sábado, março 19, 2011

Geddel nega indicação a cargo na Caixa

Lílian Machado

As especulações em torno de uma indicação a cargo federal, no segundo escalão do governo Dilma Rousseff (PT) continuam a rondar o seio político do PMDB estadual. Ontem, o nome do ex-ministro Geddel Vieira Lima, liderança do partido na Bahia voltou a ser dado como certo pela imprensa nacional para ocupar uma das vice-presidências da Caixa Econômica Federal.

No entanto, a possível confirmação de seu nome a frente da instituição foi veementemente negada pelo peemedebista, que deixou o cargo de ministro da Integração Nacional, do então governo Lula, ano passado para disputar o comando do governo baiano.

Em conversa com a Tribuna, Geddel, que aniversariou ontem disse estar muito “feliz” na iniciativa privada e alfinetou o novo partido, que segundo está sendo criado apenas para burlar a legislação.

Ao seu estilo “arrojado”, Geddel classificou a suposta indicação pela base do PMDB nacional como “uma especulação natural”. “Já saiu tanta coisa que nem ligo mais. Mas quero dizer que não fui convidado, nem estou postulando nada. Eu não escondo o jogo. Minha participação na política hoje tem sido através das viagens pelo interior e nas entrevistas que concedo a imprensa”, afirmou.

Entretanto, não descartou que a sigla esteja a costurar sua indicação em plano federal. “Sou um quadro do partido. O PMDB pode estar trabalhando. Quem tiver alguma coisa e quiser me chamar eu vou ver se aceito ou não”, frisou.

No entanto segundo Geddel, não está em seus planos sair da Bahia para outro estado que não seja Brasília, lugar que conhece bastante, devido a sua passagem na Câmara dos Deputados e Ministério.

“Lá acredito que eu possa ter mais visibilidade. O que é que eu vou fazer na Chesf do Rio de Janeiro”, questionou de forma hipotética, sinalizando ainda seu desejo de continuar seu trabalho pela Bahia.

Questionado sobre a criação do Partido Democrático Brasileiro (PDB), que deve ser comandado na Bahia pelo vice-governador Otto Alencar (PP), Geddel disse que não sente “credibilidade”.

“Essa é a crônica de um crime anunciado. Todo mundo sabe que esse partido só está sendo criado para burlar a lei.”, criticou para depois acrescentar “que na Bahia tem gente que troca mais de partido do que de cueca”.

O ex-ministro negou qualquer temor diante de uma possível debandada de prefeitos e deputados do PMDB para a nova sigla.
“Fica no PMDB quem quiser continuar militando pelo PMDB. Não quero ninguém no PMDB insatisfeito, nem por obrigação oportunista”, mandou recado.
Fonte: Tribuna da Bahia

Em destaque

Quando o lucro passa na frente da segurança: um alerta grave no Assaí da Adélia Franco

Quando o lucro passa na frente da segurança: um alerta grave no Assaí da Adélia Franco Ir ao supermercado é um ato rotineiro, quase automáti...

Mais visitadas