terça-feira, junho 11, 2019

Estratégia do advogado de Queiroz é mantê-lo foragido, sem prestar depoimento


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Advogado não revela onde está escondido o ex-assessor Queiroz
Caio Sartori, Fabio Leite, Marcelo Godoy e Matheus LaraEstadão
As investigações do chamado caso Fabricio Queiroz, sobre os funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, antes de ser eleito senador em 2018, se tornaram uma ameaça para os gabinetes dos demais integrantes do clã, inclusive o agora presidente Jair Bolsonaro, ao tempo em que era deputado federal.
Para o andamento do inquérito, é fundamental que haja o depoimento do ex-assessor Fabrício Queiroz, que comandava o esquema do gabinete de Flávio Bolsonaro e está desaparecido junto com toda a sua família – mulher e filhas.
HISTÓRICO – No dia 18 de dezembro de 2018, o advogado Cezar Tanner comunicou ao Ministério Público do Rio que estava deixando a defesa de Fabricio Queiroz, o antigo amigo de Polícia Militar. Naquela altura, o nome de Queiroz já era conhecido em todo o País após o Estadão revelar, no início daquele mês, que o ex-assessor de Flávio Bolsonaro aparecia em um relatório do Coaf com uma movimentação bancária de R$ 1,2 milhão considerada atípica.
No lugar do coronel da reserva que já havia comandado batalhões e até a corregedoria da PM fluminense antes de enveredar para a advocacia, assumiu o advogado carioca Paulo Klein, conhecido no meio jurídico pelas atuações nas defesas do ex-procurador Marcelo Miller no caso JBS, do doleiro Dario Messer, e de outros réus e investigados da Operação Lava Jato no Rio.
Desde então, Queiroz sumiu e concedeu uma única entrevista à imprensa (SBT) dizendo que fazia dinheiro com compra e venda de carros, faltou a quatro depoimentos no Ministério Público alegando problemas de saúde e enviou, por escrito, sua versão aos promotores afirmando que recolhia parte do salário dos funcionários do gabinete para contratar assessores externos informais para alavancar o desempenho eleitoral de Flávio. Tudo isso com o consentimento dos colegas, mas sem o conhecimento do ex-chefe.
SEM ILEGALIDADE – Em entrevista ao Estadão, Paulo Klein afirma que não há ilegalidade no expediente utilizado por Queiroz e que ainda não forneceu a relação dos assessores informais que teriam sido contratados por ele por “estratégia técnica da defesa”.
Segundo ele, o ex-assessor de Flávio está em São Paulo fazendo tratamento contra um câncer no intestino – ele fez uma cirurgia para retirar o tumor em 1.º de janeiro – e vai dar explicações ao Ministério Público assim que for liberado pela equipe médica.
Klein diz ainda que a movimentação financeira de Queiroz detectada pelo Coaf condizia com os rendimentos dele à época e que o caso só ganhou repercussão por causa da relação dele com a família Bolsonaro.
SEM ESCÂNDALO – “Isso ganhou contorno de escândalo, mas, se a gente olhar com lupa, não tem escândalo nenhum”, disse o advogado, enquanto Flávio Bolsonaro acrescentou ao Estadão que todos os mandatos dele na Alerj foram pautados pela legalidade e pela defesa dos interesses da população.
“Os inúmeros erros cometidos pelo Ministério Público comprovam o que tenho dito desde que deram início a essa campanha caluniosa: não pratiquei qualquer ato ilícito. Pela quantidade de falhas e erros, os procuradores sabem que esse processo não tem futuro na Justiça e, por isso, vazam trechos da investigação para induzir o público a uma conclusão equivocada. O Ministério Público errou ao abordar as transações imobiliárias e divulgar valores que não condizem com a realidade”, disse, acentuando:
“O MP errou ao falar do patrimônio do senador; errou ao quebrar o sigilo de pessoas que não tinham qualquer relação com o parlamentar; errou em cálculos que envolviam saques, depósitos e em cálculos de remuneração. Essas falhas deixam evidente que os ataques e acusações contra o senador não passam de campanha política disfarçada de investigação. A verdade prevalecerá”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Todos querem saber a verdade, mas o ex-assessor Fabricio Queiroz sumiu e não dá sinal de vida. Seu advogado Paulo Klein precisa responder a  uma pergunta que não quer calar: “Quem está pagando os honorários do escritório de advocacia, que é um dos mais caros do Rio de Janeiro em questões criminais? O povo quer saber. (C.N.)

Único político condenado pelo Supremo na Lava Jato ainda continua em liberdade


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Nelson Meurer e seu filho Júnior já foram condenados à prisão
Mariana OliveiraTV Globo — Brasília
Desde que a Lava Jato começou no Supremo, em 2015, há quatro anos, apenas um político foi condenado: Nelson Meurer, ex-deputado federal pelo PP do Paraná. Mas ele continua em liberdade, porque apresentou, pela segunda vez, embargos de declaração;
Embargos de declaração não servem para rever provas com o objetivo de modificar pena. Com esse entendimento, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal negou do dia 23 de abril o recurso do ex-deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) contra sua condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Para os ministros, não há qualquer omissão, obscuridade ou contradição no acórdão que precisem ser sanadas por meio de embargos de declaração.
CONDENAÇÕES – De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, com a ajuda de seus filhos, o ex-parlamentar, que integrava a cúpula do Partido Progressista, recebeu vantagens indevidas para dar apoio político à manutenção de Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento da Petrobras.
Meurer foi condenado pela 2ª Turma em maio de 2018 a 13 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão. Já seu filho Nelson Meurer Júnior foi condenado a 4 anos, 9 meses e 18 dias. No entanto, ele ainda não foi preso porque tem um recurso pendente, os chamados embargos de declaração. Após esse recurso, que deve ser analisado no início do segundo semestre, o STF poderá efetivar a primeira prisão da Lava Jato no âmbito da Corte.
O ritmo dos processos no STF é visivelmente mais lento que na primeira instância, mas isso, principalmente, porque os ritos são diferentes. No STF, a denúncia é recebida por decisão colegiada. Outro exemplo é o rigor maior em relação às garantias de defesa: quem é julgado no Supremo, instância máxima do Judiciário, não tem outra instância para recorrer.
LAVA JATO – O número de casos da Lava Jato diminuiu consideravelmente no Supremo. Em 2017, o tribunal chegou a ter mais de 110 inquéritos da operação. Mas a maioria dos casos foi remetida para primeira instância porque não envolvia o mandato atual do parlamentar ou porque os políticos não foram reeleitos.
Atualmente, o STF tem em andamento 76 inquéritos e mais 6 ações penais (considerando processos públicos, dos quais se tem conhecimento). Nas seis ações penais, são 16 réus, dos quais quatro com mandato.
Nos 76 inquéritos, há 17 denunciados, dos quais oito com mandato.
RÉUS E DENUNCIADOS – Parlamentares que são réus na Lava Jato no STF: Aníbal Gomes (MDB-CE), deputado federal; Eduardo da Fonte (PP-PE), deputado federal; Fernando Collor de Mello (PTC-AL), senador; Vander Loubet (PT-MS), deputado federal;
Confira agora os parlamentares denunciados ao STF na Lava Jato, que aguardam aceitação ou recusa das denúncias contra eles, em outros inquéritos: Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), deputado federal; Arthur Lira (PP-AL), deputado federal; Eduardo da Fonte (PP-PE), deputado federal; Ciro Nogueira (PP-PI), senador; Fernando Collor de Mello (PTC-AL), senador; Gleisi Hoffmann (PT-PR), deputado federal; Jader Barbalho (MDB-PA), senador; e Renan Calheiros (MDB-AL), senador.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É enorme a diferença entre as condenações no Supremo e na primeira instância. Os julgamentos ocorrem com muito maior rapidez nas varas penais. O Supremo trabalha devagar, quase parando, embora não faltem juízes-assessores e funcionários aos ministros, que trabalham quando bem entendem e adoram viajar pelo Brasil e pelo mundo, porque ninguém é de ferro, como dizia o poeta Ascenso Ferreira(C.N.)

Polícia Civil deflagra 'Operação Xeque-mate' contra a administração pública do município de Carira

 
São cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão — Foto: SSP/SESão cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão — Foto: SSP/SE
São cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão — Foto: SSP/SE
Na madrugada desta terça-feira (11), o Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), da Polícia Civil, deflagrou a 'Operação Xeque-mate do Sertão', que tem o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público.
As primeiras informações dão conta que mandados de prisão estão sendo cumpridos nos municípios de Carira, Lagarto, Tobias Barreto e também em Aracaju. A polícia informou que são 10 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca apreensão.
Até as 7h, seis pessoas tinham sido pressas. Entre, elas os ex-prefeitos de Carira, João Bosco e Diogo Machado, e ex-secretários. Os presos estão sendo levados ao Deotap, assim como os documentos, dinheiro, aparelhos celulares, computadores e outros objetos apreendidos.
No inquérito policial foi comprovada a existência de uma organização criminosa contra a administração pública do município de Carira, “notadamente peculato e fraude à licitação, confirmada a obtenção de lucro indevido em prejuízo dos cofres públicos”.
Ainda segunda a polícia, “outros desdobramentos ainda estão em andamento no Deotap, que já contabilizou um prejuízo da ordem de mais de R$ 7 milhões, havendo levantamentos preliminares que apontam desvios de até R$ 20 milhões”.
As informações iniciais são que os ex-prefeitos montavam empresas e contratavam laranjas. Nas licitações de diversas áreas, elas ganhavam concretizando a execução do esquema fraudulento.
Sede do Deotap, em Aracaju — Foto: Cleverton Macedo/TV Sergipe
Sede do Deotap, em Aracaju — Foto: Cleverton Macedo/TV Sergipe

Apoio

Além do Detop e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a operação conta com o apoio do Complexo de Operações Especiais (Cope), Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc), Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e delegacias de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC).

A próxima bomba, Casa de Apoio em Salvador

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Nota da redação deste Blog - Companheiro, lendo essa sua chamada alertando a respeito do fechamento da casa de saúde em Salvador, quero dizer que fosse apenas por falta de pagamento a situação estava fácil de ser sanada, a coisa é muito mais graves, a Republica de Paulo Afonso preparou uma bamba que o estrago será grande.
Aguardem, estou tentando colher mais documentos e informação.
Tudo leva a crer, que nessas enroladas o gestor irá ser o último a saber.

'Dose de Moro' pode deixar de ser cura para a corrupção e se transformar em doença

Terça, 11 de Junho de 2019 - 07:20


por Fernando Duarte
'Dose de Moro' pode deixar de ser cura para a corrupção e se transformar em doença
Foto: Alan Santos/PR
As conversas divulgadas entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol podem ter consequências jurídicas, como diversos especialistas se arvoraram em dizer. No entanto, as implicações políticas do caso são tão delicadas quanto. Não por Dallagnol, que continuará atuando como procurador da República, independente do conteúdo divulgado. Já o ministro Sérgio Moro pode deixar de ser uma vacina “anticorrupção”, como idealiza o presidente Jair Bolsonaro, para se tornar um “vírus” que pode contaminar todo o discurso construído ao longo dos últimos anos.

Moro é considerado o grande símbolo do combate à corrupção no Brasil. Tanto que, em diversas manifestações populares, o ex-juiz aparece como um herói sem capa que foi responsável por eliminar diversas ervas daninhas do processo político brasileiro. A condenação e a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram a cereja do bolo dessa “luta”, mesmo que eivada de críticas pelos aliados do petista. Se antes a teoria de conspiração de que Lula foi alvo político da Justiça encontrava amparo apenas nas proximidades da esquerda, as informações divulgadas pelo site The Intercept fazem reverberar o conceito fora desse nicho.

Não acredito que haja impacto direto na administração de Bolsonaro. O presidente, ainda que tenha supostamente sido beneficiário da proximidade entre Moro e a Força-Tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, não possui vinculação com as conversas. Logicamente, vão sobrar tentativas de criar pontos para conectar a eleição de Bolsonaro aos atos de Moro. Muitos fazem sentido, porém a maioria é elucubração para tentar esconder o contexto eleitoral de 2018, que poderia terminar com a vitória do candidato do PSL ainda que Lula estivesse na disputa – se é para fazer projeções, todas são possíveis e não dá para negá-las.

O que acontece agora é que a imagem imaculada de Moro, que ainda persiste em boa parte do imaginário popular, tende a ficar mais turva. O ex-juiz sempre oscilou entre herói e vilão para boa parte dos brasileiros. Em um ambiente dicotômico, eram raros aqueles que ficavam em cima do muro ao falar sobre ele. As conversas divulgadas criam uma dúvida que até então era fácil de ser respondida, a depender de quem o interlocutor conversava. Mas e agora, que a idoneidade foi colocada à prova?

As reações políticas dele serão decisivas para saber se ele permanece ou não no posto de ministro da Justiça e Segurança Pública. O pacote de medidas anticrime, por exemplo, deve encontrar uma resistência maior no Congresso Nacional, depois que Moro saiu arranhado desse escândalo deflagrado pelas conversas privadas. E, mesmo que haja a acusação de politização das decisões dele, o ex-juiz não tem expertise para lidar com uma crise política. Por isso, a depender da “dose de Moro”, ao invés de uma cura, o governo pode ter que lidar com uma doença a contaminar outras áreas...

Este texto integra o comentário desta terça-feira (11) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Excelsior, Irecê Líder FM, Clube FM e RB FM.

Bahia Notícias

Cachaça, cravo, limão e mel: como O Cravinho se tornou um dos sabores de Salvador

Parada obrigatória para quem vai ao Pelourinho, o bar reúne mais de 30 sabores de bebidas de infusão

Bianca Andrade
Foto: Rayllanna Lima/bahia.ba
Foto: Rayllanna Lima/bahia.ba

Se no quesito comida o gosto oficial de Salvador é o do acarajé, quando se fala em bebida a capital baiana tem sabor de cachaça, cravo, limão e mel.
Tradição há mais de 32 anos, é quase impossível morar na capital baiana e não saber da existência do bar ‘O Cravinho’ e do seu cardápio variado em bebidas de infusão.
A história do bar começa em 1987, quando Julival Santos resolveu investir em um pequeno espaço no Pelourinho para difundir as infusões que eram consumidas pelos seus antepassados.
“A intenção real do Cravinho era resgatar aquela bebida de infusão, com ervas, flores, frutos e tubérculos. Nessa época eu montei a estrutura com o barril, cachaça de infusão, aquela coisa que já era feita no tempo dos escravos e a coisa funcionou”, diz o fundador do bar, que hoje conta com quatro ambientes internos: o Cravinho – na entrada, o Jatobá – segundo ambiente, a Cachaçaria – ao lado do Cravinho, e a Senzala Vip.
O empurrãozinho para o sucesso foi dado com as edições da ‘Terça da Benção’, promovida pelo Olodum. Seu Julival conta que o bar acabou entrando na rota de baianos e turistas que curtiam a noite no Pelô. “Muita gente ia para a Igreja São Francisco e passava no Cravinho, por muitos anos essa festa da benção deu um movimento muito grande ao bar”.
De lá para cá, O Cravinho se tornou point não só de quem vai curtir a Terça da Benção, mas de quem passa pelo Pelourinho e deseja conhecer um pouco das raízes de Salvador, como é o caso de Fábio Santana, 40, que se tornou cliente assíduo do espaço.
Foto: Rayllanna Lima/bahia.ba
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“Venho pelo menos uma vez na semana. Conheci o Cravinho por meio dos meus colegas. Eu trabalho aqui perto e toda sexta-feira quando a gente larga do trabalho a gente vem aqui tomar uma”, contou o rapaz, que elege o Jatobá como sua bebida favorita.
E a preferência de Fábio não é exclusiva. Segundo o fundador do bar, o Jatobá está na lista das bebidas mais pedidas d’O Cravinho. “Além do Cravinho, as mais pedidas são o Jatobá e a Senzala. O Jatobá é feito com a casca do Jatobá, que fica na infusão por cerca de 60 dias. A Senzala é feita com Jatobá, Catuaba, Casca de Jatobá, Casca de Catuaba na cachaça e vinho seco. Essa é a terceira bebida mais vendida. As três são o carro-chefe”.
Foto: Rayllanna Lima/bahia.ba
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Produzida artesanalmente no próprio bar, a bebida chama atenção pelos sabores marcantes e característicos, algo explicado pela dedicação no processo de produção de cada um dos 30 tipos de cachaça.
“Nós a condicionamos em barril de umburana, barril de jequitibá, barril de bálsamo, até o próprio barril de carvalho, que dão uma característica toda especial à bebida. Temos mais de 30 infusões diferentes. Temos a tradicional, que é o Cravinho, temos outras bebidas com cravo, com canela, Jatobá, pau-de-rato, com dandá”, descreve Julival.
E para quem vem de fora, não é só o sabor da bebida que descreve O Cravinho como um grande representante da capital baiana Brasil a fora.
De mudança para Salvador, a curitibana Fabiana Santana, de 34 anos, afirma que se sente acolhida com o ambiente e as pessoas que frequentam o bar. “É uma coisa muito daqui. É muito uma coisa de Salvador, esse calor, a proximidade e a simpatia. Sou apaixonada por esse lugar, não é à toa que estou me mudando”, afirmou Fabiana ao bahia.ba.
“Muitas pessoas brincam e chamam o lugar de Casa dos Flintstones, pela aparência rústica e por causa dos móveis de madeira. Isso tem tudo a ver, o Cravinho com o Centro Histórico”, diz o proprietário do bar.
Foto: Rayllanna Lima/bahia.ba
Foto: Rayllanna Lima/bahia.ba

Com todo o sucesso da bebida, é inevitável se perguntar: tem Cravinho em outro lugar que não seja em Salvador?
Pode até existir uma genérica em outros lugares, mas Julival garante que O Cravinho original só se vê na Bahia. “É uma bebida que representa bem Salvador, principalmente por suas características. E é de Salvador para a Bahia, para o Brasil e para o mundo. O Cravinho já foi levado para várias partes do mundo, mas é uma coisa tipicamente nossa. Já recebi propostas para montar o Cravinho em vários outros lugares, inclusive até fora do Brasil. Mas não só pelo conservadorismo, talvez até por um pouco de comodidade, eu preferi deixar o Cravinho aqui, na Bahia, para os baianos, e de certa forma, para todos”.
Foto: Rayllanna Lima/bahia.ba
Foto: Rayllanna Lima/bahia.ba

Deu água na boca? Então segue a descrição das mais pedidas do bar para não ficar na dúvida da qual pedir.
– O Cravinho (cachaça, cravo, mel e limão)
– Canela (cachaça, canela, mel e limão)
– Jatobá (cachaça, casca de Jatobá, mel e limão)
– Senzala (cachaça, vinho, Catuaba, Jatobá, mel e limão)
Valores: R$ 4 a dose; R$ 16 meio litro; R$ 32 o litro.
Endereço:  Largo Terreiro de Jesus – Pelourinho, Salvador – BA, CEP 40026-010
Funcionamento: das 11h às 21h45
Bahia.ba

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