terça-feira, junho 03, 2025

"Sapateiro, não vá além do sapato": Uma lição esquecida pelos vereadores de Jeremoabo


"Sapateiro, não vá além do sapato": Uma lição esquecida pelos vereadores de Jeremoabo

A expressão popular “o sapateiro não vá além do sapato”, variante do provérbio latino “sutor, ne ultra crepidam”, é uma advertência atemporal: cada um deve se manter no campo do seu conhecimento e especialidade. Trata-se de um chamado ao bom senso e à responsabilidade — valores que parecem estar em falta na atual legislatura da Câmara de Vereadores de Jeremoabo.

Nos últimos tempos, temos testemunhado uma verdadeira inversão de papéis. Os vereadores, cuja função primordial deveria ser legislar, fiscalizar o Executivo e representar os interesses do povo, têm preferido invadir competências que são do prefeito, muitas vezes por omissão, vaidade ou pura ignorância. Em vez de cobrar melhorias na saúde, educação, infraestrutura e segurança, preferem se meter em assuntos que exigem estudo técnico, embasamento histórico e conhecimento jurídico — tudo o que eles demonstram não ter.

O episódio mais recente e revoltante é a tentativa de mudar, de forma leviana, a data da emancipação política de Jeremoabo, um ato que, se concretizado, não será apenas um erro: será uma ofensa à história, um desrespeito à memória coletiva e à identidade do povo jeremoabense.

Qual foi a comissão de alto nível formada pela Câmara para deliberar sobre o tema? Onde estão os historiadores, professores, pesquisadores, representantes de instituições acadêmicas ou órgãos estaduais competentes que deveriam ser consultados antes de qualquer decisão desse porte? Quais documentos oficiais foram analisados? Onde estão os pareceres técnicos?

Mudar a data da emancipação política de um município é algo que exige seriedade, método e responsabilidade institucional. Não se trata de vontade política nem de capricho de um vereador mal assessorado. A iniciativa, quando necessária, deve partir do Executivo, com base em estudos documentais e históricos sólidos, como já ocorreu em outros municípios que optaram por revisar suas datas fundacionais com respeito e critério, como um prefeito do interior de Sergipe que soube conduzir esse processo com dignidade.

Em Jeremoabo, infelizmente, o que estamos assistindo é uma aberração legislativa, um atropelo da razão, uma afronta à história. Não é à toa que o povo tem se sentido humilhado e desrespeitado. Caso esse disparate seja oficializado, a única saída legítima será aguardar as próximas eleições para que a população, de forma democrática, reprovoque nas urnas essa Câmara que não respeita seu povo, sua terra e sua história.

A história de Jeremoabo não pertence a meia dúzia de vereadores sem preparo. Ela pertence ao povo. E o povo saberá defendê-la.


Nota da redação deste Blog - Ande a coisa funciona e o povo é prestigiado e respeito, funciona assim:


Prefeitura de Japoatã faz levantamento sobre data real da Emancipação Política

 
 
 

O município de Japoatã, localizado a 74 quilômetros de Aracaju ainda não tem data fixada para comemorar a Emancipação Política. O prefeito José Magno da Silva (PTN) conversou na manhã desta segunda-feira, 6 com a reportagem da Agência de Notícias Alese e explicou estar fazendo um levantamento no sentido de ter a convicção da real data da independência.

“A Lei Orgânica do Município oficializa o 6 de fevereiro como o Dia da Emancipação Política de Umbaúba. Nós respeitamos a lei, mas como existem outras datas relacionadas à independência do município e uma falha na memória, que no meu entender antecipa a data, resolvemos fazer um levantamento para que possamos dar ênfase e de fato a lei possa ser aplicada”, esclarece.

De acordo com a historiadora e secretária de Cultura de Japoatã, Adriana Oliveira, existem três datas na História de Japoatã. “Nós nos reunimos com o prefeito José Magno e decidimos não comemorar a emancipação nesta segunda-feira, 6 pelo fato de nos documentos existirem três datas: 23 de novembro de 1910, 20 de outubro de 1926 e 6 de fevereiro de 1954. Vamos fazer um estudo amplo, visando identificar qual a data real das três apresentadas. Por isso, não está sendo realizada nenhuma programação em Japoatã hoje para comemorar a Emancipação Política”, explica.

O dia 6 de fevereiro já foi comemorado no município, mas historiadores contam que essa data diz respeito ao desmembramento do município de Pacatuba, de Japoatã, sendo, portanto, a emancipação de Pacatuba.

Para se ter uma ideia, a primeira notícia sobre a evolução política de Japoatã é datada de 1910, quando o então governador Luiz Garcia assinou a lei criando o município, desmembrando seu território de Pacatuba. Mas, de acordo com relatos da História de Japoatã, a população não aceitou e com a ajuda de políticos da época, deixaram que a lei caducasse e com isso, o município não foi instalado e uma nova lei foi assinada em 1926 e só a partir de 1953/1954 teria havido o desmembramento.

Por conta dessa incerteza e não preservação da História  de Japoatã é que a Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Cultura, vai fazer o levantamento nos documentos que destacam a independência do município.

Umbaúba

Já o município de Umbaúba está comemorando nesta segunda-feira, 6, a Emancipação Política. Uma vasta programação está sendo desenvolvida por meio da administração do prefeito Humberto Maravilha (PMDB) e da secretária de Cultura e Turismo, Angelita dos Santos.

As festividades tiveram início no último dia 3 de fevereiro, com a inauguração do Centro de Artesanato Gorgete Hora; Café Cultural; Exposição de Livros; Gincana Cultural, Show de Talentos; Sarau com apresentação de artistas locais; final de torneio de futebol de campo e Domingo no Parque.

Nesta segunda-feira, a programação iniciou às 6h com Alvorada Festiva pela Banda Marcial Nossa Senhora da Conceição; Corrida Rústica de Caçuá; Hasteamento das Bandeiras; Cortejo Folclórico e às 19h, haverá Missa em Ação de Graça na Igreja Matriz Nossa Senhora da Guia.

Umbaúba está situado no extremo Sul do Estado de Sergipe, a 81 quilômetros de Aracaju. Tem como vizinhos, os municípios de Cristinápolis, Indiaroba, Itabaianinha e Arauá. A padroeira é Nossa Senhora da Guia e a economia é baseada na produção de Laranja.

Por Agência de Notícias Alese

https://al.se.leg.br/prefeitura-de-japoata-faz-levantamento-para-identificar-data-real-da-emancipacao-politica/




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