Desrespeitando todas as recomendações de isolamento, e enquanto o Brasil contabiliza quase 10 mil mortes, integrantes da marcha golpista que pede o fechamento do STF encampam a provocação de Bolsonaro.
sábado, maio 09, 2020
STF deve prender Jefferson por ameaça de golpe
Roberto Jefferson, que cumpriu pena de prisão depois de condenado no mensalão, propôs que Bolsonaro dê um golpe de Estado em sua conta no Twitter
Sergipe - Distribuição dos casos confirmados de COVID-19 por local de residência
Distribuição dos casos confirmados
de COVID-19 por local de residência.
de COVID-19 por local de residência.
| LOCAL DE RESIDÊNCIA | CONFIRMADO | ÓBITO | LETALIDADE |
| Aracaju | 1010 | 11 | 1,1% |
| Arauá | 01 | 00 | – |
| Areia Branca | 04 | 00 | – |
| Aquidabã | 01 | 00 | – |
| Barra dos Coqueiros | 32 | 00 | – |
| Boquim | 04 | 00 | – |
| Campo do Brito | 01 | 00 | – |
| Canindé | 02 | 00 | – |
| Capela | 03 | 00 | – |
| Carira | 02 | 00 | – |
| Cedro de São João | 06 | 00 | – |
| Cristinápolis | 03 | 00 | – |
| Divina Pastora | 02 | 00 | – |
| Estância | 50 | 00 | – |
| Frei Paulo | 02 | 01 | 50% |
| Indiaroba | 03 | 00 | – |
| Itabaiana | 40 | 00 | – |
| Itabaianinha | 14 | 01 | 7,1% |
| Itaporanga D’Ajuda | 09 | 01 | 11,1% |
| Japoatã | 01 | 00 | – |
| Lagarto | 18 | 01 | 5,6% |
| Laranjeiras | 05 | 00 | – |
| Macambira | 01 | 00 | – |
| Malhada dos Bois | 01 | 00 | – |
| Malhador | 02 | 00 | – |
| Maruim | 07 | 00 | – |
| Moita Bonita | 01 | 00 | – |
| Muribeca | 01 | 00 | – |
| N. Sª da Glória | 10 | 00 | – |
| N. Sª de Lourdes | 01 | 01 | 100% |
| N.Sª do Socorro | 95 | 04 | 4,2% |
| Pacatuba | 02 | 00 | – |
| Pinhão | 01 | 00 | – |
| Poço Redondo | 02 | 00 | – |
| Porto da Folha | 10 | 01 | 10% |
| Propriá | 04 | 01 | 25% |
| Riachão do Dantas | 01 | 01 | 100% |
| Riachuelo | 03 | 00 | – |
| Ribeirópolis | 01 | 00 | – |
| Rosário do Catete | 04 | 01 | 25% |
| Salgado | 01 | 00 | – |
| Santa Luzia do Itanhi | 02 | 00 | – |
| Santo Amaro das Brotas | 06 | 00 | – |
| São Cristóvão | 40 | 01 | 2,5% |
| Simão Dias | 09 | 01 | 11,1% |
| Tobias Barreto | 04 | 01 | 25% |
| Tomar do Geru | 02 | 00 | – |
| Umbaúba | 14 | 01 | 7,1% |
| TOTAL | 1.438 | 28 | 1,9% |
FONTE: GAL/LACEN/SES
*Os números de casos confirmados podem sofrer alteração em virtude de constatação de mudança de endereço.
08.05.2020

'Crise é causada pela pandemia, não pelo isolamento', diz Meirelles
Publiciado em 08/05/2020 as 19:45
O secretário estadual da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles, afirmou hoje (8) que a economia tem sido afetada pela própria pandemia do novo coronavírus, e não pela manutenção da quarentena. “Existe um equívoco, que está permeando diversos setores de opinião e de poder do Brasil, de que o isolamento social ou a quarentena é que está causando a crise econômica. Não é. É o contrário. A crise é causada pela pandemia”, disse Meirelles. “O que afeta a economia é a pandemia, não as medidas para combater a pandemia”, acrescentou.
Para o ex-ministro da Fazenda, em pandemias anteriores, as regiões que adotaram a quarentena com mais rigor foram as que tiveram melhor e mais rápida recuperação econômica. “A quarentena tem, por finalidade, combater mais eficazmente a contaminação e, consequentemente, isso beneficia a economia", destacou.
"Experiências históricas mostram isso: em pandemias anteriores, cidades, regiões ou países que adotaram a quarentena com mais vigor foram os que se recuperaram mais rapidamente do ponto de vista econômico. Por isso temos de estender a quarentena da forma mais rigorosa possível”, afirmou o secretário. “É uma questão objetiva e econômica. Quanto mais rápido for controlada a evolução dos casos, mais rápido sairemos da crise e mais rápido vamos recuperar os empregos e a renda”, destacou.
De acordo com Meirelles, o setor mais afetado pela crise no estado, por exemplo, foi o de serviços domésticos que não contava com restrições para funcionar durante a qarentena. “Esse setor não foi objeto de nenhuma restrição. E, no entanto, foi o mais afetado pela crise. Por que? Pela preocupação das pessoas”, disse Meirelles.
Na lista de setores mais afetados estão as academias e salões de beleza, os setores ligados à economia criativa, comércio, construção civil, atividades relacionadas ao turismo, hotelaria, alugueis não imobiliários, alimentação [bares e restaurantes], atividades imobiliárias, transporte terrestre, transporte aéreo, educação e produção audiovisual.
"A atividade econômica começa a retornar depois que se passa o pico e a pandemia começa a dar sinais de que está controlada", disse Meirelles.
Quarentena estendida
Hoje (8), o governador de São Paulo, João Doria, anunciou que a quarentena no estado paulista será estendida até o dia 31 de maio. Esta é a terceira vez que o governador estende a quarentena, que teve início no dia 24 de março e estava prevista para ser encerrada no próximo domingo (10). Durante a quarentena, somente serviços considerados essenciais – como logística, segurança, abastecimento e saúde – podem funcionar.
No dia 22 de abril, Doria havia anunciado a possibilidade de retomar as atividades consideradas não essenciais a partir do dia 11 de maio, mas hoje ele voltou atrás e decidiu manter a quarentena, apesar da pressão do setor econômico e de alguns prefeitos do interior.
Segundo Doria, a medida precisou ser tomada novamente porque os casos de coronavírus estão crescendo muito, principalmente no interior. Também tem aumentado a ocupação de leitos, principalmente, de unidades de terapia intensiva (UTI) nos hospitais. Além disso, nos últimos 15 dias, a taxa de isolamento no estado paulista caiu, ficando abaixo dos 50%, valor considerado o mínimo necessário para desacelerar a propagação do coronavírus. “O pior cenário é o que alia mortes e recessão”, disse o governador.
“O medo é o pior conselheiro da economia. Prejudica o consumo, afugenta o investimento e ataca os empregos. A quarentena, felizmente, está salvando vidas em São Paulo e em outros estados brasileiros”, destacou Doria.
Plano São Paulo
Os requisitos da flexibilização da quarentena, segundo o governo paulista, que estão sendo estabelecidos no Plano SP, vão se basear em critérios técnicos que incluem, como fatores principais, a redução sustentada dos números de novos casos de covid-19 por 14 dias e a manutenção da ocupação dos leitos de UTI em um patamar inferior a 60%.
Conselho Municipalista
Doria anunciou hoje (8) a criação do Conselho Municipalista que vai discutir as futuras decisões de flexibilização da quarentena e de retomada total da economia em São Paulo. O grupo será composto pelos 16 prefeitos de cidades sede de regiões administrativas do estado além do governador, do vice-governador, Rodrigo Garcia, e dos secretários José Henrique Germman (Saúde), Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional), Patrícia Ellen (Desenvolvimento Econômico) e Henrique Meirelles (Fazenda e Planejamento).
Da Agência Brasil
Bolsonaro reclamou de nota que lamentava morte de policial rodoviário por Covid-19
por Leandro Colon | Folhapress

Foto: Marcos Corrêa/PR
Em reunião ministerial no dia 22 de abril, o presidente Jair Bolsonaro reclamou da divulgação de uma nota oficial da PRF (Polícia Rodoviária Federal) que lamentava a morte de um integrante da corporação por coronavírus.
No dia anterior, a PRF havia divulgado uma manifestação de pesar pela morte de Marcos Roberto Tokumori, 53, ocorrida naquela madrugada. Ele atuava em Santa Catarina.
A nota oficial informava que a morte ocorrera devido à Covid-19. "A doença, a Covid-19, não escolhe sexo, idade, raça ou profissão", disse a nota, assinada pelo diretor-geral da PRF, Adriano Furtado. "Contra ela, Marcos lutou bravamente", ressaltou.
Segundo relatos feitos à reportagem, Bolsonaro criticou na reunião de 22 de abril o tom da nota, alegando que poderia assustar as pessoas e que não levava em conta possíveis comorbidades de Tokumori.
O video desta reunião é alvo de embate entre o ex-ministro Sergio Moro e a Advocacia-Geral da União (AGU). A AGU recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para entregar à corte apenas o trecho da reunião em que o presidente Bolsonaro teria ameaçado demitir Moro caso não trocasse o diretor-geral da Polícia Federal, segundo depoimento do ex-ministro.
No recurso, a AGU pede autorização para não encaminhar a íntegra da reunião, mas apenas a parte que tenha relação com as investigações do inquérito que apura as acusações de Moro contra Bolsonaro.
Segundo a reportagem mostrou, no início do encontro de 22 de abril, ministros presentes fizeram críticas tanto ao Supremo quanto ao Congresso. O comentário foi o de que o STF exagerou ao ter aberto, no dia 21, um inquérito para apurar a organização de protesto promovido em Brasília com bandeiras contra a democracia, do qual Bolsonaro participou.
A crítica principal, segundo assessores palacianos, foi feita pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. Além disso, de acordo com relatos de presentes, foi feito também um comentário negativo sobre o Congresso, de que ele adota uma postura de enfrentamento contra o Executivo.
No encontro, Bolsonaro cobrou da sua equipe de ministros o acesso a relatórios de inteligência e disse que cabe a ele a palavra final em nomeações de seu próprio governo. A bronca foi relatada à reportagem em caráter reservado por quatro ministros.
A captura de imagens da reunião foi feita pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e armazenada na íntegra pela Secom. Segundo presentes na reunião, o presidente disse que é a prerrogativa dele fazer indicações em qualquer pasta ministerial. E acrescentou que o ministro que se opusesse a obedecê-lo poderia ser substituído.
Bolsonaro também cobrou acesso a relatórios de inteligência, mas ele não fez referência apenas à Polícia Federal. Ele solicitou dados também das Forças Armadas e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). E ressaltou que, sem ter acesso a informações estratégicas, não tinha condições de gerir o país, sobretudo durante a pandemia do coronavírus.
No dia anterior, a PRF havia divulgado uma manifestação de pesar pela morte de Marcos Roberto Tokumori, 53, ocorrida naquela madrugada. Ele atuava em Santa Catarina.
A nota oficial informava que a morte ocorrera devido à Covid-19. "A doença, a Covid-19, não escolhe sexo, idade, raça ou profissão", disse a nota, assinada pelo diretor-geral da PRF, Adriano Furtado. "Contra ela, Marcos lutou bravamente", ressaltou.
Segundo relatos feitos à reportagem, Bolsonaro criticou na reunião de 22 de abril o tom da nota, alegando que poderia assustar as pessoas e que não levava em conta possíveis comorbidades de Tokumori.
O video desta reunião é alvo de embate entre o ex-ministro Sergio Moro e a Advocacia-Geral da União (AGU). A AGU recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para entregar à corte apenas o trecho da reunião em que o presidente Bolsonaro teria ameaçado demitir Moro caso não trocasse o diretor-geral da Polícia Federal, segundo depoimento do ex-ministro.
No recurso, a AGU pede autorização para não encaminhar a íntegra da reunião, mas apenas a parte que tenha relação com as investigações do inquérito que apura as acusações de Moro contra Bolsonaro.
Segundo a reportagem mostrou, no início do encontro de 22 de abril, ministros presentes fizeram críticas tanto ao Supremo quanto ao Congresso. O comentário foi o de que o STF exagerou ao ter aberto, no dia 21, um inquérito para apurar a organização de protesto promovido em Brasília com bandeiras contra a democracia, do qual Bolsonaro participou.
A crítica principal, segundo assessores palacianos, foi feita pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. Além disso, de acordo com relatos de presentes, foi feito também um comentário negativo sobre o Congresso, de que ele adota uma postura de enfrentamento contra o Executivo.
No encontro, Bolsonaro cobrou da sua equipe de ministros o acesso a relatórios de inteligência e disse que cabe a ele a palavra final em nomeações de seu próprio governo. A bronca foi relatada à reportagem em caráter reservado por quatro ministros.
A captura de imagens da reunião foi feita pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação) e armazenada na íntegra pela Secom. Segundo presentes na reunião, o presidente disse que é a prerrogativa dele fazer indicações em qualquer pasta ministerial. E acrescentou que o ministro que se opusesse a obedecê-lo poderia ser substituído.
Bolsonaro também cobrou acesso a relatórios de inteligência, mas ele não fez referência apenas à Polícia Federal. Ele solicitou dados também das Forças Armadas e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). E ressaltou que, sem ter acesso a informações estratégicas, não tinha condições de gerir o país, sobretudo durante a pandemia do coronavírus.
Bahia Notícias
Órgão dado ao centrão por Bolsonaro tem histórico de corrupção
por José Marques | Folhapress

Foto: Divulgação / Dnocs
Símbolo da aproximação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o chamado centrão, o Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) é apontado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) como um dos órgãos do governo federal mais suscetíveis ao risco de fraude e corrupção.
A avaliação foi feita em auditoria do TCU de 2018, divulgada no mês seguinte à eleição de Bolsonaro à Presidência. As conclusões do trabalho foram encaminhadas ao Planalto e à equipe de transição.
Com um orçamento de cerca de R$ 1 bilhão para o ano de 2020, o órgão teve apontadas fragilidades "muito altas" em todos os quesitos apurados: na prevenção de fraudes e corrupção, na gestão de ética e integridade, na transparência, no controle e também na designação de seus dirigentes.
"Espera-se que esse trabalho sirva para a implementação de melhorias nos mecanismos de controle das instituições do Poder Executivo Federal, em especial nas práticas preventivas e detectivas de fraude e corrupção", disse o TCU, em nota, na época.
Questionado pela reportagem, por meio da assessoria do Ministério de Desenvolvimento Regional --ao qual o Dnocs é vinculado--, se houve alguma mudança nesses mecanismos de 2019 até agora, o órgão não se manifestou até a conclusão desta edição.
Na última quarta-feira (6), o ex-diretor do Procon em Pernambuco Fernando Marcondes de Araújo Leão foi nomeado diretor-geral do Dnocs, uma marca da aproximação de Bolsonaro com partidos como PP, PL e Republicanos.
Ele foi indicado pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL), líder do centrão na Câmara.
Esse, no entanto, foi só o último episódio de uma série de polêmicas que envolveu o órgão desde os anos 1990.
O Dnocs tem sido loteado por partidos como o PFL (atual DEM), PMDB (atual MDB) e pelo próprio PP durante os governos Itamar Franco (MDB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB).
O órgão é centenário e foi criado em 1909 sob o nome de Iocs (Inspetoria de Obras Contra as Secas), e virou o atual Dnocs em 1945.
Em 1993, foi revelado que o ex-presidente da Câmara Inocêncio de Oliveira (PE), do então PFL, usou o Dnocs para instalar dois poços a preços subsidiados em suas propriedades em Serra Talhada, no sertão de Pernambuco.
Após o assunto tornar-se público, Inocêncio pagou a diferença referente ao subsídio.
Em 1999, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso enviou ao Congresso uma medida provisória que previa a extinção do Dnocs.
"Chegamos para trabalhar e havia a notícia da extinção. Foi uma surpresa desagradável", disse ao jornal Folha de S.Paulo Guilherme Evelin, diretor-interino do departamento à época. Sob protestos de parlamentares do Nordeste, a diretoria foi mantida.
Durante o governo Lula, o Ministério Público Federal chegou a investigar suspeitas de superfaturamentos para fins eleitorais em obras do Dnocs no Ceará.
Em 2012, já na gestão Dilma Rousseff, o então diretor-geral do órgão Elias Fernandes, apadrinhado pelo ex-deputado Henrique Eduardo Alves (MDB-RN), deixou o cargo após relatório da Controladoria-Geral da União apontar irregularidades em sua gestão. O órgão do próprio governo apontava supostos desvios de R$ 192 milhões em obras.
Quando o MDB decidiu desembarcar do governo Dilma às vésperas do impeachment, em abril de 2016, a presidente indicou um apadrinhado pelo PP. Ao assumir interinamente, Temer trocou o diretor.
Após a tentativa de Fernando Henrique de extinguir o órgão, o Dnocs perdeu força, de acordo com Roberto Malvezzi, assessor da Comissão Pastoral da Terra em Juazeiro (BA) e ex-coordenador nacional da entidade.
"Nos últimos anos, o Dnocs tem pouca expressão. Não tem um impacto sobre o semiárido e não tem um projeto. Eles ainda gerenciam algumas barragens e açudes, mas os investimentos vêm em sua maioria dos governos estaduais", diz Malvezzi, afirmando que a própria lógica de "combate às secas" é antiquada e que se lida hoje com a ideia de "convivência com o semiárido".
Ele avalia que, embora não tenha grande expressividade, o órgão sirva mais como um cabide político --a cifra de R$ 1 bilhão de orçamento, ressalta, não é alta dentro da estrutura do governo federal.
Malvezzi exemplifica que a própria transposição do rio São Francisco, megaobra que pretendia levar água para parte do sertão, não foi tocada por meio do Dnocs nem por outros órgãos federais associados a indicações políticas, como a Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste).
O próprio Dnocs, em histórico postado no seu site e atualizado em 2016, reclama da perda da própria relevância e critica a prática de "içarem os cargos de chefia" a "pessoal despreparado para o desempenho de suas missões".
O centrão, bloco recriado na Câmara a partir de 2015 sob o comando de Eduardo Cunha (MDB-RJ), hoje preso em decorrência da Lava Jato, era demonizado até pouco tempo por Bolsonaro e aliados, sendo tratado como "a pior coisa que há na política", nas palavras do próprio presidente.
Um dos principais conselheiros de Bolsonaro, o general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), chegou a ensaiar em 2018 uma cantoria pejorativa contra o grupo durante convenção do PSL, partido pelo qual o presidente foi eleito.
"Se gritar pega centrão, não fica um, meu irmão", cantou Heleno, em cena filmada e postada nas redes sociais, comparando os parlamentares da legenda a ladrões.
No protesto com pautas antidemocráticas de domingo (3), prestigiado por Bolsonaro, o centrão, que é um dos principais implicados no escândalo da Lava Jato, continuava como alvo dos apoiadores do presidente.
Bolsonaro passou a buscar o apoio do grupo com o objetivo, segundo aliados, de criar pela primeira vez uma base mínima de sustentação no Congresso que evite o prosseguimento de um possível processo de impeachment.
Após os encontros com Bolsonaro, líderes dos partidos, que contam com cerca de 200 dos 513 parlamentares, se colocaram publicamente contrários ao impeachment.
Para que seja deflagrada a tramitação de um pedido de impedimento, é preciso autorização do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), hoje adversário de Bolsonaro, mas que tem resistido a dar o aval.
Bahia Noticias
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