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Ver essa foto no InstagramUm post compartilhado por JEREMOABO FM (@jeremoabo.fm)
A expressão popular "a vaca ir para o brejo" evoca uma imagem de perda total e irreversível. Na gestão pública, esse cenário se traduz em salários atrasados, serviços essenciais paralisados e o colapso das contas municipais. Em Jeremoabo, o prefeito Tista de Deda, ao lado da secretária Anabel de Sá Lima Carvalho, parece ter identificado o momento crítico: ou se profissionaliza a gestão agora, ou o futuro do município estará seriamente comprometido.
Durante décadas, muitas prefeituras brasileiras foram geridas como extensões de interesses particulares, onde o "jeitinho" substituía o planejamento. Hoje, esse modelo é insustentável. A realidade atual exige comando técnico. Governar, no século XXI, não é um ato de vontade política isolada, mas um exercício de engenharia administrativa que demanda metas claras e responsabilidade fiscal.
Para que Jeremoabo consolide essa nova fase, a administração reafirma seu compromisso com os pilares constitucionais que regem a vida pública. Não se trata de burocracia, mas de sobrevivência institucional.
Legalidade: Agir rigorosamente dentro da lei.
Impessoalidade: O benefício deve ser para a cidade, não para indivíduos.
Moralidade: Ética acima de tudo.
Publicidade: Transparência total nas contas e atos.
Eficiência: Fazer mais e melhor com o recurso disponível.
Modernizar significa trocar o improviso pela governança. Quando a Educação ou a Saúde dependem de decisões eleitoreiras, quem perde é o cidadão na ponta. O planejamento estratégico permite definir o que é prioridade e, mais importante, como medir se o dinheiro público está realmente trazendo resultados.
Além disso, a Gestão de Riscos — citada como prioridade pela atual gestão — é o que impede que o município caia em armadilhas financeiras. Antecipar problemas e fortalecer o controle interno são as vacinas contra a corrupção e a ineficiência.
A sinalização enviada por Tista de Deda e Anabel é clara: Jeremoabo busca um novo padrão. A aposta na reciclagem administrativa e na qualificação técnica indica que o tempo do amadorismo ficou para trás. Uma gestão profissional não teme a fiscalização; ela a utiliza como ferramenta de correção de rumos.
Modernizar a máquina pública antes que o descalabro financeiro se instale é, acima de tudo, um ato de responsabilidade com o futuro. Jeremoabo demonstra que entendeu o recado dos novos tempos: em uma administração moderna, o foco é o bem-estar social e a eficiência. A alternativa a isso é o caos — e agir preventivamente é a única forma de garantir que a "vaca" permaneça em solo firme, produzindo frutos para todos os jeremoabenses.
* José Montalvão - Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025

Qual juventude a sociedade está formando para o futuro?
No passado, os idosos diziam aos jovens: “Vocês serão o futuro do Brasil.”
Hoje, a pergunta que fica é: que futuro estamos, de fato, construindo?
A educação transforma o cidadão. No entanto, vivemos um tempo em que a educação está deseducada, tanto em casa quanto na escola. Um exemplo claro dessa inversão de valores é a situação do ensino médico. O próprio Ministério da Educação divulgou que mais de 30% dos cursos de medicina foram reprovados na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica.
É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente o direito à vida, à educação, ao respeito, à profissionalização e à dignidade. Contudo, para que o jovem alcance seus objetivos, são necessárias condições, estudo, comportamento e conhecimento.
O jovem precisa ser ensinado que a lei que conquista conhecimento, realiza sonhos e resolve muitos problemas chama-se LEI-TURA. Quem não lê, mal ouve, mal vê, mal fala e é facilmente manipulado.
Criar o hábito da leitura é fundamental para manter-se informado, politizado e consciente, evitando a manipulação pelo sistema. A geração dos anos 60 e 70 está indo embora… e a renovação? Onde está?
A escassez de líderes visionários e de projetos no Brasil preocupa a nação. Precisamos pensar em um Brasil melhor para todos — juntos, seremos mais fortes.
Lima Barreto descreveu com perfeição o comportamento da sociedade brasileira:
“O Brasil não tem povo, apenas público. Povo luta por seus direitos, público só assiste de camarote.”
De quem é a culpa da corrupção, da crise moral, política e institucional dos Poderes? Do eleitor que não sabe usar a única arma que possui: o título eleitoral. Reclamar de governo, políticos e ministros é fácil, mas o voto consciente é dever.
Bertolt Brecht foi claro:
“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, da farinha, do aluguel, do sapato, do combustível e do remédio dependem das decisões do governo.”
Jovens, não perguntem o que o político pode fazer por vocês. Perguntem o que vocês podem fazer pelo Brasil, para que seus filhos herdem o país que sonhamos.
Riquezas naturais, geográficas e econômicas existem. O que falta são valores e o cumprimento da responsabilidade dos políticos em honrar a coisa pública, conforme determina o artigo 37 da Constituição Federal: legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência e publicidade.
A sociedade não é apenas vítima — é também culpada pelas péssimas escolhas que faz ao eleger e reeleger os mesmos políticos a cada eleição, especialmente os que compõem o chamado Centrão no Congresso Nacional.
Onde está a Sociedade Civil Organizada? Onde estão os movimentos sociais, grêmios e diretórios estudantis que antes lutavam, defendiam e reivindicavam melhorias na qualidade de vida da população e a moralização da administração pública?
A sociedade não aguenta mais pagar tantos impostos para receber uma educação deseducada, uma saúde doente, uma segurança insegura e políticos hipócritas, corruptos e desrespeitosos com o dinheiro público.
Mudar dói. Continuar como está também dói. Escolha uma das dores — e pare de reclamar.
O Brasil vive uma crise profunda: moral, política e institucional.
Basta observar os grandes escândalos de corrupção, cujos valores desviados dariam para construir centenas de escolas, creches, áreas de esporte, cultura e lazer, hospitais e universidades, garantindo às crianças e aos jovens direitos assegurados pela Constituição.
Anões do Orçamento – R$ 800 milhões
Navalha na Carne – R$ 1,06 bilhão
Juiz Lalau (TRT-SP) – R$ 2 bilhões
Jorgina de Freitas – R$ 2 bilhões
Fundos de Pensão – R$ 3 bilhões
Banco Marka – R$ 3,7 bilhões
Vampiros da Saúde – R$ 4,08 bilhões
Zelotes – R$ 19 bilhões
Banestado – US$ 30 bilhões
Operação Lava Jato – R$ 42,8 bilhões (prejuízo de R$ 88,8 bilhões apenas na Petrobras). Sem contar os escândalos de Emendas parlamentares, os recentes desvios de bancos e nos benefícios de aposentados do INSS.
Deixo uma pergunta ao eleitor brasileiro:
Que Brasil você quer deixar para as futuras gerações?
“Quando os que comandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.”
A verdadeira CPI do eleitor é o voto consciente. Dê valor ao seu voto. Dê valor a você.
Querer é poder. Seja a mudança. Pare de reclamar e deixe de ser carta marcada do sistema.
“Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado.”
— Rui Barbosa
Se essa reflexão fez sentido para você, curta, compartilhe e ajude essa mensagem a chegar a mais brasileiros.
Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas –
Coordenador de Pessoal da Assembleia Estadual Constituinte de 1989 – Bahia
Site: www.aldericosena.com
Nota da Redação Deste Blog - Seu texto tem força retórica, indignação legítima e uma linha argumentativa clara: a crise brasileira não é apenas institucional, mas também cultural e educacional — e passa, inevitavelmente, pela responsabilidade do eleitor. Abaixo segue uma análise mais aprofundada, dividida em aspectos centrais.
1. Tese central e coerência
A ideia principal é consistente: a falta de leitura, consciência política e responsabilidade cidadã gera manipulação e perpetua a corrupção. O título é forte e simbólico — “Quem não lê, mal ouve, mal vê, mal fala e ainda é manipulado” — sintetiza bem a tese. Ele funciona quase como um manifesto em defesa da formação crítica.
Há coerência entre o início (crise na formação da juventude) e o desfecho (convocação ao voto consciente). O texto mantém unidade temática: educação → consciência → voto → corrupção → responsabilidade coletiva.
2. Força argumentativa
O texto utiliza três pilares argumentativos:
Educação e leitura como base da cidadania
Crítica à apatia política da sociedade
Denúncia histórica da corrupção
A metáfora da “LEI-TURA” é criativa e pedagógica. Ela conecta educação com legalidade e transformação social de forma didática. Esse recurso funciona bem para atingir jovens e leitores comuns.
As citações de Lima Barreto, Bertolt Brecht e Rui Barbosa fortalecem o texto e ampliam sua densidade intelectual. Elas não estão deslocadas; reforçam a crítica à passividade popular.
3. Tom e estilo
O tom é combativo, indignado e convocatório. Isso é positivo para um artigo de opinião. Há ritmo e frases de impacto:
“A sociedade não é apenas vítima — é também culpada.”
“Mudar dói. Continuar como está também dói.”
“A verdadeira CPI do eleitor é o voto consciente.”
Essas frases têm força de slogan e facilitam compartilhamento.
Por outro lado, o texto assume um tom generalizante em alguns momentos. Ao afirmar que a culpa é do eleitor ou que a sociedade é responsável pela corrupção, é preciso cuidado para não simplificar excessivamente um problema estrutural complexo que envolve sistema eleitoral, financiamento político, cultura institucional e desigualdade social.
Uma análise mais equilibrada poderia reconhecer que há falhas estruturais além da responsabilidade individual do eleitor.
4. Uso dos escândalos
A lista de escândalos históricos dá peso ao argumento, mas funciona mais como impacto emocional do que como aprofundamento analítico. Não há contextualização dos casos, apenas valores. Isso pode convencer pelo choque, mas não aprofunda o debate.
Se a intenção for tornar o texto mais analítico, seria interessante:
Comparar valores desviados com investimentos sociais concretos.
Mostrar como esses escândalos afetaram diretamente políticas públicas.
Relacionar com o presente de forma mais detalhada.
5. Juventude e formação política
O questionamento sobre onde estão os grêmios, diretórios e movimentos estudantis é pertinente. O texto toca em um ponto sensível: o esvaziamento da participação política organizada.
No entanto, também poderia reconhecer que a juventude atual participa de outras formas (redes sociais, coletivos digitais, mobilizações pontuais). A participação mudou de formato, embora nem sempre com a mesma estrutura ideológica de décadas anteriores.
6. Pontos mais fortes
Título impactante.
Defesa clara da leitura como ferramenta de emancipação.
Conexão entre educação e voto.
Uso estratégico de citações.
Convocação final mobilizadora.
7. Pontos que poderiam ser aprimorados
Evitar generalizações amplas sobre “a sociedade”.
Incluir mais análise estrutural do sistema político.
Equilibrar indignação com propostas concretas.
Reduzir repetição de termos como “corrupção” para variar o vocabulário e fortalecer a fluidez.
8. Síntese interpretativa
Seu texto funciona como um chamado à responsabilidade cívica. Ele sustenta que o Brasil não mudará apenas com denúncias ou escândalos expostos, mas com uma transformação cultural baseada em leitura, consciência política e voto responsável.
A mensagem final é clara: a democracia não fracassa sozinha — ela é enfraquecida pela omissão, pela ignorância política e pela repetição de escolhas inconscientes.
É um texto mais opinativo e mobilizador do que técnico — e essa parece ser exatamente a intenção.
* José Montalvão - Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025
Convidado pelo Conselho Federal da OAB para tratar de temas estruturais do sistema de Justiça, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, participou nesta segunda-feira (2/2) da primeira sessão do Conselho Pleno da entidade em 2026 e defendeu a atuação efetiva de magistrados nas comarcas para as quais são designados, especialmente no interior do país.
Ao tratar do tema, o ministro afirmou que a presença física do juiz é fundamental para o conhecimento da realidade social e institucional das regiões onde atua. “O magistrado precisa conhecer o ambiente em que exerce a jurisdição, entender a realidade local e as pessoas que dela fazem parte”, afirmou, ao destacar que esse contato direto contribui para decisões mais responsáveis e sensíveis ao contexto social.
Campbell citou sua própria experiência como promotor de Justiça no interior como elemento formador dessa visão e ressaltou que tem trabalhado para a construção de um ambiente de respeito e equilíbrio nas relações institucionais, inclusive na interlocução com a advocacia. Segundo ele, o diálogo institucional é indispensável para o bom funcionamento do sistema de Justiça.
O corregedor nacional destacou ainda o papel do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na uniformização de condutas administrativas no Judiciário. De acordo com o ministro, o órgão tem atuado para ampliar mecanismos de controle e transparência, com o objetivo de fortalecer a credibilidade institucional. Ao encerrar sua participação, defendeu um Judiciário orientado pela “decência administrativa” e pelo diálogo, e desejou um ano judiciário marcado por paz e harmonia.
https://www.oab.org.br/noticia/63793/mauro-campbell-defende-presenca-efetiva-de-magistrados-nas-comarcas-durante-primeiro-conselho-pleno-de-2026
Nota da Redação Deste Blog -A sociedade brasileira, de modo geral, recebe com maturidade e senso de justiça a posição defendida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques: o juiz, antes de exercer o ato de julgar, deve cumprir integralmente seus deveres funcionais, inclusive expediente e frequência regulares. Não se trata de mera formalidade administrativa, mas de um princípio estruturante da própria legitimidade do Poder Judiciário.
A função jurisdicional não é privilégio, é um poder-dever. O magistrado, ao assumir o cargo, compromete-se não apenas com a técnica jurídica e a imparcialidade, mas também com a disciplina, a assiduidade e a responsabilidade funcional. Julgar é a finalidade do cargo, mas essa finalidade está sustentada por obrigações concretas que garantem a regularidade da prestação jurisdicional.
Cumprir o expediente é mais do que “estar presente”. Significa garantir que os atos processuais avancem com pontualidade, que as decisões sejam proferidas dentro de parâmetros razoáveis e que a máquina judiciária funcione com eficiência. A ausência injustificada, atrasos recorrentes ou negligência no acompanhamento dos processos comprometem diretamente o direito do cidadão à Justiça.
O dever de assiduidade está ligado ao próprio princípio da celeridade processual, consagrado na Constituição Federal e reforçado pelo Código de Processo Civil. A duração razoável do processo não é um favor do Estado — é um direito fundamental. Quando há descuido no cumprimento das obrigações funcionais, o prejuízo recai sobre quem aguarda uma sentença: trabalhadores, aposentados, empresas, famílias em conflito, vítimas que buscam reparação.
É importante lembrar que a legislação prevê prazos para que o juiz profira decisões e sentenças — em regra, 30 dias após a conclusão do processo. Embora esses prazos sejam considerados impróprios, ou seja, o atraso não invalida automaticamente a decisão, isso não significa que sejam irrelevantes. O descumprimento reiterado pode ensejar correições, apurações administrativas e, em situações mais graves, responsabilização disciplinar.
As Corregedorias de Justiça exercem justamente esse papel fiscalizador. A ética e a disciplina na magistratura não são instrumentos de punição arbitrária, mas mecanismos de preservação da credibilidade institucional. A independência judicial é um valor essencial, mas ela caminha lado a lado com a responsabilidade funcional. Não há independência sem compromisso com o dever.
Ao reforçar que o “dever de casa” — o cumprimento do expediente e das obrigações administrativas — é condição básica para o exercício pleno da jurisdição, o ministro Mauro Campbell Marques não cria inovação polêmica; apenas reafirma um princípio elementar: quem julga deve, antes de tudo, cumprir rigorosamente as regras que estruturam sua própria atuação.
A Justiça forte não é apenas aquela que decide; é aquela que decide com regularidade, eficiência e respeito ao cidadão. Quando o magistrado honra seus deveres funcionais, fortalece a confiança da população no Judiciário e reafirma que a toga não simboliza privilégio, mas responsabilidade.
* José Montalvão - Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, pós-graduação em Jornalismo proprietário do Blog DedeMontalvão, matrícula ABI C-002025
Diego Felix e Paulo Ricardo Martins
Folha
A holding financeira Fictor protocolou neste domingo (1) um pedido de recuperação judicial no TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo). De acordo com a empresa, a dívida soma R$ 4 bilhões. No pedido, a empresa solicitou tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios por um período inicial de 180 dias.
Segundo a Fictor, isso reduziria o risco de “corridas individuais que pressionem ainda mais a liquidez e prejudiquem uma solução coletiva e equânime”.
GRUPO EMPRESARIAL – A Fictor faz parte de um conglomerado que possui negócios em setores como alimentos, gestão de recursos, pagamentos, energia e imóveis. O grupo, fundado em 2007, diz que tem cerca de 30 empreendimentos que somam mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões).
O pedido de recuperação judicial atinge a Fictor Holding e a Fictor Invest, empresas que formam o braço financeiro do grupo. Segundo a companhia, a maior parte dos credores é composta por sócios participantes dos negócios oferecidos.
“A medida busca criar um ambiente de negociação estruturada e com tratamento isonômico, que possa garantir a continuidade das atividades de forma sustentável”, diz a Fictor em comunicado nesta segunda (2).
EVITAR PROBLEMAS – Subsidiárias do grupo, como a Fictor Alimentos S.A. (empresa listada na B3), devem seguir com suas rotinas, contratos e projetos normalmente. Segundo o advogado Carlos Deneszczuk, do Dasa Advogados, o objetivo da recuperação é evitar que empresas economicamente viáveis sejam afetadas por restrições típicas de um processo recuperacional, impossibilitando as atividades do grupo como um todo.
Em novembro do ano passado, o Banco Master chegou a anunciar que seria comprado pela Fictor. Isso aconteceu um dia antes de o banco ter sua liquidação anunciada. A operação acabou barrada pelo Banco Central.
Atualmente, Master e o resto de seu conglomerado financeiro, como o Will Bank e o Letsbank, estão em processo de liquidação.
INADIMPLENTE – A companhia Fictor vinha recebendo uma série de questionamentos judiciais nas últimas semanas por problemas de pagamento de dividendos de clientes.
No último dia 27, o Tribunal de Justiça de SP já havia determinado o bloqueio de R$ 150 milhões da conta da Fictor, após um cliente que faz a intermediação de pagamentos com cartões de crédito empresariais alegar que a companhia retirou dinheiro de uma conta de garantia.
Pelas regras do contrato, a Fictor era obrigada a manter R$ 150 milhões nesta conta como forma de evitar riscos de inadimplência.
SIGILO JUDICIAL – A operadora de meios de pagamentos, que foi mantida sob sigilo judicial, dizia temer que a crise gerada com a liquidez do Banco Master tivesse criado algum problema de liquidez na Fictor.
Neste cenário, que foi reconhecido pela Justiça ao aceitar o pedido de bloqueio judicial das contas, a Fictor poderia ter adquirido ações do banco de Daniel Vorcaro antes da conclusão do negócio, causando problemas na liquidez. Contraditoriamente, na época da negociação com o Master, a Fictor injetaria mais de R$ 3 bilhões na operação.
Antes de acionar a Justiça para paralisar processos judiciais, a empresa dizia passar por um período atípico, mas negava um cenário de insolvência maior.
CULPA DO MASTER? – No último dia 14, a Fictor afirmou que os pagamentos de investidores seriam regularizados até 12 de fevereiro e explicou ter ficado um pouco mais exposta após a tentativa de compra do Master.
Esse cenário teria resultado em um “desafio temporário de liquidez e de timing operacional”, agravado por ajustes em relações com fornecedores estratégicos, mas que não decorre de problemas estruturais, como uma situação de insolvência, por exemplo.
Sobre a tentativa frustrada de compra do Master, a Fictor disse que teve sua reputação atingida por “especulações de mercado”, gerando um volume de “notícias negativas” que atingiram a liquidez do grupo.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É mais uma farsa que está sendo revelada. Detalhe: a suposta compra do banco Master não abalou em nada a credibilidade da holding Fictor. Pelo contrário, ao ameaçar comprar o Master, gastando R$ 3 bilhões, ficou parecendo que a holding estava bem financeiramente, embora já estivesse à beira da falência. Em suma, essas explicações são apenas conversa fiada desses espertalhões do mercado financeiro, que se reproduzem como coelhos. (C.N.)
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