segunda-feira, outubro 07, 2019

Papa abre encontro sobre Amazônia e diz que fogo foi ateado por interesses que destroem


Papa Francisco junto a representantes das comunidades indígenas.
Papa deseja converter os indígenas, sem “colonização”
Michele OliveiraFolha
O fogo foi a palavra-chave da homilia feita pelo papa Francisco na missa de abertura do Sínodo da Amazônia, realizada neste domingo (6), no Vaticano. Em sua fala, que demorou cerca de dez minutos, o papa mencionou o “fogo” 13 vezes, tanto para comentar a necessidade de “reacender” o dom de Deus recebido pelos bispos, em referência à ação pastoral da Igreja Católica, quanto para criticar as queimadas recentes na floresta.
“O fogo ateado por interesses que destroem, como o que devastou recentemente a Amazônia, não é o do Evangelho. O fogo de Deus é calor que atrai e congrega em unidade. Alimenta-se com a partilha, não com os lucros. Pelo contrário, o fogo devorador alastra quando se quer fazer triunfar apenas as próprias ideias, formar o próprio grupo, queimar as diferenças para homogeneizar tudo e todos”, disse o papa, sem citar nenhum país.
SÍNODO -Convocado há dois anos, o sínodo é uma reunião do papa com 185 bispos dos nove países da Amazônia (58 são brasileiros), além de outros especialistas e convidados. A assembleia acontece até 27 de outubro, sempre no Vaticano.
Na missa de aproximadamente uma hora e meia realizada na Basílica de São Pedro, lotada e transmitida ao vivo por um dos principais canais da TV aberta italiana, o papa se dirigiu aos bispos, sentados à sua frente.
“O dom que recebemos é um fogo. (…) O fogo não se alimenta sozinho, morre se não for mantido vivo, apaga-se se a cinza o cobrir. Se tudo continua igual, se os nossos dias são pautados pelo ‘sempre se fez assim’, então o dom desaparece”, afirmou.
“COLONIZAÇÃO” – Em sua homilia, o papa pediu que a igreja não se limite a uma “pastoral de manutenção” e que o sínodo tenha inspiração para “renovar os caminhos para a igreja” na região.
“A igreja não pode de modo algum limitar-se a uma pastoral de manutenção para aqueles que já conhecem o Evangelho de Cristo”, disse, citando são Paulo.
dos povos indígenas em rituais católicos.
Sobre os povos tradicionais da região, o papa criticou o colonialismo que, em vez de oferecer “o dom de Deus”, o impôs. “Não é o fogo de Deus, mas do mundo. (…) Quantas vezes houve colonização em vez de evangelização. Deus nos preserve da ganância dos novos colonialismos.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como todos sabem, o Papa está assustado com a evangelização dos brasileiros. No caso da Amazônia, condenar a “colonização” significa defender a intocabilidade da região, tese que economicamente só interessa ao Brasil se os países ricos pagarem para preservar o santuário ambiental, que é brasileiro, antes de ser mundial. Esta é a questão principal, que deveria der discutida com sobriedade pelo governo brasileiro, que “diplomaticamente” só conhece a agressividade. (C.N.)

Resultado parcial da Eleição para Conselho Tutelar em Jeremoabo

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Segunda, 07 de Outubro de 2019 - 06:40

'Efeito Bolsonaro' enche seções de eleição para Conselho Tutelar

por Thiago Amâncio | Folhapress
'Efeito Bolsonaro' enche seções de eleição para Conselho Tutelar
Foto: Pedro Costa / Divulgação
Do rico bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, ao pobre bairro de São Miguel Paulista, na zona leste, colégios eleitorais se encheram neste domingo (7) para escolher os novos conselheiros tutelares da cidade. A mobilização, que começou a internet nas últimas semanas, foi chamada por alguns votantes de "efeito Bolsonaro": a polarização do país chegou até os Conselhos Tutelares, com campanhas para eleger conselheiros conservadores ou progressistas.

Os Conselhos Tutelares são responsáveis por zelar pelos direitos das crianças e dos adolescentes. Os eleitos neste domingo terão mandato de quatro anos. Até a publicação deste texto, o comparecimento às urnas não havia sido divulgado, mas, na avaliação do poder público e dos votantes, a mobilização foi mais significativa neste ano do que na eleição extemporânea de 2016, a mais recente, quando votaram 113 mil pessoas.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) votou em um colégio na Vila Madalena, zona oeste da cidade. Para ele, a polarização "acontece porque você tem não somente lideranças comunitárias participando, mas também partidos políticos envolvidos, igrejas". "É normal e natural que você tenha movimentos organizados a cada vez que você tem um papel mais importante a ser destacado", afirmou.

"A eleição do Conselho Tutelar vem ganhando força a cada ciclo, a gente vê a mobilização, a quantidade de pessoas vindo votar. Eu, pelo menos, estou achando [que há] mais gente do que quatro anos atrás [na última eleição]", disse o prefeito. A analista de recursos humanos Rita Ventura, 50, concorda. "A eleição é extremamente importante nessa situação em que o país está." Ela foi votar com sua irmã, Renata Ventura, 49, que trabalha com educação de crianças em uma ONG.

"Tem que ser gente que tem conhecimento do trabalho com crianças. Houve uma mobilização muito maior neste ano, onde eu trabalho a gente se mobilizou para vir votar. Votamos em Pinheiros, mas nossa preocupação maior é na periferia", diz. A 40 quilômetros de lá, em São Miguel Paulista, a escola Darcy Ribeiro também estava cheia. A reportagem viu santinhos de pelo menos quatro chapas espalhados pelo chão.

O professor Lúcio Roberto, 30, diz que vê uma mobilização maior desta vez, mas acha que "o pessoal tinha que ser muito mais engajado".  "Eu trabalho com educação, e a gente precisa desse amparo do conselheiro tutelar. Por isso voto em quem é conhecido, quem é atuante na proteção das crianças", diz. Cláudio Gomes, 52, que está desempregado, é mais enfático: "Vim votar para tirar os evangélicos daqui. É sério o negócio", disse, aludindo à forte a atuação de grupos religiosos nessas entidades.

No bairro da zona leste, a chefe de uma seção disse que uma série de eleitores foram votar com uma lista de nomes sem que soubessem o que aquela votação significava. São Miguel é uma das regiões com o maior número de candidatos, 40. Regiões mais distantes do centro e em geral mais pobres tiveram, em geral, um número muito maior de candidatos. Em Pinheiros, onde o prefeito votou, foram 10 --o que significa que, mesmo quem não ganhou, entra como suplente.

A eleição, neste ano, foi feita com assessoria do Tribunal Regional Eleitoral e urna eletrônica em todas as cidades com mais de 300 mil habitantes no estado. O pleito ocorreu de forma unificada em todo o país. Era preciso levar documento de identidade e título de eleitor, o que gerou confusão, já que na eleição geral, basta o RG. Muita gente tentou votar assim. A falta de informações foi uma das principais queixas.

O motorista Carlos Henrique, 60, reclamou que "faltou divulgação". "Só soube no fim dessa semana, num anúncio em um relógio de rua. Agora não dá tempo mais de me cadastrar para votar em uma coisa tão importante", disse. A reportagem avisou que não era necessário nenhum cadastro, bastava comparecer com os documentos exigidos. "Olha aí, falta informação", rebateu Carlos.

Também houve problemas de logística. Em uma escola na Bela Vista, na região central da cidade, cidadãos reclamaram que as urnas estavam no segundo andar do edifício e que idosos e pessoas com baixa mobilidade não puderam votar, por problemas de acessibilidade.

O pleito ocorre a cada quatro anos. Em 2015, a eleição em São Paulo foi suspensa após denúncias de problemas com o sistema de votação eletrônica. Uma nova eleição foi convocada para o início do ano seguinte, dessa vez com cédulas em papel. Houve improviso e até caixas de sapato e de sabão em pó fizeram as vezes das urnas.

Neste ano, não houve denúncias graves de irregularidades, segundo a promotora Fernanda Beatriz Gil da Silva Lopes, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Infância e Juventude e Idoso. No interior, houve registros de boca de urna e de transporte irregular de eleitores. Esses crimes não estão sujeitos às penalidades da lei eleitoral, mas de leis municipais.Esses casos serão investigados, e os candidatos podem perder seus mandatos, caso sejam eleitos, diz Lopes.

"A gente estima que por volta de 10% dos eleitores compareceram, um número expressivo para uma votação local". A secretária Municipal de Direitos Humanos, Berenice Giannella, afirmou que recebeu uma lista de candidatos a se votar com o logo da prefeitura no topo. Ela disse que avisou o Ministério Público assim que soube do caso, e divulgou comunicado afirmando que a prefeitura não apoiava nenhuma candidatura.

Bahia Notícias

domingo, outubro 06, 2019

Vaza Jato revela que Barroso, Fachin e Fux blindaram a Lava Jato no STF Nova reportagem da Vaza Jato revela que os procuradores da Lava Jato sabiam que estavam infringindo a lei ao vazar conservas telefônicas envolvendo a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, mas contavam com o apoio de ministros do STF para blindar e validar os excessos cometidos pe...


BRASIL247.COM
Nova reportagem da Vaza Jato revela que os procuradores da Lava Jato sabiam que estavam infringindo a lei ao vazar conservas telefônicas envolvendo a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, mas contavam com o apoio de ministros do STF para blindar e validar os excessos cometidos pe...

Os ribeirinhos que dizem não à expulsão na Amazônia Comunidade de São Francisco do Mainã e outras à beira do Amazonas se aliam a organismo católico para resistir a projeto de superporto. Papel da Igreja, a ser debatido no sínodo, põe Vaticano em rota de colisão com Planalto


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Comunidade de São Francisco do Mainã e outras à beira do Amazonas se aliam a organismo católico para resistir a projeto de superporto. Papel da Igreja, a ser debatido no sínodo, põe Vaticano em rota de colisão com Planalto

O socialista António Costa ganha as eleições em Portugal Apesar da vitória, Partido Socialista não deve conseguir a maioria no Parlamento do país


BRASIL.ELPAIS.COM
Apesar da vitória, Partido Socialista não deve conseguir a maioria no Parlamento do país

Bomba Intercept detona ministros Fux, Barroso e Fachin revelando como os três blindaram a Lava Jato no STF em matéria pra não passar o ‘findi’ em branco, mas que ensina ao resto o que é jornalismo de verdade



URBSMAGNA.COM
Em matéria para não deixar passar o ‘findi’ em branco, The Intercept Brasil expõe subversão de Ministros da Suprema Corte – Leia a transcrição a seguir, endossada pelo jornalista …

COMO BARROSO, FACHIN E FUX BLINDARAM A LAVA JATO NO STF

#VazaJato revelou como força-tarefa conseguiu atropelar a Constituição com consentimento de quem deveria protegê-la.
THEINTERCEPT.COM
Vaza Jato revelou simpatia da corte com a força-tarefa.

Como fenômeno político e social a Lava Jato perdura, mas com novos limites


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Charge do Alpino (Yahoo Notícias)
William WaackEstadão
A Lava Jato foi colocada na casinha, com coleira e tudo. Perdura como fenômeno político e social, mas o ímpeto, o alcance e a abrangência foram severamente limitados. Não se trata de aplaudir ou detestar esse fato. Apenas, reconhecê-lo.
Os limites são sobretudo políticos, assim como a atuação da Lava Jato foi, desde sempre, uma atuação política. O embate jurídico e doutrinário sobre a conduta de juízes e procuradores – se cometeram crimes ao combater crimes – é um importante capítulo em si. Ocorre que a complexidade e o lado “técnico” desse relevante debate às vezes ofuscam o principal.
INDEFESA? – O fundamento político da atuação da Lava Jato nasce de uma ideia: a de que a sociedade brasileira é hipossuficiente, isto é, não consegue se defender sozinha dos abusos cometidos contra ela por corruptos, malfeitores ou mesmo agentes do Estado. Ela precisa da proteção exercida por gente “de fora”, pois o sistema político é intrinsecamente corrupto, seus integrantes têm escassa representatividade e só pensam em seus interesses próprios, ainda que lícitos.
Essa narrativa descrevendo a sociedade brasileira já circulava há décadas, mas foi sobretudo a ascensão do PT ao poder que deu a ela um caráter evidente e objetivo nos fatos da realidade. Outros partidos corruptos já haviam ocupado posições de mando e controle, mas foi a pretensão hegemônica do lulopetismo que reforçou nos expoentes da Lava Jato a convicção de que estavam diante não só de crimes pontuais, mas, sim, da perpetuação da podridão.
REVOLTA – E o que é pior, na visão desses agentes de Estado: as forças no poder, especialmente as políticas, tinham instrumentos inesgotáveis para se defender e manter seus privilégios, especialmente os instrumentos jurídicos e parte de uma importante instituição, o STF.
Junto de uma inédita crise econômica e social, a Lava Jato cresceu como expressão de revolta e indignação dirigidas ao centro das instituições da esfera política que formam o sistema de decisões e o próprio governo.
Combinados, os vários elementos (conversas hackeadas, entrevistas, participação em redes sociais, livros de memórias) de que se dispõe sobre como os expoentes da Lava Jato avaliavam a própria atuação deixam claro que eles se julgavam participantes de uma luta política no seu sentido mais amplo. E que se não destruíssem as figuras de proa do adversário – Lula, por exemplo – apenas deixariam aberta a possibilidade de que os oponentes se reaglutinariam.
Limite político – Isto acabou acontecendo, mas não pelas razões que os procuradores da Lava Jato temiam. O limite político imposto à atuação deles veio em primeiro lugar do fato do principal objetivo ter sido alcançado: o PT foi apeado do poder.
Em segundo, pelo fato de forças políticas que não são corrompidas nem estão precisando escapar de investigações terem se convencido de que não são os “de fora” que vão tomar conta das decisões das esferas políticas.
Essas forças estão em partidos (portanto, no Legislativo), nas Forças Armadas, no STF, no mundo das elites empresariais, no Palácio do Planalto, em correntes nas redes sociais, na academia (especialmente ligada ao Direito), até mesmo na figura do novo PGR.
LULA DE VOLTA? – Significa que Lula e seus comandados vão se beneficiar desses limites políticos à Lava Jato? Dificilmente. Como nenhuma outra ação, a Lava Jato escancarou o roubo e seu impressionante alcance, revelou as entranhas do patrimonialismo, do capitalismo de Estado à la brasileira, expôs o cinismo de seus dirigentes nos setores público e privado e, como declarou o novo PGR, Augusto Aras, as formalidades processuais que foram respeitadas ou não em julgamentos “não podem substituir a verdade dos fatos”.
É possível que o “ímpeto” punitivo da Lava Jato se “institucionalize” – um freio à atuação “política”, para desgosto de autointitulados revolucionários em várias colorações. Mas é inegável que a maré é outra.

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