domingo, dezembro 07, 2008

ZÉ DIRCEU: IMPRENSA TORCE PELO AGRAVAMENTO DA CRISE

O ex-ministro José Dirceu voltou a criticar a imprensa em seu Blog. Foi neste sábado, quando lamenta que a mídia parece estar torcendo pelo agravamento da crise financeira internacional. Ele qualifica a postura dos jornais brasileiros de “catastrofismo exacerbado” e acusa articulistas de torcerem pelo agravamento das dificuldades econômicas. Confira: Na imprensa em geral, e na Folha de S.Paulo de sábado(6/12), em especial, articulistas torcem para que a crise se agrave. Um deles chega ao ponto de negar a realidade. Para dizer que estamos privatizando os lucros e socializando os prejuízos, afirma que no Brasil não há recurso público no apoio ao aumento do crédito. Como não? São recursos do compulsório!Um desses articulistas afirma que o crédito foi restabelecido pelos bancos. Por que? Para desqualificar as críticas do presidente Lula aos bancos privados. Mas ao escrever isso o autor nega notícia do próprio jornal que informa que os empresários na FIESP disseram ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que o crédito piorou nesta semana.Outro diz a barbaridade de que Fernando Collor também era popular no começo de seu mandato. Para relativizar a popularidade de Lula, um terceiro confunde de propósito um discurso político com uma declaração formal do governo brasileiro na reunião do G-20." Do Blog do José Dirceu, leia mais aqui.
PROTÓGENES DIZ À REVISTA ÉPOCA: "EU SÓ TEMO A DEUS"O delegado que levou o banqueiro Daniel Dantas à prisão.
Protógenes Queiroz recebeu com satisfação a condenação, em primeira instância, do banqueiro Daniel Dantas. Dantas foi condenado a dez anos de prisão e ao pagamento de uma multa de R$ 13 milhões num processo de corrupção. Para Protógenes, a decisão do juiz Fausto De Sanctis, anunciada na semana passada, é a prova de que seu trabalho foi bem-feito. Depois de ser acusado de grampear ilegalmente o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, Protógenes comemorou outra boa notícia. A sentença apontou para a presença de um aliado de Dantas no comando da segurança do tribunal. Isso lança mais dúvidas sobre a autoria de um grampo cujo áudio nunca apareceu. Um dia após o anúncio da sentença, Protógenes foi entrevistado por ÉPOCA no Rio de Janeiro.ÉPOCA – O senhor comemorou a condenação de Daniel Dantas? Protógenes Queiroz – A condenação de Daniel Dantas é uma vitória do povo brasileiro e das instituições do país. Trata-se de um bandido perigoso, e isso está demonstrado no conflito institucional que se instalou no Brasil a partir da Operação Satiagraha. Houve todo um trabalho para desqualificar as pessoas que o investigaram e participaram da ação penal. ÉPOCA – Seus críticos o classificam como justiceiro. Protógenes – Isso aí foi uma expressão construída por quem está comprometido com outros valores. Não fizemos nada de errado. Foi tudo dentro da lei. ÉPOCA – O senhor grampeou o presidente do Supremo, Gilmar Mendes? Protógenes – De maneira nenhuma. Isso eu posso lhe afirmar. ÉPOCA – A que o senhor atribui essa acusação? Protógenes – O objetivo foi atingir diretamente o doutor Paulo Lacerda, que foi afastado prematuramente de suas funções na Abin, e fabricar mais um escândalo para tentar tirar o foco do investigado Daniel Dantas. O centro dessa investigação era Daniel Dantas. E, depois disso, ele deixou de ser o centro. Quem passou a ser o centro foram o juiz, o procurador, o senador, o presidente do Supremo, o diretor-geral da Abin, o diretor-geral da PF. De Daniel Dantas não se falou mais. Foi uma operação montada para privilegiar o banqueiro. ÉPOCA – O senhor tem projetos políticos? Protógenes – Recebi vários convites, de vários órgãos. Não aceitei. Gosto de investigar, e só posso fazer isso como delegado de polícia. ÉPOCA – E sua relação com o PSOL, que tem promovido atos em sua defesa? Protógenes – Ninguém desse partido me fez proposta de me filiar ou de me comprometer ideologicamente. ÉPOCA – Não lhe constrange, como delegado, aparecer ao lado de políticos? Protógenes – De maneira nenhuma. Até porque não são atos políticos. São convites de instituições. O que eu falo nesses eventos é de natureza técnica. ÉPOCA – O senhor se considera perseguido? Protógenes – Não me considero perseguido. Só não entendi ainda, de maneira institucional, o porquê de sucessivas investigações contra mim após a operação. Isso nunca houve na PF. Nenhum delegado sofreu, depois de uma grande operação, dois inquéritos e procedimentos disciplinares. ÉPOCA – Como o senhor se define? Protógenes – Eu só temo a Deus. Não tenho medo de nada. Nem da morte.
Postado por DANIEL PEARL/DESABAFO BRASIL

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