terça-feira, abril 27, 2021

TRF-1 suspende decisão que impedia Renan de assumir relatoria da CPI da Covid


TRF-1 suspende decisão que impedia Renan de assumir relatoria da CPI da Covid
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) determinou a suspensão da liminar da Justiça Federal de Brasília que impediu o senador Renan Calheiros (MDB-AL) de ser nomeado relator da CPI da Covid (clique aqui e entenda o caso).

 

Para o TRF-1, a questão cabe apenas ao Senado Federal e, por isso, deve ser tratada exclusivamente pelos parlamentares. A expectativa é de que Renan seja escolhido para a relatoria da comissão, que  deve ser presidida por Omar Aziz (PSD-AM).

 

Expedida nesta segunda-feira (26), a determinação, do juiz Charles Morai, da 2ª Vara Federal do Distrito Federal, foi proferida em uma ação popular movida pela deputada Carla Zambelli (PSL-SP), uma das principais apoiadores do presidente Jair Bolsonaro no Congresso. O magistrado afirma que a decisão vale até que o senador e a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestem no processo. Enquanto isso, o juiz determina que o nome de Calheiros seja impedido de ser escolhido como relator da comissão.

Bahia Notícias

Oposição vai à Justiça e ao Conselho de Ética contra Alden por fala sobre ‘verba’ da prefeitura


por Bruno Luiz

Oposição vai à Justiça e ao Conselho de Ética contra Alden por fala sobre ‘verba’ da prefeitura
Foto: Divulgação

A bancada de oposição vai ingressar com representação criminal na Justiça e com ação no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) contra o deputado estadual Capitão Alden (PSL). Em live no domingo (25), o parlamentar disse que seus colegas oposicionistas recebem mensalmente, cada um, R$ 1,6 milhão da prefeitura de Salvador (veja aqui). Alden não apresentou provas da acusação, não citou quem ganha e nem qual a finalidade do valor, mas sugeriu que o dinheiro seria fruto de corrupção. O Bahia Notícias procurou a assessoria de comunicação de Alden e aguarda posicionamento. 

 

Se aceita pelo Conselho de Ética, a representação pode culminar na cassação do mandato do deputado. Líder da oposição na Casa, Sandro Régis (DEM) classificou as declarações do parlamentar como “esdrúxulas”. “Vamos interpelar judicialmente o deputado para que ele diga quem recebe o dinheiro. Foi uma acusação muito séria, e ele vai ter que provar. É esdrúxulo, não existe. Você não deve se promover em cima de ninguém, e sim pela sua capacidade”, disse Régis em entrevista ao Bahia Notícias. Questionado sobre como ficaria a situação do deputado na oposição, Régis afirmou que “cada dia com sua agonia”.

 

As representações devem ser apresentadas ainda nesta terça. Na Justiça, Alden deve ser acusado de calúnia e difamação. Já no âmbito do Conselho de Ética, o processo será por quebra de decoro parlamentar. O colegiado é presidido atualmente por Marquinho Viana (PSB) e tem Régis na vice-presidência.

 

As declarações de Alden provocaram indignação entre seus colegas de bancada. Paulo Câmara (PSDB) cobrou que o parlamentar diga quem embolsa o dinheiro. “Quero que nomine os deputados que recebem o dinheiro, sob pena de achar que é um mau caratismo ou chantagem barata com o prefeito [Bruno Reis]”, afirmou o tucano. No grupo da bancada no WhatsApp, o parlamentar bolsonarista também foi atacado. “Pediram que ele se respeitasse e procurasse o lugar dele”, relatou deputado, que não quis se identificar.

 

ACUSAÇÕES
Na transmissão, o deputado adotou um tom beligerante ao atacar os colegas de Casa. “Eu entrei na polícia, enfrentei foi tiro, subi favela, enfrentei bandido armado até os dentes, eu vou ter medo de vagabundo corrupto? Não tenho, não. Inclusive, estou armado, se vier bala de lá, vem de bala de cá também. Posso até morrer, mas não vou ficar calado. Eu fui eleito não foi pra ficar em casa, com medinho, sem denunciar nada. Se eu ficasse na minha, sem falar nada, eu tava feito na vida, recebendo 1,6 milhão da prefeitura, porque os deputados de oposição todos ganham R$ 1,6 milhão da prefeitura. Eu não tenho nada, não tenho cargo na prefeitura, não tenho cargo no governo do estado”, afirmou Alden durante a live.

 

O parlamentar ainda cobrou que a oposição assine um requerimento para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que possa investigar suposto desvio de recursos no governo estadual para compra de respiradores. Disse também que a imprensa é comprada, sem apresentar provas.

 

“Por que não assinam a porra da CPI? Cadê os desdobramentos das investigações? Todo mundo calado. A imprensa é calada. R$ 243 milhões que sumiram, ninguém sabe onde está”, questionou.

Bahia Notícias

Bolsonaro despreza dados oficiais do IBGE e prefere inventar seus próprios fatos


Charge do PW (pwdesenhos.com.br)

Bruno Boghossian
Folha

No segundo mês de governo, Paulo Guedes pediu uma tesourada no Censo. Para cortar gastos, o ministro propôs a redução do questionário da pesquisa que seria feita em 2020. Como consequência, o país teria menos informações sobre suas desigualdades e menos elementos para elaborar políticas públicas.

“Se perguntar demais, você vai acabar descobrindo coisas que nem queria saber”, afirmou Guedes. O ministro tentava fazer graça, mas acabou revelando o desprezo que o governo Jair Bolsonaro teria pela realidade.

NEM QUERIA SABER – Em 2020, o Censo foi adiado por causa da pandemia. Na sexta-feira (23), o Ministério da Economia confirmou que ele também não será feito em 2021. Para piorar, Bolsonaro cortou 25% do orçamento que seria usado para preparar a pesquisa. Com isso, o país também corre o risco de atravessar 2022 sem aquelas informações que o governo “nem queria saber”.

O apagão de dados é uma política de Bolsonaro. Desde o início do mandato, o presidente e seus auxiliares trabalham para desacreditar estatísticas oficiais. O governo prefere enterrar informações incômodas.

SILENCIANDO O IBGE – O mesmo IBGE que foi alvo dos cortes no Censo também havia sofrido ataques de Bolsonaro em 2019. Irritado com os números do desemprego, ele distorceu a metodologia das pesquisas da área para dizer que o órgão “não mede a realidade”. O instituto precisou divulgar uma nota para desmentir o presidente.

No meio ambiente, Bolsonaro já questionou dados do Inpe que apontavam uma alta no desmatamento em seu governo. Na pandemia, encomendou do Ministério da Saúde uma manobra para maquiar as estatísticas de mortes por Covid-19 e esconder seu papel na tragédia.

Sucatear esses órgãos e desqualificar a produção de dados públicos são parte de um projeto. Como não tem um programa de governo para lidar com a realidade, Bolsonaro escolheu inventar seus próprios fatos.

Flávio Bolsonaro acusa Rodrigo Pacheco de ter sido ‘ingrato’ por instalar CPI e não impedir Renan de relatar


Flávio não entende porque “tanta correria” para instalação da CPI

Paulo Cappelli
O Globo

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) afirmou nesta terça-feira, dia 27, que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), foi “ingrato” ao cumprir determinação do Supremo Tribunal Federal para instalar a CPI da Pandemia e, ao mesmo tempo, ignorar decisão proferida ontem pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal que procurava impedir Renan Calheiros (MDB-AL), crítico do governo, de relatar a comissão. Esta foi a primeira crítica do núcleo de Bolsonaro ao presidente do Congresso.

“Quando houve a decisão do Barroso, Pacheco disse: “Decisão não se discute, cumpre-se”. Mas, passados alguns dias, a Justiça determina que Renan não pode ser relator, e ele diz que não vai cumprir”, disse Flávio Bolsonaro.

CRÍTICA ABERTA – Indagado se houve “ingratidão” por parte de Pacheco, apoiado pelo Planalto à presidência do Senado, Flávio afirmou que sim. Esta foi a primeira vez em que Pacheco foi criticado abertamente por um integrante do núcleo de Bolsonaro.

“Entendo que houve ingratidão e falta de consideração por parte do presidente da Casa. Deveria ao menos ter nos procurado para avaliar a conveniência da CPI. No mínimo, deveria ouvir agora o (líder do governo no Congresso) Eduardo Gomes (MDB-TO) para fazer a CPI presencial. Vários passos da CPI deveriam ser presenciais. Por que não acatar essa questão de ordem e esperar todos se imunizarem. Por que essa correria? Em um momento em que todas as comissões estão paradas”, argumentou Flávio Bolsonaro.

Horas depois da declaração do senador, o TRF-1 derrubou a decisão do TJ-DF e, citando o princípio de separação dos Poderes, manteve livre o caminho para Renan Calheiros relatar a CPI.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É incrível perceber que agora não há nem a preocupação em disfarçar as declarações, deixando as intenções desviadas nas entrelinhas. Flávio foi explícito ao mostrar que a mágoa se deu em virtude do toma lá dá cá esperado, porém não efetivado, no episódio da CPI. O filho de Bolsonaro pensa (?) que, em “dívida”, Pacheco  agiria de acordo com as necessidades do Planalto, mas a bola em jogo caminha no sentido contrário. E olha que a partida mal começou. (Marcelo Copelli)


CPI da Pandemia elege Omar Aziz presidente e Randolfe Rodrigues vice; Renan Calheiros é indicado relator


Resultado representa derrota para o governo 

Julia Lindner e Paulo Cappelli
O Globo

Por oito a três, os membros titulares da CPI da Covid elegeram o senador Omar Aziz (PSD-AM) como presidente do colegiado nesta terça-feira. Além dos votos da oposição e dos independentes, que já eram esperados, Aziz recebeu o apoio do senador Ciro Nogueira (PP-PI), aliado do governo. Como previamente acordado, Aziz indicou Renan Calheiros (MDB-AL) para relatar as investigações.

Até o último momento, governistas tentaram impedir a escolha de Renan como relator. O senador Jorginho Mello (PL-SC), que é próximo ao presidente Jair Bolsonaro, reapresentou uma questão de ordem instantes antes da indicação para que o senador alagoano fosse considerado suspeito na condução das investigações, considerando que o seu filho é governador de Alagoas. Em tom firme, Aziz indeferiu o pedido.

“SENADOR POR COMPLETO” – “Eu indefiro a questão de ordem por entender que não existe senador pela metade. Todos nós somos senadores por completo. E o senador Renan tem colocado uma coisa que é verdade: se o senador não pode participar de uma CPI ele não é senador. Essa discussão está madura na sociedade. Estamos malhando em ferro frio. O senador Renan votou a PEC da Guerra, a ajuda para estados e municípios, se ele fosse suspeito não poderia votar”, disse Aziz a Jorginho.

Em seguida, o presidente eleito da CPI também criticou a decisão da Justiça Federal do Distrito Federal, determinada ontem, que tentava impedir Renan de assumir a relatoria. A decisão foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF-1).

“Ontem tivemos esse constrangimento novamente de um juiz de primeira instância… Felizmente o TRF-1 colocou na linha essa questão, é uma coisa que o Senado está acostumado. E colocar essa questão aqui [de Jorginho Mello] me deixa constrangido em dizer que não vou acatar a questão de ordem e vou indicar Renan Calheiros. Já está indicado o senador Renan Calheiros, essa questão já está passada”,declarou o senador amazonense.

ÂNIMOS EXALTADOS – Governista, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) insistiu que Renan não poderia ser escolhido relator por considerá-lo como suspeito, mas foi interrompido por Aziz, que disse já ter decidido sobre o tema. Marcos Rogério, então, pediu calma e disse que o presidente estava nervoso.

“A única coisa que eu não estou é nervoso. Só que você está desde o primeiro… Nós estamos há duas horas e meia aqui e três ou quatro senadores querendo não instalar. Qual é o medo da CPI? É o medo da CPI ou medo do senador Renan? Não estou entendendo. O próprio líder, o seu líder do governo, Fernando Bezerra, diz que não tem medo da CPI e quer dar transparência. Vossa Excelência quer questionar novamente a questão do Renan e diz que eu estou nervoso?”,reagiu Aziz.

SUSPEIÇÃO – Em seguida, Marcos Rogério afirmou que a suspeição de Renan não seria apenas por sua relação familiar, mas por já ter criticado a gestão do governo federal na pandemia. Ele alega que não há isenção.

Antes, Marcos Rogério também criticou o discurso de Omar dizendo que a CPI não deve fazer justiça pelas vítimas da Covid-19. “Essa CPI não tem esse papel. Por mais que quiséssemos ter força instrumental para formulação de políticas públicas de enfrentamento da pandemia. A CPI investiga fato determinado, sobretudo do passado, mas não serve para fazer justiça aos mortos”, disse Marcos Rogério.

Omar Aziz reagiu dizendo que não entendeu o que o senador estava querendo dizer e reforçou que a CPI serviria para fazer justiça direta ou indiretamente. “É justo as pessoas não terem a segunda dose para se vacinar? Isso é justo?”, questionou Aziz. Marcos Rogério rebateu novamente dizendo que a CPI não pode garantir vacinas para a população e que Aziz estava nervoso.

IMPARCIALIDADE – Aliado de Bolsonaro, Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que votou em Omar Aziz para presidir a relatoria. Segundo Nogueira, Aziz lhe prometeu que seria “imparcial” na condução dos trabalhos. O presidente nacional do PP, no entanto, disse ver com “preocupação” o fato de Renan Calheiros assumir a relatoria da investigação.

“Parabenizo Randolfe pela vice-presidência e digo a Renan: neste momento não vejo obstáculo algum para que seja relator. Há uma hora atrás, existia uma decisão judicial, que era absurda, mas existia. Não se pode cumprir uma decisão e descumprir outra. Se essa CPi está funcionando é por conta de uma decisão judicial. Não vejo obstáculo, Renan, (porque a decisão que havia foi derrubada). Eu vejo preocupação. E espero que minhas preocupações se percam no tempo. Espero que saiba honrar essa vontade do nosso presidente, da maioria, de ser relator”, disse.

“Tenho total divergência que, no caso de acusação contra seu filho (o governador de Alagoas, Renan Filho), o senhor vai se ausentar. Não existe “meio relator”. Ou é relator ou não é. Espero que não haja nenhum tipo de acusação contra seu filho, que é um grande amigo meu, mas se isso vier a ocorrer, o senhor tem que relatar. Até porque ficará sob sua responsabilidade a elaboração do relatório será final”, argumentou Nogueira.

O prefeito e sua secretaria de saúde tenta negar mas a rádio pinhão não falha

 A secretaria de saúde do município de Jeremoabo emitiu um comunicado informando que aquele órgão irá permanecer fechado a partir do dia 27.04,  só reabrindo no dia 03.05, cuja alegação são  problemas técnicos, ainda bem que não é em avião, senão seria tragédia na certa.

No entanto, a rádio pinhão através das redes sociais e grupos do ZAP, divulgaram outra informação bem diferente que de certo modo faz sentido; segundo eles, problemas técnicos é mais uma pegadinha do governo municipal, o problema é o COVID-19 com vários funcionários contaminados. 

Caso essas informações sejam verdadeiras, os responsáveis pela saúde da coletividade omitindo a doença, está expondo a vida dos que trabalham no prédio e da coletividade.

"Logo, a pessoa que foi diagnosticada ou suspeita ter sido

 contaminada pelo novo coronavírus deverá adotar todas 

as orientações necessárias para a preservação da saúde

 coletiva, sob pena até mesmo de cometer crime tipificado

 em nosso código penal, artigos 131 e 132, vejamos:

Art. 131 - Praticar, com o fim de transmitir a outrem

 moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de

 produzir o contágio: Pena - reclusão, de um a quatro anos

, e multa.   Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a

 perigo direto e iminente: Pena - detenção, de três meses

 a um ano, se o fato não constitui crime mais grave.

O ideal, se for este o caso, é que a empresa divulgue, apenas, em qual setor da empresa foi detectado resultado positivo para a Covid-19.

Assim, a conclusão é de que ao se verificar, através de orientação médica, que o empregado porta o vírus ora tratado, este deve ser afastado do labor (Decreto 10.212/2020 e Lei 13.979/2019) e não é recomendável que o empregador divulgue o nome do empregado portador do coronavírus; pois, o fazendo, essa atitude pode implicar em violação ao pleno respeito à dignidade, aos direitos humanos e às liberdades fundamentais do trabalhador previstas na Constituição Federal, bem como, no art. 3º, § 2º, inciso III, da Lei 13.979/2020.

Entretanto, ante o interesse público em risco (pandemia), indicar que o trabalhador tem o vírus não pode ser considerado uma forma de discriminação, de preconceito ou de estigma."

Esse governo  cada dia que passa perde ainda mais o restinho da credibilidade que ainda existe, já que faz questão de sonegar a verdade como realmente ela é.


Regina Duarte terá de se retratar à família de Lula por disseminar fake news

Regina Duarte terá de se retratar à família de Lula por disseminar fake news
Fotos: Isac Nóbrega/PR | Ricardo Stuckert

A atriz Regina Duarte terá que se retratar por ter propagado uma notícia falsa sobre a ex-primeira-dama Marisa Letícia, morta em 2017. A situação ocorre em razão de uma decisão judicial do juiz Manuel Eduardo Pedroso Barros, da 12ª Vara Cível de Brasília, que condenou a ex-secretária de Cultura. 

 

Segundo o blog de Ancelmo Góis, em O Globo, o processo que resultou na condenação foi ajuizado por Lula e seus filhos em 2020, depois que a então gestora do órgão cultural fez uma publicação em seu perfil no Instagram em que afirmava que foram encontrados R$ 256 milhões em uma conta de Dona Marisa (relembre aqui) - quantia muito superior aos  R$ 26.281,74, que, de fato, foram encontrados nas contas dela.

 

O magistrado reconheceu que Regina Duarte "propalou Fake News a respeito do patrimônio da falecida Marisa Letícia", mas que hora "induzida a erro" pelo fato de o valor errado ter sido informado pela Justiça. O juiz, porém, considerou que há necessidade de retratação diante da relevância do tema.

 

"Assim, deverá a ré ser condenada a publicar, em sua conta no Instagram ou, na hipótese de a conta estar cancelada, em meio virtual similar, a integralidade da presente sentença, com sinceros pedidos de desculpa à memória da falecida".

 

Caso não cumpra a decisão, a atriz terá que pagar uma multa que pode variar de R$ 150 a R$ 50 mil. A condenação ainda cabe recurso.

Bahia Notícias

Processo por sonegação fiscal de desembargadora do TJ-BA prescreve no CNJ


por Cláudia Cardozo

Processo por sonegação fiscal de desembargadora do TJ-BA prescreve no CNJ
Foto: Divulgação

Prescreveu o processo administrativo disciplinar por sonegação fiscal movido pela Corregedoria Nacional de Justiça contra a desembargadora Maria da Graça Osório Pimentel Leal, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Ele foi originado após a desembargadora responder a uma ação penal no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por sonegação de impostos de renda.

 

Segundo os autos, ela teria entregue declarações falsas do imposto de renda à Receita Federal nos anos 2006, 2007 e 2008, para reduzir a base de cálculo do imposto, com declaração de despesas que nunca realizou. O prazo de prescrição de processos por sonegação fiscal é de 12 anos, porém, como a magistrada completou 70 anos em 2018, o prazo prescricional foi reduzido pela metade. 

 

A ação penal foi movida no STJ em maio de 2013 pelo Ministério Público Federal (MPF). Em outubro de 2019, o ministro Herman Benjamin declarou que a competência para julgá-la era da Justiça Federal na Bahia, pois o crime de sonegação fiscal de imposto de renda não tem relação com o exercício do cargo de desembargadora e, por isso, não detém foro privilegiado. A 17ª Vara Federal de Salvador posteriormente reconheceu a prescrição da ação diante da idade de Maria da Graça. Segundo informações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a desembargadora teria feito um parcelamento da dívida tributária para ficar em dia com a Receita Federal.

 

Maria da Graça Osório Pimentel Leal é ré na Ação Penal 940, originada na Operação Faroeste, que investiga um esquema de corrupção no TJ-BA. A magistrada responde à ação acusada de integrar organização criminosa de corrupção e por lavagem de dinheiro. No CNJ, a desembargadora também responde a outro processo administrativo disciplinar decorrente das infrações apuradas na Operação Faroeste.

 

O caso da sonegação fiscal chegou ao CNJ em maio de 2014, a partir de ofício remetido pela Procuradoria Geral da República (PGR), noticiando a instauração de inquéritos perante o STJ. Mas o processo administrativo só foi aberto na sessão plenária ocorrida em 18 de fevereiro de 2020, quando o caso já estaria prescrito. Na sessão em que foi decidida a abertura do processo, o então corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, afirmou que as esferas penal e administrativa são independentes, de tal forma que a decisão da Justiça Federal não afetaria a apuração da conduta na via administrativa. Ela teria violado os artigos 1º, 5º, 16 e 37 do Código de Ética da Magistratura Nacional, e o artigo 35, I e VIII, da Lei Orgânica da Magistratura. Na sessão, o corregedor ainda disse que o processo ficou na Corregedoria por alguns anos para análise, mas que, quando assumiu, por ser uma pessoa célere, analisou o caso e levou para julgamento. Humberto Martins, na ocasião, declarou que considerava os fatos "gravíssimos" e ressaltou para os conselheiros do órgão que o caso não fazia alusão a Operação Faroeste. "Não é do oeste da Bahia, é do oeste do imposto de renda", comentou. 

 

Na sessão realizada na última terça-feira (20), o atual presidente do CNJ, ministro Luiz Fux, reconheceu que houve uma “falha administrativa” que culminou com a prescrição do caso. Para a corregedora nacional de Justiça, ministra Maria Thereza de Assis Moura, o processo deveria continuar tramitando. Entretanto, por maioria dos votos, ficou reconhecida a prescrição do caso.

 

MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA

Durante as investigações da Operação Faroeste, foi descoberto que a desembargadora Maria da Graça Osório Pimentel Leal, então 2ª vice-presidente do TJ-BA, detinha 57 contas bancárias. O relatório de inteligência financeira indicava que, entre janeiro de 2013 até o dia 19 de novembro de 2020, data da deflagração da 1ª fase da operação, a magistrada havia movimentado R$ 13,3 milhões, sendo que R$ 1,9 milhões não apresentaram origem ou destino destacado. Para o MPF, não é crime ter tantas contas, mas o fato traz uma suspeição diante do grande volume de transações eletrônicas, cheques e depósitos em dinheiro. Para o ministro relator da ação penal, Og Fernandes, do STJ, o fato indicaria um “mecanismo típico de lavagem de dinheiro” de um esquema de corrupção. Do valor total apurado no período, apenas R$ 2 milhões seriam oriundos de verbas salariais como magistrada do TJ-BA.

Bahia Notícias

Anvisa aponta pontos críticos e rejeita pedidos de aval à importação da vacina Sputnik V


por Natália Cancian | Folhapress

Anvisa aponta pontos críticos e rejeita pedidos de aval à importação da vacina Sputnik V
Foto: Divulgação/ Sputnik V

Em meio à pressão de governadores para liberação e discussão sobre prazos que chegou à Justiça, a diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) negou nesta segunda-feira (26) pedidos de aval à importação excepcional da vacina Sputnik V. O imunizante é desenvolvido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia.

 

A decisão se refere a pedidos feitos por dez estados (Bahia, Acre, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Ceará, Sergipe, Pernambuco, Rondônia). O total de doses não foi divulgado.

 

Além deles, outros quatro estados também pleiteiam aval semelhante na agência, mas entraram com pedidos mais tarde. A decisão atual, porém, indica que eles também devem ter entraves.

 

Segundo diretores e equipe técnica, a falta de dados mínimos e a identificação de pontos críticos entre aqueles apresentados -- como falhas no desenvolvimento que trazem incertezas sobre a segurança da vacina -- levaram à não aprovação.

 

Os pedidos dos estados à agência foram feitos no fim de março com base na lei 14.124, que abre espaço para pedidos de autorização excepcional e temporária para importação e distribuição de remédios e vacinas contra a Covid sem registro ou aval no Brasil.

 

A legislação condiciona o pedido a requisitos, como o fato do produto ter sido aprovado por órgãos regulatórios de outros países, incluindo a Rússia.

 

A mesma lei prevê prazo de análise que varia de até sete dias úteis a 30 dias --daí o pedido ser analisado nesta segunda (26). Esse último prazo vale para os casos em que o relatório que baseou a aprovação da vacina pela autoridade estrangeira não for apresentado.

 

Antes da reunião, a Anvisa chegou a solicitar, por meio de recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal), a possibilidade de suspender o prazo de análise. O pedido foi negado pelo ministro Ricardo Lewandowski, que analisava ação do governo do Maranhão pela liberação da vacina.

 

Segundo o diretor Alex Machado Campos, relator da proposta, a falta de apresentação do relatório da agência russa foi um dos fatores que dificultou a aprovação. "A Anvisa notificou todos os estados e abriu caminho para que outros documentos pudessem ser apresentados", disse ele, frisando que não houve resposta.

 

A análise nos dados obtidos pela agência sobre a vacina, no entanto, também mostrou problemas.

 

"Foram observadas falhas de desenvolvimento do produto, que resultam em incertezas quanto à qualidade, segurança e eficácia da vacina, assim como foi verificado que os controles de qualidade são insuficientes", disse Campos.

 

A posição foi seguida pelos outros diretores, em reunião que durou mais de cinco horas. O presidente da agência, Antonio Barra Torres, disse que há riscos inaceitáveis e graves à segurança a partir da análise.

 

Antes da votação, três áreas técnicas da agência já haviam recomendado a não aprovação da importação da vacina, alegando pontos críticos para a liberação.

 

"Um dos pontos críticos foi a presença de adenovírus replicante na vacina [que é feita com adenovírus que, por meio de modificação, não deveria se replicar]. É uma não-conformidade grave", disse o gerente-geral de medicamentos da agência, Gustavo Mendes, segundo quem isso pode ter impactos na segurança da vacina.

 

"O que esperamos de uma vacina de adenovírus vetor é que não tenha vírus replicante [ou seja, capaz de se reproduzir e migrar para órgãos específicos do corpo]. E essa especificação [da empresa produtora] de permitir essa presença não foi justificada", explica.

 

Segundo ele, o problema foi encontrado em todos os lotes apresentados da vacina para uma das análises. Ao mesmo tempo, não foram apresentados estudos que garantissem a segurança nesse cenário.

 

É o caso de estudos clínicos de biodistribuição da vacina, os quais avaliam como a vacina e seus componentes se comportam no organismo humano e em animais.

 

Também não foram apresentados estudos de toxicidade reprodutiva, que avaliam a possibilidade de os componentes da vacina provocarem reações sobre a fertilidade. Esse tipo de estudo é feito em animais.

 

Recentemente, esses mesmos impasses já haviam sido apontados em documentos internos da agência elaborados pela equipe técnica e enviados ao STF.

 

Nos laudos, a agência dizia que não conseguia fazer uma análise de benefício-risco positiva sobre a Sputnik V com base nas informações apresentadas até aquele momento pelos estados e pela empresa União Química, que tem uma parceria com a Rússia e entrou com pedido de uso emergencial da vacina no Brasil, hoje com prazo suspenso.

 

A posição foi reforçada nesta segunda pela equipe técnica da Anvisa. Mendes disse que a agência detectou falhas e dados faltantes nos estudos de segurança, imunogenicidade e eficácia da vacina.

 

Ele frisa que a avaliação sanitária pela agência é diferente da avaliação feita por revistas científicas -- em referência a dados publicados na revista Lancet, que apontaram eficácia de 91,6% para a vacina a partir de dados preliminares de estudo com 20 mil voluntários.

 

Segundo o gerente, a análise dos estudos de avaliação de segurança, por exemplo, apontou sérias limitações, em especial no modelo de registro e monitoramento de eventos adversos. "A falta dessas informações impede que sejam identificadas possíveis reações adversas importantes que precisam constar em bula", afirma.

 

A verificação do estudo de fase 3 -- momento em que foi verificada a eficácia da vacina -- também apontou "conclusões limitadas devido a falhas no desenho do estudo", aponta.

 

Mendes diz que foram observadas ainda incertezas sobre a qualidade da vacina e o desenvolvimento das doses. Ficaram dúvidas, por exemplo, sobre se o produto feito em escala comercial é comparável ao usado em estudos clínicos e quais os impactos de mudanças nos locais de fabricação.

 

"Percebemos também uma falha no controle de qualidade", diz. Um exemplo é a falta de informações sobre o controle de possíveis impurezas na vacina.

 

"A empresa não demonstrou que controla de forma eficiente o processo para evitar outros vírus contaminantes", diz. "Tudo isso tem um potencial impacto na segurança das pessoas que forem vacinadas".

 

Diante da dificuldade de obter dados, a agência fez recentemente uma visita de inspeção às fábricas da vacina na Rússia. A equipe da gerência de fiscalização que foi ao país, porém, não teve a entrada autorizada em todas as plantas de produção, como o Instituto Gamaleya, nem teve acesso a dados suficientes para recomendar a aprovação.

 

A gerência de monitoramento de produtos sujeitos à vigilância também não recomendou o aval. Segundo a responsável pela área, Suzie Gomes, a ausência de controle de impurezas e a presença de vetor viral replicante traz risco de aumento de eventos adversos.

 

"O próprio desenvolvedor apresentou informações que não asseguram o controle da replicação do vírus ou comprovam o controle de contaminantes no produto acabado", diz.

 

Ao votar sobre o pedido, diretores frisaram ainda que a maioria dos países que já aprovaram o imunizante não tem tradição regulatória e não deram dados sobre a vacina (com exceção da Argentina). Parte também disse que a vacina ainda não estava em uso.

 

A diretora Meiruze Freitas disse reconhecer a pressa dos estados em obter vacinas, mas frisou a falta de informações, o "cenário de pouca transparência" e notícias internacionais que apontam preocupação de outros países sobre a segurança como justificativas para a negativa.

 

"Questiono se a Anvisa pode se omitir frente às incertezas de segurança e eficácia. Devemos agir só como despachante aduaneiro?", questionou. "O que a agência vem exigindo é o mínimo para garantir a segurança. Não são informações burocráticas."

 

Esse é o segundo pedido excepcional de importação de vacinas contra a Covid negado pela agência. Antes da Sputnik, a agência negou pedido do Ministério da Saúde para a vacina Covaxin, da Índia, também alegando falta de dados mínimos.

 

Por outro lado, a agência já aprovou cinco pedidos de uso emergencial ou registro de imunizantes contra a Covid. Estão na lista a Coronavac (Butantan e Sinovac), Covishield (produzida pela AstraZeneca por meio do Serum Institute, da Índia), Covishield (pela Fiocruz) e vacinas da Pfizer e Janssen.

Bahia Notícias

Em destaque

A bomba que abalou a candidatura de Flávio Bolsonaro

Publicado em 15 de maio de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Flávio cobrou repasses milionários de Vorcaro Pedro ...

Mais visitadas