Através de um requerimento assinado pelo advogado Salomão Tolentino Teles, a Coligação A Força do Povo (PT e PP), pediu ao Tribunal Regional Eleitoral uma auditoria para apurar supostas irregularidades ocorridos no pleito realizado no município de Abaré, situado a 536 kms de Salvador, em pleno sertão baiano. Em visita à Tribuna da Bahia, a candidata do PT Eulina Pires Teixeira, ex-prefeita, acompanhada do vereador José Alberto Pereira de Cerqueira, acusou o candidato Delísio Oliveira da Silva (PMDB) de fraudar o resultado da eleição. “Uma pessoa estava em São Paulo, mas alguém votou por ela. Uma outra menina que estava em Ilhéus, onde justificou a ausência, dois dias depois da eleição chegaram com o comprovante de que ele tinha votado, mas que havia se perdido. São inúmeras as provas de que houve realmente fraude na eleição”, declarou Eulina Pires, que ficou em segundo lugar com 4.318 votos, uma diferença de apenas 156 votos do candidato do PMDB. Segundo o vereador José Alberto Pereira, “temos vários comprovantes de pessoas que não foram votar e que outros votam por eles. Tivemos irregularidades também nas máquinas, pois as pessoas iam votar e não aparecia a foto da candidata a prefeita Eulina. A fraude foi imensa. O número de votantes para prefeito que erraram 3% de abstenção, chegou 625 muito mais do que para vereador que foi 330. Houve apenas três por cento de abstenção", ressaltou. Para o advogado Salomão Tolentino, o que houve “foi também o abuso do poder econômico por parte do prefeito que comprou voto. O Ministério Público já ouviu seis pessoas que confirmaram compra de voto até por R$ 400. Nós queremos anulação dos votos dele para que o candidato segundo mais votado possa assumir. A legislação permite. O prefeito no dia 03 de outubro, dois dias antes da eleição, nomeou umas 50 pessoas aprovadas em concurso, o que foi uma forma de aliciar o voto. Nós também entramos com uma petição pedindo a suspensão do juiz da comarca de Chorrochó, Armando Mesquita Júnior, pois Abaré é subordinada ao município vizinho n o caso da justiça eleitoral”, concluiu. (Por Nelson Rocha)
Fonte: Tribuna da Bahia
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