sexta-feira, abril 04, 2014

A indignação que a Justiça de Jeremoabo sentiu hoje na pele, o povo vem sentindo há décadas

A indignação que a Justiça de Jeremoabo sentiu hoje na pele, o povo vem sentindo há décadas





 Após a leitura da sentença, Dr. Antonio Henrique da Silva num discurso longo, coerente e recheado de emoção, lamentava a situação com vários questionamentos dirigidos ao corpo de jurados e à sociedade. “Nos últimos dias vejo sites acusando que Jeremoabo é terra sem lei. Os senhores aqui representam os quase 80 mil habitantes dos municípios desta Comarca e mandam para casa um assassino confesso. Rogarei muito para que nada aconteça a vocês e nem familiares seus. Neste dia não lamentarei porque o que vemos aqui é a institucionalização da impunidade!. A culpa é da sociedade que não faz sua parte!”, disse e continuou “meus senhores e minhas senhoras, Por mais soberana que seja o tribunal de júri é preciso acima de tudo por parte de qualquer uma pessoa que sente numa cadeira dessas representando o conjunto social que está lá fora reclamando que já mataram esse ano mais de duas pessoas e que tentaram matar outras três e vai matar mais gente até o final de ano, tenha consciência do papel que representa cada um dos senhores. ... já fiz mais de cem júris em minha vida e nunca vi o que vi hoje ...”  “Jeremoabo tem Lei sim mas faltam homens e mulheres com coragem de decidir! O juiz pode ficar até irresignado mas estou tranquilo e com a consciência de que faço meu papel ... continuarei sendo assim ... ainda que a sociedade me dê o recado que está me dando.”.(Fonte: Pedro Son)


Excelentíssimo Sr   Dr.Juiz de Direito da Vara Criminal da Comarca de Jeremoabo,
. Ao cumprimenta-lo, solicito de a V. Excia, as escusas dos sites que se manifestaram de forma involuntariamente infeliz quando disseram que Jeremoabo era uma terra sem Lei, pois todos nós somos sabedores que não só em Jeremoabo mas em todo Brasil existem Leis, porém, muitas delas não são cumpridas, e talvez por esse motivo que não posso afirmar, mas suponho, o corpo de Jurados que sempre honrou a Justiça, esteja fazendo parte dos desenganados.
O pior Doutor Juiz,  que o não cumprimento da Lei não vem por parte do povo humilde, mas das “autoridades” onde cito como exemplo aqui mesmo na nossa cidade de Jeremoabo, onde os donos do poder estão acima de tudo e de todos.
Há inúmeros exemplos mais citarei alguns:
Jeremoabo é uma cidade de pequeno porte onde todo mundo sabe quem é quem, portanto, o povo está indignado com a Câmara de Vereadores, onde o Tribunal de Contas do Município, órgão orientador, aponta as fraudes, aponta as improbidades e os dolos comprovados através de farta documentação, e os vereadores, aprovam essas mesmas contas de forma rotineira, desrespeitando assim os cidadãos e não cumprindo as Leis.
O povo assiste cabisbaixo , a prefeita da cidade receber recursos para a merenda escolar, e de forma vergonhosa fornecer durante semanas única e exclusivamente bananas podres para os alunos, fato esse que escandalizou e foi divulgado nas redes sociais, nos sites da cidade e das cidades circunvizinhas.
Outro caso de repercussão nacional foi um ex – funcionário comissionado da prefeitura, denunciar que a Secretária de ADMINISTRAÇÃO estava usando veículo oficial em benefício próprio para ir frequentar festas noutras cidades, e a prefeita até a presente data, nenhuma sindicância sequer mandou instalar.
A população de Jeremoabo ficou estarrecida ao tomar conhecimento que um profissional da saúde, acobertado pelo Secretário de Saúde acumulava ilicitamente cinco cargos, perfazendo mais de R$ 65.000,oo, denuncia essa representada ao Ministério Público através de dois vereadores da cidade.
O povo não suporta mais conviver com lixos e esgotos, e fazer suas necessidades fisiológicas em sacos plásticos para no outro dia jogar no lixo, parecendo mais que Jeremoabo retornou a Europa da idade média.
Isso está acontecendo no conjunto Manoel Dantas.
O povo está escandalizado de assistir a administração municipal empregar tantos parentes e amigos, em detrimento de quem estuda para angariar um emprego através de concurso público.
Poderia enumerar muitas outras irregularidades, porém não quero tomar o precioso tempo de Vossa Excelência.

“As leis são um freio para os crimes públicos. A religião para os crimes secretos”.
Encerro dizendo que todos nós Jeremoabenses, compartilhamos, com a indignação de Vossa Excelência, pois Não há regime democrático sem justiça



Indignação

Che Guevara


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Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.
O Brasil reconhecidamente é um país com excesso de leis, muitas inócuas, outras aprovadas pelo legislativo e que por serem omissas ou não darem sequencia com a devida fiscalização do Executivo acabam caindo em desuso. Entretanto existem muitas leis que são úteis e deveriam ser utilizadas pelo cidadão comum na busca por cidadania, direitos constitucionais e ajudar até a fiscalizar o Poder Executivo nas suas três esferas de poder. Confira:
O Brasil reconhecidamente é um país com excesso de leis, muitas inócuas, outras aprovadas pelo legislativo e que por serem omissas ou não darem sequencia com a devida fiscalização do...
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NO BRASIL SE FAZ JUSTIÇA?


Sandra Starling





Brasil só resgata 4% do dinheiro lavado no exterior






Criado em 2005, o CNJ é uma instituição pública que visa aperfeiçoar o trabalho do sistema judiciário brasileiro, principalmente no que diz respeito ao controle e à transparência administrativa e processual. Qualquer pessoa pode acionar o CNJ, mas é importante ressaltar que o Conselho não é uma esfera de revisão judiciária. Compete ao CNJ o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes. Saiba como acionar o CNJ:www.cnj.jus.br/j4tc.
Compartilhe essa mensagem! Ela pode ser útil para muitas pessoas.
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Isalino
País bloqueou quase R$ 1 bilhão em nove anos, mas só R$ 40 milhões retornaram. Ministério da Justiça culpa excesso de recursos pelo baixo índice de “repatriação” do dinheiro
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E a fama do Tabaris era comprovada: chegou inclusive a ser citada em uma música dos Novos Baianos. “Deus dá o frio e o freio conforme a lona, meus para-choques pra você, caia na estrada e perigas ver, ser como o poeta do Tabaris, que é mais alegre que feliz”, dos compositores Paulinho Boca de Cantor, Luiz Galvão e Pepeu Gomes. Para o professor e escritor Adson Brito, falar do Tabaris é falar de “memória histórica, cultural, musical e falar também de memória etílica”. “É muito importante para a memória da cidade porque ele vai mexer ali com o imiginário coletivo de milhares de anos, milhares de soteropolitanos que estiveram presente nesse momento”, confessa. E a felicidade era resultado de um conjunto de fatores proporcionados pela casa. Afinal, não era só um cabaré. Por lá, encontravam amigos, intelectuais, famosos, balés internacionais e as famosas damas “acompanhantes”, como eram chamadas as profissionais do sexo que ali trabalhavam. Na internet há registros daqueles que um dia frequentaram esse espaço boêmio. Resgatado de um blog pessoal, Luiz Carlos Facó reconta sua primeira vez na propriedade de Sandoval, descrita por ele como “casa feérica”. Imortal da Academia de Letras da Bahia, Aramis Ribeiro Costa chegou a eternizar o local em seu romance, “As Meninas do Coronel”, publicado pela Editora Via Litterarum. No entanto, apesar de ter recriado o espaço, o autor só frequentou a casa uma única vez, justamente na última noite do Tabaris. OS ANOS DE OURO O Tabaris não era a única casa noturna presente na região entre a Praça Castro Alves e a Rua Chile, mas foi capaz de construir sua história por cerca de 35 anos, abrigando apresentações de companhias de teatro de São Paulo, Rio de Janeiro, balés internacionais e sendo também espaço perfeito para intelectuais, jornalistas, políticos, escritores e toda uma gama de pessoas. O professor Adson considera ainda que o Tabaris foi “o mais famosos cabaré, a mais famosa, a mais importante casa de shows da Velha Bahia”. E essa Bahia, a do início da década de 30, quando o empreendimento de Nagib Jospe Salomão surgiu em frente a praça do poeta, era bastante diferente da que se conhece atualmente. “Uma cidade pacata, uma cidade provinciana, onde os hábitos da população de modo geral era muito simples”, explicou Adson. Nessa Salvador em que Tabaris surge, ainda não existia muitas coisas, como por exemplo, a Universidade Federal da Bahia, o Estádio Fonte Nova e nem o famoso bar e restaurante Anjo Azul, que Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitaram. “Quando entravam ali naquele local, as pessoas já se deparavam com um palco. Então, tinha um palco, no fundo, tinha orquestra, tinha banda, tinha o maestro e todas as pessoas que iam tocar ali na banda estavam vestidos de smoking, de paletó e gravata”, descreve Brito. O professor conta ainda que Nagib foi um homem “revolucionário”. “Esse homem visionário, ele coloca no coração da cidade, uma casa de espetáculos que vai envolver companhias de teatro de revista de São Paulo, do Rio de Janeiro, vai envolver cassino, vai envolver uma decoração glamourosa, uma ambientação, bandas ao vivo”, conta. A chegada do Tabaris foi, para o Adson, um “ganho muito grande pra cidade” e motivo de curiosidade para todos - incluindo as mulheres -, pois “o Tabaris também era um local para dançar, também era um local para se divertir, para ouvir uma boa música”. “Esses frequentadores ali no cabaré, eram os frequentadores dos mais diversos. Eram geralmente pessoas que tinham poder aquisitivo grande. Pessoas que tinham que fazer dinheiro para gastar ali naquelas noitadas, com bebidas, comidas, danças e com mulheres também. Agora, também existia pessoas mais humilde, que tinha um sonho de frequentar o Tabaris”, compartilha Adson. Dentre um dos frequentadores estava um jovem Mário Kertérz, que viria a se tornar prefeito de Salvador - nomeado pelo governador ACM - em 1979. Ao Bahia Notícias, Kertérz conta sobre sua experiência no local. “Antes de eu conhecer o Tabaris Night Club, como era chamado, era um cassino ali que tinha jogo de roleta e tudo, que era autorizado pelo Governo. Depois, quando acabou o jogo, o Tabaris passou a ser uma casa de espetáculos, mas também uma casa de prostituição”, explica o radialista. Kertérz frequentou a casa noturna aos 18 anos, como parte do que ele explica ser um hábito da sociedade da época. “A virgindade era fundamental, então a gente namorava, mas não transava. Então, os jovens namoravam, ficavam excitados e iam para os prostíbulos se aliviar, digamos assim… e se divertir, dançar…”, conta. “Se tinha um show, as pessoas dançavam, inclusive com garotas de programa, e foi assim que funcionou os últimos anos. E ela tinha uma característica fundamental, ela só fechava tipo 7 horas da manhã. Então, todo mundo que tava na boemia naquela época, eu inclusive, visitando outros bordéis, íamos terminar a noite lá. Todo mundo ia, inclusive as prostitutas que trabalhavam em outro lugar, os boêmios e aí nós ficavamos lá, curitindo, bebendo, dançando, até o dia clarear e a gente ir embora”, recorda Mario Kertérz. AS DAMAS DO TABARIS Sobre as profissionais do Tabaris, Adson dá mais detalhes: eram chamadas de “acompanhantes” e Nagib possuia uma rígida seleção. “Geralmente eram mulheres bonitas, mulheres que ficavam ali perfumadas, bem vestidas, para poder atender a essa clientela que ali estavam”, esclarece. “Havia prostitutas de nomes americanas, e, por ordem da casa, essas mulheres tinham que se passar como paulistas ou cariocas porque eram mais valorizadas, porquem vinham de fora e também ali eram frequentados por prostitutas francesas, argentinas, paraguaias, peruanas. Tinha toda uma classe que frequentava ali o Tabaris”, acrescenta Adson. SANDOVAL, O ‘REI DA NOITE’ A partir da década de 1960, nos últimos anos de existência do espaço, o Tabaris Night Club mudou de administrador. Nagib sai de cena e abre espaço para um já conhecido profissional da noite: Sandoval Leão de Caldas. O ex-motorista de táxi já possuia outro empreendimento, o Bar Varandá, quando passou a cuidar do Tabaris. Foto: Reprodução Segundo o professor Adson, foi a partir da administração de Sandoval - que faleceu aos 61 anos ao ser atropelado por um pneu - que o Tabaris deixou o título de “elitizado” de lado e passou a ser popular. “Sandoval Caldas foi um ícone da noite baiana. Ele era chamado de Rei da Noite e era uma espécie de símbolo da boemia do Salvador. [...] Esse homem era uma figura folclórica, era um homem sorridente, usava roupas coloridas, roupas de palhaços, escolares. Ele era um homem que ele agregava”, descreveu Brito. Para o professor, Sandoval transformou o Tabaris, abrindo espaço inclusive ao permitir apresentações de atores transformistas que na época eram “perseguidos” e “desvalorizados”. “O que era oferecido aos atores transformistas da época eram espaços alternativos, eram bares de fundo de quintal, eram espaços sem nenhuma visibilidade”, revela. O declínio do Tabaris, no entanto, coincidiu com sua popularização. Em 1968, a casa fechou suas portas após um reinado na noite de Salvador. Entre os fatores que podem ter influenciado neste fechamento estão, para além da popularização, a diminuição de frequentadores, o baixo investimento de Sandoval em novas apresentações, bandas e repertórios e o surgimento da Ditadura Militar, em 1964. “Ali era um centro de resistência, eu digo resistência porque abrigava transformistas e também porque o Tabaris era frequentado pela intelectualidade da época. Vários jornalistas frequentavam aquele espaço e jornalistas geralmente, na sua maioria, eram pessoas de esquerda. Eram pessoas que questionavam o sistema, questionavam o modo que o país estava sendo conduzido pelos militares”, opina o professor.

  Uma volta no tempo: Relembre o Tabaris Night Club, símbolo da vida noturna de Salvador há 60 anos sexta-feira, 03/04/2026 - 00h00 Por Laia...

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