quinta-feira, dezembro 11, 2008

Sem ‘fritura’, Wagner leva reforma em banho-maria

Biaggio Talento Agência A TARDE
O governador Jaques Wagner pretende continuar levando em banho-maria a reforma do seu secretariado, sob a justificativa de não ser dado a “fritar” nenhum membro de sua equipe. Ele admitiu, nesta quarta-feira, 10, haver no seu governo “pontos de fragilidade” os quais não quis enumerar, mas insistiu não trabalhar “com o conceito de uma reforma administrativa que tenha essa ou aquela dimensão e que tenha uma data marcada”.Wagner deu essas declarações num dos eventos da visita do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a Salvador. Conforme o governador, os cargos de confiança “estão sendo avaliados há cada momento”. Lembrou que a troca na pasta da Agricultura, do secretário Geraldo Simões (PT) por Roberto Muniz (PP), “teve a ver com um ajuste político da base”. Os outros secretários estão sendo observados e “em qualquer momento” que o governador considerar “que um ou outro não está dando rendimento que eu entenda de acordo, ele pode ser substituído”. Mas nada sob pressão.Esse processo de avaliação é silencioso para não causar desgastes. “Como não pretendo fazer nenhuma fritura, essas coisas eu trato com muita cautela, pois todos que estão contribuindo com o governo são pessoas que ajudam e que têm o seu valor”, declarou Wagner. Indagado se o presidente demissionário da Infraero, Sérgio Gaudenzi, poderia vir a integrar seu governo, Wagner disse que o acordo com o PSB é que ele seja mesmo indicado para a Superintendência da Companhia das Docas da Bahia (Codeba). “Acho que é um bom nome que pode contribuir para uma área de infra-estrutura fundamental, que é a área portuária. Poderia compor no meu governo, mas a previsão mais certa é essa aí (Codeba)”.Assembléia – Sobre a disputa pela presidência da Assembléia Legislativa, o governador ponderou ainda não ser “o momento” de emitir uma opinião, porém deixou claro já ter um candidato. “O PT fez um gesto de grandeza, como maior bancada da minha base, entendeu que deveria reindicar o nome do deputado Marcelo Nilo (PSDB). Eu sinto que há um acolhimento razoável, embora haja problema de resistência no PMDB, vamos aguardar”, disse, expressando estar acompanhando o processo com naturalidade. “Acho que a base deve procurar primeiro se entender, para buscar apoios externos”, completou.
Fonte: A Tarde

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