segunda-feira, junho 12, 2023

Lula e Comissão Europeia discutem meio ambiente e acordo do Mercosul


Ursula Von der Leyen, the new face of Berlaymont? - The New Federalist

Ursula Von der Leyen veio ao Brasil se reunir com Lula

Filipe Matoso
g1 — Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne nesta segunda-feira (12), em Brasília, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Além do encontro com Lula, a presidente da Comissão Europeia deve se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Segundo o Itamaraty, durante a visita ao Brasil, Ursula von der Leyen deverá abordar temas como: meio ambiente; acordo Mercosul-União Europeia; ciência, tecnologia e inovação; direitos humanos e Acordo Mercosul-UE

ACELERAR ACORDO – A viagem de von der Leyen ao país acontece três meses após a vice-presidente-executiva da Comissão Europeia, Margrethe Vestager, ter se reunido em Brasília com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

Na ocasião, Vestager afirmou ser preciso adotar medidas para “acelerar” a conclusão do acordo comercial entre Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e União Europeia. O acordo é negociado desde 1999.

Vinte anos depois do início das conversas, em 2019, os blocos finalizaram as negociações comerciais e, um ano depois, os chamados aspectos políticos e de cooperação. Desde então, o acordo está em fase de revisão.

QUESTÃO AMBIENTAL – O g1 apurou que um dos principais entraves na conclusão do acordo é a questão ambiental. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, já declarou que atuará para tentar destravar o acordo e concluir as negociações.

O governo brasileiro entende, por exemplo, que a inclusão de eventuais sanções em caso de descumprimento de metas ambientais deve ser revista, incluindo, por exemplo a chamada reciprocidade – o que vale de sanção para o Mercosul vale também para a União Europeia.

POLÍTICA EXTERNA – A viagem de Ursula von der Leyen ao Brasil também acontece em um momento em que o presidente Lula tenta intensificar a agenda de encontros com líderes e autoridades internacionais.

Desde que tomou posse em 1º de janeiro, Lula tem afirmado que quer colocar o Brasil em uma posição de protagonismo no cenário internacional. O presidente já visitou os Estados Unidos, China, Japão, Argentina e Portugal – e tem recebido presidentes e primeiros-ministros em Brasília.

A expectativa é que, nas próximas semanas, o presidente viaje ao Vaticano, onde deve se encontrar com o Papa Francisco, e para a França, onde deve participar de uma cúpula organizada pelo presidente Emmanuel Macron que vai discutir medidas de financiamento para ações climáticas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O repórter Filipe Matoso revelou também que Lula tem cobrado dos países ricos o cumprimento do Acordo de Paris, assinado em 2015 e que, entre outros pontos, prevê a mobilização de US$ 100 bilhões anuais para a proteção do meio ambiente. Mas não adianta Lula cobrar, sem antes mostrar serviço. E até agora o desmatamento não diminuiu; pelo contrário, até aumentou. (C.N.)

Julgamento de Bolsonaro: Pedido de vista só vale com votação indefinida


Charge do Amarildo (agazeta.com.br)

Pedro do Coutto

Em seu espaço no O Globo dos domingos, Lauro Jardim informa que o julgamento da inelegibilidade de Bolsonaro pelo Tribunal Superior Eleitoral encontra-se marcado para o próximo dia 22. Há uma perspectiva de que o ministro Nunes Marques, que foi nomeado pelo ex-presidente da República, formulará um pedido de vista na tentativa de adiar a decisão. Pessoalmente acho, sem descartar essa possibilidade, que o pedido de vista só deve valer  para julgamento quando ainda não houve decisão.

Analisando-se bem essa situação, verifica-se que se as decisões já se encontrarem com maioria irreversível, o pedido de vista não deve ser considerado. Aliás, como ocorre no futebol nas decisões por pênaltis. Se faltam duas cobranças e a diferença de um time sobre o outro é de três gols, o desfecho é irreversível e o juiz dá a partida por encerrada.

REGULAMENTAÇÃO – Esse aspecto, inclusive sugiro, deve ser objeto de uma regulamentação mais clara por parte do Supremo Tribunal Federal, portanto, abrangendo as votações do TSE e dos demais Tribunais do país nos processos em que são formulados pedidos de vista para uma análise mais aprofundada.

A análise mais aprofundada, entretanto, funciona para adiar as decisões da Justiça. E, no caso de a contagem ter alcançado uma maioria irreversível, o pedido de vista não deve valer para nada. Caso contrário, estaria-se só perdendo tempo.

EXTRATOS – De uns anos para cá, o sistema bancário brasileiro deixou de enviar regularmente para os clientes extratos informando os saldos que possuem ou então as dívidas contraídas pelos cheques especiais. Por isso, revela reportagem de Vinícius Barbosa, Folha de S.Paulo deste domingo, que 36 milhões de correntistas possuem algum dinheiro esquecido em suas diversas contas.

Essas contas totalizam cerca de R$ 7 bilhões e são uma maravilha para os bancos, pois enquanto os valores dos depósitos não são corrigidos, os bancos aplicam esse recursos, por exemplo, em títulos do Tesouro que lastreiam a dívida interna do país, com a Selic de 13,75% ao ano, e com isso obtêm lucros muito altos. Basta fazer as contas.

Se os bancos enviassem os extratos como faziam antigamente, pelo menos metade dos 36 milhões de correntistas não precisariam recorrer ao site do Banco Central. Bastaria que fossem às agências e dessem às quantias disponíveis o destino que bem entendessem. Mas a simplificação, evidentemente, é que os bancos não têm interesse em agir assim, assinalando dois comportamentos distintos e divergentes.

COBRANÇA – Se a pessoa deve algum dinheiro, a cobrança vem logo pelo correio. Mas se a pessoa tem a receber algum saldo, tem que ir procurá-lo. A contradição ocorreu quanto à correção da poupança bloqueada no governo Collor. Os bancos pagaram, mas condicionaram o pagamento à apresentação de extratos de décadas atrás. Só muito poucas pessoas os guardaram e muitos assim ficaram sem receber quantias a que teriam direito de acordo com decisão do STF.

Com a manobra, os lucros bancários aumentaram de forma extraordinária. Diz o velho ditado que a verdade sempre aparece. É fato. Mas no caso das contas congeladas, a confirmação não foi concretizada. Os que tinham poupança e foram penalizados durante o governo Collor, ficarão eternamente na saudade.

INVESTIMENTOS – Cássia Almeida e Beatriz Coutinho, O Globo de ontem, publicaram reportagem extraordinária focalizando no fato de que nos últimos dez anos, os investimentos destinados aos serviços de transporte urbano não acompanharam a inflação registrada no país. Caíram na escala de 50%.

Vale a pena ler a matéria com atenção, pois os problemas enfrentados pelos usuários de serviços públicos de transportes decorrem dessa não aplicação que gerou uma inércia administrativa e uma dinâmica de problemas cada vez maiores, atingindo ônibus, metrôs e transportes ferroviários. Nesta mesma década, a população brasileira cresceu pelo menos 10%. Os cálculos econômicos têm que levar em conta o crescimento demográfico que avança na velocidade de um ponto percentual por ano.


JAMAIS DIGA: DETESTO POLÍTICA!


Por  José  Varjão

Embora estejamos no século XXI, não raro ouvimos gente esclarecida dizer: “eu não gosto de política ou eu detesto política”, esse é o analfabeto político, pois não sabe ele que política é a “ARTE OU CIÊNCIA DE GOVERNAR”, originado do grego “πολιτικός ou politikos”, como sendo algo que está relacionado com grupos sociais que compoem a Pólis, que diz respeito a organização, ao direcionamento e a administração das Nações ou Estados.

Aqueles que declaram não gostar de política, vias de regra, tendem a permitirem que os piores assumam o Poder, são aqueles que acreditam no conceito de todos são iguais ou que todos são farinha do mesmo saco.

Apesar do momento de incertezas e com previsão para um futuro sombrio, ignorar a política e tendenciar para o pior, é estruturar a própria condenação, deixar de ter um propósito e sentir-se derrota bem antes da guerra iniciar, pois é presente e faz parte do nosso dia a dia, pois queiramos ou não, do nosso cafezinho ao pão nosso de cada dia, presente está a política, seja na forma de benefício social recebido pelos mais carentes ou pelos impostos pagos por quem adquire algum bem tributável, por conseguinte, no meio do caminho está o político na condição de gestor dos bens produzidos (IMPOSTOS PAGOS) por nós trabalhadores.

Abster-se de escolher o menos ruim é o mesmo que renunciar ao direito de cidadão livre, decrar-se escravo daquele que chegou ao Poder através da sua contribuição (O VOTO), procedimento gerador de consequências com gravidade imensurável, por outro lado, quando o VOTO é atribuído a um candidato sem barganha, apenas pelo livre arbítrio da escolha, acreditando ser ele o melhor para gerir os destinos da sua sociedade, nesse momento, pode-se afirmar que aquele que assim procede, é um soldado a serviço do meu meio social. 

È sábio afirmar que qualquer candidato é uma caixa de surpresa, restando-nos desvendar o que nos aguarda, somente após a POSSE, e às vezes, acontece até logo após a eleição, a exemplo de Jeremoabo.

Leio diariamente as postagens do “blog dedemontalvao”; sendo que algumas das últimas postagens tem sido direicionadas para o futuro político do nosso município, atribuindo como possível opositor ao grupo do prefeito, o ex-prefeito, eleito prefeito por três vezes, o Senhor João Batista ou mais popularmente: TISTA DE DEDA.

Sabemos que no meio político não se pode garantir vitório sem que antes os votos estejam contados, logo, não basta o quanto você tenha, pois na hora de votar, estará votando igual àquele que nada tem, já que apenas um voto será registrado em seu nome, contudo, é de notório conhecimento que o Processo Eleitoral não ocorre dentro dessa lisura, pois há meandros no meio do caminho que o própio rio desconhece, fato que tem conduzido os arrogantes/ignorantes a acreditarem que apenas ganha quem mais tem, enquanto isso, esquece do próprio passado, quando chegou ao poder sem nada ter, a não ser, a promessa de uma gestão melhor...

Diante desta realidade incontestável, onde tornou-se imprescindível o desmonte da situação atual, vemo-nos diante da necessidade emergencial de se fazer uma mudança de comportamento administrativo, tendo-se mais respeito pela coisa pública em seu amplo sentido, sendo esta necessidade uma condição única, para que ainda possamos ter Jeremoabo caracterizado na classificação de ente público.

Ratificando o que disse antes, não temos bola de cristal para sabermos previamente o que será do nosso amanhã, mas uma coisa é certa, se é para arriscar que arriquemos em quem tem provado saber administrar, seja em razão do que possui, seja em razão daquilo que vem conquistando; sem esquecer, logicamente, o nome de respeito que carrega, portanto, alegra-me saber que o Senhor TISTA DE DEDAolhando para Jeremoabo e não para o próprio umbigo, mesmo sendo ele um

fortíssimo candidato ao pleito de 2024, entre ver a possíbilidade de mais uma derrota e Jeremoabo afundar mais ainda, pode renunciar a sua possível candidatura a favor da candidatura do também conterrâneo, Senhor ANTÔNIO MANOEL.

RESTA-ME DIZER: PARABÉNS – SÁBIA DECISÃO.

A verdade é que se Jeremoabo prospera, todos nós prosperamos; já é hora de darmos um basta a esta fábrica de desmandos administrativo.

Nota da redação deste Blog -  Não será um salvador da patria mas um mandato intermediário para desinfetar a podridão, a esculhambação e a corrupção implantada na administração municipal de Jeremoabo, inclusive retirando o gabinete do prefeito do fundo do quintal para o prédio sede da prefeitura Municipal de Jeremoabo, mudança de ciclo do atraso para a civilidade.

Reduzir a corrupção e a improbidade, acabar com o nepotismo, promover concursos públicos transparentes, eliminar casos de professores recebendo salários sem trabalhar e combater a fraude e o desperdício nos processos de licitação são medidas importantes para fortalecer a ética e a eficiência na administração pública. Aqui estão algumas estratégias que podem ser consideradas para atingir esses objetivos:

Fortalecer os órgãos de controle: É essencial investir na capacitação e no fortalecimento dos órgãos responsáveis pelo combate à corrupção, inclusive fazendo parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), os Tribunais de Contas e o Ministério Público. Essas instituições desempenham um papel fundamental na investigação, prevenção e punição de atos ilícitos.

Transparência e acesso à informação: Promover a transparência na gestão pública é uma maneira eficaz de combater a corrupção. É importante estabelecer leis e regulamentos que garantam o acesso à informação por parte dos cidadãos, possibilitando que eles acompanhem e fiscalizem as ações do governo

Criação de sistemas de denúncias: Implementar mecanismos eficientes para que os cidadãos possam denunciar atos de corrupção de forma segura e sigilosa é essencial. Esses sistemas devem garantir proteção aos denunciantes e uma resposta adequada às denúncias apresentadas.

Aumento da punição e agilidade processual: É importante garantir que os atos de corrupção e improbidade sejam punidos de forma efetiva e ágil. Para isso, é necessário, investir em capacitação dos profissionais envolvidos e agilizar os processos, garantindo que as investigações e julgamentos sejam conduzidos de forma célere e justa.

Fortalecimento dos concursos públicos: Promover concursos públicos transparentes, com critérios claros e objetivos de seleção, é uma forma de combater o nepotismo e as indicações políticas. Os processos seletivos devem ser conduzidos de forma imparcial, baseados no mérito e na capacidade técnica dos candidatos.

 -Fiscalização e auditoria: Reforçar os mecanismos de fiscalização e auditoria interna é fundamental para evitar o pagamento de salários a funcionários que não estejam exercendo suas funções. É importante implementar controles efetivos para garantir que os recursos públicos sejam utilizados de maneira adequada.

Transparência nas licitações: Estabelecer critérios claros e transparentes nos processos de licitação, com ampla divulgação dos editais, é essencial para evitar fraudes e direcionamentos. É importante garantir a participação de empresas idôneas e a avaliação criteriosa das propostas, levando em consideração o melhor custo-benefício para a administração pública.

Essas são apenas algumas medidas que podem ser adotadas para combater a corrupção, a improbidade, o nepotismo e as irregularidades na administração pública. É importante que haja um compromisso sério e contínuo por parte dos governantes e da sociedade como um todo para promover mudanças significativas nessas áreas.

domingo, junho 11, 2023

Biografia destaca a gloriosa vida de King, o maior líder popular dos Estados Unidos

Publicado em 11 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Frases de Martin Luther King Jr. - Frases CurtasElio Gaspari
O Globo/Folha

Saiu nos Estados Unidos “King: A Life”, do jornalista Jonathan Eig. É uma excelente biografia do pastor Martin Luther King Jr. (1929-1968), o negro que ajudou a mudar a história do país. Hoje, ao lado de George Washington, ele tem o nome associado a um feriado nacional. Em apenas oito dos seus 39 anos de vida King passou da condição de pastor desconhecido da cidade racista de Montgomery à posição de maior líder popular dos Estados Unidos.

Eig conta com minúcias a ascensão de King, sua formação religiosa, sua capacidade de organização e sua percepção da oportunidade. Ele surgiu em 1955, liderando um boicote aos ônibus da cidade, onde os negros deviam se sentar nos bancos de trás. (Rosa Parks, a mulher que foi presa porque não quis sair do lugar, hoje tem estátua na Rotunda do Capitólio, em Washington.)

CHEGOU COM ATRASO – A segregação racial tinha bases populares no Sul do país, mas estava apodrecendo. Um ano antes, a Corte Suprema havia declarado ilegal a exclusão de crianças negras em escolas públicas destinadas a brancos.

King entrou no boicote com horas de atraso, valendo-se de uma militância já existente. Sua ascensão meteórica durou nove anos. Em 1963 ele fez o histórico discurso da Marcha de Washington (“Eu tive um sonho”). Esse era o tempo em que John Kennedy estava na Casa Branca. Em 1964 King recebeu o prêmio Nobel da Paz.

King lapidou uma ideia gloriosa. Desafiou o racismo com uma mensagem pacifista, expondo o irracionalismo e a ilegalidade da segregação. Foi preso 26 vezes, esfaqueado e espancado. A cada agressão ele crescia e fortificava o movimento. Tinha algo de profeta, imune às manipulações dos Kennedy e de seu sucessor, Lyndon Johnson.

OBSESSIVA PERSEGUIÇÃO – Eig foi ajudado pela divulgação de documentos do Federal Bureau of Investigation e pelas gravações das conversas de Kennedy e Johnson. Esses acervos mostram que enquanto King crescia, o diretor do FBI, J. Edgar Hoover, movia-lhe uma obsessiva perseguição.

Hoover era o símbolo de uma polícia disciplinada, eficiente e implacável. Pessoalmente, era o que à época se chamava de “solteirão de hábitos estranhos”. Apesar disso, grampeava os telefones de King, de seus assessores e de 15 hotéis onde se hospedou. Desses grampos saía um King sexualmente promíscuo. (Muito menos que Kennedy e menos que Johnson.)

Depois de 1964, quando a luta contra a segregação havia triunfado, King tornou-se uma estrela apagada, sua luz continuava a ser vista, mas ela estava extinta.

NOVAS MENSAGENS – Reciclou sua plataforma combatendo a pobreza e a guerra do Vietnã, mas o chão faltava-lhe. Em abril de 1968 estava num hotel de Memphis prestigiando uma greve, foi à sacada, tomou um tiro na cabeça e morreu pouco depois.

Quando o FBI comunicou a Hoover que King havia sido baleado, ele disse: “Tomara que esse filho da puta não morra. Se ele morrer, virará um mártir.”

Hoover morreu em 1972, sem ver a glorificação de King nem a implosão da presidência de Richard Nixon com o escândalo do Watergate, em cuja exposição teve papel destacado um ressentido agente do FBI. O ato que tornou o nascimento de King um feriado nacional foi assinado em 1983 pelo presidente Ronald Reagan, que não gostava dele, nem de seu movimento.

Homem negro amarrado por PMs: entidades pedem indenização de R$ 500 milhões

Imagens do negro amarrado pela PM chocaram o país

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EM SÃO PAULO, UM NEGRO AMARRADO

A repórter Manoella Smith revelou que o cidadão que gravou com seu celular as cenas de um negro sendo amarrado pelo pé e pelas mãos por policiais militares de São Paulo, depois de ter sido apanhado roubando chocolates, foi levado a uma delegacia e lá ficou por quatro horas, até às cinco da manhã.

O cidadão havia reclamado da cena e um PM perguntou-lhe se era formado em segurança pública. Como não era: “Fica no seu lugar.”

IR Á DELEGACIA – Em seguida, o PM falou ao telefone. Voltou dizendo que ele deveria ir à delegacia, “por bem ou por mal.”

(Em 1955, em Montgomery, a polícia tentava prender motoristas que davam carona aos negros que boicotavam os ônibus segregados.)

A prática de levar à delegacia como testemunhas quem grava cenas de condutas impróprias da polícia é generalizada. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi militar e esteve no Haiti. Ele sabe que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Ponto a ponto, para você entender o que está sendo debatido na reforma tributária

Publicado em 11 de junho de 2023 por Tribuna da Internet

Charge do Carlos (Site Fecomércio)

Por g1 — Brasília

A reforma tributária, à primeira vista, parece um tema difícil e distante da vida da maioria das pessoas. Mas é possível entender de forma simples o que está sendo discutido no Congresso e, consequentemente, perceber o impacto no dia a dia de cada um.

Na terça-feira (6), o relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), apresentou as diretrizes de seu parecer para o grupo de trabalho que discutiu o tema no Congresso. A expectativa do governo é que a tramitação avance, o parecer seja aprovado e a reforma seja concluída na Câmara e no Senado até o fim do ano.

NOVO IMPOSTO (IVA) – O ponto de partida para entender a reforma é o Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Ele vai substituir cinco tributos existentes hoje: IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS.

No mecanismo do IVA, o imposto é não cumulativo ao longo da cadeia produtiva. Isso evita o pagamento de tributo sobre tributo (a chamada bitributação), que ocorre hoje em dia e encarece o preço final.

A cobrança não cumulativa funciona assim, por exemplo: O produtor de couro vende o item para o fabricante de sapato, que paga o IVA sobre o preço do couro. Depois, o sapateiro vende o sapato para o comerciante, que vai pagar o IVA só sobre o valor que o fabricante agregou ao couro. Não paga mais o IVA sobre o valor do couro. Daí vem o nome de Imposto Sobre Valor Agregado.

VALOR AGREGADO – O IVA implementado deve ser dual. Ou seja, um IVA sobre impostos federais e outro sobre os impostos estaduais. De acordo com as contas do governo, a alíquota do IVA deve ser de 25%. Esse é o índice para manter a carga tributária total do país estável. Ou seja, a reforma não vai aumentar nem diminuir o tanto de impostos pagos pela sociedade em geral.

Mas alguns setores criticam o modelo do IVA, em especial o setor de serviços, que emprega grande parte da força de trabalho do país. Isso porque as alíquotas pagas pelo setor, atualmente, estão abaixo de 25%. Com o IVA, os serviços pagariam mais impostos.

O governo argumenta que haverá uma redistribuição de pesos. Setores que hoje pagam menos pagarão mais, mas o contrário também ocorrerá. Além disso, pode haver exceções ao IVA.

FIM DA GUERRA FISCAL – Outra mudança é que o IVA seria cobrado no destino, ou seja, no local onde os produtos são consumidos, e não mais onde eles são produzidos.

Isso contribuiria para combater a chamada “guerra fiscal”, nome dado à disputa entre os estados para que empresas se instalem em seus territórios. Para isso, intensificam a concessão de benefícios fiscais.

Quais as vantagens? De acordo com o governo, esta primeira etapa da reforma tributária vai simplificar o modelo de cobrança de impostos no país. Atualmente, a cobrança é considerada complexa e confusa, que encarece a operação das empresas e, consequentemente, o preço do produto final. Além disso, com a redistribuição do peso das cargas tributárias entre setores, o governo prevê estimular áreas estratégicas.

CUSTO BRASIL – Simplificação da cobrança, incentivo a setores estratégicos, fim da guerra fiscal e fim da cobrança cumulativa. Com isso, o governo espera que o custo para empresas caia, e também o preço para o consumidor final.

Se empresas venderem mais, o governo vai arrecadar mais, o que pode ajudar nas contas públicas e baixar a inflação e os juros.

Isso, claro, se a reforma realmente produzir os efeitos que o governo quer. Setores que mais empregam temem aumento na carga de impostos

Além do plano geral, a reforma tem dispositivos específicos, alguns bem curiosos. O texto apresentado no grupo de trabalho do Congresso prevê uma espécie de “cashback”, ou seja, uma devolução de parte do imposto pago, às famílias de baixa renda.

MENOS REGRESSIVIDADE – A ideia é reduzir a chamada regressividade do sistema brasileiro, ou seja, o alto peso dos impostos para a população de baixa renda. Regressividade significa que, do jeito que os impostos são cobrados atualmente, toda vez que eles aumentam, o impacto é maior proporcionalmente para quem tem menos renda.

O parecer traz a possibilidade de taxação de aeronaves e embarcações de luxo com o Imposto Sobre Veículos Automotores (IPVA). No sistema atual, jatinhos, iates e lanchas não pagam o tributo.

A medida vai na linha de uma reforma progressiva, como defende o governo Lula, ou seja, taxar mais as classes com mais alto poder de renda.

IMPOSTO SELETIVO – O texto também prevê a criação de um imposto seletivo. A ideia é enquadrar produtos que são nocivos ao meio ambiente ou à saúde e estabelecer uma alíquota maior de imposto para esses itens. O cigarro, por exemplo, pode ser alvo do imposto seletivo.

Outra diretriz é a construção de um Fundo de Desenvolvimento Regional para compensar perda de benefícios fiscais concedidos pelos estados atualmente. Os benefícios são dados a empresas, geralmente por meio de cortes do ICMS.

A recomendação do grupo é que esse fundo seja financiando principalmente com recursos da União. Assim, a União bancaria os benefícios para as empresas continuarem produzindo nos estados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Há décadas fala-se em reforma tributária. Pela primeira vez, há um projeto consistente no Congresso, embora o Imposto sobre Valor Agregado não seja nenhuma novidade. Mas torcer para redução do custo Brasil e aumento da produção e das exportações de industrializados. E se não atrapalharem o agronegócio, fica melhor ainda. (C.N.)

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