segunda-feira, novembro 04, 2024

Após Anos de Sofrimento e Humilhação, Jeremoabo Enxerga Esperança: Janeiro Chega com Tista de Deda

 Crônica: Saúde em Colapso e o Rastro de Vingança em Jeremoabo

Se a saúde em Jeremoabo já era um campo de batalhas perdidas sob o comando de Deri do Paloma, agora, com a derrota do prefeito nas urnas, o cenário se torna ainda mais sombrio. É como se o revés político tivesse reacendido um desejo de retaliação, e a população agora paga o preço de uma vendeta que ameaça colocar em risco vidas humanas.

A estrutura de saúde, que já funcionava no limite, agora enfrenta o desmonte por parte de uma gestão que, ao invés de se concentrar em garantir o bem-estar dos cidadãos, parece determinada a exercer represálias. Os relatos são alarmantes: postos de saúde estão sendo fechados, com o NAEE – importante unidade de apoio às mães – necessitando da intervenção do Ministério Público para manter as portas abertas. Médicos estão sendo demitidos, e, no hospital, à noite, apenas um profissional assume o plantão. E a situação não para por aí: comenta-se que em dezembro, todos os postos de saúde, exceto o "Postão", serão fechados, sobrecarregando a única unidade restante e impossibilitando o atendimento adequado para a população.

Esse cenário, além de cruel, demonstra irresponsabilidade. Jeremoabo não pode suportar um único posto sobrecarregado para atender a totalidade da população. A presença de apenas um médico na linha de frente é um risco não apenas para a saúde pública, mas para a dignidade humana. Cabe ao Ministério Público agir para conter essa manobra que desampara cidadãos que dependem dos serviços públicos de saúde.

Normalmente, em uma troca de administração, as exonerações acontecem a partir de 1º de janeiro, quando o novo prefeito assume. O que estamos vendo aqui, porém, é uma purga prematura e maciça, em que contratados e comissionados foram admitidos em número elevado e agora são descartados sem explicação clara. Esse quadro reforça o senso de instabilidade, prejudicando ainda mais o serviço público que já era deficitário.

É preciso que a caravana da saúde siga e não seja atropelada por vinganças ou caprichos políticos. A gestão pública deve ser um compromisso com as pessoas, não um terreno de disputas ou desforras. Afinal, os cães ladram, mas a caravana precisa seguir.

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