em 18 maio, 2021 4:14
Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

“Quando você celebra a morte de alguém, o primeiro que morreu foi você mesmo”.
A frase acima do Papa Francisco foi feita por conta da onda de ódio na Internet em 2017, mas continua atual.
O Brasil vive uma pré-campanha eleitoral onde bolsonaristas e lulistas já verberam o discurso de ódio pelas redes sociais. 2022 será pior do que qualquer outro ano. Amigos e familiares continuarão brigando e virando inimigos por conta do radicalismo e da polarização de dois grupos que não resolverão o problema do país.
Em meio a este fogo cruzado, algumas lideranças que são ditas radicais mostram lucidez no momento de luto.
Guilherme Boulos, que disputou o segundo turno em São Paulo contra Bruno Covas, é um exemplo. A CNN pediu, no dia da morte de Covas, para ele analisar a gestão do prefeito morto. “Não é o momento para isso”, declarou Boulos, que é crítico de Covas, mas respeitou o luto da família. Ele foi hipócrita? Não, ele pensou no bem estar dos outros.
Já em Sergipe, o amigo, e ex-vice-prefeito de Aracaju, Silvio Santos, foi infeliz ao comentar a morte de Covas dizendo que “já vai tarde…” e que ele (Silvio Santos) não é hipócrita. A repercussão negativa foi tão grande que ele retirou a tuitada e renunciou a presidência do Instituto Marcelo Déda (leia uma nota de Silvio na edição de hoje). O mínimo que ele poderia fazer, já que como petista e assessor do eterno governador Marcelo Déda, sabe que ele, como estadista que era, jamais faria uma declaração repulsiva celebrando a morte de um adversário.
Fica para reflexão uma postagem do Dai Lama, de ontem, 17, no twitter, que cabe bem para o assunto abordado: