quinta-feira, maio 29, 2025

O velho esquerdismo está morrendo junto com o mundo onde ele fazia sentido

Publicado em 29 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

Direita ou esquerda? No final, o centrão sempre leva! | Jornal de Brasília

Charge do Baggi (Jornal de Brasília)

Sergio Denicoli
Estadão

A dinâmica social e econômica do mundo mudou, e com ela, muitos dos ideais que moldaram a esquerda tradicional perderam força. Os pilares progressistas que, no passado, mobilizaram trabalhadores, estudantes, religiosos e intelectuais já não despertam o mesmo entusiasmo.

A distribuição de renda, por exemplo, uma das bandeiras mais emblemáticas da esquerda, passou a ser vista com desconfiança por uma classe média sobrecarregada por impostos e serviços públicos precários.

FOSSO SOCIAL – Essas pessoas não aceitam mais bancar a conta de um fosso social que a política brasileira nunca conseguiu resolver, e que, muitas vezes, é aprofundado por um Estado que gasta quantias escandalosas com privilégios, mordomias e estruturas pesadas e ineficientes.

A esquerda precisa reaprender a escutar e voltar a viver o cotidiano da população, agindo como presença e apoio concreto, e conectada com o que mobiliza as pessoas hoje em dia.

Enquanto isso, a ideia de emprego formal derrete e já não é a ambição de grande parte da população, sobretudo dos jovens. A carteira assinada perdeu o brilho e, nas redes, é vista com desdém. Empreender, trabalhar por conta própria, buscar autonomia são os novos sonhos.

MERITOCRACIA – Nesse ambiente, a ideia da meritocracia oferece uma narrativa muito apta aos dias atuais, de que o sucesso depende do esforço de cada um, sem considerar os diferentes pontos de partida.

A esquerda que enxerga o mundo por uma lógica de tutela e proteção estatal tem dificuldades em dialogar com essa nova realidade. O conflito social não desapareceu, mas deixou de ser centrado na relação entre patrões e empregados. Hoje, ele se dá principalmente entre quem tenta sobreviver sozinho e quem representa estruturas públicas caras, lentas, distantes e que são vistas como algo que mais atrapalha do que ajuda.

A crise é, portanto, mais profunda do que uma eventual derrota eleitoral ou queda de popularidade. É uma crise de representatividade. As bases que fundaram partidos progressistas, como os sindicatos, movimentos sociais e pastorais católicas, perderam capilaridade.

PERDE VÍNCULO – Igrejas evangélicas ocuparam o cotidiano com acolhimento, exercício da fé e foco em resultados familiares práticos e tradicionais, mais próximos da direita. A esquerda, que antes era corpo e voz das populações religiosas, hoje fala de longe, com termos técnicos e bandeiras entendidas como equivocadas. Não tem perdido apenas votos nesses ambientes. Perde vínculo.

Quando criticada, a resposta costuma vir com ares de superioridade, como se a população estivesse errada por não entender o valor do projeto que considera o único correto, o que demonstra estar perdida em um labirinto de espelhos.

A eleição de Lula, em 2022, nada trouxe de novo em termos de ideias. Foi resultado de uma conjuntura de medo, não de entusiasmo. O centro político votou na defesa da democracia, mesmo cansado do projeto petista. Assim, a vitória foi dada por um voto útil, sem paixão. E esse tipo de contexto não se repete com facilidade.

SALAS VAZIAS – Sem uma ameaça explícita para se escorar, a esquerda precisa enfrentar suas salas vazias de povo. Se surgir um conservador equilibrado, com discurso moderado e apelo popular, o progressismo corre o risco de perder um dos últimos argumentos que ainda lhe garante fôlego, que é a demonização dos adversários.

O que resta, então, é encarar a realidade e construir novas bases, a partir de outro lugar. Esse lugar pode ser o humanismo centrado na dignidade de todos os grupos, na prosperidade das famílias, na empatia e na valorização da vida humana. Não como slogan, mas como prática política concreta. A esquerda precisa reaprender a escutar e voltar a viver o cotidiano da população, agindo como presença e apoio concreto, e conectada com o que mobiliza as pessoas hoje em dia.

Se conseguir atravessar esse caminho, pode se renovar. Caso contrário, seguirá sobrevivendo de memórias e sustos, aprisionada à polarização, submetida aos ventos da sorte e aos erros dos adversários, sem fazer a travessia para o presente e muito menos para o futuro.


Ataques a Marina Silva no Senado revelam crise de civilidade e retrocesso ambiental

Publicado em 29 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

‘Fui agredida fazendo meu trabalho’, disse Marina Silva

Pedro do Coutto

A audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado, ocorrida na última terça-feira, revelou não apenas divergências políticas, mas também um preocupante padrão de desrespeito institucional e pessoal direcionado à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Convidada para discutir a criação de unidades de conservação na Margem Equatorial, Marina enfrentou ataques verbais que extrapolaram o debate técnico, evidenciando tensões entre agendas ambientais e interesses econômicos.

O episódio mais emblemático foi protagonizado pelo senador Plínio Valério que afirmou desejar “separar a mulher da ministra”, pois “a mulher merecia respeito, a ministra não”. Tal declaração, além de misógina, desconsidera o papel institucional da ministra e sua trajetória na defesa ambiental. A recusa do senador em se retratar levou Marina a se retirar da sessão, atitude que reflete a gravidade do ocorrido.

AGRESSÃO – Este incidente não é isolado. Em março, durante uma audiência da CPI das ONGs, Plínio Valério já havia proferido comentários agressivos, sugerindo que “tolerar a Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la” seria um desafio. Tais falas indicam uma hostilidade contínua à figura da ministra, que transcende críticas políticas e adentra o campo do ataque pessoal.

A reação de Marina Silva, exigindo respeito e se retirando da audiência, foi respaldada por diversos parlamentares e autoridades. O presidente Lula manifestou apoio à ministra, destacando a importância de um debate respeitoso e técnico sobre questões ambientais. A primeira-dama Janja também se solidarizou, reforçando a necessidade de combater atitudes misóginas no ambiente político.

A tensão entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental é um dilema histórico no Brasil. A Margem Equatorial, região rica em biodiversidade e potencial petrolífero, tornou-se palco desse embate. Enquanto setores políticos e econômicos pressionam pela exploração, o Ministério do Meio Ambiente, sob liderança de Marina, defende a criação de unidades de conservação, visando um desenvolvimento sustentável.

DESMATAMENTO – A postura de Marina Silva reflete uma política ambiental baseada em dados científicos e compromissos internacionais, como o Acordo de Paris. Sua gestão tem priorizado a redução do desmatamento e a promoção de energias renováveis, enfrentando resistências de setores que veem a preservação como obstáculo ao crescimento econômico.

O comportamento de certos senadores durante a audiência evidencia uma resistência não apenas às políticas ambientais, mas também à presença feminina em posições de poder. A tentativa de deslegitimar a ministra por sua condição de mulher revela um machismo estrutural que ainda permeia as instituições brasileiras. É imperativo que o Senado adote medidas para garantir o respeito e a equidade de gênero em seus debates.

Em suma, o episódio na Comissão de Infraestrutura do Senado escancara desafios que vão além das políticas públicas, envolvendo questões de respeito institucional, equidade de gênero e compromisso com o desenvolvimento sustentável. A sociedade brasileira deve refletir sobre o tipo de liderança e debate político que deseja fomentar, valorizando o diálogo construtivo e o respeito mútuo como pilares da democracia.

Haddad joga a toalha e diz que não tem alternativa para substituir o IOF


Fernando Haddad "morde e assopra" o Congresso - NeoFeed

Lula coloca Haddad no fogo, sem haver justificativas

Luciana Amaral e Rebeca Borges
da CNN

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, na noite desta quarta-feira (28), que não foi discutir a revogação do decreto que aumenta a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em reunião com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Haddad disse que explicou aos presidentes das Casas Legislativas a medida do governo e as eventuais consequências se uma revogação fosse tomada. Por exemplo, contingenciamento adicional.

REJEIÇÃO AO IOF – A declaração foi dada em entrevista coletiva após o encontro. A revogação total do decreto pelo governo é um pleito que vem crescendo dentro do Congresso por parte do centrão e da oposição. Tanto Hugo quanto Alcolumbre também já criticaram duramente a iniciativa do governo de aumentar o IOF.

“Não vim discutir a revogação, porque o que está sendo discutido é a revogação pelo Congresso”, declarou Haddad.

Ele indicou que o governo não pretende, no momento, mexer mais no decreto sobre o assunto. “No momento não há decisão tomada sobre o decreto”, prosseguiu.

SEM ALTERNATIVA – Questionado se já não haveria alguma alternativa, ele disse: “Neste momento? Não. Fizemos a correção necessária para aquilo o que foi alterado”, em referência ao recuo parcial do governo.

Questionado pela CNN se o Legislativo iria derrubar o decreto, Haddad respondeu que é uma “atribuição do Congresso”. O ministro relatou que foi feito um pedido na reunião para que a equipe econômica apresente ao Congresso “medidas de médio e longo prazo mais estruturantes”, que mexam com outros aspectos do Orçamento, como gasto primário e gasto tributário.

Ainda segundo Haddad, em 2025 há certa dificuldade por normas constitucionais de noventena e anualidade, mas se colocou à disposição para tocar o assunto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Reina a esculhambação. A maioria do Congresso pode rejeitar, mas isso acabará provocando grave crise, que não interessa a ninguém. E assim,  Lula terá de se ajoelhar novamente perante o Congresso(C.N.)

Ameaça de Rubio e inquérito contra Eduardo Bolsonaro levam STF à armadilha de Trump

Publicado em 29 de maio de 2025 por Tribuna da Internet

Quem é Marco Rubio, que anunciou restrição que pode afetar Moraes |  Política | Valor Econômico

Rubio ja está pronto para punir Moraes e o Supremo

Malu Gaspar
O Globo

O anúncio do secretário de Estado de Donald Trump, Marco Rubio, de que seu governo restringirá vistos de entrada no país para autoridades estrangeiras que censurem americanos, colocou mais um tijolo no caminho da crise que se desenha entre Brasil e Estados Unidos.

Ainda não é uma medida extraterritorial, como se diz na diplomacia para definir a natureza das sanções econômicas que vêm sendo estudadas por lá contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Por enquanto, Trump legisla sobre seu próprio território.

AVISO OFICIAL – Mas o próprio Rubio já avisou na semana passada, no Congresso americano, que havia grande possibilidade de Moraes ser atingido pela “pena de morte financeira”, como é chamada a lei que exige das instituições e empresas com interesses nos Estados Unidos o corte de todo e qualquer relacionamento comercial com seus alvos.

Vindos de um dos mais importantes auxiliares do presidente americano, os dois movimentos operaram uma guinada na forma como o governo brasileiro, o mundo político e o próprio Supremo viam as ameaças do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Desde o final de março, quando se licenciou do mandato para ficar nos Estados Unidos dizendo-se alvo de perseguição no Brasil, o filho Zero Três de Jair está em campanha para o governo Trump retaliar o STF. Até então, suas falas eram encaradas como bravata. Agora, não mais.

O CASO É SÉRIO – Seria muita ingenuidade imaginar que todo esse barulho se dá exclusivamente por solidariedade a Eduardo Bolsonaro, que, como os diplomatas brasileiros fazem questão de salientar, “não tem acesso ao Salão Oval” e não faz parte do círculo íntimo de Trump. Muito mais peso têm Elon Musk, esse, sim, da cozinha da Casa Branca e inimigo público de Moraes, e os outros donos de empresas de tecnologia que já sofreram algum tipo de punição do Supremo.

Não fossem os interesses das big techs, muito provavelmente não se teria chegado a este ponto. O momento também é crítico não apenas porque o STF avança no processo da trama golpista.

Na semana que vem, o tribunal deverá retomar a discussão sobre a regulação das redes sociais e decidir sobre um tema crucial: até que ponto as empresas devem ser punidas pela circulação de conteúdo criminoso na rede.

DIZ A LEI – O Marco Civil da Internet hoje prevê que elas só serão responsabilizadas por posts de terceiros se descumprirem alguma ordem da Justiça para remoção de conteúdo. Mas a tendência no Supremo é ampliar as possibilidades de punição, prevendo que as empresas já terão de retirar posts criminosos a partir do momento em que forem notificadas a respeito, sem necessidade de medida judicial.

Para as big techs, uma decisão nessa linha, num dos países em que mais se usa a internet no planeta, será um precedente perigoso —daí a reação.

Isso não implica dizer que Eduardo Bolsonaro não tenha papel nesse enredo. Ao trabalhar desde muito cedo para se aproximar de Musk e dos republicanos mais radicais, ele identificou a oportunidade de se tornar uma espécie de “mártir da liberdade de expressão” e cavou, como se diz no futebol, a abertura de um inquérito contra si pelo próprio Moraes.

Ainda que não seja tão conhecido ou enfronhado na política americana como seus posts e vídeos sugerem, soube surfar na pauta da luta pela liberdade de expressão contra abusos do Judiciário e da luta contra a esquerda, que mobilizam não só a direita americana, mas também boa parte da opinião pública brasileira.

Prova disso é o fato de ele por vezes ser considerado para substituir o pai, inelegível, numa candidatura à Presidência em 2026.

Feirão de seminovos tem oferta de veículos a partir de R$ 27.900 em Lauro de Freitas


“26° Duelo dos Seminovos” volta à cidade da região Metropolitana, de sexta (30) a domingo (1°), com 1.500 ofertas e o padrão de confiança e garantia da Assoveba 


O estacionamento do Parque Shopping Bahia, em Lauro de Freitas, recebe a 26° edição do feirão “Duelos dos Seminovos” na sexta-feira (30) e sábado (31), das 9h às 20h, e domingo (1°), das 8h às 18h.


Esta será a segunda edição do evento na cidade da região Metropolitana e, desta vez, com 1.500 ofertas de veículos comercializados por 25 revendas credenciadas à Associação dos Revendedores de Veículos da Bahia (Assoveba). Com entrada gratuita, o feirão oferece ambiente seguro, estacionamento amplo e total conforto para toda a família, além de unidades com preços entre R$ 27.900 e R$ 300 mil.


De acordo com os organizadores, o público poderá encontrar hatchs, sedãs, SUVs compactos, médios, grandes e até veículos híbridos. Estarão disponíveis unidades com baixa quilometragem e garantia de fábrica, veículos praticamente 0km, e também aqueles mais antigos, com ano de fabricação a partir de 2013, todos com vistoria cautelar aprovada e garantia de procedência, com selo de qualidade da Assoveba.


Para garantir grandes negócios e agilidade na aprovação de crédito, o Banco Santander, financeira oficial do evento, estará de plantão com uma equipe de gerentes durante todo o feirão. Conforme análise de crédito, o cliente poderá garantir financiamento com zero de entrada e parcelamento em até 60 meses. Também há possibilidade de planos com parcelas decrescentes, no estilo financiamento imobiliário, garantindo, por exemplo, que o cliente comece pagando R$ 1.600 e finalize com uma parcela de R$ 600.


Presidente da Assoveba, Ari Pinheiro Junior aposta em mais um recorde de vendas: “É a segunda vez que estamos levando o Feirão Duelo dos Seminovos para Lauro de Freitas e temos forte expectativa de batermos mais um recorde de vendas. Estamos em um momento bacana com as vendas de seminovos e usados na Bahia, que mantém a liderança entre os estados do Nordeste, e o Feirão Duelo dos Seminovos contribui muito para esse resultado”.


Já Cleiton Ramos, da agência Pé-Quente Publicidade, ressalta a credibilidade do evento e a segurança oferecida aos clientes: “Estamos indo para a 26ª edição com a certeza de que a cada evento o Feirão ganha ainda mais a confiança do público. A marca Duelo dos Seminovos já tem prestígio junto aos consumidores, que comparecem em peso e fazem do evento um sucesso nacional em número de financiamentos e visitantes”. 


Cenário positivo:


A Bahia segue na liderança de vendas de veículos seminovos e usados no Nordeste. Com 51.881 unidades vendidas em abril, o estado registrou crescimento de 26,7% na comparação com o mesmo mês de 2024 e de 14,1% quando comparado com março de 2025, de acordo com levantamento divulgado na terça-feira (6) pela Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto).


Com o resultado, o mercado baiano continua liderando o ranking de vendas de seminovos e usados entre os nove estados nordestinos, seguido por Pernambuco (47.433), Ceará (34.886), Rio Grande do Norte (21.135) e Paraíba (19.815). Maranhão (15.134), Alagoas (14.285), Sergipe (13.291) e Piauí (13.163) completam a lista.


De acordo com a Fenauto, os cinco modelos de carros seminovos e usados mais vendidos em abril são Fiat Strada, com 2.161 unidades vendidas, seguida por VW Gol (2.108), Fiat Pálio (1.649), GM Ônix (1.343) e Hyundai HB20 (1.304). Entre as motos, o ranking é liderado pela Honda, formado por CG 150 (3.513), NXR 150 (1.748), BIZ (1.587), POP 100 (1.382) e CG 125 (875).


Na última edição, realizada em abril, em Salvador, o “25° Duelo dos Seminovos” bateu um novo recorde de vendas, na série histórica, chegando a 334 veículos comercializados, 10 unidades a mais na comparação com o último feirão, realizado no mês de dezembro de 2024.


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SERVIÇO

O quê: Feirão Duelo dos Seminovos 26

Quando: sexta-feira (30) e sábado (31), das 9h às 20h, e domingo (1°), das 8h às 18h

Onde: Estacionamento do Parque Shopping Bahia – Lauro de Freitas

Entrada: Gratuita

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Crédito da Foto: Pé Quente Comunicação

Pauta enviada pelo Jornalista Fábio Almeida

Da solidariedade ontem e de hoje. Nada de grito, nada de agressão

 em 29 maio, 2025 3:00

Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
    “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.





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                                                     (...)

Nikolas Ferreira e a Caça às Bruxas do Século XXI Em mais um episódio da tragicomédia política brasileira, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) resolveu aplaudir a suspensão de vistos de estudantes estrangeiros pelos Estados Unidos, sob a justificativa de que é necessário investigar se não se trata de “comunistas de meia tigela”. A declaração, que beira o delírio autoritário, revela não apenas a hipocrisia de quem se diz defensor da liberdade de expressão, mas também um perigoso flerte com práticas dignas dos regimes mais repressivos da história. É irônico que aqueles que bradam contra a “ditadura da toga” e se autoproclamam paladinos da liberdade estejam agora aplaudindo medidas que cerceiam justamente essa liberdade. A incoerência é tamanha que lembra personagens como o Grande Irmão de Orwell, que, em nome da segurança, tudo vê e tudo controla.

Livre pensamento e pluralidade de ideias A postura de Nikolas Ferreira é ainda mais preocupante quando se considera que ele ocupa a presidência da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Alguém que deveria zelar pelo livre pensamento e pela pluralidade de ideias se mostra entusiasta de práticas que lembram os tempos sombrios do macarthismo, quando a simples suspeita de simpatia pelo comunismo era suficiente para destruir vidas e carreiras. Além disso, o deputado já demonstrou, em outras ocasiões, sua disposição para distorcer fatos em prol de sua agenda ideológica. Em 2023, utilizou um estudo supostamente de Harvard para embasar um projeto de lei, estudo este que já havia sido refutado pela própria universidade em 2009 . Tal comportamento evidencia uma preocupante tendência à manipulação da informação, característica comum aos regimes autoritários que tanto critica.

Retórica perigosa A retórica de Nikolas Ferreira não é apenas contraditória; é perigosa. Ao apoiar medidas que restringem a entrada de estudantes com base em suas convicções políticas, ele endossa uma política de perseguição ideológica que fere princípios básicos de liberdade e democracia. É essencial que a sociedade esteja atenta a esses discursos e atitudes, que, sob o pretexto de proteger a liberdade, buscam, na verdade, controlá-la. Em tempos de polarização e discursos inflamados, é fundamental lembrar que a verdadeira liberdade de expressão inclui o direito de pensar diferente, de questionar e de debater. Qualquer tentativa de cercear esse direito, seja por meio de discursos ou de políticas públicas, deve ser veementemente repudiada.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/da-solidariedade-ontem-e-de-hoje-nada-de-grito-nada-de-agressao/

No Brasil moderno, agora é proibido que jornalistas publiquem a verdade


Saiba como explorar imagens e charges... | Guia do Estudante

     Charge do Laerte (Folha)

Vicente Limongi Netto    

Continua a escalada de rosário de absurdos, agressões ao bom senso, cidadãos insultados sem trégua, racismo covarde e intolerável, avassaladora insegurança, justiça favorecendo ricos. É grave e cruel a quadra de horrores do Brasil. Nenhuma perspectiva de mudança para melhor.

Nessa linha, virou crime apontar e denunciar escabrosos erros, especialmente quando se trata de abusos de poder, hoje é proibido protestar contra eles. É o fim da picada.

CONDENAÇÃO ABSURDA – O jornal gaúcho Zero Hora e a repórter Rosane Oliveira, foram condenados a pagar indenização de 600 mil reais por divulgarem a renumeração de uma impoluta e intocável desembargadora, comprovadamente fora dos padrões da ética e do merecimento.

O nome da ilustríssima magistrada é Isis Medeiros Nogueira, que, quando era presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, recebeu, em um único mês, salário de 600 mil reais. Pergunto, do alto dos meus 80 anos de idade, dos quais, 50 como jornalista, porque não abro mão dos meus direitos e deveres de brasileiro de jamais me omitir e de protestar diante de cretinos absurdos: quando magistrados vão parar de legislar em causa própria, insultando o Brasil e os brasileiros?

ESTUPIDEZ COLOSSAL – Intimidar jornalistas e veículos de imprensa por informar e denunciar barbaridades, além de estupidez, é colossal infâmia e insulto à ética, à Justiça e ao bem-estar da coletividade.

Passou da hora de os brasileiros pararem de viver humilhados sob o manto do autoritarismo e dos privilégios. Jornalista condenado por dizer a verdade estarrece e humilha a nação que se diz democrática.

 


 Nota da redação dewste Blog -  A Verdade Ameaçada: O Abuso de Autoridade e a Mordaça à Imprensa em Jeremoabo

Em tempos de democracia fragilizada, o que se vê é uma crescente tentativa de calar as vozes que denunciam os desmandos do poder. Esse cenário lamentável não está restrito aos grandes centros ou aos tribunais superiores. Ele também se repete, com igual gravidade, em municípios do interior, como é o caso de Jeremoabo, onde um blog local foi penalizado injustamente por republicar a verdade sobre um servidor do fórum da cidade.

Trata-se de mais um exemplo do abuso de autoridade, em que figuras públicas — protegidas por uma rede de privilégios e corporativismo — se sentem ofendidas não por calúnia, mas pela exposição de fatos reais. O objetivo é claro: intimidar, censurar, silenciar. Usam a toga ou o cargo público como escudo, não para proteger a justiça ou a moralidade, mas para impedir que seus atos venham a público.

Essa prática nefasta ganha ainda mais destaque quando comparada à condenação absurda imposta ao jornal gaúcho Zero Hora e à repórter Rosane Oliveira, obrigados a pagar 600 mil reais por divulgarem a remuneração estratosférica da desembargadora Isis Medeiros Nogueira, que, como presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, chegou a embolsar 600 mil reais em um único mês.

A pergunta que ecoa entre jornalistas, cidadãos e qualquer brasileiro com senso de justiça é: até quando o Judiciário vai legislar em causa própria, abafando verdades e sufocando a liberdade de imprensa?

, Afirmo sem receio: calar a imprensa é insultar a democracia. É zombar da Constituição. É transformar o direito à informação em crime. É trair a nação.

A condenação de jornalistas por contarem a verdade não é justiça, é perseguição. É um atentado contra a ética, contra o direito do povo de saber o que fazem com o seu dinheiro e com as instituições que deveriam servi-lo.

Em Jeremoabo, como em tantos outros rincões do Brasil, a liberdade de expressão continua sob ataque. E é preciso coragem para denunciar, para resistir e para não aceitar que a verdade seja amordaçada por aqueles que temem a luz.

Não há democracia sem imprensa livre. E não há justiça quando se pune quem ousa revelar a verdade.

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