quarta-feira, fevereiro 10, 2021

Petrobras, IBGE e FGV, a disparada da inflação e a reeleição de Jair Bolsonaro


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Charge do Jorge Braga (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

Dando sequência a nova política de preços do petróleo e derivados – reportagem de Bruno Rosa, edição de O Globo, terça-feira – a empresa estatal estabeleceu o terceiro aumento de preços nos meses de janeiro e fevereiro, como se constata, atingindo diretamente a gasolina e o óleo diesel. Com isso ao longo de doze meses a gasolina aumentou 22% e o diesel 10,8%.

Claro que tal política que segue os preços internacionais do petróleo vai refletir na elevação do custo de vida e, portanto, no aumento da inflação.

PREÇOS INTERNACIONAIS – O presidente da Petrobrás, Roberto Castelo Branco, defendeu fortemente na semana passada a política que colocou em prática e faz acompanhamento dos preços internacionais, recebendo o apoio integral do ministro Paulo Guedes. Sua decisão acabou sendo aceita pelo presidente Bolsonaro, que havia convocado reunião visando sua intervenção no mercado. Mas Guedes e Castelo Branco o convenceram de que esse não é o caminho certo.

Entretanto, os reflexos políticos dos reajustes em série, sem discutir o mérito da questão, só poderão abalar a candidatura à reeleição de Bolsonaro nas urnas de 2022. O IBGE e a FGV não terão outro caminho para encontrar e fixar os efeitos inflacionários da nova política. As ações da Petrobrás caíram na segunda-feira. As ordinárias recuaram 4,1, as preferenciais 3,1%.

VAI MUDAR DE IDEIA – Acentuo que os preços dos combustíveis não poderão seguir tendo seu efeito real nos cálculos do IBGE e da FGV sobre a inflação. Bolsonaro concordou com Guedes e Castelo Branco, mas não considerou os efeitos políticos na próxima campanha eleitoral. Logo vai mudar de ideia.

Acontece que a produção brasileira de petróleo é de 3,1 milhões de barrir dia e o consumo praticamente na mesma escala. Portanto, os preços da gasolina e do diesel logicamente não dependem do mercado internacional.

Uma questão que devia ser explicada pelo presidente da Petrobras e pelo ministro da Economia, mas eles não o fazem.

ATAQUE À LAVA JATO – Fiquei surpreso com o artigo da jornalista Cristina Serra na edição de ontem da Folha de S.Paulo. Ela atacou de forma violenta os jornalistas que cobriram a Lava Jato, cujo ciclo terminou segunda-feira.

Infelizmente, a repórter não baseou seu texto nas revelações que tornaram públicas a gigantesca corrupção que existia e foi descoberta no país. Além do mais, por que culpar os jornalistas por supostos erros judiciários que somente agora os réus condenados alegam terem ocorrido?

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