sábado, junho 25, 2022

Bolsonaro ignora escândalo de Ministério da Educação em evento religioso

 


Neste artigo:
O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou nesta sábado do evento religioso Marcha para Jesus em Santa Catarina. (Foto: AP/Marcio Jose Sanchez)
O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou nesta sábado do evento religioso Marcha para Jesus em Santa Catarina. (Foto: AP/Marcio Jose Sanchez)

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), participou da Marcha para Jesus neste sábado (25) em Balneário Camboriú, no litoral catarinense. Ele discursou no evento religioso, mas não citou o escândalo do Ministério de Educação. As investigações levantam a suspeita de tráfico de influência e corrupção na pasta, e levou a um pedido de investigação contra o presidente.

"Um milagre a minha sobrevivência. Por que não dizer quase um milagre, uma eleição. Depois também formar um ministério com pressões das mais variadas possíveis para que Brasília continuasse como sempre esteve ao longo das últimas décadas. Fizemos o contrário, apostamos, porque sempre devi lealdade a este povo que está aqui à minha frente", declarou Bolsonaro em discurso.

Na ocasião, Bolsonaro voltou a defender o armamento da população e afirmou que tem "um Exército que se aproxima dos 200 milhões”.

"Sempre tenho falado das quatro linhas da Constituição. Tenham certeza, se preciso for, e cada vez mais parece que será preciso, nós tomaremos as decisões que devam ser tomadas. Porque cada vez mais eu tenho um Exército que se aproxima dos 200 milhões de pessoas nos quatro cantos deste Brasil", disse Bolsonaro.

O político chegou na marcha às 10h40, no Pontal Norte da Praia Central. Ele discursou por volta de 20 minutos e encerrou o evento. Por volta de 12h25, o presidente deixou o palco e foi almoçar com apoiadores, lideranças da marcha, políticos e empresários.

Mais cedo, o presidente tentou andar junto à multidão na areia alargada da Praia Central, mas desistiu e seguiu de carro. Além da areia, apoiadores acompanharam o presidente em embarcações no mar e nas sacadas de prédios na orla.

O retorno de Bolsonaro a Brasília está previsto para ocorrer no fim da tarde deste sábado (25).

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Lei 14.230/21: a crônica da impunidade garantida...

Enquanto o Instituto Não Aceito Corrupção se prepara para entregar os troféus e os doze prêmios para os vencedores nas categorias academia, tecnologia, governança corporativa e jornalismo investigativo na noite de 27 de julho próximo, o índice de Capacidade de Combate à Corrupção na América Latina (liderado por Uruguai, Costa Rica e Chile) que acaba de ser divulgado, coloca o Brasil na posição 10 dentre 15 países, com viés de queda. 

Caímos da sexta para a décima posição no ranking, elaborado pela Americas Society/Council of The Americas com a Control Risks. O anúncio coincide com a publicização da prisão do ex-Ministro da Educação Milton Ribeiro e de pastores envolvidos em escândalo relacionado à liberação de verbas naquela pasta. 

O caso ganha destaque especialmente porque o número de reuniões dos pastores foi inicialmente bloqueado indevidamente pela presidência e posteriormente divulgado diante da má repercussão do bloqueio, verificando-se que foram mais de quarenta reuniões.  

A Petrobrás terá seu quarto presidente, especialmente em virtude das discussões relacionadas ao aumento da tarifa, estabelecida pelo corpo diretivo e não aceita pelo corpo político, que inclusive ameaçou criar CPI e agora fala em rever a lei das estatais como se leis fossem objetos descartáveis, desconsiderando que ela existe para proteger a eficiência de governança das estatais, que a sociedade não quer que mude e que está em vigor há apenas seis anos. 

INAC na mídia: confira os artigos da semana

O Brasil voltou a cair no Índice CCC (Capacidade de Combate à Corrupção), levantamento elaborado pelo fórum AS/COA (American Society/Council of the Americas), sediado nos EUA, e pela empresa de consultoria de risco global Control Risks.

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Um esquema para liberação de verba coordenado por dois pastores sem cargos públicos que envolveu até suspeita de propina em ouro está no centro das denúncias.
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Populismo, democracia e soberania popular

Marlon Ferreira

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Lei alemã de due diligence na cadeia de suprimentos e seus impactos para as empresas brasileiras

Marcelo Zenkner

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Integridade: o copo meio cheio do combate à corrupção

Rodrigo Fontenelle

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Para a Genial Investimentos, os recentes episódios envolvendo a Petrobras (PETR3; PETR4) são apenas “a ponta do iceberg” de uma série de decisões do governo que visam modificar a precificação dos combustíveis na estatal.
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Um dia após a confirmação de que o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips foram assassinados no Vale do Javari, no Amazonas, a Escritório de Direitos Humanos da ONU cobrou  que autoridades brasileiras reforcem os órgãos federais responsáveis pela proteção a povos indígenas ao meio ambiente.

STF torna ex-deputado Roberto Jefferson réu por crime de homofobia

 Sábado, 25 de Junho de 2022 - 14:20

STF torna ex-deputado Roberto Jefferson réu por crime de homofobia
Foto: Reprodução / Agência Brasil l Valter Campanato

Por 9 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) conclui o julgamento e decidiu tornar réu o ex-deputado Roberto Jefferson pelos crimes de homofobia, calúnia e incitação ao crime de dano contra patrimônio público. 


O caso foi julgado em plenário virtual, nesta sexta-feira (24), após os ministros analisarem uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em agosto de 2021. 


Além de ter se tornado réu, os ministros decidiram também enviar o caso para a Justiça Federal de Brasília, que ficará responsável por analisar ação penal, já que Jefferson não tem prerrogativa de foro de função.


O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, votou pelo recebimento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Luiz Fux seguiram o voto do relator.

Os dois ministros indicados por Bolsonaro ao STF, Nunes Marques e André Mendonça, votaram para que a denúncia da PGR seja enviada à Justiça Federal do DF e seja analisada lá.

Bahia Notícias

Datafolha: Lula se mantém à frente nas intenções de voto e hoje venceria no primeiro turno

Publicado em 25 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Charge: Corrida entre Lula x Bolsonaro :Entre Notícias

Charge do Nando Motta (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

Pesquisa do Datafolha divulgada pela GloboNews na tarde de quinta-feira, apontou as intenções de voto, sendo 47% para Lula da Silva contra 28% para Jair Bolsonaro e 8% para Ciro Gomes. Os demais candidatos apresentaram percentuais mínimos.

O resultado é praticamente idêntico ao da pesquisa realizada pelo Datafolha no final de maio. As diferenças são muito pequenas. O fato é que o quadro ainda está estável no passar de 30 dias. Reportagem no O Globo de Marlen Couto e Lucas Mathias, apresenta um panorama bastante amplo sobre os números e seu significado.

SURPRESA – Surpreendeu os jornalistas que participaram de debates sobre a questão na GloboNews,  que os últimos fatos, com a prisão do ex-ministro Milton Ribeiro e a questão da Petrobras não tenham influenciado ainda na movimentação dos números.

É natural, pois os fatos importantes que ocorrem exigem um prazo mais elástico para serem digeridos pelo eleitorado. Por isso, é possível que a prisão de Milton Ribeiro tenha efeito mais adiante sobre os evangélicos. Mas não é certo também. A mesma coisa sobre o aumento dos preços dos combustíveis.

Na tarde de quinta-feira, a GloboNews reuniu vários jornalistas que debateram longamente o panorama revelado pela pesquisa e chegaram à conclusão de que a vitória de Lula seria sacramentada no primeiro turno, com base nas pesquisas.

BRANCO OU NULO – Aliás, vale lembrar, conforme sempre digo, em qualquer lugar que seja, não adianta votar em branco ou anular o voto. Isso sempre ajudará quem está na frente, pois se a pessoa não concorda com o quadro eleitoral que a pesquisa aponta, terá que ter outro comportamento. Além disso, há uma rejeição muito grande sobre o governo Bolsonaro, inclusive entre as mulheres.

Devemos lembrar que o resultado da pesquisa do Datafolha vai influenciar fortemente nas articulações para a reeleição dos governadores dos estados. Isso porque, no Nordeste, por exemplo, onde a margem de Lula é disparada sobre Bolsonaro, é difícil haver algum candidato à reeleição que se alinhe totalmente com o presidente da República. Além disso, pelo observado, a possibilidade da terceira via certamente naufragou.

Já era esperada nos EUA a decisão sobre aborto, o que não a torna menos desastrosa

Publicado em 25 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Protesto contra proibição do aborto em Miami, nesta sexta

Hélio Schwartsman
Folha

A decisão de revogar Roe vs Wade, o precedente da Suprema Corte de 1973 que estabelecera o direito ao aborto nos Estados Unidos, já era esperada, o que não a torna menos desastrosa. Estima-se agora que mais ou menos a metade dos estados restringirá o direito das mulheres de interromper a gravidez. Pelo menos no Ocidente, nos acostumamos a ver direitos individuais serem afirmados e ampliados; vê-los retirados era mais raro.

Num ponto, a nova maioria da Suprema Corte tem razão. A argumentação de Roe vs Wade sempre foi tecnicamente muito fraca. E isso era mais ou menos previsível, já que os magistrados originais extraíram o direito ao aborto de uma Carta que não menciona aborto, feto, gravidez e nem mesmo privacidade, a noção-chave utilizada para justificar a interrupção da gravidez.

DÚVIDA ANTIGA – A própria corte, ainda com maioria liberal nos anos 90, reconheceu isso indiretamente, quando voltou a debater o assunto em Planned Parenthood vs Casey, e manteve o direito ao aborto com algumas modificações.

Não repetiram os argumentos de Roe vs Wade, fiando-se principalmente no princípio do “stare decisis”, isto é, no respeito aos precedentes e à estabilidade jurídica.

Não importa se com boas ou más razões, como a corte já havia decidido sobre a matéria no passado, não havia motivo para reverter tudo. É onde eu teria ficado. A maioria conservadora deixada por Trump, porém, resolveu comprar a briga.

QUESTÃO ESTADUAL – Uma coisa me intriga no pensamento dos conservadores. Eles são fãs dos direitos dos estados, a ideia de que é melhor deixar para comunidades locais definirem o que deve ou não ser permitido.

Os valores do nova-iorquino de Manhattan, afinal, não são os mesmos dos do habitante do interior de Idaho.

Mas por que parar em estados, cidades ou condados? Por que não ampliar o localismo, o que, no caso do aborto, significaria deixar para cada mulher decidir soberanamente o que vai em seu útero?

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Na prática, continuará tudo como está. A mulher norte-americana poderá engravidar num Estado e fazer aborto em outro.  É uma discussão de caráter filosófico e religioso que não acabará nunca. A mesma situação acontece com a eutanásia, ou suicídio assistido. Em alguns Estados pode haver, em outros, não. Eu, por exemplo, sou a favor do suicídio assistido. E vida que segue, como diria João Saldanha, um desses caras que jamais poderia ser abortado ou morrer. Sinto falta dele. Sua casa aqui no nosso refúgio em Maricá foi tombada e virou museu. (C.N.)


Datafolha avisa que 30% dos eleitores já admitem mudar seu voto para presidente

Publicado em 25 de junho de 2022 por Tribuna da Internet

Charge O TEMPO 02-10-2020 | O TEMPO

Charge do Duke (O Tempo)

Deu no Estadão

A mais recente pesquisa eleitoral divulgada pelo instituto Datafolha aponta que 70% dos brasileiros estão decididos sobre o voto para presidente no primeiro turno, marcado para 2 de outubro. Os demais, quase 30%, admitem trocar de candidato nestes cerca de cem dias que antecedem a eleição. Entre as mulheres, o índice de indecisos é de 34%. Já entre os homens, 24% afirmam que podem mudar o voto para o Palácio do Planalto.

Entre o eleitorado mais jovem, da faixa dos 16 aos 24 anos, chega a 39% o percentual dos afirmam que a escolha para o Planalto ainda pode mudar. O mesmo índice cai para 32% entre as pessoas de 25 a 34 anos; para 28% dos 35 aos 44 anos; para 25% dos 45 aos 49 e para 27% entre os brasileiros de 60 anos ou mais ouvidos pelo Datafolha.

RENDA FAMILIAR – Se considerada a renda familiar mensal dos eleitores consultados, o percentual de indecisos é de exatos 30% entre quem vive com até dois salários mínimos e também entre os que vivem com dois a cinco salários. E cai para 26% entre os eleitores com renda familiar de cinco salários ou mais, inclusive os que afirmam ter renda superior a 10 salários.

Dos 2.556 brasileiros que responderam à pesquisa do Datafolha, 2% disseram não conhecer Lula. Já Bolsonaro é desconhecido para 4%. E Ciro Gomes (PDT), que está em terceiro lugar nos mais recentes levantamentos, não é conhecido por 14% dos entrevistados.

Os pré-candidatos que disputam a quarta colocação na preferência do eleitorado são desconhecidos da maioria, de acordo com a pesquisa. O índice dos que dizem não conhecer a senadora Simone Tebet (MDB-MS) é de 77%; o do deputado federal André Janones (Avante-MG) é de 75%; o do deputado federal Luciano Bivar (União Brasil-PE) é de 81%; e mesmo o nome do ex-ministro General Santos Cruz (Podemos) é desconhecido por 84%.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Realmente, esta pesquisa tem dados surpreendentes. Dos 2.556 brasileiros que responderam à pesquisa do Datafolha, 51 disseram não conhecer Lula. Já Bolsonaro é desconhecido para 204 deles. Este tipo de informação desmoraliza qualquer pesquisa, a não ser que parte das entrevistas tenha sido feita nas tribos isoladas do Vale do Javari… (C.N.)

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