segunda-feira, novembro 14, 2022

Lula será a maior atração da COP 27, pode se empolgar e dizer um monte de asneiras

Publicado em 14 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Lula tem inflamação na garganta por "esforço vocal"

Lula vai fazer um tremendo sucesso da reunião da COP 27

Carlos Newton

Confirmado: o presidente eleito Lula da Silva viaja  ao Egito nesta segunda-feira e se tornará a maior atração da COP 27, conforme já comentamos aqui na Tribuna. Será paparicado por todos os governantes que ainda estiverem por lá, pois a Conferência só termina dia 18.

Lula terá uma reunião com o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, e recebeu pedidos para 18 reuniões com autoridades de outros países, essa lista deve aumentar, fazendo com que tenha de selecionar os escolhidos.

SUCESSO EMBRIAGANTE – O assédio internacional vai levar Lula a dois passos do paraíso, é aí que mora o perigo. Vaidoso, ele pode ficar embriagado pelo sucesso e prometer mundos e fundos em matéria de meio ambiente, inclusive abrir a guarda no tocante ao mais delicado e perigoso problema da Amazônia – a questão indígena.

Durante a campanha eleitoral, por diversas vezes o candidato Lula da Silva prometeu criar o Ministério dos Povos Originários, ou seja, uma pasta específica para assuntos ligados aos indígenas.

A 18 de agosto, por exemplo, em Belo Horizonte, o petista fez um discurso inflamado, confirmando que iria criar esse ministério para os povos indígenas, a ser comandando por um representante das tribos brasileiras.

PROMETEU LULA – “A gente vai dizer para os indígenas, não vai mais ter garimpo ilegal na terra de vocês. Se preparem, indígenas do Brasil, porque eu vou criar o Ministério dos Povos Originários. E um indígena, ou uma indígena, será ministro nesse país. Se preparem, porque a Funai [Fundação Nacional do Índio] não será mais dirigida por um branco dos olhos verdes. Será dirigida por uma mulher ou um homem indígena”, disse Lula.

Lula se comporta infantilmente, porque realmente nem sabe avaliar o que pode significar a criação deste ministério. Passados 15 anos, até hoje ele não tem a menor noção da idiotice que cometeu em 2007, ao determinar que a delegação brasileira na ONU assinasse a Declaração Universal dos Direitos do Povos Indígenas.

Nem se interessou em ler ou se informar sobre o documento, seu único objetivo era agradar as nações desenvolvidas, repetindo o que o então presidente Fernando Collor havia feito, ao criar irresponsavelmente a grande nação Yanomami, que na fronteira entre Brasil e Venezuela, com direito a um território de 192 mil quilômetros quadrados, mais de duas vezes o tamanho de Portugal.

FORÇA A BARRA – Se tiverem um ministério para chamar de seu, é claro que os indígenas vão trabalhar com mais facilidade a independência política, econômica e territorial de suas terras, conforme está determinado na Declaração Universal dos Direitos

Os governantes estrangeiros ficarão satisfeitíssimos com Lula, caso ele anuncie a criação do tal Ministério dos Povos Originários, para ser comandado por um indígena.

Se fosse mais perspicaz, Lula criaria o Ministério da Amazônia, para cuidar do desenvolvimento econômico e social da região, mas tudo indica que fará mesmo a burrada de instituir o Ministério dos Povos Originários.

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P.S. – Lula deve poupar muito a voz, até fazer o próximo exame no Hospital Sirio-Libanês, para saber se a medicação está fazendo efeito, com a regressão da lesão identificada em sua laringe.  Se não houver resultado satisfatória, será feita a cirurgia, que é rápida e com alta no dia seguinte. (C.N.)

Antes mesmo de Lula assumir, Janja já foi “santificada” e não pode receber críticas

Publicado em 14 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Leia a transcrição da entrevista de Janja ao "Fantástico"

Janja diz que vai “ressignificar” a figura da primeira-dama

Mario Sabino
Metrópoles

A jornalista Eliane Cantanhêde, da GloboNews, foi admoestada por um colega de emissora, porque disse o óbvio: Janja, mulher do presidente eleito Lula, está aparecendo demais onde não deve. Ninguém elegeu Janja para nada e, portanto, a sua presença constante em reuniões e eventos políticos é indevida.

Não é machismo, ao contrário do que quis fazer crer o colega de Eliane Cantanhêde, propiciando que a jornalista fosse avacalhada por petistas nas redes sociais e em blogs da linha auxiliar do partido na imprensa.

EXEMPLO CLARO – Pense se fosse o contrário: uma mulher que, eleita presidente da República, levasse a tiracolo o seu marido para o trabalho e ele vivesse dando palpites nas decisões dela e nas do seu partido. Caso existisse tal situação, provavelmente hoje os que babam por Janja criticariam a submissão da hipotética presidente eleita e a intromissão do seu marido — que, em algum momento, seria acusado de ser machista.

Queiram ou não os lulistas, a menos que consiga um emprego de verdade, Janja é primeira-dama e será tratada como tal. Não é cargo formal, mas é assim que é chamada a mulher do presidente da República.

Como Dilma Rousseff só tinha ex-marido, ficamos sem saber como seria chamada a sua cara-metade, se ela existisse.

PRIMEIRA-DAMA – Esse negócio de primeira-dama nasceu nos Estados Unidos, como atavismo monárquico de uma jovem república que se libertara do império britânico. Como se presidente tivesse que ter consorte da mesma forma que rei. Na Europa, a invenção não colou.

Na França, que derrubou a monarquia para instalar uma espécie de presidência monárquica, Emmanuel Macron resolveu clarificar qual seria o papel da sua mulher, Brigitte, no Palácio do Eliseu, por meio de um documento no qual assegura que ela não é remunerada, não dispõe de gabinete próprio e que seus dois funcionários são da cota do chefe de Estado. Mas, no duro mesmo, primeira-dama colou foi na América Latina, onde tudo cola, menos o bom senso.

“SANTIFICAÇÃO” – Janja vai comandar a organização da cerimônia de posse de Lula, deu entrevista ao Fantástico e foi chamada pela revista argentina Notícias de “Guardiã de Lula” e “Evita brasileira”, em referência à mulher do líder populista que assombrará para sempre o país vizinho, Juan Perón. Nos Estados Unidos, Evita deu em musical; na Argentina, deu em Cristina Kirchner, que pulou da primeira-damice para a presidência do país, sucedendo o amantíssimo Néstor. Pois é.

Evita comparou o marido a Deus, que retribuiu chamando-a de “Santa Evita”. Na hagiologia lulista, a julgar pelas reações à fala de Eliane Cantanhêde, Janja já se tornou santa antes mesmo de Lula assumir a Presidência, e ai de quem a critique: a Inquisição não perdoa e condena à fogueira.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Ao Fantástico, Janja disse que é “propositiva” e que pretende “ressignificar” a figura da primeira-dama. Nesta terça, ela segue no jatinho com o marido para o Egito, onde vai brilhar na COP 27. Aloizio Mercadante e Simone Tebet desistiram de viajar junto com o presidente eleito. Será o “efeito” Janja? Coitado do Lula..(C.N.)

Um dado positivo Lula não terá oposição política radical a seu governo

Publicado em 14 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Legendas demonstram intenção de cooperação com governo 

Pedro do Coutto

Os fatos que se desenrolaram na última semana indicam que o governo Lula da Silva não enfrentará oposição no Congresso. Essa tendência ficou clara com o posicionamento revelado pelo governador de São Paulo eleito, Tarcísio de Freitas, que – reportagem de Bianca Gomes, Gustavo Schmitt, O Globo deste domingo – ao afirmar que decidiu distanciar-se do bolsonarismo radical e blindar o seu secretariado contra influência de tal setor.

Sem dúvida alguma, constitui um aceno para se estabelecer uma relação de cordialidade e cooperação administrativa entre o governo de São Paulo e o Palácio do Planalto, em Brasília. Na realidade, é fundamental essa aproximação entre o maior pólo de produção industrial brasileira e o governo que se instala em 1º de janeiro de 2023.

APROXIMAÇÃO – Mas não foi só esse fato que indica a inexistência de  oposição radical ao governo de Lula da Silva. A própria entrevista de Valdemar da Costa Neto sobre o posicionamento do PL deixou clara a existência de uma aproximação progressiva entre o partido de Jair Bolsonaro e o governo de Lula.

Além desse aspecto, há casos de aproximações mais claras de convergência, sobretudo tendendo até a ganhar mais intensidade depois da nota conjunta de sexta-feira das Forças Armadas defendendo a liberdade de manifestação e indiretamente criticando decisões do ministro Alexandre de Moraes para coibi-las.

Os comandos militares mudarão a partir de janeiro, mas de qualquer forma a nota criou preocupação nas forças vitoriosas de outubro. Somados esses fatores, verifica-se que a não oposição ao governo Lula tacitamente constitui uma medida preventiva contra o ressurgimento de qualquer vontade política que colida com o regime democrático do país.

BID NÃO ADIA ELEIÇÃO –  O Banco Interamericano de Desenvolvimento  (BID) informou que ignora a pressão ensaiada pelo ex-ministro Guido Mantega e não adiará a eleição do novo presidente do BID marcada para o dia 20, e inclusive mantém a indicação de Ilan Goldfajn para a presidência do banco.

Ilan Goldfajn, por seu turno, disse que não retira sua candidatura e assim vai disputar uma eleição com poucos rivais de países latino-americanos. Reportagem de Manuel Ventura, Janaína Figueiredo e Vítor da Costa, O Globo deste domingo, focaliza amplamente o assunto. Da mesma forma, publica ampla matéria na Folha de S. Paulo, Ricardo Della Coletta.

SEM MANIFESTAÇÃO – O presidente eleito, Lula da Silva, não se manifestou, da mesma forma que o vice-presidente, Geraldo Alckmin, que coordena os grupos de transição dos quais faz parte o ex-ministro Guido Mantega.

Em artigo publicado no O Globo, Miriam Leitão focaliza o assunto e assinala que Mantega e quem lhe delegou tal tarefa sinuosa e absurda,digo, revelou desconhecer que o nome de Ilan Goldfajn tem o apoio de integrantes do grupo econômico que faz parte do processo de transição. Mas, o episódio não abala a formação do novo governo e nem a sua trajetória num mar de calmaria política.

MERCADO DE TRABALHO –  Numa bela reportagem publicada neste domingo na Folha de S. Paulo, incluindo entrevista com a ex-secretária de Desenvolvimento Social de São Paulo Laura Muller Machado, Idiana Tomazelli destaca a importância essencial da inclusão de trabalhadores, especialmente os de renda menor, no mercado de trabalho.

É fundamental, digo,  para que essa inclusão social com carteira assinada pelo menos evite o crescimento das famílias em estado de extrema pobreza e também de pobreza no programa Bolsa Família. Além desse aspecto fundamental, é preciso considerar a existência dos sem emprego, que não estão desempregados porque não foram demitidos, mas atingiram a idade de trabalhar, mas não conseguiram vaga no mercado.

REDUÇÃO DE RENDA – Trata-se, é pena que os economistas não focalizem esse ponto, de uma forma de redução de renda que deve ser combatida da mesma maneira que a recomposição das centenas de milhares de vagas abertas nos últimos anos pelas demissões. Vale destacar ainda que a não inclusão no mercado regular de mercado influi forte e negativamente nas receitas do INSS e do FGTS.

Claro, não só pelo não recolhimento das alíquotas estabelecidas na lei, mas também porque os recursos do INSS e do FGTS diminuem à proporção que não recebem contribuições de novos trabalhadores e na medida em que têm que desembolsar recursos em função de aposentadorias que se verificam através do tempo.

NOTA DOS MILITARES –  Em artigo publicado na Folha de S. Paulo, Bruno Bogossian focaliza a nota de sexta-feira de comandos militares defendendo a liberdade de expressão que paralisou rodovias e reuniu grupos de bolsonaristas em portas de quartéis reivindicando uma absurda intervenção militar contra o resultado das urnas, manifestação que por si só recebe o repúdio da população brasileira e desperta reações contrárias no cenário internacional.

A nota, no fundo, faz restrições ao ministro Alexandre de Moraes na medida em que se refere, embora brandamente, à limitação impostas por autoridades a tais manifestações subversivas, como fica evidente nos propósitos de ruptura com a democracia e as instituições nacionais.

domingo, novembro 13, 2022

Perfil da bancada do PL indica que o partido de Bolsonaro não consegue ser oposição


Presidente do PL evita reconhecer derrota de Bolsonaro – DW – 09/11/2022

Costa Neto diz que vai fazer oposição e todo caem na risada…

Luísa Marzullo e Gabriel Sabóia
O Globo

Presidente do partido de Jair Bolsonaro e cacique da maior bancada eleita da Câmara, com 99 deputados, Valdemar Costa Neto anunciou que o PL, apesar do adesismo a sucessivos governos, desta vez fará oposição construtiva ao presidente Lula da Silva. No entanto, estimativas feitas por dirigentes da legenda, longe dos microfones, revelam que por volta de 40 parlamentares terão inclinação a negociar apoio à gestão petista, pois vários deputados eleitos já deram sinais públicos de diálogo com o PT ou mesmo já integraram base aliada do partido em outros anos.

A maioria deles vem do Nordeste. Levantamento do Globo mapeou 25 parlamentares eleitos pelo PL que não fizeram campanha para Bolsonaro no segundo turno, parabenizaram Lula publicamente pela vitória ou que já foram aliados do PT. Desse total, 21 são da região onde Lula venceu de forma esmagadora.

MUITOS DISSIDENTES – No auge do acirramento da disputa entre o petista e Bolsonaro, no segundo turno, 12 deputados eleitos pelo partido do atual presidente se abstiveram de pedir votos para ele nas redes sociais. Depois do resultado, outros cinco correligionários de Bolsonaro não seguiram seu posicionamento e reconheceram explicitamente a vitória de Lula, inclusive parabenizando o presidente eleito.

Alguns já dizem abertamente que o diálogo é “necessário”. Yury do Paredão (CE) deu parabéns a Lula e declarou que na Câmara apoiará “todos os projetos que visem a melhorar a vida dos brasileiros”. O deputado federal Zé Vitor (PL-MG) se colocou à disposição para conversar com o novo governo, prometendo, porém, fazer uma “oposição construtiva”:

— O diálogo é sempre necessário, independente do presidente, não abriremos mão disso. Serei uma oposição construtiva, vigilante para que não haja retrocesso.

OUTRO LULISTA – Natural de Guaranhuns, cidade natal de Lula, o deputado federal eleito Fernando Rodolfo (PL-PE), publicou no Twitter uma mensagem em que aspirou sorte ao presidente eleito. Ao Globo, disse estar alinhado às pautas do partido.

— Defendo a pauta de costumes e sou contra o aborto e regalias para criminosos. Mas o que for bom para o Brasil terá o meu apoio.

Entre as bandeiras brancas recebidas por Lula, destacou-se a do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que integrou um núcleo mais duro da base bolsonarista. No Twitter, ele pediu por serenidade. No passado, Salles assumiu a secretaria estadual de São Paulo durante o governo do atual vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB).

ILUSÃO À TOA – Apesar de tudo isso, o deputado federal Altineu Côrtes, ex-filiado ao PT e atualmente presidente do diretório fluminense do PL, tem a ilusão de que não haverá dificuldade em manter a bancada do partido coesa no objetivo de fazer oposição ao mandato de Lula. No passado, ele chegou a disputar a prefeitura de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, em 2008, atrelado à imagem do presidente eleito para o segundo mandato.

Um dos mais próximos de Valdemar no comando do partido, Altineu diz cogitar até a possibilidade de sanções aos parlamentares que não se mantiverem fiéis aos ideais estabelecidos pela direção do PL.

Sobre o passado petista, diz com frequência que nunca foi ligado ao PT, embora tenha concorrido a cargos pela legenda. “Estamos todos unidos e temos o desejo de fazer uma oposição responsável. Caminharemos juntos, sempre lembrando que o nosso eleitor é quem votou no Bolsonaro”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Sonhar não é proibido, mas essa “oposição” que Valdemar Costa Neto anuncia é do tipo Piada do Ano. A reportagem diz que há na bancada do PL até mesmo quem já foi ministro de governos do PT, como Antônio Carlos Rodrigues (SP), na gestão de Dilma. E o deputado Wellington Roberto (PB) votou contra o impeachment de Dilma. Não é preciso dizer mais nada. (C.N.)

“Ministro da Fazenda de Lula não tem de reinventar a economia”, afirma Hartung

Publicado em 13 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

HART22 - VITORIA / ES 05/12/2020 - PAULO HARTUNG - EXCLUSIVO / EMBARGADO - NACIONAL - Entrevista com Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo, em Pedra Azul, no municipio de Domingos Martins, no ES. Foto: Vitor Jubini/Estadao

Paulo Hartung afirma que Lula precisa descer do palanque

Eduardo Kattah e Pedro Venceslau
Estadão

O economista Paulo Hartung, de 65 anos, ex-governador do Espírito Santo em dois mandatos, diz em entrevista ao Estadão que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva permanece no palanque falando para “dentro de casa”, quando critica dar prioridade “a tal estabilidade fiscal” em detrimento aos problemas sociais.

 “Lula precisa descer do palanque. A campanha já acabou”, afirmou o político e economista capixaba, um dos principais articuladores da tentativa sem sucesso de se estabelecer uma terceira via na eleição presidencial deste ano. Hartung disse também torcer por um governo amplo e que a futura gestão entenda o recado das urnas. “É uma autorização para que o futuro presidente lidere um governo de transição.”

Em artigo no Estadão, o sr. disse que o governo precisa encarar a realidade, porque as promessas eleitorais podem levar a um desastre fiscal. Mas Lula parece não dar sinais de resignação…
Esses programas que foram criados e turbinados durante o período eleitoral não estão contemplados no Orçamento que está tramitando, de 2023. Esse é um orçamento que já chegou ao Congresso com um déficit de R$ 60 bilhões, segundo todos os colegas economistas subestimados. As contas que já estão em curso não cabem na peça orçamentária de 2023. A campanha foi abundante na venda de terrenos na lua. Se não cabe as contas em curso, imagine os terrenos vendidos na lua. Num momento desses é preciso baixar a bola e conversar com as instituições. Esse caminho está sendo bem percorrido e estou elogiando. Mas tem que conversar com a sociedade, para ela ficar na mesma página do processo.

Lula montou um grupo de transição na área econômica que vai de Persio Arida ao Guido Mantega. Isso não emite sinais trocados?
A transição tem um papel relativo na construção do sucesso de governo. Muitas vezes a transição é usada para fazer uma ponte política entre a campanha eleitoral e o início do governo. O que vai ter peso mesmo é a futura equipe de governo. É que o jogo começa efetivamente. Como brasileiro, não tenho pressa para o anúncio desses nomes, mas uma torcida para que sejam bem escolhidos e se forme um time. Governar é um ato coletivo.

Qual o perfil adequado para o ministro da Fazenda?
Alguém que não brigue com a realidade e não tente reinventar a roda. Veja a experiência agora na Inglaterra: um governo que durou menos de dois meses porque tentou reinventar a roda com políticas que já deram errado na Europa, no Brasil e na América Latina. No governo Biden, a inflação não foi cuidada e cobrou um preço na representação parlamentar. Dá para ter responsabilidade fiscal e social.

Estamos sob o risco do negacionismo econômico?
Eu acredito muito na força da sociedade. A sociedade está colocando na mesa o que pensa. Isso pode trazer uma boa reflexão do presidente eleito. Temos problemas fiscais e um mundo que anda de lado. É só ver a crise energética na Europa e o problema inflacionário nos Estados Unidos. E o baixo crescimento da Ásia e China. Num cenário desses há mil oportunidades para o Brasil. A descarbonização que se discute na COP é uma oportunidade para a economia brasileira. Temos ativos ambientais extraordinários. Isso é uma bola quicando na cara do gol, mas só acessamos ela se fizermos o dever de casa. O Brasil pode ser um caminho robusto de investimentos internacionais.

O sr. diz que o Brasil vive sua mais profunda divisão e que é necessário uma pacificação nacional. Como viu a nota conjunta dos comandantes das Forças Armadas?
Se cometeu um erro lá no início desse processo que foi chamar os militares para participar da avaliação do sistema eleitoral brasileiro. Isso não é função constitucional dos militares. Isso criou um problema que não existe. Agora, em vez de ficar acirrando esse debate, é hora de colocar água fria nesse debate e superá-lo. É preciso um esforço intelectual para compreender a divisão do País. Precisamos compreender que brasileiro é esse que está na pista.

Que brasileiro é esse?
As pistas estão colocadas. Os brasileiros gostam da expressão de tirar o governo do cangote de quem produz e gera oportunidades. Antigamente as pessoas gostavam demais governo, hoje não gostam mais porque sabem porque isso significa mais impostos. As pessoas não querem mais governo, as pessoas querem governo melhor.

Acredita que o próximo governo pode ser, de fato, um governo amplo?
Como brasileiro eu torço para que esse governo entenda o recado das urnas. O recado não é um cheque em branco, mas uma autorização limitada. É uma autorização para que o futuro presidente lidere um governo de transição. A minha torcida é para que seja um governo amplo e suprapartidário. Mas quem tem a caneta é o presidente eleito.

O que o agronegócio espera dessa nova gestão do PT?
Os brasileiros eram importadores de alimentos na década de 1970 e hoje alimentam 10% da população planetária. Isso é um avanço extraordinário. Esse é um caso de sucesso no Brasil. A primeira aspiração do agronegócio é a segurança jurídica e respeito à propriedade. Tem que desburocratizar a relação do governo com as atividades econômicas como um todo.

Quem puxa saco também puxa tapete

 

                                              Foto Divulgação -  Instagram


 poeta Augusto dos Anjos.  em seus versos dizia  " o beijo, amigo, é a véspera do escarro, a mão que afaga é a mesma que apedreja",

Essa realidade estamos assistindo na " Península Jeremoabo" após o estouro do escândalo das linhas fantasmas dos ônibus escolar, da ineficiência da saúde e das denuncias de corrupção na secretaria de administração e obras, onde os vereadores da situação permanecem omissos sem no mínimo defender o prefeito e seu conluio; o máximo que fazem é em todas as sessões dentrro  das quatro paredes parabenizar o prefeito e algumas secretarias pelos atos importantes " nefastos" que praticam diàriamente.

Traduzindo estamos diante da " a mão que afaga".

 O vereador, por morar na cidade juntamente com seus eleitores e viver o seu dia a dia junto deles, acompanha de perto os acontecimentos da vida da comunidade.

O vereador possui mandato de quatro anos e é eleito diretamente pelo voto popular. ... Fazendo a intermediação entre a população e o Poder Executivo municipal, o vereador acaba tendo a função de fiscal do povo, auxiliando o eleitor no exercício de sua cidadania.

 O vereador  tem o poder  e o dever  de fiscalizar a administração, cuidar  da aplicação dos recursos,a observância do  orçamento  também fiscalizar através de  pedido de informação. 
Diante dessas prerrogativas os vereadores da situação em defesa da moralidade da coisa pública e em defesa do próprio prefeito diante do escandalo que já ultrapassou as muralhas de Jeremoabo, deveriam efetuar um levantamento, vericar e apurar se realmente as denúncias imputadas ao (des)governo Deri do Paloma são verdadeiras ou falsas.
Caso sejam verdadeiras exigir do prefeito que aplique o remédio legal de acordo com os rigores da lei; se é que o prefeito tem interesse em corrigir os desmandos.
O que não pode é ser desonesto com o prefeito parabenizando por atos improbos que todo dia leva sua administração para o fundo do poço da ilegalidade.
Quem puxa saco também puxa o tapete, a omissão e prevaricação dos vereadores da situação, simplesmente estão puxando o tapede do prefeito com o silêncio ensurdecedor.
O erro nesse país começa  nas  câmaras de vereadores  onde o processo  de  corrupção      é alimentado  de forma descarada e reverbera  pra além  das fronteiras do município  e  tem como cúmplice o  eleitor,  que muitas  vezes são mais oportunistas que os próprios candidatos . Afinal ! Os  corruptos so  obteriam êxitos se não  houvesse  quem  lhes  desse trela .

O eleitor  atento  pode observar que ao longo do  tempo  o  nível da  câmara de vereador é sempre  inferior  e cai em queda livre  a  cada eleição  com o consentimento  da população


Para encerrar alerto aos vereadores da situação reproduzindo: "um bom amigo, que nos aponta os erros e as imperfeições e reprova o mal, deve ser respeitado como se nos tivesse revelado o segredo de um oculto tesouro".

Sakyamuni


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