segunda-feira, setembro 23, 2019

Em nome do 03, senadores são tratados com todo o carinho

Os líderes do governo têm mobilizado ministros para que não desagradem senadores no período que antecede a apresentação de Eduardo Bolsonaro à embaixada

Bolsonaro chega aos EUA criticado pela mídia internacional

Bolsonaro chega a NY com o NY Times publicando “O que esperar da Assembleia Geral da ONU” na cidade, em “cinco dias de discursos, centenas de reuniões —e confrontos sobre mudança do clima”.

Gilmar Mendes faz alerta após 16º caso de criança baleada no Rio em 2019


por Folhapress
Gilmar Mendes faz alerta após 16º caso de criança baleada no Rio em 2019
Foto: Reprodução / STF
A morte da menina Agatha Félix na última sexta-feira vítima de uma bala perdida durante ação policial no Complexo do Alemão foi a quinta do ano e o 16º caso de criança atingida por tiro este ano no estado do Rio de Janeiro.

O ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou a política de segurança pública e o elevado número de crianças baleadas.

"Os casos de mortes resultantes de ações policiais nas favelas são alarmantes. Agatha é a quinta criança morta em tiroteios no RJ neste ano. Ao total, 16 foram baleadas no período. Uma política de segurança pública eficiente deve se pautar pelo respeito à dignidade e à vida humana", publicou em sua conta no Twitter.

Os dados apontados por Mendes são do Fogo Cruzado, órgão que aponta relatórios com todos os casos envolvendo trocas de tiros no Rio. Os dados apontam que desde janeiro houve uma criança de 1 ano, outra de 3, com os outros 12 casos envolvendo crianças entre 8 e 11 anos, além de dois bebês atingidos dentro da barriga da mãe.

Em fevereiro, Jenifer Silene Gomes, de 11 anos, foi morta depois de atingida por uma bala perdida no Jacarezinho, na zona norte do Rio. A mãe da menina acusou os policiais de terem efetuado o disparo.

Em maio, Kauã Vítor Nunes Rozário, também de 11 anos, foi atingido por um tiro de fuzil quando andava de bicicleta na comunidade Vila Moretti, em Bangu. O menino teve morte cerebral depois de passar seis dias em coma. 

Outro caso de crianças atingidas foi dos irmãos Letícia Tamirez Ferreira, de 9 anos, e Cristiano Ronaldo Ferreira, de 6.Em junho, ela foi baleada no tórax e ele na mão enquanto estavam a caminho da escola em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. 

O menino Victor Almeida, de 7 anos, morreu no dia 24 de julho depois que homens armados invadiram a casa da família em Marechal Hermes, na zona norte do Rio de Janeiro. O ataque também vitimou a irmã e a mãe do menino, Lindsay, 15, e Luciana, 35.

No dia 29 de agosto, a Lauane Cristina, de 7 anos, foi baleada na perna durante uma troca de tiros na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha.

O caso mais recente antes da morte de Agatha Félix foi o de Luiz Márcio Araújo Menezes, de 8 anos, que foi atingido por uma bala perdida no braço enquanto brincava em uma quadra do conjunto habitacional onde morava, em Maricá, na região metropolitana do Rio.

Bahia Notícias

Não se pode esquecer que as autoridades cometem os crimes mais graves


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Charge de Guilherme Bandeira (Arquivo Google)
Francisco Bendl
Se a gente debater o crime apenas como obra de traficantes, de facções, de pessoas que são produtos do meio violento de onde nasceram e se criaram, definitivamente os resultados não serão válidos, pois falsos, incompletos, manipulados.
No Brasil de hoje, para qualquer estudo que se queira fazer de maneira responsável e verdadeira quanto aos crimes de qualquer espécie, dos menores aos mais graves, de pedofilia ao estupro, de assassinatos passionais a latrocínios, de facções entre facções, de ladrões de celulares a assaltantes de bancos, precisa-se necessariamente considerar também os crimes praticados pelos poderes constituídos contra o povo.
CRIMES DE BASE – Não há como analisar qualquer tipo de crime, partindo de alguma classe social, cometido por homem ou mulher, a que não sejam acrescentados os desvios de verbas, as injustiças sociais, a corrupção instituída, a impunidade das elites e a diferença de tratamento concedido pela Justiça aos poderosos e às pessoas comuns.
Se estamos em uma fase de violência incontida, eu diria até mesmo incontrolável, a causa principal tem a ver com os governos, com os parlamentares, com os tribunais superiores.
Quando afirmo textualmente que Lula é ladrão e genocida, evidente que o meliante não matou diretamente milhares de pessoas, mas as aniquilou quando roubou o dinheiro que deveria ter sido canalizado para melhorias em áreas cruciais do país.
AS VÍTIMAS – A corrupção e o desvio do dinheiro público fazem muitas vítimas. A começar pelas mortes à espera de atendimento médico; as mortes cometidas pelo tráfico; as mortes ocasionadas pela irresponsabilidade governamental, que são homicídios de autoria generalizada.
Outros graves crimes são as gritantes diferenças salariais emtre a elite do serviço público civil e militar e os brasileiros que trabalham como professores, policiais e as demais profissões. Além disso, a impunidade dos maiores ladrões do país, a carga tributária insuportável que o cidadão tem sobre o lombo, e a falta flagrante de políticas sociais – tudo isso é crime.
Além da diferença abissal entre a remuneração das autoridades e os salários dos cidadãos, há as mordomias, os veículos chapa-branca, as viagens de jatinho, que fazem parte desse clima de beligerância que vivemos, dessa violência exacerbada, das dores de ser alvo de segregações, de abandono, de ser condenado à miséria e à pobreza!
TOTAL DESRESPEITO – Não podemos falar de crimes violentos, sem considerarmos que há ilegalidades muito mais graves, praticadas pelas autoridades contra a coletividade em geral. Porque é nesse meio de total desrespeito à cidadania que a violência explode, agiganta-se, cresce sem qualquer controle.
Policiais recebem ninharias como salário para arriscar suas vidas e são processados quando matam algum bandido nos confrontos; toda bala perdida é atribuída aos policiais, sem que se leve em conta que podem ser uma estratégia dos criminosos para levantar a população contra a polícia.
Professores que recebem esmolas como salários e ainda são agredidos fisicamente pelos alunos e pelos pais (há alguns dias, em São Paulo, um professor foi esfaqueado) questionam-se até que ponto vale a pena ensinar o caminho a quem já está desencaminhado.
NA CENTRÍFUGA – O Brasil está de cabeça para baixo, sendo revirado, girado, como se estivéssemos sendo centrifugados por uma máquina de lavar roupas e consciências.
Os grandes culpados por essa violência atual são os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, mas também acrescento, em menor grau, a mídia, que defende os direitos humanos dos bandidos e atribui aos policiais todas as balas perdidas.
E entrevistam os críticos, os “especialistas” com fórmulas para combater a violência, reportagens mostrando “estatísticas” sobre as matanças feitas pelos policiais.
RESUMO DA ÓPERA – Não há mais diálogo, compreensão e respeito ao povo, ao cidadão. Como está cada vez mais evidente, as autoridades só cuidam de si, de suas famílias, de seus comparsas.
Sem emprego, educação e saúde, as famílias estão se desintegrando, enquanto as ideologias nos separam e segregam, e as religiões se tornam balcões de negócios;
O Brasil faliu ética e moralmente e, em consequência, princípios e valores também vieram abaixo. Não se confia mais em ninguém, especialmente nas autoridades constituídas.

Indicado ao Nobel da Paz, cacique Raoni diz que coração de Bolsonaro ‘não é bom’ e pede respeito


Recebido por Macron, Raoni pediu colaboração em defesa da Amazônia
Rubens Valente
Folha
O líder indígena caiapó Raoni, que na próxima semana participará em Nova York de eventos paralelos à Assembleia Geral da ONU, disse que pretende um dia conversar com o presidente Jair Bolsonaro para pedir respeito aos indígenas. Para Raoni, Bolsonaro mostra que seu “coração não é bom” ao indicar que os índios devem viver como os não indígenas.
O nome do caiapó foi lançado por um grupo de indigenistas, antropólogos e ambientalistas como candidato ao prêmio Nobel da Paz de 2020 e oficializado pela Fundação Darcy Ribeiro ao comitê norueguês da premiação. Raoni, cuja idade é estimada em 89 anos, disse que não gosta de ouvir Bolsonaro dizer que os indígenas “querem ser como nós”, ou seja, não indígenas, conforme o presidente declarou algumas vezes.
“NÃO PENSA DIREITO” – “Não é bom, não é correto, ficar falando isso. Nós, indígenas, queremos morar na nossa terra. Viver lá. Deixa viver do jeito nosso, do jeito que a gente quer viver. É isso que nós queremos. Eu acho que ele [Bolsonaro] não pensa direito.
O coração dele não é bom. Eu não estou gostando”, disse Raoni em entrevista à Folha nesta sexta-feira, dia 20, em hotel em Brasília. As declarações de Raoni foram traduzidas pelo sobrinho dele Megaron. O líder caiapó disse que meses atrás pediu uma audiência com Bolsonaro, por meio do então presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Franklimberg Freitas, mas não houve resposta.
No final de junho, Bolsonaro revelou que o presidente francês, Emmanuel Macron, com quem Raoni havia se reunido em Paris, indagou se ele poderia receber no Brasil o caiapó. Bolsonaro disse que não, sob o argumento de que Raoni não representa o país ou os indígenas.
EM DEFESA – À Folha Raoni rebateu: “Eu não represento eles [indígenas do país], mas eu falo em defesa dos índios brasileiros, os primeiros habitantes daqui. Por eles é que eu brigo. Por eles é que eu defendo a terra, a floresta, o meio ambiente, e defendo o costume deles. Eu venho falando isso muito tempo, não é só agora que eu comecei a falar. Eu venho lutando para que vocês, todos os brancos, deixarem o índio viver em paz, na terra dele, na floresta dele”.
Raoni disse que não concorda com as críticas que Bolsonaro faz ao modo de vida dos indígenas. O presidente já afirmou, ao criticar ONGs, que os índios não podem ser vistos como “animais num zoológico”, em referência às terras indígenas.
SEM RESPEITO – “Eu fico preocupado do jeito que ele está querendo fazer conosco. Todo dia, toda hora ele critica, ele fala mal, ele quer diminuir terra, ele quer destruir nós. Porque ele não quer respeitar nós, não está respeitando nós, não está respeitando o índio”, afirmou.
“Se um dia eu chegar perto dele, eu quero falar com ele: ‘Deixar nós em paz, viver em paz, sem problema’. Eu quero falar para ele parar de criticar, parar de falar mal do outro. Vamos viver em paz, vamos viver todo mundo junto, vamos viver todo mundo trabalhando, vivendo em paz”, disse o caiapó. Raoni também diz ver com preocupação e condena o plano de Bolsonaro de permitir mineração em terras indígenas.
Há um projeto em estudo por um grupo de trabalho na Presidência. “Ele quer fazer só coisa ruim com nós. ‘Punu’ quer dizer feio, ruim, na nossa língua. Não é bom, não é normal. Não é boa ideia. Eu já ouvi isso, pessoas já me contaram”, afirmou o indígena.
RECONHECIMENTO – Sobre a candidatura ao Nobel da Paz, Raoni disse que uma eventual premiação não vai fazer seu trabalho parar. “Se eu ganhar, como eles estão falando, será como reconhecimento do meu trabalho, eu vou receber esse prêmio e vou continuar meu trabalho, defendendo o meio ambiente, a floresta. Vou continuar fazendo o que venho fazendo.”
O caiapó negou que a defesa da Amazônia feita por chefes de Estado da Europa esconda um interesse dos governos estrangeiros nas riquezas da Amazônia, como dizem Bolsonaro e generais que integram seu governo. “É mentira. Eu não penso assim. Eu vou lá na Europa, presidentes me recebem, outros ministros, outras pessoas grandes de outros países me recebem e não falam assim para mim”, afirmou.
PRESERVAÇÃO – “Eles querem ajudar a defender, ajudar a preservar a cultura do índio, o costume do índio, preservar a floresta, preservar o meio ambiente, preservar a Amazônia. Eles não falaram para mim que eles querem vir aqui roubar. Eles querem ajudar a preservar”, disse Raoni.
“Tanto o papa [Francisco] quanto todos os presidentes, os ministros, falaram isso para mim: ‘Nós vamos ajudar a vocês para preservar a Amazônia. Não é só para vocês lá no Brasil, é para todos nós. Nós queremos preservar a floresta amazônica para ter um clima para poder respirar melhor.”
Indagado sobre o motivo pelo qual ele busca se reunir com chefes de Estado estrangeiros, Raoni disse que “lá eles apoiam”. “Não só eu, estão apoiando todos os indígenas da Amazônia. Aqui só ele [Bolsonaro] pensa diferente. Quer destruir, quer acabar, quer poluir. Poluir rio, destruir a floresta, queimar a floresta, queimar o cerrado. Lá não, o pessoal quer ajudar a preservar. E aqui, não, nós que estamos morando aqui a gente está vendo, a gente está escutando Bolsonaro falar. Quer destruir.”
DEMARCAÇÃO – Raoni disse ainda que na quinta-feira, dia 19, se reuniu com o presidente da Funai, o delegado da Polícia Federal Marcelo Xavier, e indagou se era verdade que Bolsonaro não vai mais demarcar terras indígenas no Brasil. Bolsonaro fez essa declaração várias vezes antes e depois das eleições de 2018. Mas, segundo Raoni, o presidente da Funai lhe disse coisa muito diferente e culpou a imprensa.
“Quando Bolsonaro falou isso, eu fiquei preocupado. Mas eu fui lá ontem [19] falar com o presidente da Funai sobre demarcação. ‘Toda terra que não está demarcada nós vamos demarcar, a Funai vai demarcar’. Foi assim que o presidente falou para mim”, disse.
EM ANDAMENTO – “O presidente [da Funai] falou que vai ver todos os processos que já estão em andamento para levar para ministro assinar, para demarcação. Ele está acusando vocês [jornalistas]. Que a imprensa que fica falando [errado], não fala a verdade”, afirmou.
O líder caiapó disse que vai aguardar o cumprimento da palavra do presidente da Funai. “Eu ouvi o presidente falar e falei para ele. ‘Presidente, eu vou acreditar na sua palavra, eu estou acreditando no que você está falando para mim. Agora, se você fizer errado, eu vou vir aqui falar com você’.”

Bolsonaro caiu na armadilha e vai à ONU para falar de Amazônia e soberania


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Macron, o arqui-inimigo, está preparando a “recepção”
Guilherme Mazui e Filipe Matoso
G1 — Brasília
O presidente Jair Bolsonaro viajará nesta segunda-feira a Nova York (EUA) para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Será a estreia de Bolsonaro no encontro que reúne chefes de Estado, de governo e chanceleres. O presidente tem dito que em seu discurso, marcado para terça-feira (24), fará uma defesa do que chama de “soberania nacional” e da atuação do governo brasileiro na Amazônia.
Na sexta-feira (20), em uma breve conversa com jornalistas na entrada da residência oficial do Palácio da Alvorada, o presidente disse que seus antecessores, quando iam à ONU, “falavam e não diziam nada”.
PATRIOTISMO – “Eu ouvi pronunciamentos anteriores de outros chefes de Estado do Brasil”, afirmou Bolsonaro. “No passado, tinha muita… Falava, falava, falava e não dizia nada. Temos que falar do patriotismo nosso, da questão da soberania, do que o Brasil representa para o mundo”, completou o presidente.
Na semana passada, em uma transmissão em uma rede social, Bolsonaro afirmou que fará um discurso “bastante objetivo” e diferente dos presidentes anteriores porque, na opinião dele, está “na cara” que os líderes de outros países o cobrarão na questão ambiental.
“Estou me preparando para um discurso bastante objetivo e diferente de outros presidentes que me antecederam. Ninguém vai brigar com ninguém, podem ficar tranquilos. Vou apanhar da mídia de qualquer maneira. A mídia tem sempre o que reclamar, mas eu vou falar como anda o Brasil nessa questão”, afirmou Bolsonaro.
ABERTURA – Tradicionalmente, desde 1949, cabe ao Brasil fazer a abertura do debate geral na Assembleia Geral da ONU. Mas, segundo a Presidência, o primeiro presidente brasileiro a discursar no debate geral da Assembleia da ONU foi João Baptista Figueiredo, em 1982.
Bolsonaro será o oitavo a discursar, depois do próprio Figueiredo e de José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer. Desde Figueiredo, o único que não compareceu foi Itamar Franco.
Além do discurso na ONU, a agenda prevê uma reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Bolsonaro afirmou para a imprensa que deve ainda participar de um jantar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
COMITIVA – De acordo com o Palácio do Planalto, estarão na comitiva oficial da viagem a Nova York, entre outros integrantes, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Bolsonaro e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
Eduardo está sendo indicado para embaixador do Brasil em Washington.
CRISE AMBIENTAL – A estreia de Bolsonaro na ONU gera expectativa em razão da crise diplomática e ambiental provocada pelas declarações do presidente em meio à crise com o aumento das queimadas na Amazônia. Nos últimos meses, o presidente fez declarações críticas à Alemanha e à Noruega e chegou a trocar farpas públicas com o presidente francês, Emmanuel Macron, que deixou em aberto uma possível discussão sobre status internacional para a Amazônia.
Macron chegou a anunciar a intenção do G7, grupo que reúne as sete principais economias do mundo, de destinar ao Brasil US$ 20 milhões, mas Bolsonaro questionou a motivação do envio e afirmou que o montante era uma “esmola”.
Bolsonaro chegou a afirmar, sem apresentar provas, que organizações não-governamentais (ONGs) estariam envolvidas nas queimadas na Amazônia a fim de desgastar o governo, declaração contestada por ambientalistas.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Esperto, Macron já chegou a Nova York e participa nesta segunda-feira de uma reunião internacional  sobre a Amazônia, na qual Bolsonaro é o prato do dia, porque não terá ninguém para defendê-lo. Aliás, não se pode saber o que acontecerá a Bolsonaro. Muito provavelmente, ele caiu numa armadilha ao ir à ONU. Pode ser hostilizado nas ruas, que já receberam milhares de pessoas na sexta-feira. E pode também sofrer boicote no plenário. Tudo é possível, porque sua imagem no exterior é a pior possível, por culpa, única e exclusivamente, dele próprio(C.N.)

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