quarta-feira, março 17, 2021

Auxiliares palacianos avaliam que só ‘vacinação em massa’ poderá reverter crescente rejeição de Bolsonaro


Charge do Aroeira (Arquivo do Google)

Andréia Sadi
G1

Auxiliares diretos do presidente Bolsonaro avaliaram nesta quarta-feira, dia 17, que os números mostrando a rejeição do presidente Bolsonaro, no Datafolha, no combate à Covid, só deve ser revertido com a “evolução da vacinação” pelo país.

Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados avaliam como ruim ou péssimo o desempenho do presidente na gestão da crise. Na pesquisa anterior, realizada em janeiro, esse índice era de 48%.

PERCEPÇÃO – No diagnóstico de assessores presidenciais, todas as pesquisas refletem o momento da pandemia, com recorde de mortes, mostrando que estamos no pior momento da crise. E a percepção da população a respeito do governo só mudará após o avanço da vacinação — o que está sendo calculado para o fim de abril.

É neste período que o governo espera contar com a chegada das compras feitas para vacinar a população. Até lá, acreditam assessores, o desgaste do governo seguirá.

PRIORIDADE – A vacinação também é a prioridade da equipe econômica, que teme o aumento do desemprego no mercado informal. Fontes ouvidas pelo blog explicam que só a vacinação em massa vai resolver a vida do trabalhador que perdeu a renda durante a pandemia no mercado informal, os chamados “invisíveis” pelo governo.

Enquanto aguardam a vacinação, o governo trabalha em outra frente e aposta no Auxílio Emergencial para acalmar uma parcela da população que está sem a ajuda desde que ela foi encerrada, em dezembro. A nova rodada do auxílio está prevista para abril.

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