terça-feira, agosto 24, 2021

“Entre Lula e Bolsonaro, acredito que Lula seja o melhor”, afirma Fernando Henrique

Publicado em 23 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

 (crédito: Leonardo Cavalcanti/CB)

A respeito da terceira via, o tucano FHC fica em cima do muro

Ana Dubeux
Correio Braziliense

Fernando Henrique Cardoso está no rol dos políticos longevos que mantêm sua influência. Uma voz ouvida com frequência, que reverbera além das ideologias e dos jogos políticos. Moderado e honesto em suas colocações, o ex-presidente não se exaspera com os atos do governo Bolsonaro, mas também não se cala.

Não acredita que estamos na antessala de um golpe, pois não vê as Forças Armadas como aliadas à ideia de uma ruptura democrática. Também não crê que o impeachment seja solução, defende alternância de poder, descarta seu nome como candidato e gostaria de uma liderança tucana disputando as eleições presidenciais.

INSPIRADOR – “Eu não sou líder do PSDB a ponto de ser ativista. Eu posso, talvez, ter sido inspirador, num certo momento, apontando um caminho para o Brasil. Se depender de mim, é importante ter candidatura própria, é assim que os partidos se afirmam. Tem que ter uma liderança que afirme um sentimento que bata no coração das pessoas”, diz nesta entrevista ao Correio.

Mas, diante de um Brasil polarizado entre Lula e Bolsonaro, não nega suas preferências. E explica: “No momento, eu penso que a de Lula é menos traumática para o Brasil, de forma direta. Isso não quer dizer que eu não queira uma via pelo PSDB, claro que eu desejo, mas uma coisa é você desejar e trabalhar neste sentido, e outra coisa é analisar a realidade. Assim, por ora, entre Lula e Bolsonaro, acredito que o Lula seja melhor”.

BOLSONARO E LULA – “Bolsonaro não acalma os ânimos, polariza”, diz o ex-presidente, que não é a favor da polarização. Tampouco do impeachment, que avalia como um processo traumático que não contribui para a democracia de um país. “É preferível que ele fique na presidência e perca no voto”, afirma FFC, acrescentando.

“No momento, eu penso que a reeleição de Lula é menos traumática para o Brasil, de forma direta. Isso não quer dizer que eu não queira uma via pelo PSDB. Claro que eu desejo. Mas uma coisa é você desejar e trabalhar neste sentido, e outra coisa é analisar a realidade. Assim, por ora, entre Lula e Bolsonaro, acredito que o Lula seja melhor”.

FHC acha que o Brasil tem futuro. “O Brasil é viável. Já demonstrou que é viável. Nasci em 1931. Portanto, faz 90 anos. É muito tempo. O Brasil melhorou muito de lá pra cá, e naquela época já era viável, mas hoje é muito mais”.

TERCEIRA VIA – Indagado se a terceira via tem alguma chance nas próximas eleições, disse FHC:
Depende das lideranças. A terceira via é um conceito. No Brasil, as pessoas têm que transformar as ideias em pessoas. Na vida política, você tem que ter lideranças. Espero que o PSDB se posicione, aceitando que ele tem que ter uma visão de união nacional, buscar alguém que expresse um sentimento e seja reconhecido pelo povo como viável. Quando nós (PSDB) chegamos ao governo, especialmente quando estive na presidência, que houve mais preeminência do PSDB nacional, era porque nós expressávamos um sentimento que vai além das nossas fronteiras. Hoje, há mais necessidade ainda, porque os partidos estão todos mais desgastados. Então, é necessário que haja um reencontro, a partir de uma proposta de reconstrução do país”.


Ministério Público diz que cabe à Prefeitura decidir o uso da Paulista no 7 de Setembro

Publicado em 24 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

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A Avenida Paulista está sendo disputada pelas duas facções

Tulio Kruse
Estadão

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu nesta segunda-feira, dia 23, que a Prefeitura da capital se manifeste sobre o uso da Avenida Paulista no dia 7 de setembro. O local é disputado por movimentos a favor e contra o presidente Jair Bolsonaro. O pedido indica que o tema ainda está em aberto no Tribunal de Justiça de São Paulo.

A petição do MP-SP foi registrada em uma ação judicial que trata do uso de espaço público por grupos políticos antagônicos, protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo. O órgão também emitiu uma nota oficial na qual defende que é responsabilidade do município analisar pedidos de uso de ruas e avenidas para manifestações, e também garantir que elas ocorram “de forma plural, pacífica e ampla”.

ESQUEMA DE RODÍZIO – O MP-SP também pede a manifestação do governo estadual na ação, que até o momento não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.

“Já há manifestações desta Promotoria de Justiça (de Habitação e Urbanismo) e decisões liminares no sentido de que se garanta o rodízio na utilização do referido espaço público por manifestantes de grupos antagônicos”, diz a nota do MP-SP. “Compete ao Município a análise dos pedidos de utilização dos espaços públicos previamente protocolados junto àquele ente público.”

A Avenida Paulista é alvo da disputa desde o início deste mês. Organizadores da campanha nacional Fora Bolsonaro e da manifestação Grito dos Excluídos, feito anualmente por setores da Igreja Católica, informaram no dia 10 de agosto sua intenção de realizar um ato que pede o impeachment de Jair Bolsonaro durante o feriado na avenida. A Polícia Militar informou, em seguida, que já havia um pedido para um ato a favor do presidente na mesma data e local.

PEDIDO INDIVIDUAL – Segundo os organizadores, o entendimento do comando do 11º Batalhão da PM, responsável pela área, é de que o 7 de setembro seria a vez de bolsonaristas se manifestarem na avenida. A decisão teria como base um pedido individual de um cidadão que queria fazer uma manifestação religiosa na Paulista no dia 24 de julho, quando ocorreu um ato anti-Bolsonaro no local.

Os organizadores da campanha contra Bolsonaro dizem que não foram informados sobre esse pedido à época e que, pelo fato de não ter ocorrido qualquer reunião para mediar a situação, o caso não valeria na contagem do “rodízio”.

“Com certeza, vamos continuar buscando todos os meios jurídicos e políticos para demonstrar que temos o direito de fazer a manifestação na Paulista no dia 7 de Setembro”, diz o coordenador da Central de Movimentos Populares, Raimundo Bonfim, um dos coordenadores da campanha contra o presidente, que entrou com uma representação junto ao MP-SP para garantir que possam se manifestar na Paulista no Dia da Independência. O governo estadual e a Secretaria de Segurança Pública não se pronunciaram sobre o assunto.


Oposição devia cancelar seus atos e impedir a ‘guerra’ que Bolsonaro tenta insuflar

Publicado em 24 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Céllus (Arquivo Google)

Carlos Newton

A crise é gravíssima. O presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e o “Gabinete do Ódio”, que funciona desde janeiro de 2019 no terceiro andar do Planalto, estão fazendo o possível e o impossível para provocar um choque entre as duas facções em que hoje se divide o país – a que tenta preservar o regime democrático e a que pretende instaurar uma nova ditadura militar.

Nesse quadro, é preciso entender que a internet mudou o mundo, a mídia tradicional (rádio, imprensa e TV) perdeu muito de sua importância, enquanto as redes sociais – impregnadas de revanchismos e fake news – se tornaram as principais fontes formadoras de opinião. Essa é nossa atroz realidade. Se a mídia tivesse a mesma relevância de outrora, Bolsonaro já teria sido derrubado há muito tempo.

MUNDO EM CRISE – Há exemplos de retrocessos políticos e crises semelhantes pelo mundo, comprovando o poder das fakes news e da distorção das verdades.

Aqui no Brasil, o clã Bolsonaro descobriu a pólvora, digamos assim, e soube armar uma campanha política espetacular, com base nas novas regras da robotização massiva das informações, colocando no chinelo as fake news do petismo, que nunca foi de esquerda e chegou ao poder usurpando as raízes trabalhistas de Alberto Pasqualini, Getúlio Vargas e Leonel Brizola, os três gaúchos mais importantes de nossa História.  

Sem chances de reeleição, perdendo para Lula ou qualquer representante da terceira via, só resta ao clã Bolsonaro semear uma radicalização que provoque confronto e tumultue a ordem pública, para que o presidente possa convocar as Forças Armadas e levá-las a uma nova aventura ditatorial.

SAÍDA CONSTITUCIONAL – Já sugerimos aqui na Tribuna da Internet que se busque uma saída constitucional. Assim, antes do Sete de Setembro, os presidentes do Supremo e do Senado deveriam usar o artigo 142 e mobilizar as Forças Armadas para impedir que ocorram essas manifestações radicais e despropositadas. Simplesmente, cancelar os protestos.

Como diziam Raul Seixas e Paulo Coelho, a serpente está na terra e o programa está no ar. Portanto, convém usar o mesmo veneno da serpente como antídoto. Quem convocaria os militares seriam o Judiciário e Legislativo, que estariam salvaguardando a democracia neste país.

Não há outra saída. Se o ministro Luiz Fux e o senador Rodrigo Pacheco se acovardarem, o presidente Bolsonaro vai incendiar este país. E como dizia o almirante Francisco Barroso, o Brasil espera que cada um cumpra o seu dever.

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P.S. –
 Com a interdição do presidente Jair Bolsonaro, que precisa ser submetido a tratamento psiquiátrico, como aconteceu a Delfim Moreira em 1918, o vice-presidente assume, e vida que segue, diria João Saldanha. Conforme já assinalamos aqui, embora o general Mourão também seja do fã-clube do torturador Brilhante Ustra, é infinitamente mais democrata do que o atual presidente e merece nossa confiança(C.N.)

Com expectativa de derrota, a “martirização” passa a ser a maior estratégia de Bolsonaro

Publicado em 24 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro

Bolsonaro imita Lula e tenta se tornar “perseguido político”

Carlos Pereira
Estadão

Conflitos políticos entre o Executivo e o Judiciário existem em qualquer democracia. Entretanto, eles somente evoluem para crises institucionais quando os poderes da outra instituição são ameaçados. Tais crises geralmente ocorrem quando existe a combinação de um Executivo constitucionalmente forte e, ao mesmo tempo, politicamente fraco. Ou seja, que não desfruta de maioria estável no Legislativo, no Judiciário ou em ambos, e por isso experimenta sucessivas derrotas a despeito dos seus poderes.

Diante dessa combinação desfavorável, presidentes podem, por exemplo, se sentir tentados a alterar a composição da Suprema Corte, seja por meio do aumento do número de juízes ou pela exclusão de alguns deles por iniciativas de impeachment.

DISPUTAS DE PODER – No artigo “The origins of institutional crises in Latin America”, Gretchen Helmke propõe um modelo para explicar como crises interinstitucionais acontecem e quais as chances de uma instituição agressora obter sucesso na fragilização da instituição agredida.

Para a autora, existem três elementos interconectados neste jogo estratégico. O primeiro seria a diferença significativa de poder entre as instituições agredida e agressora, o que Helmke chama de Stakes. Isto é, quanto maior o poder institucional do Judiciário vis-à-vis os poderes do Executivo, maior os incentivos para a agressão.

O segundo elemento seria o custo de legitimidade dos ataques, medidos com base na confiança da sociedade nas instituições envolvidas no conflito. E o terceiro seria a expectativa de cada parte envolvida acerca das chances de sucesso da instituição agressora.

CUSTOS DA EMPREITADA – Até que ponto as iniciativas de Bolsonaro de pedir impeachment de dois ministros do STF, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, têm chances de vingar? Embora o Judiciário brasileiro seja considerado como um dos mais independentes, especialmente no que diz respeito à sua grande autonomia ex post para contrariar as preferências dos outros poderes, o Executivo já tem bastante influência no processo de indicação dos membros da Suprema Corte.

Além do mais, como o Executivo brasileiro já é muito poderoso, fica difícil imaginar se os eventuais ganhos institucionais (Stakes) adicionais suplantariam os custos dessa empreitada.

De acordo com o relatório ICJBrasil (2021) da FGV Direito SP, a confiança da população brasileira no Judiciário melhorou consideravelmente em relação às últimas pesquisas, alcançando a marca de 40%.

SUPREMO PRESTIGIADO – Embora a confiança na Presidência da República também tenha melhorado no mesmo período, encontra-se em um patamar inferior, 29%. Especificamente em relação ao STF, 42% acreditam que se trata de uma instituição confiável ou muito confiável. Esse porcentual era de 27% em 2017.

As reais chances de Bolsonaro ser bem-sucedido no impeachment a ministros do Supremo também são reduzidas. É importante ter em mente que se trata de um presidente minoritário no Congresso e em franco declínio de sua popularidade.

Adicionalmente, a grande fragmentação partidária funciona como um obstáculo endógeno para que o presidente, mesmo sendo poderoso, consiga passar o “rolo compressor” nas instituições de controle.

BOLSONARO VAI PERDER – Como a diferença de Stakes não é significativa em relação aos custos, o apoio público do STF é maior do que o do presidente e a expectativa de sucesso das iniciativas de Bolsonaro no Legislativo é baixa, deve-se esperar que ele seja mais uma vez derrotado.

Mesmo diante da impossibilidade de retrocessos institucionais, a chance de reeleição cada vez mais reduzida continuará alimentando o confronto do presidente com o Judiciário e com outras instituições de controle. A estratégia, porém, será a de tirar proveito político da derrota.

A próxima investida promete ser a ameaça de descumprimento de decisão judicial. Se essa ameaça for levada adiante, certamente provocará retaliações que farão com que o presidente seja visto pela sua base eleitoral como mártir. Cabe ao STF ser estratégico para não dar essa chance a Bolsonaro.

Escândalo em Jeremoabo: Suposta Compra de Votos pode Enterrar os Sonhos do Grupo de Deri do Paloma

 

Escândalo em Jeremoabo: Suposta Compra de Votos pode Enterrar os Sonhos do Grupo de Deri do Paloma

Uma bomba caiu no colo da oposição no município de Jeremoabo, um material arrebatador contendo fotos, áudios e vídeos podem comprovar uma suposta compra de votos, no qual correligionários do grupo do prefeito estariam comprando votos fornecendo sacos de cimento, em troca de apoio entregando-lhe uma nota de autorização para receber os mesmos em uma loja de material de construção bastante conhecida na cidade. Iremos divulgar em breve mais detalhes. Desta vez o BAMBU GEMEU COM VONTADE no interior da Bahia. Vamos Aguardar a cena dos próximos capítulos.

A captação ilícita de sufrágio (compra de votos) é ilícito eleitoral punido com a cassação do registro ou do diploma do candidato e multa, de acordo com o artigo 41-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), e inelegibilidade por oito anos, segundo a alínea ‘j’ de dispositivo do artigo 1º da Lei Complementar nº 64/90 (Lei de Inelegibilidades), com as mudanças feitas pela Lei da Ficha Limpa (LC nº 135/2010).

O ilícito de compra de votos está tipificado no artigo 41-A da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). Segundo o artigo, constitui captação de sufrágio o candidato doar, oferecer, prometer ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinquenta mil Ufir, e cassação do registro ou do diploma. Além da Lei das Eleições, o Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) tipifica como crime a compra de votos (artigo 299). Prevê pena de prisão de até quatro anos para aqueles que oferecem ou prometem alguma quantia ou bens em troca de votos, mas também para o eleitor que receber ou solicitar dinheiro ou qualquer outra vantagem, para si ou para outra pessoa (artigo 299).

Já a alínea ‘j’ do inciso I do artigo 1º da LC 64/90 (alterada pela LC 135/2010 – Lei da Ficha Limpa) afirma que são inelegíveis, pelo prazo de oito anos a contar da eleição, os condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, por corrupção eleitoral, por captação ilícita de sufrágio (compra de votos), por doação, arrecadação ou gastos ilícitos de recursos de campanha ou por conduta vedada aos agentes públicos em campanhas eleitorais que impliquem cassação do registro ou do diploma.

A Justiça Eleitoral pune com muito rigor, conforme a lei, quem tenta influenciar a vontade do eleitor com a prática de compra de votos. Isto porque, pela legislação, o direito do cidadão ao voto livre, consciente e soberano é um bem juridicamente tutelado, devendo quem comete o ilícito sofrer as sanções que a lei estipula.

No entanto, a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já fixou alguns pontos sobre a questão. Para o TSE, para alguém ser condenado por compra de votos não é necessário verificar a potencialidade da conduta (comprar um voto já é crime); é preciso que haja provas robustas e firmes contra o acusado para condená-lo; e para caracterizar o crime é indispensável a prova de participação direta ou indireta dos acusados, permitindo-se até que esta seja na forma de explícita anuência dos denunciados em relação à conduta praticada, não bastando, para configurar o ilícito, o proveito eleitoral que com os fatos tenham obtido, ou a presunção de que desses tivessem ciência.

A Lei nº 12.034/2009 (minirreforma eleitoral) incluiu no artigo 41-A da Lei das eleições não ser necessário o pedido expresso de voto para caracterizar o crime. Diz o parágrafo primeiro do artigo: “para a caracterização da conduta ilícita, é desnecessário o pedido explícito de votos, bastando a evidência do dolo, consistente no especial fim de agir”. Ou seja, para caracterizar a compra de votos é preciso que ocorram, de modo simultâneo, os seguintes requisitos: prática de uma das condutas previstas no artigo 41-A da Lei nº 9.504/1997; fim específico de obter o voto do eleitor; e participação ou anuência do candidato beneficiário na prática do ato.

O eleitor deve procurar a Justiça Eleitoral e, principalmente, o Ministério Público Eleitoral (MPE), o promotor eleitoral da localidade, levar os fatos, as suspeitas, fazer uma declaração formal e pedir que o promotor investigue.

https://jeremoaboalerta.wordpress.com/2020/11/05/escandalo-em-jeremoabo-suposta-compra-de-votos-pode-enterrar-os-sonhos-do-grupo-de-deri-do-paloma/?fbclid=IwAR3YuMqheR3bLsFP3bWFJpxwtQJCrYcZkdclUhuxGkTvZ81lNrwmnEvUN1M

Nota da redação deste Blog -   Lucas 12:2-7

"Tudo o que está coberto vai ser descoberto, e o que está escondido será conhecido. Assim tudo o que vocês disserem na escuridão será ouvido na luz do dia. E tudo o que disserem em segredo, dentro de um quarto fechado, será anunciado abertamente."
Inicio esse comentário citando Lucas 12:2-7 para dizer que tudo de mal feito que é feito  às escondidas um dia será descoberto, como agora está sendo.
Os  apoiadores e simpatizantes do atual prefeito usam o método ultrapassado  do 

Braço direito de Hitler , Joseph Goebbels  apelando para a tática de que ‘uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade’.

Por esse motivo estão constantemente bradando que as pesquisas que apontavam a ex-prefeita Anabel foi mentiroso e fraudulenta, tudo isso para que o povo esqueça das suprotas fraudes e crimes eleitorais praticado durante o pleito de 2020.
Essa bomba já era para ter sido explodido logo quando apareceu n os primeiros PRINTs denunciando compra de votos, inclusive desnudando autorizações de candidatos para fornecimento de medicamentos, cimento, portas, botijão de gás etc.; só não acontecendo porque a fiscalização da ex-candidata falhou confiando que já estava ganho por antecedência. 
Aqui fica masi uma vez que a vitória de Anabel foi tomada através de suposta compra de votos, abuso da máquina administrativa e abuso do poder econômico, cabendo somente agora a Justiça Fazer Justiça









segunda-feira, agosto 23, 2021

STF derruba condenação dos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima por associação criminosa

por Lula Bonfim

STF derruba condenação dos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima por associação criminosa
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou, na tarde desta segunda-feira (23), a condenação por associação criminosa do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) e do seu irmão, o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB), no caso das malas com R$ 51 milhões, encontradas em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador, em 2017 (relembre aqui). Ambos, entretanto, seguem condenados por lavagem de dinheiro no mesmo processo.

 

A decisão diminuiu as penas de prisão, tanto de Geddel quanto de Lúcio, em um ano e meio. Agora, o ex-ministro dos governos Lula e Temer passará a cumprir 13 anos e quatro meses de prisão, enquanto o ex-deputado federal teve a pena reduzida para nove anos.

 

Derrotado por 3 a 1 na turma, o ministro Edson Fachin foi o único que votou pela manutenção da condenação por associação criminosa. Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Kassio Nunes Marques formaram maioria pela derrubada.

 

Os ministros do STF também definiram pela exclusão da condenação em danos morais, pois consideraram que o Ministério Público Federal não indicou fundamentos legais capazes de justificar o valor estabelecido.

Bahia Notícias

Governadores dizem que não permitirão uso político das Polícias Militares no dia 7

Publicado em 23 de agosto de 2021 por Tribuna da Internet

Governadores em reunião na sede do Governo do DF

Governadores querem realizar reunião com os três Poderes

Renato Machado e Thiago Resende
Folha

Em um momento de elevada tensão institucional, os governadores de estados realizaram uma reunião na manhã desta segunda-feira (23) e decidiram atuar conjuntamente para tentar harmonizar a relação entre os Poderes, pedindo inclusive uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na próxima semana.

“O objetivo é demonstrar a importância de o Brasil ter um ambiente de paz, de serenidade onde possamos garantir a forma de valorização da democracia, mas principalmente criar um ambiente de confiança que permita atração de investimentos, geração de empregos e renda”, disse o governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

RUPTURA INSTITUCIONAL – A reunião do Fórum dos Governadores já estava prevista, mas de última hora teve incluída na pauta a possibilidade de uma ruptura institucional. O assunto veio à tona nos últimos dias após a série de ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Além de Ibaneis e Dias, outros 22 governadores, entre eles o de São Paulo, João Doria (PSDB), participaram de forma remota. A postura de Bolsonaro, que apresentou nesta sexta-feira (20) um pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes, foi criticada por governadores

“Foi uma proposta de consenso de todos nós, governadores, pela nossa disparidade de posições políticas e partidárias, mas, pela harmonia que temos no nosso grupo, nós temos condições de ajudar nessas relações”, afirmou Ibaneis.

POLÍCIAS MILITARES – Outro item de preocupação abordado durante a reunião foi a atuação de policiais militares durante a crise institucional no país. Os governadores então assumiram um compromisso público e formal de que as corporações não serão usadas politicamente.

“Aprovamos por parte dos estados um compromisso de que as polícias dos estados estarão atuando na forma e nos limites da Constituição e da lei. É um compromisso do Fórum dos Governadores”, afirmou Wellington Dias.

Ibaneis Rocha foi questionado especificamente sobre a atuação da Polícia Militar do Distrito Federal durante os protestos do dia 7 de setembro. Respondeu que ele e seu comandante têm total controle sobre a corporação. “Não tenho menor dúvida, que na Polícia Militar aqui do Distrito Federal não teremos nenhum tipo de insubordinação”, afirmou.

RESISTÊNCIA – Durante a reunião, houve resistência da parte de alguns governadores a adotarem uma postura de maior confronto com Bolsonaro, segundo alguns presentes no evento.

Em mais um sinal de cautela, os pedidos de reuniões serão encaminhados a todos os chefes dos Poderes e não apenas a Bolsonaro. Segundo informou Dias, as cartas individuais solicitando os encontros e apresentando a agenda a ser discutida serão elaboradas até o fim desta semana, para que seja possível realizar as reuniões já na próxima semana.

Serão encaminhados ofícios para o presidente da Câmara e do Senado, respectivamente Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e também para o presidente do STF, ministro Luiz Fux.

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