quinta-feira, dezembro 11, 2008

Nilo resiste e ganha apoio de 3 partidos

Regina Bochicchio A TARDE
Mais três partidos e um deputado, somando ao todo seis parlamentares, oficializaram ontem o apoio à candidatura de Marcelo Nilo (PSDB) à reeleição para a presidência da Assembléia Legislativa (AL). Ao mesmo tempo em que isso ocorria, o presidente do PT, Jonas Paulo, se encontrava com o presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, para conversar sobre sucessão na AL e disputa pela União dos Municípios da Bahia (UPB).
A posição de ambas as legendas são conhecidas, principalmente no caso da disputa no Legislativo – PT apóia Nilo, mas o PMDB já disse que não –, mas, nessa reunião, o PT tentou “distensionar” a relação, colocando que o projeto de 2010 e sucessão do presidente Lula são maiores do que disputas pontuais. Em relação à UPB, tanto PT quanto PMDB querem a cadeira, mas não se estenderam no tema.
Os partidos que fecharam com Nilo foram o PSB de Capitão Tadeu, o PDT de Roberto Carlos e Euclides Fernandes e o PSC com os deputados Ângela Souza e Carlos Ubaldino. O deputado Jurandy Oliveira, do PRTB, também compareceu, embora seu colega de partido, Fernando Torres, se autodeclare “independente”. Outro deputado que também oficializou o voto para o tucano foi Adolfo Menezes (PRP), no dia em que o PT fechou com Nilo, há duas semanas, apesar de a líder da legenda, Antônia Pedrosa, ainda estar conversando com o governo.
Com essas adesões, Nilo calcula que tenha mais ou menos 45 votos, entre governistas e oposição. O PMDB, porém, mantém a idéia de pleitear a presidência, o que deve gerar mais tensão entre petistas e peemedebistas. Ontem mesmo, Nilo tentou, mais uma vez, o apoio do PMDB em conversa com o líder Leur Lomanto Jr., mas a coisa não avançou, disse o peemedebista. A bancada do PMDB, aliás, já disse ao líder petista, Paulo Rangel, que está disposta a apoiar um candidato do PT.
Nilo estaria fora em razão do não-cumprimento do conteúdo do documento dizendo que ele não concorreria à reeleição. O PT, porém, reafirmou apoio a Nilo. Semana que vem, Nilo conversará com o DEM.
Timoneiro – “Discutimos que temos de afinar a viola para construir a vitória de 2010, no Brasil e na Bahia. Precisamos colocar o elemento prioritário, o timoneiro Jaques Wagner na condução, fazendo os ajustes dos partidos. O projeto não pode ser desviado por disputas pontuais”, disse Jonas Paulo, sobre a conversa com Lúcio. Ele avalia que ainda há espaço, no caso da Assembléia, para “conversas”. E concluiu: “Não se pode transformar questões pontuais numa disputa entre PT e PMDB”.
Lúcio Vieira Lima confirmou o teor da conversa e disse que o PT reconhece a importância do PMDB. Voltou a dizer que o partido apoiaria um nome do PT para o Legislativo, mas não deixou de repetir que para 2010 “o PMDB está livre para tomar qualquer posição no momento adequado”.
Fonte: A Tarde

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