A obrigação do gestor publico é fazer a obra e inaugurá-la para que a população – que é quem paga tudo com seus impostos – possa usufruir do benefício. No Brasil, porém, inaugurar obra é como se fosse um favor prestado aos contribuintes.
A demagogia impera e o governante, num misto de cara-de-pau e cinismo, age como se fosse um benfeitor. Por outro lado, o político, geralmente ligado ao partido desse governante, faz discurso eloquente, atribuindo a seu esforço o recurso que propiciou aquela obra.
No dia em que o país acordar para o fato de que obra inaugurada é dever, e não favor, talvez saibamos entender e valorizar mais o próprio dinheiro que o governo nos toma durante a cobrança de impostos sem que invista melhor em saúde, educação, segurança, saneamento e transporte.
Obviamente, não iremos acordar para essa realidade num passe de mágica. Nem na próxima eleição, em outubro. Ainda levará muito tempo para que essa mudança ocorra.
Afinal, a boca está torta pelo hábito do cachimbo.
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