segunda-feira, março 08, 2021

Lula tem todas condenações anuladas por Fachin e é liberado para disputar eleição


Lula tinha sido condenado nos casos do sítio e do tríplex no Paraná

Matheus Teixeira e Marcelo Rocha
Folha

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta segunda-feira, dia 8, a anulação de todas as condenações proferidas contra o ex-presidente Lula pela 13ª Vara Federal da Justiça Federal de Curitiba, responsável pela Lava Jato.

Lula tinha sido condenado em duas ações penais, por corrupção e lavagem, nos casos do tríplex de Guarujá (SP) e do sítio de Atibaia. O ministro entendeu que as decisões não poderiam ter sido tomadas pela vara responsável pela operação e determinou que os casos sejam reiniciados pela Justiça Federal do Distrito Federal. Assim, as condenações que retiravam os direitos políticos de Lula não têm mais efeito e ele e pode se candidatar nas próximas eleições, em 2022.

SEM DATA – Ainda não há data para o julgamento do caso pelo conjunto de ministros e isso só ocorrerá se o Ministério Público Federal recorrer da decisão. A corte ainda deverá decidir se decide o caso no plenário ou na 2ª Turma, geralmente mais favorável aos pedidos do petista. O mais provável é que o tema seja analisado por todos os integrantes do Supremo, uma vez que o ministro já havia afetado o habeas corpus em que tomou a decisão ao plenário.

No Supremo, a avaliação interna é que o despacho de Fachin também tem como objetivo evitar uma anulação em massa de processos da Lava Jato no Supremo. Isso porque, essa decisão pode esvaziar a discussão sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro para ter condenado o petista no caso do tríplex do Guarujá.

O ministro Gilmar Mendes, que pediu vista nesse processo, já havia avisado que levaria a discussão à Segunda Turma ainda neste semestre. A expectativa de advogados era que uma declaração de suspeição de Moro poderia ser usada por outros condenados por ele no âmbito da operação. Agora, esse debate perde força e as sentenças proferidas por Moro que não envolveram Lula têm mais chances de serem mantidas.

EFEITO POSITIVO – Mesmo os ministros do Supremo que apoiam a Lava Jato acreditam que a anulação dos processos de Lula por incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba, e não pela suspeição de Moro, pode ter efeito positivo para que não haja um efeito dominó que afete outros processos da operação.

Na decisão desta segunda, Fachin argumentou que os delitos imputados ao ex-presidente não correspondem a atos que envolveram diretamente a Petrobras e, por isso, a Justiça Federal de Curitiba não deveria ser a responsável pelo caso.

PEDIDO  – Fachin disse que a questão da competência da 13ª Vara Federal do Paraná já havia sido levantada indiretamente pela defesa, mas que esta foi a primeira vez que a defesa apresentou um pedido que “reúne condições processuais de ser examinado, diante do aprofundamento e aperfeiçoamento da matéria pelo STF”.

“Como corolário de tal conclusão, nos termos do art. 567 do Código de Processo Penal, devem ser declarados nulos todos os atos decisórios, inclusive o recebimento da denúncia, determinando-se a remessa dos autos à Seção Judiciária do Distrito Federal, considerada a narrativa da prática delitiva no exercício do mandato de Presidente da República”, afirmou.

O ministro disse que o MPF afirmou que Lula exercia “figura central” em grupo criminoso com ampla atuação em diversos órgãos da Administração Pública, “sendo a Petrobras apenas um deles”. “O caso, portanto, não se amolda ao que veio sendo construído e já decidido no âmbito do Plenário e da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal a respeito da competência da 13ª Vara Federal de Curitiba, delimitada, como visto, exclusivamente aos ilícitos praticados em detrimento da Petrobras S/A”, disse.

HISTÓRICO – Na decisão, o ministro fez um histórico da jurisprudência do Supremo acerca dos limites da competência da Lava Jato de Curitiba. Segundo ele, inicialmente foram retirados todos os os casos que não se relacionavam com os desvios praticados contra a Petrobras.

“Em seguida, passou a distribuir por todo território nacional as investigações que tiveram início com as delações premiadas da Odebrecht, OAS e J&F. Finalmente, mais recentemente, os casos envolvendo a Transpetro (Subsidiária da própria Petrobras) também foram retirados da competência da 13ª Vara Federal de Curitiba”, afirmou.

O ministro lembrou que o primeiro julgamento que limitou a competência da Lava Jato de Curitiba tratou do caso do ex-ministro Paulo Bernardo, que foi retirado da alçada do então juiz do caso Sergio Moro.

ALÉM DA PETROBRÁS – Fachin sustentou que o MPF já sabia que as prática imputadas a Lula iam além da Petrobras quando ofereceu a denúncia e que o órgão poderia, com o avançar das investigações, ter suscitado a mudança de competência para processar o caso.

“Ocorre que a conduta atribuída ao ora paciente, qual seja, viabilizar nomeação e manutenção de agentes que aderiram aos propósitos ilícitos do grupo criminoso em cargos estratégicos na estrutura do Governo Federal, não era restrita à Petrobras S/A, mas a extensa gama de órgãos públicos em que era possível o alcance dos objetivos políticos e financeiros espúrios”.

CONDENAÇÕES DE LULA – Lula foi preso após o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) confirmar condenação do então juiz Sergio Moro contra o petista no caso do triplex do Guarujá. Moro o condenou 9 anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva e o tribunal de segunda instância aumentou a pena para 12 anos de prisão.

Na época, vigorava a jurisprudência do STF que determinava a prisão de réus após decisão de segunda instância, o que viabilizou a prisão de Lula. Mais de um ano e meio depois, o Supremo derrubou esse entendimento e voltou a definir que o cumprimento de pena só pode ocorrer após o trânsito em julgado do processo, ou seja, após se esgotarem todos os recursos até o STF.

Nesse meio tempo, enquanto estava preso, Lula foi condenado em outra ação, sob acusação de ter recebido R$ 1 milhão em propina referente à reforma de um sítio em Atibaia que estava no nome de Fernando Bittar, filho do ex-prefeito de Campinas, Jacó Bittar. Na ocasião, Sergio Moro já estava no governo federal como ministro da Justiça e a sentença de 12 anos e 11 meses de prisão foi proferida por Gabriela Hardt, juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba.

INELEGIBILIDADE – Já era praticamente dado como certa a anulação da condenação do caso do triplex, responsável por gerar a inelegibilidade que tirou Lula das eleições de 2018. O ex-presidente ficou preso por um ano e sete meses, entre 2018 e 2019, e não pôde disputar a última eleição presidencial, barrado pela Lei da Ficha Limpa.

Após o vazamento de mensagens hackeadas da Lava Jato, ganhou força a tese de que Moro deveria ser declarado suspeito nos processos de Lula, o que levaria à invalidação de sua decisão sobre o caso. A defesa de Lula já vinha tentando anular as condenações por meio de um pedido de habeas corpus no qual questionava a imparcialidade do ex-juiz Sergio Moro.

No processo de Atibaia, no entanto, Moro atuou como juiz na fase inicial do processo e deixou a magistratura antes de dar uma sentença para condenar ou inocentar Lula. Assim, mesmo que o Supremo declarasse a suspeição de Moro, o petista seguiria inelegível por conta do caso de Atibaia, em que também houve confirmação em segunda instância. Agora, porém, como ambos os processos foram anulados, Lula retoma seus direitos políticos.

VANTAGENS INDEVIDAS – Em uma das ações penais, a Lava Jato afirmou que Lula teria recebido da Odebrecht vantagens indevidas consistentes “em um imóvel para a instalação do Instituto Lula”, à época avaliado em R$ 12,4 milhões; bem como no “apartamento nº 121 do Residencial Hill House”, em São Bernardo do Campo (SP), avaliado em R$ 504 mil.

“Não há, contudo, o apontamento de qualquer ato praticado pelo paciente no contexto das específicas contratações realizadas pelo Grupo Odebrecht com a Petrobras S/A, o que afasta, por igual, a competência da 13ª Vara Federal de Curitiba ao processo e julgamento das acusações”, disse o relator da Lava Jato no Supremo.

Idosos de 76 e 77 anos começam a ser vacinados em Aracaju nesta terça

 em 8 mar, 2021 17:06

Aracaju amplia a vacinação para idosos de 76 e 77 anos (Foto: Marcelle Cristinne)

Aracaju ampliará a atual fase da campanha de vacinação contra a covid-19. A partir desta terça-feira, 9, os idosos que têm 76 e 77 anos já poderão ser vacinados. Para tomar a primeira dose do imunizante, a população desta faixa etária poderá se dirigir a uma das 40 Unidades Básicas de Saúde disponibilizadas pelo município ou ao posto itinerante, instalado no Parque Governador Augusto Franco (Sementeira). Até o momento, foram vacinados na capital sergipana mais de 10 mil idosos. Ao todo, a cidade contabiliza 28.456 pessoas imunizadas – o que inclui os profissionais de saúde – contra o novo coronavírus, desde o início do Plano Municipal de Vacinação.

“É com muita alegria que comunico que ampliaremos a campanha de vacinação contra o coronavírus e que, a partir desta terça-feira, estaremos imunizando, também, os idosos com idade de 76 e 77 anos. É a Prefeitura de Aracaju trabalhando para vacinar o mais rapidamente possível a população. Assim como tenho dito, à medida em que vamos recebendo novas doses de vacinas, vamos avançando com a nossa campanha. Sabemos vacinar. Precisamos apenas que o governo federal nos envie mais doses”, destacou o prefeito, ao anunciar, nesta segunda-feira, 8, a nova etapa da campanha em suas redes sociais.

Edvaldo lembrou também que aqueles que optarem pela vacinação no drive-thru, devem se cadastrar no site da Prefeitura. “O cadastro no Portal da Vacina é fundamental. Somente com o código de validação, emitido após cadastramento, é possível ter acesso às dependências do parque. Além disso, temos 40 unidades de saúde à disposição de todos. No caso da UBS, basta apresentar a documentação na recepção”, detalhou o gestor.

O prefeito reforçou ainda o apelo, para que a população continue respeitando as medidas de biossegurança. “Mesmo quem já tomou a vacina, é preciso continuar se cuidando. Vamos continuar mantendo o distanciamento social, usando a máscara, entre outras medidas fundamentais para vencer esta doença. O número de contaminados tem crescido de forma assustadora em nosso país e só há três remédios que possam combatê-lo: a vacina, o distanciamento social e a higienização”, frisou Edvaldo.

Fonte: SMS

Bolsonaro incentiva auxiliares palacianos a lançarem candidaturas em 2022


Bolsonaro quer apadrinhar seus “homens de confiança”

Jussara Soares e Daniel Gullino
O Globo

De olho nas eleições de 2022, o presidente Jair Bolsonaro tem estimulado alguns de seus principais auxiliares no Palácio do Planalto a se lançarem candidatos. Três assessores especiais da Presidência, que trabalham diretamente no gabinete e acompanham Bolsonaro em viagens, estão sendo incentivados a aumentar sua presença nas redes sociais para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

O trio escolhido é formado por Tércio Thomaz, que atua no gerenciamento das redes sociais no chamado “gabinete do ódio”; pelo ex-policial do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) do Rio, Max Guilherme Machado Moura; e pelo tenente do Exército Mosart Aragão Pereira, que é próximo da família de Bolsonaro no Vale do Ribeira, em São Paulo.

PADRINHO – Ao apadrinhar seus “homens de confiança”, o presidente diz querer evitar que aliados de ocasião surfem usando seu nome e depois virem as costas.

Nos bastidores, Bolsonaro reclama que em 2018 foi cercado de “oportunistas”. Naquele ano, a onda bolsonarista elegeu 52 deputados federais, quatro senadores, três governadores e 76 deputados estaduais — parte deles rompidos com o presidente atualmente.

PREPOSTO – A ideia é repetir o fenômeno do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ) em 2018. Desconhecido, mas com a credencial de amigo de longa data de Bolsonaro, ele foi o mais votado no Rio com 345.234 votos. Dois anos antes, havia fracassado ao concorrer a uma vaga a vereador em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e conquistar apenas 480 votos. Atualmente, é visto como um preposto do presidente na Câmara, apresentando projetos de interesse de Bolsonaro.

Lopes apresentou, por exemplo, uma proposta para limitar o nível de cobrança dos exames da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em sua justificativa citou o presidente, que criticou a obrigatoriedade da avaliação e chamou a prova de “caça-níquel”.

Entre as apostas de Bolsonaro estão Tércio Thomaz e Max Guilherme, citados no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga a organização de atos antidemocráticos. O primeiro deve sair candidato pela Paraíba, e o segundo pelo Rio, de olho nos votos de policiais.

“GABINETE DO ÓDIO” – Natural de Campina Grande (PB), Tércio chamou a atenção do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) por ter criado a página “Bolsonaro Opressor” e foi convidado para trabalhar com a família. Em 2018, O Globo revelou que Tércio estava lotado no gabinete de Carlos Bolsonaro na Câmara dos Vereadores enquanto viajava com Bolsonaro durante a campanha presidencial. No governo, Tércio foi acusado de participar do “gabinete do ódio”, como ficou conhecido um grupo de assessores presidenciais que se dedicaria a atacar adversários de Bolsonaro.

Acostumado a atuar mais nos bastidores, Tércio criou em janeiro uma conta no Twitter e um canal no Telegram. Lá, divulga falas de Bolsonaro e atos do governo, e também ataca adversários, como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Ele tem 8 mil seguidores no Twitter e pouco mais de 900 inscritos no Telegram.

Policial militar do Bope, Max Guilherme atuou como segurança de Bolsonaro nas eleições de 2018. Ele foi contratado pela PSL, antigo partido do presidente. Logo após a eleição, foi cedido pela PM para trabalhar com Bolsonaro. A cessão foi renovada em janeiro. Max Guilherme integra a comitiva do governo que está em Israel para discutir cooperação tecnológica para o combate à pandemia.

REDUTO ELEITORAL – Já Mosart Aragão deve ser lançado candidato por São Paulo de olho nos votos do Vale do Ribeira, onde mora a família Bolsonaro. O tenente é amigo de Renato Bolsonaro, que, assim como o irmão presidente, é capitão reformado. Os dois se conheceram no Exército no Guarujá (SP).

Em uma live em 31 de dezembro, Bolsonaro apresentou Max e Mosart. Em uma curta participação, Max defendeu a excludente de ilicitude para policiais, pauta antiga do presidente. Depois, foi substituído por Mosart, que passou o resto da live ao lado de Bolsonaro, mas quase sem fazer comentários. O presidente contou que em 2016 os dois salvaram duas adolescentes de um afogamento na praia da Barra da Tijuca, no Rio.

SENADO –  Para o Senado, Bolsonaro aposta na candidatura por Santa Catarina do secretário especial de Pesca, Jorge Seif, um dos auxiliares mais frequentes nas lives presidenciais. Seif já se filiou ao PL, partido de Valdemar Costa Neto e do senador Jorginho Mello, que tem o apoio de Bolsonaro para disputar o governo de Santa Catarina.

No fim do ano, os dois catarinenses estiveram com Bolsonaro em São Francisco do Sul, no litoral do estado, onde o presidente passou dias de folga. Discutiram ali a viabilidade da aliança.

Guedes mistura cloroquina com cloro de piscina ao comparar Brasil a Argentina e Venezuela

 

Folha de S.Paulo Twitterissä: "Esta é a charge de @Benett_ publicada na  #Folha desta quinta (2). Quer ver mais charges do jornal? Acesse  https://t.co/SYBMd91i4u #folha #fsp #folhadespaulo #coronavirus  #coronavirusbrasil #covid19 #charge #humor #

Charge do Benett (Folha)

Elio Gaspari 
Folha/O Globo

Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura, só convive com as moscas de padaria. Não é candidato a nada e não quer ser. Até porque já decidiu: quando sair do governo irá para a iniciativa privada. E outro dia, o ministro Paulo Guedes disparou uma urucubaca: “Para virar a Argentina, seis meses; para virar Venezuela, um ano e meio”.

Misturou cloroquina com cloro de piscina. A Argentina teve projetos liberais mal conduzidos e fracassados. Na Venezuela, isso nunca aconteceu. O projeto de demagogia miliciana de Hugo Chávez era político.

LOROTA DE CHÁVEZ – Em 1999, quando o coronel Chávez assumiu, o tal de “mercado” torceu para que a manutenção de Maritza Izaguirre no Ministério da Fazenda garantisse alguma racionalidade. Um ano depois, Izaguirre foi substituída e voltou para o Banco Interamericano de Desenvolvimento. Chávez chegou prometendo “mercado até onde for possível e Estado apenas onde for necessário”. Era lorota.

Aqui no Brasil, quando o governador João Doria anunciou que em janeiro começaria a vacinação em São Paulo, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, coronel da reserva Elcio Franco (aquele que usa brochinho de crânio atravessado por uma faca), disse o seguinte:

“Senhor João Doria, não brinque com a esperança de milhares de brasileiros, não venda sonhos que não possa cumprir, prometendo uma imunização com um produto que sequer possui registro nem autorização para uso emergencial”.

DÓRIA CUMPRIU – No dia 17 de janeiro, foi vacinada no Hospital das Clínicas a enfermeira Mônica Calazans. Jogo jogado.

 

Nesta quinta-feira (dia 4), a repórter Paula Ferreira mostrou que Franco encaminhou ao Senado uma planilha informando que neste mês o ministério distribuirá 38 milhões de vacinas.

No dia 17 de fevereiro, o general Eduardo Pazuello anunciara que entregaria 46 milhões de imunizantes. Onze dias depois, a previsão baixou para 39,1 milhões. Em duas semanas, evaporaram-se 7,9 milhões de vacinas.

O coronel-doutor deveria entrar na sala do general Pazuello admitindo:

“Chefe, estamos brincando com a esperança de milhares de brasileiros, vendendo sonhos que não podemos cumprir”. (O Ministério da Saúde levou em conta 8 milhões de doses de um laboratório que ainda não deu entrada ao pedido de autorização da Anvisa, mas deixa pra lá.)

Fachin anula condenações de Lula pela 13ª Vara Federal de Curitiba

 

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O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou nesta segunda-feira (8/3) as condenações de Lula no caso do tríplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e da sede do instituto Lula. Fachin declarou a 13ª Vara Federal de Curitiba, que tinha como titular o ex-juiz Sergio Moro, incompetente para processar e julgar Lula. Com a decisão, o ex-presidente volta a ter direitos políticos e pode disputar eleições.

"Declaro, como corolário e por força do disposto no artigo 567 do Código de Processo Penal, a nulidade apenas dos atos decisórios praticados nas respectivas ações penais, inclusive os recebimentos das denúncias, devendo o juízo competente decidir acerca da possibilidade da convalidação dos atos instrutórios", diz o despacho. 

O ministro diz que os autos devem ser enviados para a Justiça do Distrito Federal e que caberá "ao juízo competente decidir sobre a possibilidade de convalidação" de depoimentos e de coleta de provas.

No entanto, seria inviável a mera convalidação dos atos de Curitiba por Brasília. Para que os atos decisórios fossem confirmados, seria preciso renová-los — inclusive o despacho inicial de recebimento das denúncias de cada caso. 

Fachin julgou um Habeas Corpus ajuizado pela defesa de Lula em 3 de novembro de 2020. Defendem o petista os advogados Cristiano Zanin, Valeska Martins, Eliakin Tatsuo e Maria de Lourdes Lopes

Em nota, a defesa comemorou a decisão. "Embora a questão da competência já tenha sido suscitada indiretamente, é a primeira vez que o argumento reúne condições processuais de ser examinado, diante do aprofundamento e aperfeiçoamento da matéria pelo Supremo Tribunal Federal."

Em nota à imprensa, Fachin afirma que, após o julgamento do Inq 4.130-QO pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, a jurisprudência restringiu o alcance da competência da 13ª Vara Federal. O relator destaca que, mesmo ficando vencido em relação ao tema,  levou em consideração a evolução da matéria na 2ª Turma em casos semelhantes. Assim, entendeu que deve ser aplicado ao ex-Presidente da República o mesmo entendimento, reconhecendo que 13ª Vara Federal de Curitiba não era o juiz natural dos casos.

Clique aqui para ler a decisão
HC 193.726


Revista Consultor Jurídico, 8 de março de 2021, 15h40


Dia Internacional da Mulher com Ana Dalva

Doentes com CA são obrigados no meio da estrada empurrar ônibus quebrado para subir ladeira, estamos diante de perversão ou perversidade?

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Isso simplesmente é falta de humanidade,  um desrespeito e perversidade contra portadores de CA, que estão submetidos a viajar 08(oito)horas para tratamento fora de domicílio em Salvador.

Nem bois para ser sacrificados são transportados em veículos sucateados e sem condições de trafegar iguais a esses ônibus que o prefeito de Jeremoabo expõe esse povo humilde que lutam contra a própria doença.

O prefeito de Jeremoabo não é um sem noção, mas um perverso, um certo tipo de " humano"  que não se preocupa em colocar outras pessoas em risco de morte,

o transporte dos doentes de Jeremoabo nesse (des)governo retornou ao século  XVIII quando transportava os escravos, sendo tratados como uma mercadoria semelhante a qualquer outra; faltando pouco para adotar o transporte em porões para se satisfaz com o sofrimento dos outros; ou seja, o Município de Jeremoabo está sendo  guiado e administrado por um  perverso, que reúne ao seu redor outros perversos e alguns oportunistas

Para comprovar basta citar a população no pico da pandemia sem testes, os hipertensos e diabéticos sem medicamentos e sem fitas para medir a glicose, 

Se a intenção do prefeito é eliminar ou extinguir os doentes carentes de Jeremoabo, que procure outra forma com menos sofrimento.

  Para completar escutem nos áudios o clamor das pessoas que entre a vida e a morte se deslocam para Salvador ou Aracaju; sendo que para Aracaju a Federal prende o ônibus improprio para viajar, para Salvador tem que empurrar ônibus na esperança de transpor uma ladeira.

Para iludir o povo, o prefeito usou durante a campanha eleitoral a propaganda enganosa que os ônibus da saúde iria ter " AR CONDICIONADO e WIFI".

O ar condicionado é homens, mulheres e crianças doentes e convalescendo, ter que empurrar um ônibus para subir uma ladeira, realmente causa falta de ar; já wifi é o pedido de socorro no meio da estrada movimentada como a de Feira de Santana, arriscado a um atropelamento.

Será que eles estão preocupados com a saúde do povo ou com o dinheiro do COVID-19??

Sem apoio no Planalto, Pazuello está perdido e Congresso é pressionado a assumir combate à pandemia


Após meses de submissão, Pazuello agora pede ajuda a gestores

Camila Mattoso
Folha

Em meio à omissão, ineficiência e negacionismo de Jair Bolsonaro em um ano de pandemia, articula-se em Brasília um arranjo para colocar a cúpula do Congresso no comando do combate à crise da Covid-19, com o respaldo de governadores e até a participação do próprio ministro da Saúde.

Após dez meses de submissão à cartilha bolsonarista e agora sob investigação, Eduardo Pazuello tem sinalizado com pedido de ajuda a gestores. A costura tem sido feita nos bastidores e com cuidado para não provocar a ira do presidente.

AÇÃO NACIONAL – A articulação envolvendo o Congresso parte de dois entendimentos em meio ao colapso nacional da saúde. Primeiro, os governadores querem evitar o desgaste de atuar sozinhos no pico da pandemia. Segundo, a polarização de Bolsonaro com eles chegou a um ponto em que a única forma de ter uma ação nacional é com o Legislativo junto.

Aliados de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) tentam tratar o assunto como uma pacificação entre os Poderes e não como um atropelo ao governo federal. O discurso é que Bolsonaro está ciente que deve agir e uma participação do ministério mostrará esse comprometimento.

O plano é que um grupo criado por Lira com governadores na semana passada concentre as principais ações do país contra o avanço da Covid-19, coordenando a atuação do ministério e esvaziando as ordens negacionistas de Bolsonaro. A ideia é colocar mais pessoas nesse comitê, como secretários de saúde, parlamentares, especialistas, médicos. O Supremo foi procurado para dar apoio à iniciativa.

SEM RESPALDO – Os principais pontos a serem comandados: fabricação e compra de vacinas, leitos de UTI, equipamentos suficientes para hospitais, e medidas de restrição para frear a transmissão. Depois de quase dez meses obedecendo todas as diretrizes do presidente, Pazuello passou a indicar a gestores nos últimos dias que não consegue tomar as medidas que lhe são cobradas por não ter respaldo no Palácio do Planalto.

Apesar de políticos criticarem a atuação do ministro e o chamarem de incompetente nos bastidores, a leitura é a de que não é possível tirá-lo agora nem tirar a pasta da linha de frente do combate à pandemia, inclusive por questões legais (assinatura de documentos, divisão de dinheiro, etc). Para pessoas que falaram com o general nos últimos dias, a impressão é a de que a sinalização dele agora é reflexo da preocupação com a investigação de que é alvo em meio ao crescente número de mortes, que não para de bater recordes.

SEM RETORNO – A Folha revelou neste domingo, dia 8, que a White Martins pediu transporte de oxigênio a coronéis que assessoram Pazuello e não foi atendida. O jornal também mostrou que o Brasil rejeitou no ano passado proposta da farmacêutica Pfizer que previa 70 milhões de doses de vacinas até dezembro deste ano.

O ministro acumula erros e acusações na condução da Saúde. As reclamações se dão também por ele ter chegado com o status de um especialista em logística, área que apresentou diversas falhas desde então, como as confusões em voos na entrega de vacinas, etc.

DIVISÃO – Entre governadores, há quem defenda que a mobilização deveria isolar completamente o governo federal, deixando inclusive Pazuello de fora. João Doria (PSDB-SP) escreveu no grupo de WhatsApp dos gestores que é contra qualquer relação com genocidas, mentirosos e incompetentes, segundo suas palavras. Outra parte, porém, entende que a participação da União é obrigatória, inclusive para divisão de responsabilidades.

“Se o governo federal não quiser participar, vamos ao Supremo para obrigá-lo. Entre os direitos de quem exerce a presidência da República não está o de se omitir criminosamente”, disse Flávio Dino (PCdoB-MA) ao Painel.

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