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segunda-feira, novembro 16, 2020
Apuração em JEREMOABO | VEREADORES | Eleições 2020 Resultados dos votos para VEREADOR 100% das urnas verificadas •
TRE-BA recebeu mais de 1,7 denúncias de aglomeração nas eleições

O Disque-Aglomeração implantado pelo Tribunal Regional Eleitora da Bahia (TRE-BA) recebeu 1.734 denúncias de concentração de pessoas em atos de campanha desde 31 de outubro, quando foi lançado, até este domingo (15), quando ocorreram as eleições municipais no estado. No período, foram proferidas 241 decisões. A cidade de Iguaí liderou o ranking com 108 denúncias, seguida de Mirante (103), Poções (80), Valença (52) e Salvador (50).
Apenas neste domingo (15), até às 18h, o canal da Ouvidoria do TRE-BA recebeu denúncias de todas as regiões do estado. Os cinco municípios mais denunciados por aglomerações foram Poções (13); Salvador (8); Valente (3); Maracás (3) e Valença (2).
O canal foi lançado pelo TRE-BA para receber denúncias de aglomerações por conta da pandemia da Covid-19. As coligações foram orientadas a não praticar atos públicos para evitar a disseminação da doença. Entretanto, em muitas localidades as recomendações de saúde foram desrespeitadas.
Bahia notícias
TSE neutralizou tentativa de ataque a sistemas, diz Ministro Barroso

Quase certo tentativa de ataque ter parido de uma ação em outro país
Amanda Pupo
Estadão
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, relatou há pouco que houve uma tentativa de ataque ao sistema que abriga as informações da Justiça Eleitoral, mas que foi totalmente neutralizado. “Houve de fato tentativa de ataque com quantidade de acessos maciços para tentar derrubar sistema como um todo”, afirmou o ministro. Segundo ele, mais informações sobre o ocorrido estão sendo apuradas e serão divulgadas numa próxima oportunidade. “A informação que tenho é que foi tentativa de derrubar o sistema. Mas está tudo funcionando bem”, disse.
“Estamos atentos, ataques são preocupação do mundo contemporâneo”, afirmou Barroso, para quem, no entanto, essa tentativa não é uma novidade desse pleito. “Minha impressão é que eles se repetem de longa data”, disse o presidente do TSE em coletiva à imprensa neste domingo, dia 15.
DE OUTRO PAÍS – Apesar de não ter detalhes sobre o ocorrido, Barroso afirmou ser “quase certo” de que a tentativa de ataque partiu de uma ação em outro país. “Às vezes quando ocorre ataque de outro país alguém aqui reivindica, mas muito provavelmente terá sido ataque de outro país”, disse Barroso.
O ministro ainda buscou tranquilizar a população sobre o resultado das eleições, sobre o qual não há risco de uma eventual tentativa de ataque ter influência. “Ainda que pudesse haver problema na transmissão de dados, tudo o que acarretaria de transtorno seria atraso, mas não com comprometimento de resultado”, explicou.
O presidente do TSE ainda comentou que houve notícia de que teria havido vazamento de dados de funcionários do TSE, o que também está em apuração. “Esse vazamento não é produto de ataque atual, é de ataque antigo, que não fomos capazes de precisar se antigo de 10 dias ou de cinco anos”, afirmou.
Fux diz que, em meio à pandemia, participação popular nas eleições foi emocionante: “Momento histórico”
Posted on by Tribuna da Internet

Fux parabenizou os TREs e o Tribunal Superior Eleitoral
Pepita Ortega e Rayssa Motta
Estadão
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, divulgou vídeo no fim da tarde deste domingo, dia 15, classificando como emocionante a participação da população nas Eleições 2020, em meio à pandemia do novo coronavírus.
“O Brasil hoje vive um momento histórico, porque as eleições representam o maior espetáculo da democracia. Hoje é que se afirma os valores constitucionais da cidadania e da soberania popular. É emocionante ver o povo em meio a pandemia comparecendo as urnas numa demonstração de que realmente a democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo”, afirmou o presidente do STF.
ORGANIZAÇÃO – Além dos eleitores, Fux parabenizou os Tribunais Regionais Eleitorais e o Tribunal Superior Eleitoral, comandado pelo colega da corte, ministro Luís Roberto Barroso. O presidente do Supremo disse que a organização do pleito foi ‘exemplar’ e ‘sem qualquer incidente’.
Ao longo do dia, os eleitores relataram instabilidades no funcionamento do aplicativo e-Título, como dificuldades na consulta de zona eleitoral ou na operação de justificativa do voto. Segundo Barroso, uma medida de segurança tomada após o ataque ao sistema do Superior Tribunal de Justiça é uma das explicações para a instabilidade.
ATAQUE – Em coletiva na tarde deste domingo, o presidente do TSE revelou ainda que houve uma tentativa de ataque ao sistema que abriga as informações da Justiça Eleitoral, mas que foi totalmente neutralizado.
“Houve de fato uma tentativa de ataque hoje para derrubar o sistema com grande volume de acessos simultâneos”, afirmou o ministro. “Esse foi totalmente neutralizado pelo TSE com auxílio das operadoras de telefonia e, portanto, também sem qualquer repercussão sobre o processo de votação”, disse.
Já no início da noite, Luís Roberto Barroso afirmou que o número de abstenção no pleito deste ano foi ‘bastante compatível’ com as circunstâncias brasileiras atuais, em que o País, assim como o resto do mundo, enfrenta uma pandemia.
ABSTENÇÃO – “Nível de abstenção nas circunstâncias de uma pandemia acho que foi bastante compatível com as circunstâncias brasileiras atuais”, disse Barroso, sem detalhar dados, no entanto.
O Tribunal Superior Eleitoral ainda informou que enfrenta dificuldades técnicas para divulgação dos resultados do pleito de 2020. A Corte disse, no entanto, não haver qualquer problema no sistema de totalização e apuração dos votos.
Bolsonaro sofre derrota humilhante com a lista de militares obrigados a se vacinar
Posted on by Tribuna da Internet

Charge do Zédassilva (Arquivo Google)
Helio Fernandes
As derrotas seguidas de Bolsonaro, aceleraram a corrida para a reeleição em 2022. Mais ou menos há 6 meses, o homem forte do governo (Hamilton Mourão, general e vice presidente eleito) disse textual e publicamente: ‘”Continuo no jogo, começando por 2022”. Completou: “Não abro mão para ninguém, exceto para Bolsonaro, que tem direito a uma reeleição”.
Não demorou muito, deixou implícito e explicito que ficaria satisfeito com a mesma chapa de 2018, vitoriosa. E no poder. E querem enfrentar essa dupla, com um vago Luciano Huck.
GUERRA DA VACINA – Bolsonaro decidiu que só seria vacinado quem quisesse, festejando a breve suspensão dos testes, o que considerou positivo e chamou “mais uma vitória de Jair Bolsonaro”, acrescentando: “Só vai se vacinar quem quiser, querem transformar o Brasil em um país de maricas”.
Logo em seguida, o o próprio governo publicou uma lista com mais de 60 militares obrigados a se vacinarem. A derrota foi ainda pior porque foi publicada e constatada pelo Ministério da Defesa.
A total desinformação sobre o tempo que falta para existir uma vacina de verdade. que possa realmente salvar vidas, virou um pandemônio em meio à pandemia.
SÓ EM MARÇO – Quando haverá uma vacina de verdade, pela qual tantos brigam agora, sem nenhuma informação? Na guerra pela imaginária vacina, com boa vontade só teremos algum resultado concreto em março. E olhe lá.
Com tudo o que tem acontecido, Bolsonaro está revoltado e derrotado em sua própria base militar. Na verdade, derrotadíssimo. E agora o presidente da República não sabe o que fazer.
Tropeços nas eleições municipais desvalorizam o cacife de Bolsonaro no mundo político

Bolsonaro apoiou Marcelo Crivella entusiasticamente
Bruno Boghossian
Folha
Nas últimas eleições, alguns políticos chegaram a passar vergonha quando buscavam o apoio de Jair Bolsonaro. Um candidato a governador pegou um avião até o Rio só para tentar aparecer ao lado do favorito na corrida presidencial. O sujeito tomou um bolo do capitão, mas continuou usando sua imagem na campanha mesmo assim.
Bolsonaro puxou muita gente na onda conservadora de 2018. As eleições municipais deste domingo sugerem que o cenário mudou. Enquanto candidatos associados ao presidente lutam com dificuldade por vagas no segundo turno, fica cada vez mais claro que ele não aparece mais como um cabo eleitoral decisivo.
PÚBLICO SELETO – Depois de prometer que não se envolveria nas disputas deste ano, Bolsonaro mudou de ideia e tratou seu apoio como um item disponível para um público seleto, escolhendo a dedo as corridas de que participaria. Agora, o fracasso de alguns de seus apadrinhados ameaça desvalorizar o passe do presidente no mundo político.
Os bolsonaristas podem se tornar uma nota de rodapé dessas eleições. Em Belo Horizonte, Bruno Engler (PRTB) abusou da imagem do presidente, mas não conseguiu passar dos 4% das intenções de voto. No Recife, Delegada Patrícia (Podemos) descolou um apoio na reta final da campanha. Ela ficou estagnada nas pesquisas, e sua rejeição disparou.
Nas duas maiores cidades do país, Bolsonaro não conseguiu produzir nem mesmo uma marola até aqui. Celso Russomanno (Republicanos) despencou, e Marcelo Crivella (Republicanos) passou a ser ameaçado por duas adversárias. Os dois candidatos ainda podem chegar ao segundo turno, mas será difícil vender a ideia de que o presidente os ajudou.
BASE ALIADA – Além do risco de fiasco, Bolsonaro também precisa ficar atento ao desempenho de candidatos de sua base aliada que ficaram sem apoio oficial.
Uma vitória em massa desses nomes mostraria ao centrão que a máquina do governo e o auxílio emergencial podem render frutos, mas também aumentaria as dúvidas sobre o peso político do presidente.
Rogéria Bolsonaro e Wal do Açaí não se elegem, e Carluxo perde 36 mil votos em relação a 2016

Pela segunda vez, Carlos Bolsonaro derrota a própria mãe
Caio Sartori
Estadão
Filho ‘zero dois’ do presidente Jair Bolsonaro, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos) foi reeleito para o sexto mandato na Câmara do Rio, mas perdeu cerca de 36 mil votos em quatro anos e o posto de mais votado da cidade, que passou para Tarcísio Motta (PSOL). Carlos teve 70 mil votos; em 2016, ele conseguiu 106 mil eleitores e foi o líder.
Como mostrou o Estadão neste sábado, a expectativa do clã era de que Carlos até aumentasse a votação, passando para cerca de 150 mil votos. O número de eleitores do ‘zero dois’ seria uma forma de medir a popularidade da família no seu berço político depois da vitória presidencial.
EX-MULHER FRACASSA – Mãe de Carlos e primeira ex-mulher do presidente, a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro (Republicanos) fez pouco mais de 2 mil votos e não será eleita, apesar de ter feito campanha com forte presença nas ruas – ao contrário do filho.
Essa foi a segunda vez na história que Carlos “derrotou” a mãe. Eles concorreram um contra o outro, por determinação de Bolsonaro, em 2000. Neste ano, contudo, o clima oficial não era de competição, mas de união.
Vereadora eleita em 1992, quando ainda era casada com Bolsonaro, Rogéria se reelegeu quatro anos depois. Em 2000, contudo, já estava divorciada e continuou a usar nas urnas o sobrenome do então deputado federal – mesmo após Bolsonaro tentar impedi-la na Justiça. Como o hoje presidente não a via mais como uma genuína representante dele no Rio, comprou briga: deu a Carlos, que tinha 17 anos, a missão de superar a mãe. E ele conseguiu.
ATUAÇÃO DISCRETA – Vereador mais jovem a ser eleito na história do País, o ‘zero dois’ assumiu o cargo e lá está até hoje, apesar das andanças por Brasília. Tem atuação discreta na Câmara: pouco fala e propõe. No último ano, filiou-se ao partido do prefeito Marcelo Crivella e foi um defensor dele nas duas votações que poderiam lhe render um processo de impeachment.
Na campanha, a diferença entre as estratégias dele e da mãe ficou explícita. Carlos praticamente se limitou à propaganda eleitoral gratuita e às redes sociais, enquanto Rogéria percorreu bairros da cidade em busca de votos.
Bolsonaro sempre fez questão de ter nos Legislativos do Rio representantes da família, de modo a dar capilaridade para sua atuação política.
FLÁVIO, EM 2003 – Depois de Rogéria e Carlos, foi a vez de Flávio, em 2003, eleger-se deputado estadual. Na Assembleia Legislativa, o ‘zero um’ – agora denunciado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa – sempre cumpriu a função de defender a classe policial, incluindo os acusados de envolvimento com milícias.
Tanto Flávio quanto Carlos são investigados pelo Ministério Público do Rio. O senador e ex-deputado já foi até denunciado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito do processo das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa. O vereador passa por apurações parecidas, mas ainda em etapas iniciais.
Os irmãos tiveram funcionários em comum nos seus gabinetes, o que facilitou o trabalho do MP: ao investigar Flávio, os promotores acabaram observando movimentações suspeitas nas contas de ex-assessores que poderiam estar relacionadas ao suposto esquema no gabinete de Carlos.
WAL DO AÇAÍ – Apoiada pelo presidente da República, “Wal do Açaí” – ou “Wal Bolsonaro” – não conseguiu se eleger para a Câmara Municipal de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio. Apontada como suposta funcionária fantasma de Bolsonaro quando ele era deputado federal, a vendedora de açaí no município de praias paradisíacas tentou a sorte na eleição local. Obteve 266 votos e não foi eleita.
Candidata pelo Republicanos, Wal recebeu apoios explícitos do presidente e da família durante a eleição. Postou nas redes sociais, por exemplo, fotos ao lado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Ela teve, inclusive, a autorização do mandatário para usar o sobrenome do clã nas urnas.
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