o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, o ministro dos Transportes, Tarcísio Gomes de Freitas, além do próprio general Pazuello.

RASTREAMENTO – Em entrevista à revista Forbes no fim do ano passado, Ludhmila Hajjar defendeu a necessidade de um plano de coordenação nacional de controle da pandemia. Ela apontou como uma das causas da atual crise sanitária no País a ineficiência do governo na adoção de medidas que poderiam ter minimizado a prevalência da covid-19.  A médica também é defensora de medidas combatidas por Bolsonaro, como o uso de máscaras, o distancimento social e o rastreamento dos infectados como forma de evitar a transmissão.

O outro cotado é Marcelo Queiroga, atual presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Paraíba, Queiroga é especialista em cardiologia e tem doutorado em Bioética pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto/Portugal.

Atualmente, o médico dirige o departamento de hemodinâmica e cardiologia intervencionista (Cardiocenter) do Hospital Alberto Urquiza Wanderley (Unimed João Pessoa) e é médico cardiologista intervencionista no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, Paraíba.

EXPERIENTE – Queiroga também atuou como dirigente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, na qual exerceu a presidência no biênio 2012/2013, sendo membro permanente do seu Conselho Consultivo. Integra o Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba como Conselheiro Titular.

Assim como Ludhmila Hajjar, Marcelo Queiroga defende o isolamento social como forma de combate à pandemia. Ele também se posicionou a favor de medidas que viabilizem seguros para profissionais de saúde da linha de frente. Ambos os médicos já se pronunciaram em diversas ocasiões contra o tratamento precoce, como o uso da cloroquina, para a covid.-19

Médica cotada para a Saúde é descartada por ter considerado que Bolsonaro é “psicopata”


A médica cardiologista  Foto: Reprodução / Internet

“Tudo errado no combate à covid-19”, diz Ludhmila Hajjar

Paulo Cappelli
O Globo

Cotada para assumir o Ministério da Saúde, a cardiologista Ludhmila Hajjar perdeu a preferência na lista de nomes avaliados pelo governo para o cargo. A indicação da médica perdeu força no mesmo dia em que ela foi recebida pelo presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada. Ao longo deste domingo, chegaram a Bolsonaro informações que circulam nas redes sociais sobre declarações da médica nos últimos anos, incluindo um áudio atribuído a Hajjar em que o presidente é chamado de “psicopata”.

No áudio, recebido por Bolsonaro após se encontrar com a cardiologista no Planalto, a interlocutora defende a eleição do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), para presidente, chamando-o de “corajoso”. No início da pandemia da Covid-19, Caiado determinou medidas de restrição de circulação e confrontou Bolsonaro por declarações em que o presidente minimizava o impacto do vírus.

GRAVAÇÃO REVELADORA – “Nem sei o que vai acontecer com esse Brasil. Vai pegar fogo. Só sei que quero o Caiado presidente, só isso. Porque ele foi corajoso. Chega. Tem que cair esse JB. É um psicopata” — disse a mulher no áudio enviado ao presidente e ao qual O Globo também teve acesso.

Nas redes sociais, seguidores do presidente reagiram com críticas à possibilidade de nomeação de Ludhmilla, citando um vídeo em que a médica aparece numa conversa com a ex-presidente Dilma Rousseff.

A cardiologista também é criticada pela militância bolsonarista por defender posicionamentos que são consenso na comunidade científica, como a inexistência de um “tratamento precoce” eficaz contra a Covid-19, além da adoção de medidas de isolamento social.

DEMISSÃO DE PAZUELLO – Depois que O Globo divulgou que a demissão do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, estava definida pelo presidente Bolsonaro e que Ludhmila era uma das cotadas para o cargo, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) saiu em defesa da cardiologista.

“Coloquei os atributos necessários para o bom desempenho à frente da pandemia: capacidade técnica e de diálogo político com os inúmeros entes federativos e instâncias técnicas. São exatamente as qualidades que enxergo na doutora Ludhmila”, escreveu Lira.

“Espero e torço para que, caso nomeada ministra da Saúde, consiga desempenhar bem as novas funções. Pelo bem do país e do povo brasileiro, nesta hora de enorme apreensão e gravidade. Como ministra, se confirmada, estarei à inteira disposição”, complementou o presidente da Câmara em outra publicação.

PRESSÃO DO CENTRÃO – A possível demissão de Pazuello vem sendo discutida por Bolsonaro desde o início do fim de semana, em meio à pressão de parlamentares do Centrão.

Em nota divulgada neste domingo, o Ministério da Saúde disse que “até o presente momento” Pazuello segue à frente da pasta, “com sua gestão empenhada nas ações de enfrentamento à pandemia”. Através de um assessor, Pazuello afirmou, em uma rede social, que não está doente, mas que entregaria o cargo “assim que o presidente solicitar”.

“Não estou doente, não entreguei o meu cargo e o presidente não o pediu, mas o entregarei assim que o presidente solicitar. Sigo como ministro da saúde no combate ao coronavírus e salvando mais vidas”, escreveu o assessor, atribuindo as aspas ao próprio Pazuello.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A renomada Dra. Ludhmila Hajjar não foi descartada por causa da gravação. Na verdade, o problema é que ela errou o diagnóstico de Bolsonaro, porque psicopata é muito pouco, pois o presidente dá indícios de que seja um sociopata. (C.N.)

Dentro da Legalidade o prefeito pode tudo, fora da lei não pode nada.

 


A ONG-TransparênciaJeremoabo juntamente com esse Blog, já começou a se movimentar na tentativa de tornar sem efeito essa Lei ilegal e imoral que atenta contra a vida do povo, principalmente dos Jeremoabenses.

Ninguém está contra ninguém, mas estamos numa  guerra contra o COVID-19, e o sacrifício tem que ser de todos, dos empresários, dos trabalhares, dos funcionários públicos, e de todo ser humano.

Todos nós sabemos que Academia é importante, sabemos que lojas de produtos veterinários é tão importante quanto as academias, lanchonetes, churrascarias, afinal, todo trabalho para sobreviver é importante, só não aceitamos é expor a vida de todos numa cidade onde conforme denuncias de vereadores, nos postos de saúde falta até dipirona; no hospital sucateado, sem condições de uso conforme denúncias desses mesmos vereadores falta até testes para o coronavírus.

É nessa luta justa que iniciamos batendo as portas da Justiça e do Governo da Bahia contra esse atentado a saúde e consequentemente a vida, do governo já recebemos resposta, vamos aguardar da justiça contra essa |Lei inconstitucional.


domingo, março 14, 2021

Demissão de diretores da Palmares pode causar processo de improbidade administrativa


Presidente da Fundação Palmares dará selo 'não-racista' para 'difamados  pela esquerda' - Politica - Estado de Minas

Camargo comanda ditatorialmente a Fundação Palmares

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

Três diretores da Fundação Palmares pediram demissão na semana passada, sob argumento de que não há “viabilidade de diálogo” com o presidente da instituição, Sérgio Camargo. O imbróglio envolve a mudança da sede da Palmares, que pode virar alvo de um processo por improbidade administrativa.

“Coerentes com nossos princípios morais e políticos, tomamos uma difícil decisão de desligamento de nossos cargos por não encontrarmos mais viabilidade de diálogo entre os diretores e o presidente”, diz a carta apresentada pelos demissionários.

AMEAÇA AOS DIRETORES – O Estadão/Broadcast apurou que Camargo pressionou os diretores a autorizar uma reforma para devolver a antiga sede da fundação, mas o contrato, que precisaria ser assinado por todos eles, estaria fora dos padrões da administração pública. O presidente teria, então, ameaçado os gestores: “Quem não tiver coragem de assinar que entregue o cargo”.

A reunião virtual ocorreu na quarta-feira, 10. No mesmo dia, Ebnezer Maurilio Nogueira da Silva, diretor do Departamento de Fomento e Promoção da Cultura Afro-Brasileira, seguiu a “recomendação” de Camargo e saiu. Na quinta, 11, mais dois se demitiram: o diretor do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra, Raimundo Nonato de Souza Chaves, e o diretor de Gestão Interna, Roberto Carlos Concentino Braz.

Tudo começou em março do ano passado, quando Sérgio Camargo decidiu mudar a instituição para um prédio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Como o aluguel consumia um terço do orçamento anual da entidade, a transferência contou com o apoio da diretoria, mas Camargo perdeu os prazos para fazer a licitação da mudança e da contratação das obras, tanto da antiga como da futura sede.

OBRAS CARAS – Camargo queria autorizar uma reforma parcial do edifício da antiga sede para devolvê-la, mas ele precisaria de obras mais amplas e, portanto, mais caras. Ao longo do ano, os proprietários chegaram a oferecer desconto para manter o contrato com a Fundação Palmares, sem sucesso.

Enquanto não devolve formalmente o escritório antigo, a Palmares continua a pagar aluguel. Por outro lado, a nova sede, para onde o acervo da instituição foi enviado em dezembro – com obras de arte, fotografias e até cartas de alforria de escravos, como mostrou o Estadão -, também precisa de ampla reforma e, enquanto isso não é feito, não tem condições de abrigar os funcionários, que trabalham de casa. Camargo, por sua vez, despacha de um gabinete da Secretaria Especial de Cultura na Esplanada dos Ministérios.

Na carta de demissão, os três gestores alegam que suas decisões foram “indeferidas ou ignoradas” em detrimento das posições de pessoas sem prerrogativa de voto, que “participavam de reuniões e interferiam nas decisões, causando ingerência de forma generalizada”. O documento não cita nomes, mas se trata de uma referência à chefe de gabinete de Camargo, Conceição Barbosa, e à sua assessora de Comunicação Social, Raquel Brugnera, segundo apurou o Estadão/Broadcast.

CONDUZIDO AO ERRO – “Contudo, as mesmas pessoas não assumem os riscos da condução das ações dos departamentos e se isentam das suas consequências. Seja por má fé ou falta de conhecimento de nossas áreas, assistimos estarrecidos ao Senhor Presidente ser conduzido ao erro por servidores de longa data que trabalharam fielmente nas antigas gestões desta Fundação”, diz um trecho da carta.

“Como diretores e coordenadores dos departamentos que compõem a instituição, fomos voto vencido, mesmo sendo maioria em decisões cruciais ao bom andamento de projetos, ações de mudança da sede e demais políticas públicas que poderiam ser entregues à população até este momento”.

Ainda segundo o documento, os compromissos assumidos por Camargo em sua posse não teriam sido cumpridos mesmo após “inúmeras tentativas de interlocução”.

DEBANDADA – A Palmares tem cinco cargos de direção. Em janeiro, Alexandre Fineas, diretor de Gestão Estratégica, já havia deixado a instituição por desavenças com Camargo, sendo substituído de forma interina por Simoni Andrade Hastenreiter. O diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro, Laércio Fidelis, é o único titular que permanece no cargo.

Conhecido por ser um apoiador do presidente Jair Bolsonaro, Camargo se identifica como “negro de direita, antivitimista, inimigo do politicamente correto, livre” em sua conta no Twitter e preside a Fundação Palmares desde novembro de 2019. Ele já entrou em embate com vários artistas e lideranças do movimento negro nas redes sociais.

A Palmares foi criada por lei em 1998 para promover e preservar os valores culturais, históricos, sociais e econômicos da influência negra na formação da sociedade brasileira.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Reina a esculhambação na burocracia, seja federal, estadual ou municipal. Os gestores – com algumas exceções, é claro – se julgam proprietários da coisa pública. E o Brasil só consegue crescer à noite, quando os políticos e as autoridades estão dormindo. (C.N.)

Domingo teve atos pró Bolsonaro e contra governadores em diversas capitais


Manifestantes ignoram máscaras e a própria razão em plena pandemia

Deu na Folha

Manifestantes promoveram neste domingo (14) atos em capitais pelo país em protesto contra governadores e em apoio ao presidente Jair Bolsonaro na gestão da pandemia da Covid-19. Eles são contra medidas mais duras de isolamento social, usadas para tentar frear a aceleração da pandemia.

Vídeos nas redes sociais mostram carreatas e reuniões, algumas com aglomeração, em que os manifestantes usaram cores da bandeira nacional e, em muitos casos, foram vistos sem máscaras —item importante para evitar a disseminação do coronavírus, conforme a OMS (Organização Mundial da Saúde).

CONTRA DORIA – A manifestação em São Paulo ocorreu na região da Assembleia Legislativa e foi até a avenida Paulista, com gritos contra o governador João Doria (PSDB), inimigo político de Jair Bolsonaro. O Rio de Janeiro teve reunião de bolsonaristas em Copacabana, também com cores da bandeira nacional e muitos manifestantes não usando máscara, ou usando de forma incorreta.

No Distrito Federal, centenas de apoiadores de Bolsonaro realizaram carreata na Esplanada dos Ministérios com cobranças aos governadores que têm determinado medidas mais duras de isolamento social em meio ao recrudescimento da pandemia da Covid-19 no país.

Os manifestantes também repetem críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal e foi visto cartaz pedindo “intervenção militar”, o que é inconstitucional. A carreata bolsonarista se concentrou no Museu Nacional às 10h e partiu em direção ao Congresso Nacional.

LULA – Outro alvo nos atos deste domingo foi o ex-presidente Lula (PT), que recuperou seus direitos políticos na última semana devido a decisão do Supremo. A Polícia Militar do DF impediu que um carro de som estacionasse em frente ao Parlamento, para evitar aglomerações.

Embora algumas poucas pessoas estivessem sem máscaras, os organizadores do movimento por diversas vezes orientaram os manifestantes a usarem o equipamento de proteção.

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