segunda-feira, novembro 16, 2020

“Ficou claro que o discurso da `nova política´ perdeu a força”, afirma cientista político


Nicolau avalia uma redução do impacto das redes sociais

Maiá Menezes
O Globo

Especialista nos meandros da política e autor do livro “O Brasil virou à direita”, publicado este ano, o cientista político Jairo Nicolau interpreta o resultado das urnas como um retorno ao que classifica como velha ordem, em uma eleição em que o espectro da “nova política”, que dominou 2018, se dispersou. Em entrevista ao O Globo, ele avalia o cenário pós-primeiro turno e o impacto desta eleição em 2022.

Na sua avaliação, o presidente Jair Bolsonaro demonstrou peso na transferência de voto?
O presidente Jair Bolsonaro não tem projeto de organizar um campo político, um partido, todo jogo dele é muito solitário. Nesses dois anos, ele perdeu lideranças que o apoiaram. Não conseguiu agregar nada coletivamente. Ele agiu, na eleição, no estilo que manteve no governo: dando apoios pessoais e ocasionais em lives. Não mirou um campo político. Apoiou candidatos diferentes entre si. Não transferiu votos para ninguém. E quem se elegeu com o poder de transferência que ele tinha em 2018 foi embora. No Rio, na reta final, ele no máximo deu quatro pontos ao (Marcelo) Crivella para chegar ao segundo turno — um candidato que tem a máquina da igreja (Universal) e da própria gestão.

O que as urnas marcaram neste 2020?
Ficou claro que o discurso da “nova política” perdeu a força. As redes sociais perderam a força, muitos candidatos que subiram com o Bolsonaro em 2018 não foram bem. O próprio Crivella tem 1/5 dos votos que teve em 2016. Vejo uma chance remotíssima de se reeleger.

O discurso da nova política então não prosperou?
Houve de fato um insucesso. A maior renovação de 2018 foi a renovação dos votos do PSL. (Em 2016) Houve uma frustração, que levou o Rio a defenestrar o candidato do ex-prefeito Eduardo Paes (o deputado federal Pedro Paulo). O (governador afastado do Rio) Wilson Witzel deu no que deu. Me parece que houve um reencontro com a política. Um entendimento de que ela deve ser feita por intermédio de lideranças. (Guilherme) Boulos (candidato do PSOL em São Paulo) é liderança política importante. Lideranças do DEM ressurgiram.

Que recado as urnas trouxeram?
A impressão é que estamos voltando a uma velha ordem. Depois de 2016 e 2018, retomamos os trilhos de 2014. Os que venceram foram os partidos maiores, mais tradicionais. É o DEM, o PSOL (que não é tão jovem). O mundo era assim. Até que veio a hecatombe de 2016, com os resultados de Rio, São Paulo e Minas reforçando um discurso antipolítica. Sem querer reforçar o clichê, tenho a sensação de que voltamos ao velho normal.

Como explicar a diferença de performance da esquerda no Rio e em São Paulo? A divisão parece ter ficado explícita no Rio.
No Rio, a gente sabe desde sempre que a esquerda sai dividida. Novamente, cada um lançou um candidato. Não há garantia de que, sem a Benedita da Silva (candidata do PT, deputada federal), a Martha (Rocha, deputada estadual) teria fôlego para chegar ao segundo turno. Mas essa conta tinha que ter sido feita antes. É preciso lembrar que a esquerda, desde 1992, só concorreu duas vezes no segundo turno no Rio. O fato é que saíram maiores do que entraram.

Qual a repercussão deste resultado em 2022?
Sabemos que os vereadores serão cabos eleitorais. Mas o resultado de uma eleição municipal nem sempre espelha o de uma eleição geral. O fato é que, em 2018, havia uma expectativa de que Bolsonaro teria condições muito propícias para expandir seu poder, e um partido que concorreria com solidez. No entanto, Bolsonaro não tem nada para comemorar. Não tem partido. E seus nomes terem ido mal nas urnas é um mal sinal. Seriam os ativistas de 2022. Ficou clara a derrota de um campo que se dispersou nesta eleição.

A esquerda ganhou espaço. Mas como ficou o Lulismo?
O que aconteceu em São Paulo, com (Guilherme) Boulos foi um fenômeno eleitoral. Ele conseguiu entrar na periferia, foi criativo. Transcende a esquerda. Com um apoio explícito de Lula, talvez carregasse a rejeição ao PT. Ainda não sabemos como se dará essa influência no Nordeste (até o fim da noite, os dados ainda não indicavam o efeito da presença de Lula nas campanhas regionais).

A pandemia de Covid-19 de fato repercutiu na abstenção?
Tudo indica que esta vai ser a eleição que terá a maior taxa de abstenção do país. Algumas cidades como São Paulo ultrapassaram os 30%. Muito provavelmente a pandemia pautou isso. A abstenção já vinha subindo. Agora, certamente será muito mais alta. O aumento da rejeição à política não aumentou. O que ficou claro é que bairros onde majoritariamente moram idosos, como Copacabana, o medo do contágio falou mais alto.

Isso significa que o interesse pela eleição diminuiu?
Não. O medo da pandemia surgiu, mas o interessante é que o número de votos em branco ou nulo diminuiu. Na maioria, quem saiu, tinha candidato.

Trump só conseguiu perder a reeleição devido ao seu desprezo pelos valores democráticos


Trump não reconhece derrota

Charge do J. Bosco (O liberal)

Roberto DaMatta
O Globo

Na véspera de minha primeira viagem aos Estados Unidos, em 1963, recebi de Dick Moneygrand — que iniciava suas pioneiras pesquisas no Brasil — um conselho inesquecível. “Na América” — recomendou — “faça sempre o contrário do que manda seu brasileiro coração. Coma a pizza com a mão; não se preocupe com desodorantes, mas pinte o cabelo; obedeça ao que estiver escrito, jamais encoste a mão no seu interlocutor e não olhe fixamente para uma mulher bonita. Seja compulsivamente pontual e, acima de tudo, note bem” — recomendou meu amigo com ênfase — “acalme-se quando sua reclamação for importante. Quanto mais difícil for seu problema, mais calmo você deve ficar. Lembre-se de que, nos Estados Unidos, não existe o vosso nervoso e recorrente ‘Você sabe com quem está falando?’.”

O narcisismo e a base teatral da arrogância de Donald Trump me fizeram supor que Joseph Biden seria derrotado. Afinal, dizia meu julgamento cultural brasileiro, ele é idoso, é muito controlado e enfrenta uma dura polarização.

TENEBROSAS POLARIZAÇÕES – Puxando, porém, pela memória, lembrei-me de como os americanos enfrentaram polarizações muito mais tenebrosas como, em 1861-1865, a Guerra Civil; na década de 50, o macarthismo fascista; em 1960, o movimento pelas liberdades civis, e outros eventos nefastos, com decisiva serenidade democrática.

Talvez a quietude seja de um traço cultural puritano que obriga a aprender com os erros, convoca calma diante da pressa, resistência diante da agressão e controle diante do nervosismo. Um otimismo e uma confiança que nossa ética da malandragem e do jeitinho trata como ingenuidade. Mas foi como eles reagiram a Pearl Harbor, ao assassinato de John Kennedy, ao terrorismo nas Torres Gêmeas e, agora, diante da presidência etnocêntrica e antiglobalista de Donald Trump.

PENSOU QUE ERA REI – Trump sabe agora que não foi eleito rei, mas presidente. Conforme os recém-eleitos enfatizaram nas suas falas inaugurais, eleitos recebem periodicamente mandatos. Tarefas legitimadas pelo voto.

Algo jamais discutido no Brasil, onde os eleitos literalmente não inauguram, mas “tomam posse” de cargos que garantem a impunidade e facilitam o enriquecimento. No Brasil, os eleitos pelos pobres ficam imensamente ricos. Além disso, esquecem seus compromissos e atuam pessoalmente. Tal como Bolsonaro, eles se comportam de modo absolutista, olvidando que mandato não é fidalguia.

Donald Trump foi derrotado pelo seu desprezo pelos valores democráticos — diferenças devem igualar e não construir muros — e, acima de tudo, pela preocupação com o planeta, e não apenas com seu poderosíssimo país.

IDEAIS PERDIDOS – Essa vitória da democracia americana renovou em mim a crença nos ideais perdidos. Os únicos, aliás, pelos quais vale a pena lutar. Foi como um escutar da inteligência. Sobre isso, diz Thomas Mann: “O intelecto humano é fraco comparado com a vida instintiva do homem. Mas há algo especial nessa fraqueza — a voz do intelecto é suave, mas ela não descansa antes de ter adquirido ouvidos. No fim, depois de inúmeras e repetidas rejeições, ela os encontra”.

Tive a tentação de chamar essa crônica de “Mister Biden goes to Washington” (O senhor Biden vai a Washington), porque a vitória de Biden & Harris tem sido valorizada pelo recalcitrante narcisismo de um Trump que rejeita o princípio da realidade e não aceita a derrota. A dramaticidade da vitória levou-me ao filme de Frank Capra, realizado em 1939. No filme “Mr. Smith goes to Washington”, conta-se como um ingênuo senador suplente chega à capital das tramoias e dos cínicos realistas para derrotar, com sua inocente integridade (toda integridade é inocente), um político corrupto e restabelecer valores adormecidos.

UM RAPAZ DE NITERÓI – Quando ouvi o emocionante discurso de Kamala Harris — imigrante-negra-caribenha-indiana educada naqueles Estados Unidos que reencarnavam a América —, veio-me a lembrança de um rapaz de Niterói que, graças à filantropia, foi estudar em Harvard e lá foi tratado como um igual.

Daí ao filme de Capra foi um passo, pois rememorei, no seu espírito e na sua obra, a marca democrática dos que torcem pela igualdade, como eu. Aquele momento foi, não tenho a menor dúvida, editado por Capra. Era a vida imitando, no campo sujo da política, a arte; ou era o ideal democrático, fundado em eleições, a afirmar que existem ideais?

Distensão entre governo Biden e a China poderá afetar exportações agrícolas do Brasil


Charge do Zé Dassilva: o isolamento social do Brasil | NSC Total

Charge do Zé Dassilva (Arquivo Google)

Diego Garcia e Nicola Pamplona
Folha

Beneficiado pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, o agronegócio brasileiro deve sofrer impactos de curto prazo com uma esperada distensão do conflito pelo governo democrata eleito. A expectativa é que, com uma visão mais multilateralista, o democrata Joe Biden tende a retomar o comércio com o país asiático.

Segundo analistas, produtores de soja, carne e açúcar devem ser os mais afetados, porque vinham substituindo exportadores americanos no fornecimento ao mercado chinês. As vendas dos três produtos para o país asiático registraram forte expansão em 2020, com impacto sobre os preços no mercado interno.

MUITA EXPECTATIVA – “A única coisa que preocupa [num governo Biden] é uma eventual retomada de negociações entre EUA e China. A briga abriu espaço enorme das exportações brasileiras, e uma retomada sem preparações pode criar um problema”, diz o coordenador da FGV Agro, Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura.

Até outubro, o Brasil exportou para a China US$ 58,4 bilhões (R$ 318 bilhões), alta de 11% ante o mesmo período de 2019. O país é o maior comprador de soja, carne e açúcar brasileiros. Com a pandemia, ampliou as importações de alguns dos produtos para manter estoques em caso de rupturas nas cadeias produtivas globais. E, com as tarifas impostas aos EUA durante a guerra comercial, o Brasil ocupou boa parte do aumento da demanda.

As vendas de soja para lá cresceram 15,8% no ano. As de carne bovina subiram 87,2%, e as de açúcar quase triplicaram. “Estranhamente, a guerra comercial teve a curto prazo efeitos benéficos para o Brasil”, diz o economista Mauro Rochlin, da FGV.

SOBRETAXAÇÕES – “Quando os EUA sobretaxaram chineses, a China sobretaxou a soja americana, o que representou oportunidade de negócios. O Brasil entrou de maneira mais profunda no mercado chinês.”

Por outro lado, o aumento das compras pela China fez as cotações no mercado internacional dispararem, com efeitos nos preços dos alimentos e dos combustíveis no Brasil, levando o governo a zerar alíquotas de importação e a um inusitado aumento nas compras de soja pelo país.

Embora democratas tenham histórico mais protecionista do que republicanos, especialistas têm a avaliação de que seu governo se apoiará menos em decisões unilaterais do que o de Donald Trump, o que deve abrir portas para a resolução de conflitos externos.

MAIOR RESPEITO – “Biden guarda maior respeito a instituições multilaterais, negociações comerciais com Europa e OMC e mesmo temas discutidos na ONU”, afirma a cientista política da UFRJ Ariane Roder.

“Biden vai voltar para a OMC e vai se entender via OMC. Pode ter viés circunstancial negativo [para o agro brasileiro], mas não é coisa permanente”, pondera Rodrigues. Segundo ele, o agronegócio brasileiro terá que se reposicionar em busca de novos mercados em caso de solução do conflito entre as duas potências.

Empresários do setor temem ainda que diferenças ideológicas entre Jair Bolsonaro e Biden possam prejudicar as vendas para os EUA, além de travar acordos comerciais em negociação pelo Brasil.

AGENDA AMBIENTAL –  O principal ponto de preocupação é a agenda ambiental, um dos focos do programa de Biden, que falou sobre a Amazônia algumas vezes durante a campanha eleitoral —críticas respondidas pelo presidente brasileiro com a bravata sobre “pólvora”.

Nesse sentido, os produtores de soja preferiam a reeleição de Trump, com medo de pressões sobre a produção brasileira. Em entrevista em setembro, o presidente da Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja), Bartolomeu Braz Pereira, chegou a criticar Biden por “fazer política” com o discurso sobre a Amazônia.

O embaixador Rubens Barbosa disse na semana passada que a reputação brasileira é abalada por práticas ilegais como queimadas, garimpos e pressões contra indígenas. “Declarações do governo e ações concretas criaram uma crise na percepção externa do Brasil. Gradualmente fomos perdendo credibilidade”, disse Barbosa no Enaex (Encontro Nacional de Comércio Exterior), que reuniu empresários exportadores brasileiros que destacaram a necessidade de mudança de tom em relação ao meio ambiente e aos EUA.

 

Em discurso de abertura do encontro, Bolsonaro prometeu relações comerciais “sem viés ideológico”, mas voltou a defender o desenvolvimento econômico da Amazônia.

SEM IDEOLOGIZAÇÃO – “O governo Bolsonaro precisa se reposicionar, diminuir carga discursiva ideológica no campo da política externa e tentar aproximação pragmática com o governo Biden, tendo em vista a importância que esse parceiro tem”, concorda Roder, da UFRJ.

O agronegócio brasileiro não tem contenciosos nas relações comerciais com os Estados Unidos, diferentemente do que acontece com os setores de aço e alumínio.

Mas há um conflito em relação ao setor de açúcar e etanol, depois que Bolsonaro isentou de tarifas cota de importação do combustível produzido nos EUA sem a esperada abertura às exportações de açúcar brasileiro àquele país.

SEM CONTRAPARTIDA – Embora esperem maiores incentivos ao uso de etanol nos EUA após a posse de Biden, produtores brasileiros não veem grandes chances de que a contrapartida seja adotada, o que manterá as exportações para o país inviáveis. Por isso, cobram mudança de atitude do governo sobre o tema.

“Por que vamos isentá-los no etanol se o açúcar de fora tem que pagar tarifa de mais de 100%? Vamos falar de livre mercado, mas em letras maiúsculas”, afirma o presidente da Unica (União da Indústria de Cana de Açúcar), Evandro Gussi.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Em menos de dois anos, o governo Bolsonaro conseguiu arrasar a imagem do Brasil no exterior.  A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, que é deputada, foi conivente e jamais criticou a política externa adotada por Bolsonaro, que pode ser considerado o Exterminador do Nosso Futuro. (C.N.)


Interlocutores avaliam que derrotas impostas a bolsonaristas nas urnas serviram como ‘termômetro’ para 2022

 

Charge do João Montanaro (folha.com.br)

Naira Trindade, Gustavo Maia e Daniel Gullino
O Globo

O entorno do presidente Jair Bolsonaro tenta fazer uma limonada das derrotas impostas aos seus candidatos nestas eleições municipais. A avaliação é de que o cenário serviu como um importante termômetro para moldar uma campanha para a corrida presidencial de 2022 caso o chefe do Executivo leve adiante o plano de tentar a reeleição.

Sem entrar de cabeça neste pleito, avaliam aliados, Bolsonaro teria dificuldade de conhecer o real tamanho de sua força e fraqueza. Além disso, assessores do presidente consideram que, se tivesse ficado de fora da disputa municipal, o capitão não teria ninguém para defender suas bandeias e seria alvo de ataques nos debates.

ESTRATÉGIA – Interlocutores do presidente avaliam agora que o presidente deverá repensar sua estratégia de campanha para 2022 já que não terá uma base eleitoral forte nos municípios. Em 2018, Bolsonaro também não contava com esse tipo de apoio nos interiores, mas conseguiu se fortalecer com o discurso de que juntos precisavam expulsar o PT. Agora, seus aliados ponderam que, com o PT mais enfraquecido e eleitores rejeitando o discurso de ódio, é preciso mudar a tática.

A avaliação do Palácio do Planalto é de que o apoio de Bolsonaro conseguiu impulsionar a candidatura do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) à reeleição no Rio de Janeiro — ele disputará o segundo turno contra Eduardo Paes (DEM) —, mesmo não sendo suficiente para ajudar Celso Russomanno (Republicanos) a avançar na disputa. No Palácio do Planalto, a justificativa para tirar a derrota de Russomanno do colo do presidente está em apontar “falhas” na campanha dele.

Aliados apontam que primeiro o republicano tentou esconder o presidente nas peças de campanha e que mesmo depois, ao voltar atrás e inseri-lo, não conseguiu se comunicar com a militância bolsonarista, que o viu como traidor. Outra crítica levantada por assessores de Bolsonaro foi com o case escolhido pelo candidato, que usou linguagem de futebol enquanto seu público era voltado por telespectadores conservadores que não entendem do esporte. Russomanno virou o CR10, em referência ao jogador português Cristiano Ronaldo e ao camisa 10 do Pelé.

QUARTO LUGAR – Bolsonaro também sentiu a derrota no Recife, onde apesar do seu apoio a Delegada Patrícia (Podemos) caiu para quarto lugar na disputa. Lá, o segundo turno ficará em família e no campo da esquerda com João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT). O ex-ministro Mendonça Filho (DEM) que tinha uma sinalização de que poderia receber o apoio do presidente caso passasse para a fase final ficou em terceiro lugar.

Já em Belo Horizonte, apesar da derrota de Bruno Engler (PRTB) para Alexandre Kalil (PSD), reeleito no primeiro turno com 63,3% dos votos válidos, a interpretação foi de que Bolsonaro conseguiu alavancar o nome do deputado estadual. As pesquisas de intenção de votos colocavam Engler atrás e com, no máximo, de 4% das intenções de voto. Ele, porém, chegou a quase 10% dos votos válidos, ficando em segundo lugar.

Nas redes sociais, Bolsonaro tentou minimizar sua participação no pleito. Alegou que sua “ajuda” se resumiu a quatro transmissões ao vivo que totalizaram “três horas”. O presidente fez questão de criticar o PSDB por não ter conseguido elegar Bruno Covas no primeiro turno e apontar uma derrota da esquerda. “De concreto, partidos de esquerda sofreram uma histórica derrota nessas eleições, numa clara sinalização de que a onda conservadora chegou em 2018 para ficar”, escreveu.

RENOVAÇÃO – Por outro lado, o assessor especial da Presidência Filipe Martins escreveu, no Twitter, que “a esquerda se renovou, assimilou as lições de 2018 e soube usar a internet e a nova realidade política a seu favor”. De acordo com Martins, a direta não conseguiu se organizar e precisava fazer a “devida autocrítica”. Caso contrário, segundo ele, os erros “cobrarão um preço ainda maior no futuro”.

Já o vice-presidente Hamilton Mourão apontou os “partidos de centro tradicional” como os “grande vencedores” da disputa. “Até o presente momento não fiz nenhuma análise aprofundada, (mas) os partidos de centro tradicionais foram os grandes vencedores. Por enquanto é isso”, disse, em conversa com jornalistas ao chegar no Palácio do Planalto.

“POUCO APOIO”– “São político mais tradicionais, mais conhecidos, os que foram eleitos já no primeiro turno, em grandes cidades, e aqueles que estão competindo no segundo turno. Isso é uma realidade”, afirmou. Mourão, contudo, disse que não é possível apontar uma derrota de Bolsonaro porque ele não “entrou de cabeça” na eleição e apenas apoiou “muito pouco” alguns candidatos.

“Não pode se debitar nada em relação ao presidente Bolsonaro porque ele não entrou de cabeça nessa eleição. Ele apoiou alguns candidatos, muito pouco, mas não tinha…O presidente está sem partido. Sem estrutura partidária fica difícil participar de uma eleição”, finalizou.

Que democracia é essa? Que país é esse?


Estamos diante de um ato criminoso contra uma cidadã, contra uma vereadora, contra a mulher, e contra o povo de Jeremoabo, e o pior, praticado por agentes públicos funcionários da prefeitura Municipal de Jeremoabo; um secretário de infraestrutura, um advogado e outro funcionário púbico municipal.

Violência gera violência.

Além de desacatarem a mulher vereadora, ainda dizem que gastaram R$ 10,000,00(dez mil reais), para derrotar a mesma.

Gastaram como, comprando votos?

Isso não é democracia, é barbárie, é um desrespeito, uma provocação aos perdedores republicanos, já que a vereadora Diana compõe o poder legislativo e está em pleno gozo da sua função para a qual foi eleita.

A MELHOR FORMA DE COMEMORAR A DERROTA DOS SEUS ADVERSÁRIOS É OS RESPEITANDO

Comemorar uma vitória pessoal, política, esportiva soltando fogos de artifício na casa dos outros é crime e o autor poderá responder processo crime através de ação pública.

Ao soltar fogos, o sujeito da prática criminosa poderá ser processado por diversos crimes: extrema crueldade contra animais e crianças, danos a prédios públicos e privados, poluição sonora, poluição do ar, prejudicando à saúde pública, colocando em ‘risco a vida’ de pessoas e animais, perturbação da paz entre outros, ferindo leis Ambientais e Contravenções Penais.

Essa pratica do tempo medieval é perigosa, perniciosa, poluidora e perturbadora, pode render improbidade administrativa para prefeitos e secretários criminosos que promovem queima de fogos, assim como também perder a guarda de seus próprios filhos/as, seja eles/as adotados ou não, caso venha a ser prejudicado pelos fogos que você usou.

O Código Penal, Das Contravenções Penais Referentes à Paz Pública:

Art.42 – Perturbação do trabalho ou do sossego alheios I – com gritaria ou algazarra; II – exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais; III – abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos; IV – provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem guarda: Pena – prisão simples, de 15 (quinze) dias a 3 (três) meses, ou multa.

O cidadão que sentir-se atingido deverá entrar com processo crime contra quaisquer pessoas, independentemente de sua posição hierárquica na sociedade, poderá chamar a polícia a qualquer hora do dia ou da noite, para notificar os infratores, não é necessário fotos ou gravação, basta apenas uma testemunha, fotos e filmagens também serão aceitas se houver.

https://www.redebv.com/post/2016/10/04/soltar-fogos-de-artif%C3%ADcio-na-casa-dos-outros-%C3%A9-crime



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