Publicado em 25 de outubro de 2021 por Tribuna da Internet

No Twitter, o senador Humberto Costa ironizou Bolsonaro
Valdo Cruz
G1 Brasília
Aliados e interlocutores de Jair Bolsonaro avaliam que o presidente da República dá munição a adversários ao continuar disseminando fake news, entre as quais a falsa notícias que associa a vacina contra Covid-19 a casos de Aids.
Esses aliados avaliam ainda que Bolsonaro dificulta o trabalho que tenta recuperar eleitores que votaram nele mas, neste momento, estão mudando de lado.
TIRO NO PÉ – “O presidente parece gostar de dar um tiro no pé. Ele busca agradar seus apoiadores fieis, ao divulgar fake news como essa, de associar vacina com a Aids, mas afasta cada vez eleitores que votaram nele na última eleição, que hoje estão se distanciando com esse tipo de comportamento”, disse ao blog um aliado de Bolsonaro.
Interlocutores do presidente disseram reservadamente ao blog que pretendem aconselhá-lo a mudar de comportamento porque, além de afastar eleitores, também vai aumentar a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral tomarem medidas judiciais contra ele.
A cúpula da CPI da Covid, por exemplo, vai encaminhar ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news no STF, pedido de medidas legais contra o presidente, inclusive a solicitação de que ele tenha suas contas nas redes sociais bloqueadas.
RANDOLFE CONFIRMA – “Vamos pedir o banimento do presidente das redes sociais enquanto ele ficar divulgando esse tipo de fake news”, disse à GloboNews o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
Facebook e Instagram retiraram de suas redes a transmissão ao vivo do presidente, da última quinta-feira (21), quando ele divulgou uma informação falsa de que um estudo britânico estaria associando a vacinação contra a Covid-19 a uma contaminação acelerada de pessoas por Aids.