sexta-feira, março 19, 2021

Manifestantes fazem novo protesto ‘Bolsonaro genocida’ em frente ao Planalto


Parlamentares e ativistas levaram faixas contra Bolsonaro

Deu no O Globo

Um dia após a Polícia Militar prender manifestantes que abriram uma faixa em frente ao Palácio do Planalto chamando o presidente Jair Bolsonaro de “genocida”, um novo protesto foi feito no local nesta sexta-feira, dia 19. Parlamentares e ativistas levaram duas faixas com o mesmo termo, além de cruzes para marcar os mortos pela pandemia de Covid-19.

De acordo com a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que estava presente, a Polícia Militar acompanhou o ato, mas não interferiu. Além da prisão dos manifestantes, Melchionna também criticou a intimaçãofeita ao youtuber Felipe Neto, também por chamar Bolsonaro de “genocida”.

RESPOSTA POLÍTICA – “Não houve tentativa de inviabilizar a manifestação. Acho que é muito importante que haja esse tipo de resposta, porque além dar a resposta política, para nós o Bolsonaro é um genocida, também reafirmar que censura nunca mais, não vão nos intimidar”, disse a parlamentar.

Melchionna estima que estavam presentes cerca de 35 pessoas, entre elas a também deputada federal Vivi Reis (PSOL-PA) e o deputado distrital Fábio Felix (PSOL-DF). Ela disse que foram tomadas precauções de segurança contra a Covid-19, como distanciamento e o uso de máscaras.

Na quinta-feira, os manifestantes presos foram levados pela PM para uma unidade da Polícia Federal. A assessoria da PM afirmou que eles infringiram a Lei de Segurança Nacional. Após prestarem depoimento, quatro dos cinco manifestantes foram liberados.

NÃO OCORREU CRIME – Segundo parlamentares que acompanharam a situação, a PF considerou não ter havido crime na conduta deles. Um dos manifestantes teria sido mantido preso porque a Polícia Federal detectou que havia um mandado de prisão em aberto contra ele.

Para juristas ouvidos pelo O Globo, o enquadramento das críticas a Bolsonaro na Lei de Segurança Nacional viola a liberdade de expressão e o Código Penal, que já prevê como agravante, nos casos de crimes contra a honra, o fato de serem cometidos contra o presidente da República.

Uma luz sempre a brilhar

 




Minha comadre, amiga e sobrinha Zenaide, compartilho da sua alegria.

Diante de sua satisfação que não seria para menos, exposta nesse seu comentário, transcrevo uma mensagem que traduz meu pensamento, e também concernente as predas que para completar sua felicidade ajudam a edificar ainda mais o LAMES.

Hoje li uma frase que diz: “Ser luz não é sobre brilhar e sim sobre iluminar caminhos”.

Refletir muito sobre essa frase, e pude constatar quantas pessoas foram luzes na minha vida, iluminaram meus caminhos, me guiaram, tornam meu olhar mais limpo e critico, me fizeram enxergar o que de fato é ... Se fizeram sol diante de muitas escuridões que enfrentei, então, não pude deixar de agradecer a Deus por essas pessoas, por me sentir tão amada, cuidada e protegida. Obrigada Senhor! #Gratidão".(Aleciane Ribeiro)

Municípios devem prestar contas de recursos para combate à Covid-19

 O governador João Azevêdo sancionou a lei nº 11.745/2020, de autoria do deputado Nabor Wanderley, que dispõe sobre a obrigatoriedade dos municípios prestarem contas dos recursos financeiros usados no enfrentamento a pandemia de coronavírus. O ato foi publicado na edição dessa terça-feira (21), do Diário Oficial do Estado (DOE).

De acordo com a lei, os gestores terão que divulgar os recursos recebidos em site oficial próprio, prestando contas de valores destinados pelos Poderes Executivos Estadual e Federal; órgão ou entidade transferidora; por empresas que forneceram bens ou materiais, ou que prestaram ou executaram serviços; e a data da transferência financeira.

Também devem ser publicados comprovantes de como foram empregados os recursos financeiros; valores de dinheiro próprio do município usado no combate ao coronavírus; verbas recebidas através de doações de pessoas jurídicas ou físicas; além de decretos e atos editados pelo município relacionados à Covid-19.

O prazo máximo para a divulgação deve ser 30 dias após o encerramento do decreto de calamidade pública decorrente da pandemia.

O descumprimento desta Lei acarretará ao município restrição de transferência voluntária de recursos do Estado e sujeita ao agente político a Tomada de Contas Especial pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). Segundo o autor, o controle externo da Assembleia Legislativa, de comissão permanente, será exercido com auxílio do TCE-PB, ao qual compete inspeções e auditoria.

https://portalcorreio.com.br/municipios-devem-prestar-contas-de-recursos-para-combate-a-covid-19/

Nota da redação deste Blog - Qual o mistério do prefeito de Jeremoabo sonegar informações do dinheiro do Covid-19 até para os vereadores?

Por analogia estou publicado essa matéria para o prefeito entender que não é favor, mias obrigação informar como está sendo gasto o dinheiro público.

Já era para os vereadores da oposição de Jeremoabo haver  ingressado com uma Ação na Justiça semelhante aos vereadorese de de Peruíbe.




Herzem Gusmão, morre aos 72 anos por complicações da Covid-19

 

Prefeito de Vitória da Conquista foi diagnosticado com coronavírus em dezembro de 2020. Gestor estava internado na UTI do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Tribuna da Bahia, Salvador
18/03/2021 22:12 | Atualizado há 10 horas e 38 minutos

Foto: Reprodução


Morreu na noite desta quinta-feira (18), aos 72 anos, o prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão. O político morreu por volta das 21h, no Hospital sírio Libanês, em São Paulo, onde estava internado para tratamento do coronavírus.  Na última sexta-feira (12), Gusmão precisou ser intubado após apresentar piora no quadro clínico de saúde.  A notícia da sua morte foi informada pela assessoria, por meio das redes sociais. 

"É com mais profundo pesar que informamos o falecimento do Prefeito de Vitória da Conquista, Sr. Herzem Gusmão, ocorrido na noite desta quinta (18), por volta das 21h, no Hospital Sírio Libanês. Informações do velório serão passadas pela Secretaria de Comunicação, SECOM. A família agradece todas as orações pela vida de Herzem".

Ao receber a notícia do falecimento de Herzem Gusmão o governador Rui Costa utilizou suas redes sociais para manifestar o seu pesar: "A pandemia continua fazendo vítimas. Recebo com muita tristeza a notícia do falecimento de Herzem Gusmão, prefeito de Vitória da Conquista, uma das grandes cidades do nosso Estado. Na política, atuamos em campos opostos, mas procurando sempre cumprir a nossa missão. Minha solidariedade aos familiares e amigos. Que Deus os conforte", disse Rui Costa. 

*Esta matéria foi alterada às 22h20 para inclusão de nota de pesar do governador da Bahia, Rui Costa. 

Herzem Gusmão não resiste e morre após complicações da Covid-19


por Vitor Castro

Herzem Gusmão não resiste e morre após complicações da Covid-19
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Morreu nesta quinta-feira (18), o prefeito da cidade de Vitória da Conquista, no Sudoeste baiano, Herzem Gusmão (MDB). O político testou positivo para a Covid-19 em dezembro do ano passado e, a partir daí, enfrentou um longo processo na luta pela cura da doença. Após apresentar sutis melhoras no quadro, Herzem chegou a ser transferido novamente para a Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital Sírio Libanês, onde estava internado em São Paulo desde 26 de dezembro de 2020 (relembre), mas acabou não resistindo. 

 

As informações sobre o velório do político serão passadas pela Secretaria de Comunicação, de acordo com a família do prefeito. Herzem testou positivo para a Covid-19 em 7 de dezembro do ano passado (relembre). Dez dias depois ele foi diagnosticado com uma lesão pulmonar e precisou fazer uso de oxigênio para respirar com mais conforto. 


 
Já no dia 26 do mesmo mês, foi transferido para o Sírio-Libanês, onde deu entrada com um quadro de pneumonia secundária. Em 1º de janeiro deste ano, não tomou posse como prefeito, o que só aconteceu no dia 8 (veja aqui), um mês após ter contraído a doença. 
 


No dia 12 de janeiro a equipe médica que o acompanhava, os médicos Roberto Kalil, Carlos Carvalho e David Uip, cogitou transferi-lo para a semi-intensiva do hospital, o que ocorreu apenas no último dia 18. Enquanto esteve tratando da doença, a vice-prefeita Sheila Lemos (DEM) esteve à frente da prefeitura. 

 

Natural de Vitória da Conquista, ele nasceu em 2 de junho 1948. Herzem Gusmão deixa esposa, três filhos e um neto. O político era formado em Direito, mas se especializou em Jornalismo e se destacou pela paixão ao radiojornalismo. Atuou como gerente da Associação de Poupança e Empréstimo da Bahia ( ASPEB) e também trabalhou no  Banco Econômico em 1984.


Na  Assembleia Legislativa da Bahia, após assumir mandato como deputado pelo PMDB em 2015, Herzem atuou como  vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público e também foi titular de comissões que abordaram temas como: Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público, Direitos Humanos e Segurança Pública , Finanças, Orçamento e Fiscalização e Controle.

Bahia Notícias

Senado vai averiguar emendas apresentadas por Major Olímpio quando ele estava intubado

por Folhapress

Senado vai averiguar emendas apresentadas por Major Olímpio quando ele estava intubado
Foto: Divulgação/ Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou na noite desta quinta-feira (18) que avaliará a apresentação de emendas em nome do Major Olímpio (PSL-SP) no período em que ele já estava intubado devido à Covid-19.

 

Olímpio teve morte cerebral nesta quinta, após ser infectado pelo novo coronavírus e ficar duas semanas internado (veja aqui).

 

Pacheco disse que pode determinar uma apuração formal para saber se a senha de Olímpio foi usada indevidamente no sistema do Senado. "Primeiro, vou conhecer as circunstâncias exatas do fato. Se eu identificar indício de irregularidade, encaminharei às instâncias competentes do Senado para apuração formal", informou Pacheco, em nota.

 

Reportagem da revista Crusoé mostrou que foram incluídas sete emendas em nome de Major Olímpio ao projeto de lei que estimula a navegação de cabotagem, criando a chamada BR do Mar.

 

As emendas foram incluídas no sistema do Senado na quarta-feira (17), quando o parlamentar já estava intubado e um dia antes da sua morte cerebral.

 

Além da data de inclusão no sistema, as emendas despertaram curiosidade uma vez que Major Olímpio já se manifestou de maneira contrária ao projeto. Em dezembro do ano passado, em postagem nas redes sociais, o senador afirmou que a proposta iria atingir duramente os caminhoneiros.

 

"Ninguém quer fugir da modernidade, mas os caminhoneiros não podem ser prejudicados com o projeto BR do Mar, que trata da navegação pela costa brasileira. Neste momento de pandemia, se não fossem eles o Brasil tinha parado", escreveu.

 

No vídeo que acompanhava a postagem, Major Olímpio ainda criticou a pouca concorrência, afirmando que "duas das três empresas que vão operar são estrangeiras". Ele afirmou então que a discussão precisava ser "com equilíbrio"

 

A cabotagem é o tipo de navegação que é realizada entre portos marítimos, sempre transitando perto da costa. A proposta, que já foi aprovada em dezembro na Câmara dos Deputados, prevê que as empresas poderão fretar embarcações vazias --chamadas a casco nu-- para executar a atividade.

 

Embarcações estrangeiras passarão a ser liberadas progressivamente entre os portos brasileiros.

 

O projeto de lei é considerado polêmico e motivo de discussão entre os senadores. No entanto, após reunião de líderes nesta quinta-feira pela manhã, o líder da minoria Jean Paul Prates (PT-RN) afirmou que a proposta entrará na pauta do Senado na próxima semana.

 

A proposta também é alvo de lobby das empresas, principalmente as estrangeiras.

 

Uma das emendas apresentadas prevê que a BR do Mar não se aplica ao transporte de petróleo bruto de origem nacional ou de derivados básicos produzidos no país.

 

"A presente emenda busca salvaguardar a supracitada segurança energética contida no transporte de petróleo e derivados, evitando que empresas estrangeiras fretadoras de petroleiros detenham a possibilidade de influir na distribuição de petróleo no território nacional, em decorrência de outros interesses que possam surgir porquanto durar o contrato de afretamento", afirma a justificativa da emenda.

 

Outra emenda prevê que as empresas brasileiras de navegação devem ter pelo menos uma embarcação própria, de bandeira brasileira. A medida restringiria o mercado, uma vez que deixaria de fora empresas que queiram atuar no setor através da locação de navios.

 

"Trata-se de atividade que demanda expertise, regularidade no serviço prestado e altos investimentos, não podendo ser uma EBN quem não possui as condições mínimas para desenvolver com regularidade essa atividade", afirma a justificativa da emenda.

 

A reportagem entrou em contato com o gabinete de Major Olímpio, mas foi informada que não seria possível enviar esclarecimentos, por conta das circunstâncias relacionadas com a morte cerebral do senador.

Até quando vamos perguntar até quando?

por Fernando Duarte

Até quando vamos perguntar até quando?
Contra restrições, Olímpio faleceu de Covid-19 | Foto: Marcos Oliveira/Ag.Senado

A possibilidade de faltarem insumos para intubar pacientes em estado grave com Covid-19 talvez seja tão alarmante quanto o número de mortos em decorrência da doença, que não para de crescer. Some a essa equação as limitações de acesso a oxigênio e um possível colapso do sistema funerário, em moldes mais trágicos do que a falta de leitos de UTI. Talvez seja essa a síntese assustadora do noticiário brasileiro. E seguimos na batalha discursiva para identificar culpados - que existem, apesar de insistirmos em não vê-los. Clique aqui e leia a coluna completa!

Brumado: Ala cirúrgica de hospital é adaptada para receber UTIs de Covid-19


Brumado: Ala cirúrgica de hospital é adaptada para receber UTIs de Covid-19
Foto: Lay Amorim / Achei Sudoeste

Uma ala cirúrgica do Hospital Municipal de Brumado, no Sertão Produtivo, Sudoeste baiano, tem sido adaptada para receber dez leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19. Segundo o Achei Sudoeste, a previsão é que a adaptação seja concluída neste sábado (20). O diretor da unidade, Gleison Ferreira, disse que as obras estão em ritmo acelerado.

 

Além dos dez de UTI, a clínica vai contar também com dez leitos de retaguarda, que vão servir para assistir os pacientes que estão em processo de receber alta vai ficar isolada no hospital. Pacientes que precisem ir para a unidade de saúde devem passar antes pela Central de Regulação de Leitos. 

 

Até esta quinta-feira (18), Brumado acumulava 6.161 casos confirmados de novo coronavírus, com 250 casos ativos, aqueles com poder de transmissão, com 84 mortes provocadas, segundo informações da Secretaria Estadual da Saúde. 

'Terceiro Turno': Bolsonaro x Governadores do Nordeste: A politização da Sputnik V


'Terceiro Turno': Bolsonaro x Governadores do Nordeste: A politização da Sputnik V
Arte: Paulo Victor Nadal/ Bahia Notícias

Após o Congresso Nacional aprovar a lei que autorizou estados e municípios a importarem vacinas contra a Covid-19, o governo da Bahia conseguiu finalizar o contrato com o Fundo Soberano Russo para adquirir milhões de doses da Sputnik V. De forma mais abrangente, os nove estados que compõem o Consórcio Nordeste acertaram a compra de 37 milhões de doses do imunizante, 9,7 milhões delas destinadas para a Bahia.

 

Com isso, os gestores já em evidência, como o governador Rui Costa (PT), se sobressaíram ainda mais nas ações de combate à pandemia. Restou ao Ministério da Saúde pegar carona na iniciativa do consórcio e firmar um acordo para receber as doses compradas e fazer a distribuição dentro do Plano Nacional de Imunização (PNI), o que contrasta com os planos do governo baiano.

 

Como essas doses serão distribuídas no país e qual a situação da Bahia são as questões abordadas no episódio 69 do podcast Terceiro Turno. O programa é apresentado pelos jornalistas Jade Coelho, Bruno Luiz e Ailma Teixeira.

 

Com edição de Paulo Victor Nadal, o podcast está disponível no nosso site todas as sextas-feiras, sempre às 8h, e nas principais plataformas de streaming: SpotifyDeezerApple PodcastsGoogle PodcastsCastbox e TuneIn.


Bolsonaro vai ao STF contra governo da Bahia para reverter medidas restritivas


Bolsonaro vai ao STF contra governo da Bahia para reverter medidas restritivas
Foto: Isac Nóbrega/ PR

A ação que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apresentou no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar restrições de circulação tem como alvos o Distrito Federal e os estados da Bahia e do Rio Grande do Sul. As três unidades federativas enfrentam o agravamento dos índices da pandemia, com unidades de saúde lotadas e aumento de mortes, mas Bolsonaro é contra medidas como o fechamento do comércio.

 

Segundo o G1, na ação, o governo federal pede que o STF determine que tais restrições só podem ser feitas mediante lei aprovada no Legislativo, e não por decretos de governadores, como tem sido feito. “(...) que, mesmo em casos de necessidade sanitária comprovada, medidas de fechamento de serviços não essenciais exigem respaldo legal e devem preservar o mínimo de autonomia econômica das pessoas, possibilitando a subsiste?ncia pessoal e familiar”, diz o texto.

 

Ele anunciou a medida em sua live semanal no Youtube, realizada na noite desta quinta-feira (18). Ao longo do vídeo, Bolsonaro disse que visa acabar com abusos e com o "estado de sítio" (veja aqui).

Bahia Notícias

Médico sério defende o que Bolsonaro condena e condena o que ele defende. E Queiroga?


Marcelo Queiroga

Será que Queiroga é apenas um Pazuello de terno e gravata?

Eliane Cantanhêde
Estadão

A médica cardiologista Ludhmila Hajjar é o oposto do general da ativa Eduardo Pazuello e deixou a demissão dele do Ministério da Saúde ainda mais humilhante. Ela conhece profundamente a situação da pandemia e tem noção clara não só do que fazer, mas sobretudo do que não fazer. E ele? O homem errado, na hora errada, passando vexame. Mas a grande diferença entre os dois nem é essa. É que ela tem brios.

Ao ser chamada a Brasília pelo presidente Jair Bolsonaro, Hajjar já tinha estratégia, equipe e estava pronta para a guerra – diferentemente do general. “Mas foi só um sonho”, desabafou a doutora, depois do encontro com Bolsonaro.

ÁGUA E AZEITE – O mais surpreendente é que a médica sabia exatamente o que o presidente pensa da pandemia, mas ele nem sabia com quem estava falando. Só aí soube que os dois são como azeite e água.

Bastava fazer uma busca na internet e ouvir umas poucas pessoas para Bolsonaro saber que Hajjar é contra cloroquina, despreza o tal “tratamento precoce”, segue a ciência, defende o isolamento social e as máscaras e é obcecada pelas vacinas – e pela vida. Ou seja: ela defende tudo o que ele condena e condena tudo o que ele defende. Por isso, é mais uma a virar alvo de ataques covardes da tropa bolsonarista.

Isso, aliás, combina à perfeição com a provocação que uma alta fonte do governo me fez na semana passada, quando ficou claro que Pazuello não duraria muito na Saúde: “Quem pôr no lugar? Desafio você a sugerir um médico respeitável, com credibilidade, que aceite assumir a Saúde numa hora dessas!”. Pura verdade.

UM MANDA, OUTRO OBEDECE – Qualquer médico sério pensa como Hajjar. Logo, Bolsonaro ficou entre um nome do Centrão ou um doutor pronto a seguir a máxima de Pazuello: “um manda, outro obedece”.

Assim, o novo ministro, Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, está no foco. Vai ter a altivez de Luiz Mandetta, Nelson Teich e Ludhmila Hajjar, ou vai replicar Pazuello e jogar a ciência para o alto?

O País está em polvorosa, caminhando para 300 mil mortos, com governadores e prefeitos tontos, médicos e enfermeiros no limite, mas o que fez Bolsonaro mudar o ministro e o discurso não foi nada disso. Foi a entrada do ex-presidente Lula em cena. Era preciso um bode expiatório rápido. E um general da ativa é um bode expiatório e tanto.

PREVISÕES ILUSÓRIAS – Depois de fritado pelo presidente e três generais de Exército, inclusive o ministro da Defesa, Pazuello ainda divulgou que, ao contrário das versões palacianas, ele não estava doente, não tinha pedido demissão e não tinha sido demitido. E, ontem, disse que 15% dos grupos prioritários estarão vacinados em março e 88% em abril.

Convém guardar esses números, porque uma das marcas do general é fazer previsões que não se confirmam, nem de datas, nem de doses, nem de contratos, nem de testes…

E ele se “esqueceu” de dizer que, se 10 milhões de brasileiros foram vacinados até agora, é graças ao governador João Doria (SP), ao Butantan, ao laboratório Sinovac e à Coronavac, atacada como “aquela vacina chinesa do Doria”, quando Bolsonaro bateu no peito, disse que ele é que mandava e cancelou a compra de 46 milhões de doses que Pazuello anunciara.

GESTÃO CATASTRÓFICA – Se dependesse de Bolsonaro, os brasileiros nem estariam se vacinando até agora, quando estão morrendo sem direito a UTI, dignidade, humanidade. É por isso, aliás, que a gestão da pandemia no Brasil foi parar na Conselho de Direitos Humanos da ONU, sofre investigações do STF, do TCU e do Ministério Público e pode virar alvo do Congresso.

Caso a CPI seja instalada, não há gabinete do ódio, carreatas e fake news que possam apagar todas as monstruosidades de Bolsonaro a favor do vírus, contra a vida. A dúvida é como Queiroga vai lidar com isso. E com a realidade.


Sob pressão, presidente do Banco do Brasil renuncia; Guedes indica diretor de consórcios para a vaga

Publicado em 18 de março de 2021 por Tribuna da Internet

Brandão já havia indicado que deixaria o cargo, no fim de fevereiro

Manoel Ventura e Geralda Doca
O Globo

O presidente do Banco do Brasil, André Brandão, entregou o cargo oficialmente, na noite desta quinta-feira, dia 18. Ele estava sendo pressionado a deixar o cargo desde que anunciou uma reestruturação no BB. O executivo deixará a posição até 1º de abril.

O atual diretor da BB Administradora de Consórsios, Fausto de Andrade Ribeiro, foi indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para ocupar a vaga, segundo nota divulgada pelo Ministério da Economia.

BOA RELAÇÃO – A indicação será analisada pelo Comitê de Pessoas, Remuneração e Elegibilidade da Companhia. Segundo fontes do BB, Ribeiro é considerado politicamente de direita, o que teria ajudado a se cacifar para o cargo. Ele tem uma boa relação com os funcionários da instituição, mas não chegou a ser vice-presidente, considerado o caminho normal. Uma fonte ligada ao banco brincou que a mudança equivale a um coronel ser promovido automaticamente a general.

Na movimentação, também já está certo que o atual secretário-executivo do Ministério da Cidadania, Antonio Barreto, será indicado para uma vice-presidência do BB, segundo fontes.

“O Banco do Brasil (BB) comunica que o Sr. André Guilherme Brandão entregou, nesta data, ao Exmo. Sr. Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, ao Exmo. Ministro da Economia, Paulo Roberto Nunes Guedes, e ao Ilmo. Presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil, Hélio Lima Magalhães pedido de renúncia ao cargo de presidente do BB, com efeitos a partir de 01 de abril de 2021”, diz texto divulgado pelo BB.

QUESTÃO DE TEMPO – No mês passado, Brandão já havia indicado a interlocutores que deixaria o cargo, no fim de fevereiro. Ele esperou para deixar o cargo a espera de uma manifestação pública de apoio por parte de Guedes ou de outro integrante do governo. Como isso não aconteceu e Bolsonaro já tinha deixado claro a intenção de substituir, Brandão chegou a conclusão que sua saída era questão de tempo. Ele alegou a interlocutores que não queria ser um “presidente provisório”.

Brandão estava desconfortável no cargo desde quando surgiram informações de que Bolsonaro queria substitui-lo. A situação de Brandão está delicada desde janeiro, quando ele anunciou um plano de reestruturação do banco, com o fechamento de 361 agências em vários municípios  e programa de demissão voluntária. A medida desagradou Bolsonaro, que pediu a cabeça do executivo.

ALERTA – Mas a demissão não se concretizou. Bolsonaro fora alertado que a União poderia ser responsabilizada por acionistas minoritários se houvesse prejuízo na instituição. Brandão pôs o cargo à disposição uma semana depois de o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, ter sido demitido por Bolsonaro em um post em redes sociais, já anunciando o substituto, o general do Exército Joaquim Silva e Luna, que atualmente é diretor-geral da parte brasileira da usina de Itaipu.

O executivo, que assumiu o cargo em setembro do ano passado, quis evitar esse tipo de constrangimento. Executivo de mercado, tendo feito carreira no exterior no HSBC, é chamado de “gringo” nas rodas de conversas no Palácio e não se enturmou em Brasília. Ele não é de muita conversa, disse uma fonte próxima e fica visivelmente desconsertado em eventos com políticos, como jantares.

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