sexta-feira, março 29, 2019

Transcrevendo o que publicamos em 2015 a respeito da administração Municipal de Jeremoabo.

.Charge O Tempo 28/03/2019



Em discurso, Procurador da República diz que corrupção diminuirá quando corruptor perceber que será punido



Lendo os comentários dos dois cidadãos acima através das redes sociais concernentes as mudanças na politicagem de Jeremoabo, resolvi acrescentar  um email recebido também hoje, cuja fonte não divulgarei por questão de sigilo profissional.

Dizia eu que Jeremoabo só mudaria algum dia quando o povo deixasse de votar pelo fanatismo e pela paixão, mais sim pela razão.

Começo o presente artigo citando um caso concreto que aconteceu na Prefeitura de Jeremoabo na época em que o Dr, Spencer foi prefeito.

O Ministério Público, baixou um ato determinando ou sugerindo que fossem demitidos todos casos de nepotismo existentes na Administração Municipal de Jeremoabo.

Uelington  Varjão mais conhecido como Gordo era Secretário da Agricultura, todavia, como era sobrinho do Vice-Prefeito João Ferreira, foi demitido.
Atualmente ninguém sabe quem é o corruptor ou o corrompido na Administração municipal de Jeremoabo, se a prefeita, se os vereadores ou alguns secretários, sabe-se apenas que existe muito nepotismo como improbidade administrativa, tanto no poder executivo quanto legislativo. 

"Nepotismo, em essência, significa favorecimento. Somente os agentes que ostentem grande equilíbrio e retidão de caráter conseguem manter incólume a dicotomia entre o público e o privado, impedindo que sentimentos de ordem pessoal contaminem e desvirtuem a atividade pública que se propuseram a desempenhar".


Maragogipe: TJ nega pedido de prefeita que queria Dilma, Rui e Otto como testemunhas

por Cláudia Cardozo / Francis Juliano
Maragogipe: TJ nega pedido de prefeita que queria Dilma, Rui e Otto como testemunhas
Foto: Reprodução / Madre Notícias
A desembargadora Soraya Moradillo Pinto recusou um pedido da prefeita de Maragogipe, no Recôncavo, Vera Lúcia Maria dos Santos, que listou como testemunhas dela em um processo a ex-presidente Dilma Rousseff, o governador Rui Costa e os senadores Otto Alencar e Ângelo Coronel. A defesa de Vera Lúcia também incluiu no mesmo rol o deputado federal João Bacelar (PR) e o deputado estadual Alan Castro (PSD). Os dois também foram rejeitados como testemunhas do processo.

A decisão, publicada nesta quinta-feira (27), atende uma ação do Ministério Público Estadual (MP-BA). O órgão acusa a gestora de crime de responsabilidade por nomear servidores “reiterada e ilicitamente” entre 2013 e 2017, sob o regime de contratação temporária, à míngua de lei específica regulamentadora, sem concurso público. Na decisão, a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou o número de oito testemunhas a favor da gestora.

As pessoas indicadas moram em Jaguaribe ou em cidades próximas. Vera Lúcia se tornou ré no processo em maio do ano passado (ver aqui). Na defesa, a gestora disse que fez as contratações com base em uma lei, de 1994, que embasaria as nomeações.

Bahia Notícias


Nota da redação deste Blog - Mesmo apelando para os orixás e por mais que tenha boa vontade, não consigo entender as disparidades  que acontecem na Bahia.

Para que os senhores entendam vamos partir de um caso prático tomando como exemplo a explorada prefeitura de Jeremoabo.

Na cidade de Maragogipe também no estado da Bahia, o Ministério Público ajuizou uma Ação contra a Prefeita daquela localidade por admitir servidores na prefeitura sem o Concurso Público determinado pela nossa Constituição, fato esse que fez a prefeita responder a processo por improbidade administrativa. 

Como em Jeremoabo é diferente, tudo pode e tudo acontece principalmente se for oriundo da prefeitura onde prefeito está acima da Lei, para que os fanáticos " Pit Burros" não venham dizer que estou inventando, transcrevo a seguir uma matéria publicada no site de Bob Charles há muitos anos já passados:

 Notícias da 106,  na rádio Jeremoabo FM , o Procurador Geral  do município Dr. Antonio Moura disse que as demissões foram em função de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado na Promotoria  Pública, onde o gestor  se compromete  a demitir todos os contratados e realizar concurso público, bem como para atender a faixa limite com pagamento de pessoal em função da  Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas os comissionados, reagindo à notícia, informam que ele demitiu todo mundo, menos os parentes dele, disse uma servidora, que não quis se identificar."



Portanto como sempre na Prefeitura de Jeremoabo "continua tudo como dantes no quartel D'Abrantes".

Jathay discorda de Dodge e diz que Justiça Eleitoral está 'muito bem obrigado'

Quinta, 28 de Março de 2019 - 17:40


por Nuno Krause / Jade Coelho
Jathay discorda de Dodge e diz que Justiça Eleitoral está 'muito bem obrigado'
Foto: Nuno Krause / Bahia Notícias
O novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Jatahy Júnior, afirmou que o atual sistema de Justiça Eleitoral "funciona muito bem obrigado". A fala foi em resposta a sugestão da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que que juízes federais possam atuar em processos eleitorais.

Na avaliação de Jatahy, a estrutura como é estruturada atualmente funciona "excepcionalmente bem". "Nós fazemos uma eleição nacional onde o resultado é dado poucas horas depois que as urnas se fecham, isso é um fato inclusive que nós precisamos divulgar, para valorizar essa nossa estrutura e nossa forma de preparar, apurar e divulgar as eleições", defendeu o presidente do TRE-BA.

"Se chegarem novos reforços serão bem vindos, mas em verdade não estamos precisando", completou Jatahy durante antes da cerimônia de posse do novo cargo, nesta quinta-feira (28).

Bahia Notícias

Detran revoga portaria que previa inspeção semestral para veículos de transporte escolar

Quinta, 28 de Março de 2019 - 22:00


por João Brandão / Lucas Arraz
Detran revoga portaria que previa inspeção semestral para veículos de transporte escolar
Foto: Reprodução / G1
Por recomendação do Ministério Público (MP-BA), o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) revogou uma portaria que previa a inspeção semestral dos veículos do transporte escolar. 

O MP-BA entendeu que o serviço já passa pela vistoria das prefeituras, que é quem regulamenta a atividade, não se justificando outra avaliação por parte do órgão estadual. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) se manifestou também contra a portaria, por meio do ofício 026/2018. 

O Detran-BA manteve a exigência do Certificado de Segurança Veicular para o licenciamento de vans e utilitários que passaram por mudança de características ou categoria. O documento é fornecido por entidades credenciadas ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Bahia Noticias

Bolsonaro adota meias verdades e omissões ao falar sobre ditadura militar


por Naief Haddad | Folhapress
Bolsonaro adota meias verdades e omissões ao falar sobre ditadura militar
Foto: Divulgação
O presidente Jair Bolsonaro concedeu nesta quarta-feira (27) entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da TV Bandeirantes. Falou 7 dos 35 minutos sobre o regime militar, reiterando que não houve golpe em 1964, tampouco ditadura nos anos seguintes.

A partir de dez trechos dessa parte da entrevista, é possível concluir que o presidente não se excedeu em dados inteiramente falsos, mas adotou meias verdades e omissões para comprovar as suas teses.



1) “Que golpe foi esse onde o Congresso cassou no dia 2 de abril João Goulart?”

Bolsonaro se refere à sessão secreta do Congresso na madrugada de 2 de abril de 1964. Naquela ocasião, o presidente do Congresso, Auro de Moura Andrade, considerou vaga a Presidência da República.

Houve protestos veementes de alguns deputados, como Tancredo Neves, que lembravam que Jango estava no Brasil, situação que o impediria de ser deposto. A declaração de Moura Andrade não tinha sustentação legal. Não adiantou. O presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu o cargo.

Bolsonaro omite um ponto fundamental: o golpe, de fato, começou dias antes dessa sessão no Congresso. Na madrugada de 31 de março, o general Olympio Mourão Filho iniciou a movimentação das suas tropas de Juiz de Fora (MG) em direção ao Rio com o intuito de derrubar Jango.

Nas horas seguintes, outras ações dos militares reforçaram o cerco ao presidente, que praticamente não ofereceu resistência aos conspiradores.



2) “Que ditadura é essa que o Congresso, com o voto de Ulysses Guimarães, no dia 11 de abril, elege o marechal Castello Branco, de acordo com a Constituição de 1946?”

Nesta data mencionada por Bolsonaro, Castello Branco foi eleito com 361 votos. Sim, Ulysses votou em Castello —tornou-se oposição ao regime militar meses depois.

Bolsonaro, no entanto, deixa de lado o que é essencial para a compreensão desse episódio. Qual era a legitimidade deste Congresso para escolher o presidente?

Antes do pleito indireto, 41 deputados federais (entre eles, os líderes da esquerda que apoiavam Jango) tinham sido cassados pelo Ato Institucional nº 1 (AI-1) e, portanto, não votaram. Outras listas viriam em sequência, perfazendo 400 cassações até março de 1967.

O que sobrara do Congresso participou de uma eleição indireta em que só havia um candidato, o general Castello Branco. Os parlamentares que restaram no Congresso estavam sob pressão da caserna. Embora o civil Ranieri Mazzilli tivesse o título de presidente, quem mandava mesmo no país era a junta de militares, que havia assinado o AI-1.

Castello prometeu entregar o cargo ao seu sucessor em 1965 e garantiu que as cassações estavam encerradas. Não cumpriu o que prometeu.



3) “Nunca tivemos nas Forças Armadas uma política de Estado repressiva dessa forma que tentam o tempo todo botar na nossa conta.”

A Comissão Nacional da Verdade demonstrou que 423 pessoas foram mortas ou desapareceram ao longo dos 21 anos de ditadura. Segundo a comissão, os crimes foram resultado de uma política de Estado.

Considerando apenas o período de 1964 a 1966 (os dois primeiros anos da ditadura), cerca de 2.000 funcionários públicos foram demitidos ou aposentados compulsoriamente, como conta o jornalista Elio Gaspari no livro “A Ditadura Envergonhada”.

“Os militares criaram uma legislação de exceção e violaram essa legislação. O uso da máquina de repressão sem limites judiciais contra opositores políticos ocorria regularmente em pelo menos três circunstâncias”, afirma a historiadora Heloisa Starling.

“Como primeira circunstância, os casos de desaparecimentos forçados praticados, na maior parte das vezes, para encobrir homicídios de prisioneiros. Como segunda, a instalação de centros clandestinos de violação de direitos que funcionaram espalhados pelo país e serviram para executar os procedimentos de desaparecimento de corpos de opositores mortos sob a guarda do Estado”, continua a historiadora.

“Como terceira, o uso sistemático da tortura como técnica de interrogatório, inclusive em quartéis e instalações das Forças Armadas desde o dia 2 de abril quando Gregório Bezerra foi massacrado em um quartel em Recife.”



4) “Toda a imprensa queria que João Goulart saísse, exceto o ‘Última Hora’. A OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] estava na vanguarda. Na Igreja Católica, os padres tinham sermões dizendo que não podia continuar João Goulart se não estaríamos numa ditadura.”

Bolsonaro está correto ao dizer que a quase totalidade da imprensa e dos representantes da Igreja Católica defendiam a saída de Jango, assim como a OAB.

O presidente não lembra, porém, que Jango tinha àquela altura um expressivo apoio popular. Entre os dias 9 e 26 de março de 1964, o Ibope entrevistou eleitores de oito capitais brasileiras. A pesquisa indicou que 50% admitiam votar em Jango caso ele pudesse se candidatar à reeleição, contra 42% que rejeitavam a possibilidade.

Essa e outras pesquisas do Ibope daquele período, que mostravam apoio a Jango, só vieram a público em 2003. Estão arquivadas na Unicamp.



5) “Leonel Brizola pregava abertamente uma nova Assembleia Nacional Constituinte, integrada por camponeses, operários e sargentos. Ele falava: ‘Reforma agrária na lei ou na marra’.”

Então deputado federal pelo PTB e líder de ala mais radical da esquerda, Brizola pressionava Jango, cunhado dele e político de centro, para aprofundar as reformas.

No comício de 13 de março de 1964 na Central do Brasil, no Rio, Brizola propôs a convocação de uma Constituinte, como afirmou Jair Bolsonaro.

Havia, portanto, a possibilidade de um levante de setores trabalhistas. Mas a esquerda teria força para tanto se considerarmos que em 1962, dois anos antes, tinha eleito só um governador, Miguel Arraes, em Pernambuco?

Passados 55 anos, fica outra pergunta: um golpe à direita se justifica pela possibilidade de uma ruptura autoritária à esquerda?



6) “Se pegar uma prova [escolar] hoje em dia e perguntar: ‘Quando é que o marechal Castello Branco assumiu em 1964?’. Todos vão falar 31 de março. Não é verdade. Foi 15 de abril.”

Bolsonaro tem razão. Castello Branco foi eleito pelo Congresso no dia 11 de abril e assumiu quatro dias depois.



7) “Quem foi o presidente nesse ínterim [de 2 a 15 de abril]? Foi Ranieri Mazzilli, ninguém sabe disso.”

Depois de considerado vago o mais alto cargo da República, Mazzilli, o presidente da Câmara, assumiu a posição.

Bolsonaro omite, no entanto, um aspecto importante. Mazzilli tinha função quase decorativa. Quem mandou no país neste curto período foi uma junta militar batizada de Comando Supremo da Revolução. Era formado por ministros militares, entre eles, Costa e Silva, que viria a se tornar presidente em 1967.

Foi essa junta que assinou o AI-1 em 9 de abril, suspendendo os direitos políticos daqueles que se opunham à ditadura. Como explica Starling, “as Forças Armadas até hoje empregam o termo ‘Revolução’ para se referir ao golpe devido ao AI-1, que garantia legitimidade ao sistema e institucionalizava a repressão”.



8) “Via projeto de decreto legislativo, proposto pelo PT e apoiado por quase todos [do Congresso], só dois ou três votaram contra, resolveram tornar inexistente a sessão de 2 de abril. Na tribuna, eu disse: ‘Lênin apagava fotos. O Congresso hoje em dia apaga fatos’. Nós temos que usar da verdade.”

O presidente Bolsonaro faz referência à votação de 21 de novembro de 2013, quando os parlamentares aprovaram a anulação da sessão do dia 2 de abril de 1964, que considerou vaga a Presidência da República e depôs Jango.

A proposta não foi do PT, e sim de autoria do então senador Pedro Simon (PMDB-RS), que argumentou que se tratava de uma reparação histórica porque, como Jango estava no país, a declaração de vacância havia sido ilegal.



9) “[O regime militar] não foi uma maravilha. Regime nenhum é. Qual casamento é uma maravilha? De vez em quando, tem probleminha.”

Além dos assassinatos, torturas, cassações, demissões, aposentadorias compulsórias, ou seja, um pacote amplamente documentado de ações repressivas, a população brasileira permaneceu mais de duas décadas sem o direito de escolher seu presidente pelo voto direto. Não se trata de só um “probleminha”.



10) “Onde você viu no mundo uma ditadura entregar o governo de forma pacífica para oposição? Só no Brasil. Então não houve ditadura.”

A transição não foi tão pacífica assim. Entre o final dos anos 1970 e início dos anos 1980, ocorreu uma série de atentados no Rio e em São Paulo organizados por setores do Exército que rejeitavam a abertura democrática.

Entre os meses de agosto e setembro de 1976, sob o governo do general Ernesto Geisel, bombas foram detonadas (ou encontradas e desativadas a tempo) nas sedes da CNBB, OAB e ABI.

Dom Adriano Hipólito, bispo de Nova Iguaçu, foi sequestrado —abandonaram-no nu e amarrado, no meio da rua, no subúrbio carioca.

Nos primeiros oito meses de 1980, no governo do general João Figueiredo, registraram-se 46 atentados terroristas no país. Bancas de jornais que vendiam publicações da imprensa alternativa foram explodidas

Bahia Notícias

Piada do Ano! Maia enrola o ministro Moro e promete “rapidez” no pacote anticrime


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Maia recebeu Moro e Joice, para dar uma “embromada” nos dois
Carlos Newton
Na Faculdade de Direito, o então acadêmico Sérgio Moro aprendeu o ditado latino de que as palavras voam e o que está escrito permanece (“verba volant, scripta manent”). O tempo também voa, Moro virou juiz, depois ministro da Justiça. E na quarta-feira (dia 27), em audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ele disse que preferia desistir do pacote anticrime caso haja qualquer tentativa de os parlamentares retirarem da proposta os trechos que tratam de corrupção. Ou seja, isso significa que o Moro ainda tem esperanças de que o pacote anticrime seja aprovado sem maiores cortes.
Sonhar ainda não é proibido, todos sabem, mas é preciso manter um mínimo de percepção da realidade, e o bem-intencionado ministro somente agora está percebendo que é um cordeiro no meio da matilha de lobos.
CARTA-BRANCA – Quando aceitou o convite do recém-eleito presidente Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça, o então juiz federal acreditou que teria carta-branca, e isso realmente aconteceu. Teve total liberdade para redigir o chamado pacote anticrime, mas sua autonomia terminou logo que encaminhou ao presidente Bolsonaro o texto da proposta. Dali para a frente, a carta-branca passou a ter o mesmo valor de uma nota de três dólares.
Como ministro, Moro não tem direito de encaminhar projeto ao Congresso, quem o faz é o presidente da República (Constituição, art. 61). E logo de cara a proposta sofreu a primeira mutilação. No texto enviado ao Congresso em fevereiro, foi extirpada a parte que punia com maior rigor o caixa 2. E o governo apresentou a justificativa de que houve reclamações de políticos que se sentiram “incomodados” com a criminalização do caixa 2 junto com endurecimento da legislação contra o crime organizado e corrupção.
“FATIAMENTO” – Na ocasião, Bolsonaro disse a Moro que estava apenas “fatiando” o pacote, mas era conversa fiada, porque esse trecho da criminalização do caixa 2 jamais será encaminhado ao Congresso pelo Planalto.
Ingenuamente, Moro pensou que suas sugestões eram tão óbvias e necessárias ao país que seriam facilmente aprovadas. Aceitou o tal fatiamento do caixa 2 e seguiu em frente, ainda esperançoso.
Mas veio então o segundo baque, quando Bolsonaro acertou com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que o pacote anticrime iria ficar bloqueado, sem tramitar, enquanto a reforma da Previdência não fosse aprovada. Moro ficou decepcionado, porque não há motivos. A Câmara tem 513 deputados, nada impede que numerosos projetos tramitem simultaneamente, aliás, essa é a práxis legislativa.
MORO REAGE – O ministro da Justiça não aguentou essa indignidade e protestou publicamente, exigindo que o pacote anticrime tivesse tramitação normal. Foi quando Rodrigo Maia lhe deu a primeira tamancada, “Eu acho que ele conhece pouco política. Eu sou presidente da Câmara, ele é ministro funcionário do presidente Bolsonaro. Então o presidente Bolsonaro tem que dialogar comigo”, disse. “Ele [Moro] não é presidente da República, não foi eleito para isso.”
Para fingir estar atendendo a Moro, o presidente da Câmara criou um grupo de trabalho para analisar o pacote anticrime junto com projeto apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes, o que na prática significa congelar a tramitação da pauta de Moro, porque o grupo terá 90 dias para debater internamente. Ou seja, seus integrantes vão se reunir, blá-blá-blá, mas não decidirão nada. Enquanto isso, o pacote fica congelado.
Além disso, o cronograma do grupo de trabalho não prevê discussão de temas relacionados à corrupção, apesar de haver propostas sobre o assunto nos dois textos, vejam a que ponto chega a desfaçatez dos políticos.
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P.S. 1 – 
Para culminar, já se comenta na Câmara que também será retirado dos debates o cumprimento de pena de prisão após condenação em segunda instância.
P.S. 2 – Nesta quinta-feira, dia 28, Maia ofereceu um café da manhã a Moro e à líder do governo Joice Hasselmann (PSL-SP). Ao final, a deputada disse que o pacote anticrime “caminhará a passos largos”. E acrescentou: “O compromisso de celeridade na Câmara foi assumido hoje durante café da manhã comigo e Moro na casa do Rodrigo Maia “. Caramba, a deputada acreditou… Será que o ministro também caiu nessa? É muita ingenuidade.(C.N.)

Picciani é condenado a 21 anos, mas está em casa, por causa das fraldas geriátricas


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A fralda geriátrica não impedia Picciani de presidir a Assembleia
Roberta JansenEstadão
O Tribunal Regional Federal da 2ª Região condenou por unanimidade os ex-deputados estaduais pelo MDB Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi. O acórdão condena Picciani a 21 anos de reclusão e pagamento de multa de R$ 11 milhões por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Já Albertassi recebeu pena de 13 anos e multa de R$ 6 milhões pelos mesmos crimes, enquanto Paulo Melo foi condenado a 12 anos de prisão e multa de R$ 7 milhões por corrupção e organização criminosa.
PIcciani e Melo foram presidentes da Assembleia do Rio de Janeiro (Alerj) durante o governo do ex-governador Sérgio Cabral.
CADEIA VELHA – Os três foram presos na operação Cadeia Velha, um desdobramento da Lava Jato. Eles foram acusados de integrar o esquema criminoso chefiado pelo ex-governador e de garantir vantagens para a Fetranspor e a Odebrecht na Alerj.
No caso da Fetranspor, o MPF afirma que Picciani recebeu repasses no valor total de R$ 49,9 milhões entre 2010 e 2015, como contrapartida por atos de ofício em favor das empresas de ônibus e pagamentos de R$ 18,6 milhões em 2016 e 2017 em retribuição a atos funcionais com desvio de finalidade. Melo é acusado de receber R$ 54,3 milhões entre 2010 e 2015. Já Albertassi dissimulou, segundo o MPF, pagamentos mensais recebidos de 2012 até 2014 e que somaram mais de R$ 1,7 milhão.
Melo e Albertassi estão presos preventivamente desde a deflagração da Cadeia Velha, em novembro de 2017. Picciani também foi preso na ocasião, mas no ano passado passou para o regime domiciliar, por enfrentar problemas de saúde.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A grande curiosidade agora é sobre a situação de Picciani..O grave problema de saúde do chefe da gang legislativa é apenas incontinência urinária. Jamais impediu que ele exercesse o cargo de deputado e presidisse a Assembleia, mas foi suficiente para ganhar prisão domiciliar, por decisão solitária e solidária de Dias Toffoli, que fez questão de beneficiar um dos  políticos mais corruptos da história deste país e que foi uma espécie de mentor de Sérgio Cabral. (C.N.)

quinta-feira, março 28, 2019

Bolsonaro diz que governo ‘talvez’ abra escritório de negócios em Jerusalém


Bolsonaro fala com jornalistas após receber comenda militar em evento em Brasília — Foto: Guilherme Mazui/G1
Bolsonaro deu esta resposta ao ser indagado sobre a nova Embaixada
Luiz Felipe Barbiéri e Guilherme MazuiG1 — Brasília
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (28) que, durante viagem a Israel, no próximo sábado (30), o governo “talvez” anuncie a abertura de um escritório de negócios em Jerusalém. O presidente deu a declaração durante cerimônia em que recebeu a medalha da Ordem do Mérito Judiciário Militar. A solenidade aconteceu no Clube do Exército na manhã desta-quinta-feira.
Perguntado sobre a mudança da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, Bolsonaro disse que o presidente norte-americano Donald Trump também demorou para tomar a decisão. “O Trump levou nove meses para decidir, para dar a palavra final para que a embaixada fosse. Nós talvez abramos um escritório de negócios em Jerusalém”, disse, o presidente.
POLÊMICA – A mudança da embaixada para Jerusalém é polêmica, porque, na prática, o governo reconhece Jerusalém como capital israelense, o que também é reivindicado pelos palestinos. A comunidade internacional não reconhece a reivindicação israelense de Jerusalém como sua capital indivisível. Trump reconheceu a cidade como capital de Israel.
“Muita coisa nós já começamos a votar de acordo com a verdade na ONU. Israel, Estados Unidos, Brasil. Mas alguns países começaram a votar diferentemente da forma tradicional, que é do lado da Palestina, por exemplo”, afirmou.
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NOTA DA REDAÇÂO DO BLOG 
– Ao votar contra a condenação a Israel por ter bombardeado população civil na Palestina, o governo abriu um perigoso precedente na ONU, onde o Brasil jamais procedera assim. Crime de guerra deve ser considerado crime de guerra, não importa o país que o cometa. Mas a política externa já transformou a filial Brazil num país a reboque da matriz USA. É lamentável. O chanceler é um completo idiota. Parece um líder da TFP com furor uterino americanófilo. 
(C.N.)

Marcela Temer pede ao juiz a devolução de bens apreendidos pela Polícia Federal


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Marcela reclama que seus bens não podiam ser levados
José Carlos Werneck
A ex-primeira-dama Marcela Temer, através de seus advogados, protocolou na Justiça Federal um pedido para reaver bens que foram apreendidos durante a Operação Descontaminação, que prendeu, na semana passada, o ex-presidente da República Michel Temer. Ela solicitou ao juiz federal Marcelo Bretas que devolva um iPhone, um iPad e um talão de cheques, além de um contrato de locação.
No pedido, seus advogados sustentam que os referidos bens são de “uso exclusivo” de Marcela Temer, que não é investigada na Operação e, desse modo, a Polícia Federal “extrapolou” os limites fixados pelo juiz no mandato de busca e apreensão, por ele expedido.
LAVA JATO – A Descontaminação é um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, que objetiva apurar suspeitas de propinas milionárias na construção da Usina Angra 3.
“A despeito da clareza solar da restrição imposta ao cumprimento da medida as pessoas investigadas e suas pessoas jurídicas, é certo que a Autoridade Policial à frente do cumprimento da ordem judicial extrapolou os limites fixados por Vossa Excelência e, expressamente, constantes do mandado de busca e apreensão”, disseram os advogados Leonardo Peret, Átila Machado e Luiz Castro.
ACUSADOS – O ex-presidente foi preso na quinta-feira da semana passada e libertado, nesta segunda-feira, por determinação do desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2a Região, em decisão que igualmente reverteu a prisão de outros sete acusados na operação, entre os quais o ex-ministro Wellington Moreira Franco, das Minas e Energia, e o coronel reformado João Baptista Lima Filho, amigo pessoal de Michel Temer.
Na casa de Temer, a Polícia Federal apreendeu pendrives, celulares, agendas, papéis manuscritos, fitas cassetes, revólveres e espingardas, além de um cartão de aniversário para o filho do ex-presidente, enviado pelo empresário Vanderlei de Natale, que é investigado na mesma operação e a quem a Lava Jato atribui o crime de lavagem de dinheiro.

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