sexta-feira, dezembro 12, 2008

Geddel admite disputar UPB e Assembléia

Tribuna da Bahia Notícias-----------------------
O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), como de costume, em meio a declarações bastantes polêmicas, admitiu ontem na inauguração das instalações da União das Prefeituras da Bahia (UPB) que o PMDB pode vir a disputar com candidatos próprios não apenas a presidência da UPB, como também, na hipótese de o PT abrir mão de uma candidatura própria e permanecer insistindo na reeleição do tucano Marcelo Nilo, no acirrado pleito da Assembléia Legislativa da Bahia. Na ocasião o ministro disse ainda que a sua relação com o governador Jaques Wagner (PT) que, diga-se de passagem, não compareceu ao evento, não vai melhor nem pior. Continua como sempre. Por tabela, não descartou a possibilidade de confrontar o governador nas eleições de 2010. “Quanto ao embate da UPB o PMDB certamente terá um candidato. Estamos apenas em ritmo de afunilar essa escolha conversando com os prefeitos para que saia um nome forte para ser lançado ao páreo. Isso porque entendo que nenhum outro partido tem a legitimidade que o PMDB tem. Afinal de contas saímos das eleições com 115 prefeitos, além de elegermos o prefeito da capital”, destacou, ressaltando que a sigla, não tem dono, entretanto vai discutir democraticamente, pois tem liderança. Em relação à possibilidade de um futuro bate-chapa, levando em consideração que o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, aproveitou a oportunidade para oficializar sua candidatura, o ministro foi enfático: “Eu prefiro sempre trabalhar na linha do entendimento e do consenso e neste sentido o PMDB vai apresentar um cabeça de chapa e tentar construir uma chapa de entendimento, mas se não for possível evitar o confronto, nada mais salutar na democracia do que se dirimir as questões através do voto democrático. Quem perder aplaude e quem ganhar leva. Eu ganho e perco eleições no mesmo fair-play e na mesma tranqüilidade”, ponderou. Questionado se o PT já havia procurado o PMDB para conversar sobre a UPB – os presidentes estaduais das duas legendas sentaram-se à mesa esta semana –, o ministro afirmou que não tinha conhecimento, mas reiterou que a base do acordo é construir uma chapa de entendimento, de consenso em torno de um nome do PMDB. Sobre a disputa na AL a posição da legenda, conforme ele, já ficou clara e manifesta pela bancada. “Posição esta que eu considero lúcida, sentido de que estimulamos e nos comprometemos a apoiar intransigentemente o nome do PT, por se tratar da maior bancada da base de apoio do governo e essa é a lógica do parlamento”, disse. (Por Fernanda Chagas)
Ministro ainda espera decisão do PT baiano
Contudo, o ministro Geddel fez questão de deixar claro que se o PT abrir mão desse direito, dessa sua prerrogativa, que ele não analisa como correta, “evidentemente” que o PMDB não se sentirá obrigado a acompanhar uma segunda escolha dele, mas sim viabilizar um outro tipo de entendimento para disputar com Nilo. “Até porque o que a bancada nos diz é que não podemos apoiar a reeleição de quem se comprometeu por escrito a não disputar. Mas aí é uma questão de princípios e nesse caso pode sair um candidato do PMDB, não necessariamente, mas pode sair sim. Apesar de que a nossa preferência, repito, insisto e reafirmo, seja apoiar um candidato do PT, que tem nomes qualificados é a maior bancada. Se abrirem mão, no entanto, aí é uma prerrogativa exclusiva deles”, reiterou. Ao ser perguntado sobre se essa seria um tipo de troca, onde o PT ficaria com a presidência da AL e o PMDB com a UPB, Geddel disparou: “O que tem a ver a camisa com as calças? Essa pergunta não tem lógica nenhuma. A UPB é uma entidade que congrega prefeitos e a AL não tem nenhum vinculo e nem é barganha. Não tem troca-troca em política feita com seriedade. O PMDB postula a presidência da UPB e apóia um nome do PT. Se o PT abre mão, conseqüentemente, o PMDB se sente liberado para tomar atitudes que a seu ver for a melhor. E ao nosso ver o melhor não é apoiar uma candidatura que se inicia rasgando um documento, que projeta para dúvidas para o futuro, pois sem dúvida nós não queremos embarcar em dúvidas”, disse, referindo-se ao embate da Assembléia. “Essa é uma lógica mas universal. Quem tem maioria tem legitimidade para postular os cargos, mas se abrir mão evidentemente que quem vem logo em seguida se sente no direito legitimo de postular esse espaço. É o que o PMDB fará”, complemen-tou. Questionado se seria um indício de que a relação com Wagner melhorou o ministro não hesitou em dizer que: “Isso não significa nem que melhorou nem que piorou. Está do jeito que sempre esteve. Absolutamente normal. O governador é do PT e o ministro do PMDB e sempre unidos naquilo que interessar a Bahia”. Por fim, em meio a mais uma pergunta polêmica, se ele confirmava que não seria candidato a deputado em 2010, o ministro concluiu que: Eu escrevi isso. E se eu normalmente cumpro o que digo imagine o que eu escrevo”. Seria então para governador? “Essa seria uma hipótese, mas não tem nada decidido. Isso é coisa para se discutir quando 2010 chegar. Eu sou homem que vou sempre buscar entendimento de consenso, porque acho que os consensos são bons para a Bahia. Sem subserviência, sem arrogância, mas sempre tendo a Bahia como pano de fundo dos meus atos. Portanto, vamos aguardar 2010 sem ansiedade. Vocês estão mais ansiosos do que eu em discutir o meu futuro”, concluiu. (Por Fernanda Chagas)
Festa da UPB em clima de eleição
A festa para a inauguração das reformas e ampliação da sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), realizada durante todo o dia de ontem, não passou em branco para os principais pré-candidatos à presidência da entidade. Tanto o prefeito Luiz Caetano (PT) de Camaçari, quanto Roberto Maia (PMDB) de Bom Jesus da Lapa, e Eduardo Alencar (PSDB) de Simões Filho, circularam livremente pelos seus corredores buscando apoios. Já outros pré-candidatos do PMDB, Antônio Araújo (Ourolândia) e Luiz Amaral (Jequié) praticamente desistiram da disputa, enquanto Hermenilson Carvalho (Lapão) teve o seu nome especulado para futuras composições.O prefeito Luiz Caetano foi o que mais tirou proveito do evento. Além de faixas espalhadas pela Avenida Paralela e em frente à sede da UPB, Caetano esteve sempre acompanhado de assessores, além de Jonas Paulo, presidente estadual do PT, e de Josias Gomes, assessor parlamentar e ex-deputado federal. “Sou a favor de um novo pacto federativo. É importante fortalecer cada vez mais o município, já que as políticas públicas acontecem lá”, disse Caetano ao justificar a sua candidatura. O petista falou também sobre as suas principais propostas caso chegue ao comando da UPB. “É importante fortalecer a UPB como entidade suprapartidária, abrir um canal de discussão com os governos federal e estadual, e retomar a proposta do municipalismo”, defendeu. Caetano não quis adiantar com quem está conversando, mas admitiu que está procurando viabilizar o seu nome junto aos prefeitos. “Estou articulando para buscar uma candidatura de consenso”, adiantou. Já Roberto Maia, prefeito reeleito do município de Bom Jesus da Lapa, na região oeste do Estado, desponta atualmente como o nome mais forte dentro do PMDB. Maia defende que o seu partido apresente candidato, mas reconhece que o nome ainda não está definido. (Por Evandro Matos)
Maia define plano para entidade
Roberto Maia também apresentou algumas propostas que defende para implementar na UPB caso consiga ser candidato e vencer a eleição. “Defendemos a interiorização da UPB para levá-la para todos os cantos do Estado”, revelou. Ele quer ainda que a entidade funcione como uma plataforma de defesa do prefeito para protegê-lo dos problemas que enfrenta. “O prefeito tem muita responsabilidade, precisa responder ações no Ministério Público, por exemplo, por isso precisa deste apoio”, justificou. Maia disse que está conversando com toda a Bahia e traçou o perfil do candidato para a UPB. “Precisamos ter um candidato que conviva com a realidade do município, que defenda um pacto federativo com uma melhor distribuição dos impostos”, revelou. Outro que circulou como candidato foi Eduardo Alencar (PSDB), prefeito eleito de Simões Filho. Alencar disse que o seu partido não vai abrir mão de tentar eleger o presidente da UPB, por isso entende que o seu nome tem chances de vencer. O principal trunfo do prefeito tucano é a sua experiência, além de ser irmão do conselheiro Oto Alencar, que ainda tem grande influência entre os prefeitos baianos. “Vou ser prefeito pela terceira vez e tenho feito contato com diversos prefeitos amigos”, argumentou. Embora ainda não tenha se posicionado sobre a eleição, o DEM é também uma força que deve ser levada em conta no processo. Presente na UPB durante a manhã, o ex-governador Paulo Souto, presidente estadual da legenda, pouco tem dito sobre o assunto. Contudo, uma fonte muito próxima a ele declarou que o partido está conversando sobre a eleição e deve tomar uma posição a qualquer momento. “Poderemos apresentar um candidato ou compor com outro nome”, adiantou a fonte. Enquanto os novos pretendentes desfilavam pelos corredores da UPB mostrando as suas propostas, o atual presidente, Orlando Santiago, mantinha a sua tradicional cautela para falar sobre a futura eleição e aproveitou para fazer um balanço do seu mandato que está chegando ao fim. “A minha consciência me leva a um valor. Se não f?==??E??????º????????$or o valor das forças externas, é um balanço positivo”, declarou Santiago, que ontem inaugurou 12 novas salas e uma reforma geral das antigas instalações da UPB. Sobre a sua sucessão, Santiago disse que tem conversado com vários pretendentes para encontrar um nome de consenso. “Sou uma peça na engrenagem. Estou me propondo naquilo que acho que poderia fazer". (Por Evandro Matos)
Câmara debate reforma do município
A Câmara Municipal de Salvador deu inicio às discussões sobre o projeto de lei enviado pelo Executivo que institui a reforma administrativa na estrutura do município. Para apresentar os detalhes do funcionamento da reforma, representantes do Executivo foram à Câmara para falar, em uma sessão especial, sobre o projeto a ser votado pelos vereadores. O projeto pretende reduzir de 17 para 11 secretarias, diminuir de 9 para 5 empresas de segundo escalão, o que acarretaria na diminuição de 80 cargos comissionados e na economia de cerca de R$40 milhões. Joanna D’Ark Carneiro Pinho Sales, especialista em gestão pública, diretora administrativa da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, através de uma apresentação de slides, explicou o foco da reforma administrativa e as principais modificações. Segundo Joanna, a prefeitura passará a trabalhar, se aprovado o projeto, através dos sistemas estruturantes Gestão e Estratégia, Urbano e Ambiental, Social, e Infra-estrutura de Serviços, que atuarão de forma interdependente. “A nova estrutura montada valoriza o servidor municipal e requalifica a estrutura para obter melhores resultados finais do serviço público municipal”, garante. A especialista em gestão fez uma breve exposição sobre quais mudanças ocorrerão na estrutura da administração municipal, já divulgadas à imprensa na terça-feira. “Esta nova estrutura é planejada para contemplar todas as atividades dos ministérios federais, o que facilitará a captação de recursos. Além de tudo, a redução no custeio da máquina pública nos antecipa aos possíveis reflexos da crise econômica internacional”, ressaltou Joanna. O secretário da Administração, Oscimar Alves Torres, também compôs a mesa da sessão especial para esclarecer as dúvidas dos vereadores. Após a exposição de Joanna D´Ark, alguns vereadores suscitaram algumas questões e comentários sobre o projeto. O vereador Silvoney Sales (PMDB) entende que o projeto otimizará a gestão da prefeitura: “Não se trata apenas de uma redução de custo, mas é porque é difícil comandar uma prefei?= tura com muitas secretarias. A reforma torna mais eficaz a nova estrutura criada. O prefeito precisa ter uma visão mais coerente de sua administração”, enfatizou.
Fonte: Tribuna da Bahia

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