segunda-feira, janeiro 11, 2021

Estamos diante de um espetáculo constrangedor: o presidente dos EUA realmente pirou


Ricardo Setti on Twitter: "Trump, enlouquecido, parece farejar derrota.  Pode perfeitamente vencer a eleição se mantiver a ampla vantagem na  Pensilvânia, mantiver a posição na Geórgia e virar a mínima vantagem de

Donald Trump realmente parece ter um parafuso a menos

Elio Gaspari
Folha/O Globo

Em julho de 2016, o bilionário Michael Bloomberg disse durante a convenção do Partido Democrata que “eu reconheço um vigarista quando o vejo”. Referia-se a Donald Trump. Passaram-se quatro anos e a questão da vigarice do doutor foi para a mesa da procuradora-geral do estado de Nova York.

Em Washington, a questão tornou-se outra: a eventual aplicação do dispositivo constitucional que permite empossar o vice caso o titular esteja incapacitado. Quando essa emenda foi aprovada pensava-se num cenário no qual o presidente está sob intensos cuidados médicos. No espetáculo da série “Os Últimos Dias de Trump”, a invocação do dispositivo nada tem a ver com uma anestesia geral, por exemplo. Trata-se de incapacidade por maluquice.

DISSE A SOBRINHA – Trump é visto como um narcisista psicótico por muita gente que não gosta dele. Em julho passado, sua sobrinha Mary (psicóloga) publicou um livro com o subtítulo de “O Homem mais Perigoso do Mundo”. Parecia futrica familiar.

Desde novembro, Trump sustenta que venceu a eleição “de lavada”. Na terça-feira, os candidatos republicanos perderam a eleição na Geórgia. No dia seguinte, seus guardiões fizeram o que fizeram. (“We love you”, disse Trump.)

Os senadores e deputados americanos foram obrigados a deixar o prédio. Numa decisão histórica, voltaram aos plenários horas depois. Na quinta-feira, confirmaram o resultado eleitoral. A senadora republicana que perdeu a cadeira tirou sua assinatura do pedido de recontagem dos votos da eleição presidencial na Geórgia. Duas integrantes do primeiro escalão de seu governo foram-se embora e seu fiel ex-procurador-geral acusa-o de ter traído o cargo.

SOMENTE EM FILMES – O mundo está diante de um espetáculo constrangedor: o presidente dos Estados Unidos pirou. Isso só acontecia em filmes ruins. Desde o dia em que tomou posse, garantindo que ela foi assistida por uma multidão jamais vista, estava no tabuleiro a carta de que se tratava de um mentiroso. Quatro anos depois, com o seu negativismo eleitoral e a mobilização de seus seguidores para a invasão do Capitólio, Trump encarna o personagem do teatrólogo Plínio Marcos em “Dois Perdidos numa Noite Suja”: “Sou o Paco Maluco, o perigoso”.

A série “Últimos Dias de Trump” não terminou. Se ele queria ir jogar golfe na Escócia no dia da posse de Joe Biden, deve buscar outro pouso. A primeira-ministra Nicola Sturgeon disse que lá o doutor não entra, pois o país está em lockdown.

Faltam dez dias para o fim da série e Trump ainda surpreenderá a plateia. A Associação Americana de Psiquiatria continua funcionando, com sede a poucos minutos da Casa Branca. Isso porque malucos existem.

A POESIA DE GRANT – Durante as horas em que a anarquia trumpista tomou conta do Capitólio, deu-se um momento de poesia histórica. Sem dar a menor bola, centenas de manifestantes passavam por baixo do monumento ao general Ulysses Grant, comandante das tropas vitoriosas da União durante a Guerra de Secessão (1861-1865).

A estátua equestre é um retrato excepcional da figura de Grant. Enquanto o gênero coloca os homenageados em posições combativas, como o Duque de Caxias de Victor Brecheret, o Grant do escultor Henry Shrady está encolhido, parece um tropeiro com frio. Assim era ele. Teve uma carreira militar medíocre, tentou a vida fora do Exército e faliu. Bebia mal.

Ele comandava tropas do Norte quando chegou com o filho a um hotel de Washington e o recepcionista disse-lhe que só tinha quartos no sótão. Tudo bem até a hora em que ele assinou a ficha: “Ulysses S. Grant”.

Na cena da rendição dos rebeldes numa casa de Appomattox havia dois comandantes. Um chegou num bonito cavalo, com faixa na cintura e espada com punho de ouro cinzelado. O outro, com o uniforme amarfanhado (havia quatro dias não o trocava) e as botas enlameadas. O bonitão era Robert Lee, que estava se rendendo e pedindo comida para seus soldados.

SANGUE-FRIO – Desde jovem, quando participou da invasão do México, Grant impressionava pela sua capacidade de manter o sangue-frio nos piores momentos de uma batalha e diante do massacre de suas tropas. (Isso numa pessoa que tinha horror a carne malpassada pelo que viu no curtume de seu pai.)

Quanto maior a confusão, maior era a calma de Grant. Sua figura no meio da anarquia dos guardiões de Trump foi mais uma homenagem ao general que botou os escravocratas do Sul de joelhos.

Grant foi eleito presidente e governou de 1869 a 1877. Um desastre. O general meteu-se com o papelório e no fim da vida estava quebrado. Pagou suas contas escrevendo um livro de memórias. Ele e a mulher estão sepultados num mausoléu em Nova York, na altura da rua 122. O balcão de perfumes do Bloomingdale’s recebe mais fregueses em um mês do que a tumba do casal em um século.

Após Twitter banir Trump, chanceler Ernesto Araújo fala em “liberdade de expressão”


Ernesto Araújo critica “censura” dos globalistas

Deu no Correio Braziliense

Um dia após o Twitter bloquear permanentemente a conta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, publicou uma mensagem na rede social em que afirma que o Brasil defende “a democracia, a liberdade de expressão e todos os direitos e liberdades inalienáveis”.

Aliado do republicano, o chanceler brasileiro acrescentou que o País trabalha com os EUA na defesa do sistema democrático. “Obviamente, definimos democracia como o governo do povo e para o povo – não como governo da grande mídia e das elites globalistas, implementado pelo controle social e pela censura”, escreveu.

BANIDO – Após suspender temporariamente o acesso de Trump, o Twitter decidiu tornar a suspensão permanente por considerar que o presidente americano violou as regras da plataforma ao incitar os protestos no Capitólio contra a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais. Os manifestantes invadiram a sede do legislativo e, na confusão, pelo menos cinco pessoas morreram.

Após atritos com Rodrigo Maia, líder da bancada ruralista declara apoio a Baleia Rossi


Moreira disse que frente exigirá de Rossi o compromisso com pautas

Deu no Correio Braziliense

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), declarou apoio ao deputado Baleia Rossi (MDB-SP) à presidência da Câmara. Baleia é candidato do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com quem o líder da bancada ruralista teve atritos durante a gestão.

“Baleia é extremamente qualificado para o diálogo com qualquer partido, o que é imprescindível para levar à frente as pautas que o País precisa. E isso em nada tem a ver com apoio a pautas da esquerda como muitos dizem”, escreveu Moreira no Twitter. Partidos de oposição, inclusive o PT, anunciaram apoio a Baleia, mas exigem a análise de um processo de impeachment contra o presidente da República, Jair Bolsonaro.

COMPROMISSO – Ao Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o deputado afirmou que o apoio a Baleia não é feito em nome da bancada, mas que a frente vai exigir do candidato o compromisso com pautas nas quais não houve abertura com Rodrigo Maia. “É ruim uma disputa para a Câmara ficar na questão rasa se é a favor do Rodrigo Maia ou a favor do Bolsonaro. Não tenho compromisso com Maia, eu quero as pautas.”

A prioridade da bancada, afirmou Alceu Moreira, é a reforma tributária. Uma das propostas em discussão no Congresso foi apresentada por Baleia Rossi. Além disso, a frente dos ruralistas vai cobrar a votação de projetos do setor, entre eles a regularização fundiária. O projeto da regularização fundiária foi um dos temas de atrito entre Maia e o líder da bancada ruralista.

CRÍTICA – No ano passado, Moreira criticou o projeto de lei que autoriza o registro de até seis módulos fiscais, bancado pelo presidente da Casa. A proposta está parada no Congresso. A bancada defendia uma medida mais flexível, com limitação maior. Para Alceu Moreira, Maia exerceu uma “ditadura da minoria” no comando da Câmara.

A FPA tem 241 deputados. Entre os integrantes, estão aliados de Arthur Lira (PP-AL), que também disputa o comando Câmara, e Baleia – os dois, inclusive, fazem parte da bancada. Por isso, a frente não deve oficializar apoio a nenhum dos candidatos, apesar de reivindicar pautas ao próximo presidente da Câmara.

Desembargador declara suspeição para julgar casos da Lava Jato do Rio e deixa casos contra deputados estaduais


Desembargador não revelou o motivo da suspeição

Deu no O Globo

O desembargador Paulo Espírito Santo, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, se declarou suspeito para julgar processos da “Lava-Jato” do Rio contra deputados estaduais. Espírito Santo relata que “o contexto que norteva” a atuação dele nos processos da operação mudou, alterando sua isenção para os julgar os casos.

“O contexto que outrora norteava minha atuação na referida operação foi alterado, de maneira que a isenção que regeu minha atuação até aqui não é mais a mesma, obstando, assim, minha atividade judicante nos feitos relativos àquela operação”, afirmou o desembargador.

FURNA DA ONÇA – A decisão foi tomada em despachos em que comunicava que se declarava suspeito na ação penal e na apelação sobre a Operação Furna da Onça. A ação teve como resultado a prisão de 22 pessoas, entre elas Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O desembargador segue a frente de processos, como os das operações “Furna da Onça” e “Cadeia Velha”. Ele diz nos despachos que, durante a sua licença médica para tratar os sintomas da  Covid-19, tomou conhecimentos de fatos da Lava-Jato que o impedia de julgar de forma isenta.

“Primo por uma prestação jurisdicional célere, tanto que, durante minha licença médica para tratar os preocupantes sintomas e sequelas que me foram provocados pela Covid-19, enderecei ofício ao Exmo. Presidente desta eg. Corte Regional, a fim de que os processos referentes à operação ‘lava jato’, dos quais era relator e revisor, fossem redistribuídos a outro desembargador federal”, completou Paulo Espírito Santo.

André Mendonça pedirá inquérito contra jornalistas por “incentivarem” suicídio de Trump e Bolsonaro


Mendonça referiu-se aos colunistas Ruy Castro e Ricardo Noblat

Deu no Correio Braziliense

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, afirmou neste domingo, dia 10, que vai pedir a abertura de inquérito policial para “apurar a conduta” de dois jornalistas por “instigarem dois presidentes da República a suicidar-se”.

“Apenas pessoas insensíveis com a dor das famílias de pessoas que tiraram a própria vida podem fazer isso. Apenas pessoas irresponsáveis cometem esse crime contra chefes de Estado de duas grandes nações. Fazê-lo é um desrespeito à pessoa humana, à nação e ao povo de ambos os países”, disse Mendonça, acrescentando que a pena para o crime seria de até dois anos de prisão.

“SAÍDA” – Apesar de não mencionar os nomes dos profissionais, o ministro refere-se aos colunistas Ruy Castro, da Folha de S. Paulo, e Ricardo Noblat, da revista Veja. Neste domingo, Castro escreveu um artigo intitulado “Saída para Trump: matar-se”, no qual sugere o suicídio como uma saída para o presidente norte-americano tornar-se “um herói, um mártir, um ícone eterno para seus seguidores idiotizados”.

Noblat, por sua vez, compartilhou o texto no Twitter e acrescentou à publicação o seguinte trecho do artigo: “Se Trump optar pelo suicídio, Bolsonaro deveria imitá-lo. Mas para que esperar pela derrota na eleição? Por que não fazer isso hoje, já, agora, neste momento? Para o bem do Brasil, nenhum minuto sem Bolsonaro será cedo demais”. O jornalista, contudo, não utilizou as aspas — que indicam a citação —, levando diversos internautas a crerem que a fala era sua.

REPERCUSSÃO –  Após a publicação de Noblat tornar-se assunto no Twitter, a revista Veja disse repudiar “com veemência a declaração”. “Não achamos que esse tipo de opinião contribua em nada para a análise política do país”, alegou a publicação.

O próprio jornalista, que apagou o post original, também usou a rede social para se explicar. “Não desejo a morte de ninguém. Minha religião o impediria. Mas ao fazer, como faço aqui, um clipping diário da mídia, não posso nem devo ignorar o que me pareça que repercutirá, mais ainda quando publicado em um grande jornal”, afirmou. “Por fim: vida longa ao presidente Jair Bolsonaro para que ele possa colher o que plantou”, acrescentou.

COBRANÇA  – Além de Mendonça, outros ministros posicionaram-se sobre as declarações. Entre eles, Augusto Heleno e Damares Alves. “Se a conta deste homem não for encerrada agora, imediatamente, vai ficar muito feio para o Twitter, pois veremos que existem dois pesos e duas medidas. Além do mais, incitar o suicídio é crime”, cobrou a titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também se manifestou. “Não foi só o Noblat, é diário esse ódio. Conclusão: se Adélio tivesse assassinado Jair Bolsonaro, estas pessoas poderiam até lamentar publicamente, mas comemorariam no íntimo. Se a Veja quiser que acreditemos em seu repúdio, ela precisa tomar ação, pois de discurso estamos fartos”, escreveu.

Para nos livramos de Bolsonaro, basta aplicar a 25ª emenda constitucional dos EUA


São três moleques”, diz Mourão sobre filhos de Bolsonaro | Jornal Alto Vale Online

 Charge do Iotti (Gaúcha-Zero Hora)

Carlos Newton     

Todos estão cansados de saber que o Brasil (ou Brazil) na verdade é uma filial da matriz United States of America (USA) e durante muito tempo foi chamado de Estados Unidos do Brasil, seu primeiro nome oficial durante o regime republicano, da Proclamação da República, em 1889, até 1967, quando o regime militar aprovou uma reforma constitucional e eliminou essa denominação.

No ano seguinte, 1968, o Congresso então votou um projeto relatado pelo deputado Gustavo Capanema (UDN-MG) e o país passou a se chamar República Federativa do Brasil, porém jamais deixou de ser filial dos USA.

NO REGIME MILITAR – Nenhum país gosta de ser subsidiário a outra nação mais potente. A denominação Estados Unidos do Brasil dava a entender que isso aqui poderia ser o Brasil dos Estados Unidos, e os militares não somente eliminaram essa possibilidade de erro, como também avançaram muito na autonomia política, social e ideológica do país, sem submissão aos estrangeiros, e a relação com os Estados Unidos foi entre tapas e beijos, digamos assim.

Essa política admirável vinha se consolidando desde a proclamação da independência, com a diplomacia altiva e nacionalista que sempre caracterizou o Império, especialmente na atuação de Dom Pedro II e do Barão de Rio Branco, dois estadistas que merecem que lhes tiremos o chapéu, como se fazia na época.

MATRIZ E FILIAL – Essa antiga relação subjugada de matriz e filial vinha se deteriorando, até que o presidente Jair Bolsanaro formasse sua equipe e se assumisse como americanólatra, fazendo o possível e o impossível para submeter o Brasil aos Estados Unidos.

Com dois anos de governo, ficou patente que Bolsonaro não tem equilíbrio emocional e político para governar o país. Em consequência, há os que preguem sua renúncia, que não acontecerá, enquanto outros defendem o impeachment, que exige uma tramitação longa, não é solução a curto prazo.

Nesse momento é que sentimos a falta da 25ª emenda à Constituição dos Estados Unidos. Imitamos tanto os norte-americanos, mas esquecemos desse detalhe fundamental.

SOLUÇÃO GENIAL –  A 25ª emenda estabelece procedimentos para preencher uma vaga quando há incapacidade do presidente. E o que nos interessa é a Seção 4, que determina:

“Sempre que o Vice-presidente e a maioria dos principais funcionários dos departamentos executivos ou de qualquer outro órgão que o Congresso possa por lei fornecer, transmite ao Presidente Pro Tempore do Senado e ao Presidente da Câmara dos Deputados sua declaração escrita de que o Presidente não pode desempenhar os poderes e deveres de seu cargo, o Vice-presidente deve assumir imediatamente os poderes e deveres do cargo como Presidente em exercício.

Se o Presidente enviar ao Parlamento não de conformar e declarar que não existe incapacidade, o Vice-presidente reafirmar que ele está incapaz, o Parlamento decidirá a questão, reunindo-se dentro de quarenta e oito horas para esse fim, se não estiver em sessão. Genial! Ou bestial!, como dizem nossos irmãos portugueses.

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P.S. –
 Que falta faz a 25ª emenda, hein? Era só vice Hamilton Mourão pegar a assinatura da maioria dos membros do Conselho da República, que ele mesmo preside, pedir apoio logístico ao Forte Apache, se dirigir ao Planalto, mandar o importuno se retirar, espargir inseticida na cadeira presidencial, no estilo Jânio Quadros, e tocar o barco para a frente… Se na matriz é assim, por que seria diferente aqui na filial? (C.N.)

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