Afronta à História: Câmara de Vereadores de Jeremoabo Ousa Mudar a Data da Emancipação Política
Em meio aos festejos juninos, que deveriam ser tempo de alegria e celebração das tradições, a Câmara de Vereadores de Jeremoabo parece empenhada em completar um rol de aberrações e desrespeitos à cidadania. Após um histórico de omissões e conivências que já irrita a população, surge agora a notícia de que os edis planejam um ato de prepotência sem precedentes: a alteração da data da Emancipação Política do município.
É como se, na ausência de pautas relevantes e na total desconexão com os anseios da população, os vereadores se propusessem a "baixar um decreto mudando a lei da natureza". Afrontando o bom senso e desconsiderando a vontade coletiva dos filhos de Jeremoabo, a casa legislativa estaria prestes a perpetrar um ato que, embora possa ser revestido de uma discutível legalidade, fere profundamente os brios e a identidade de um povo.
A data da emancipação política de um município não é um mero número no calendário. É um marco histórico, um símbolo da trajetória, das lutas e das conquistas de uma comunidade. Alterá-la de forma arbitrária, por meio de um decreto ou qualquer outro ato abusivo, é um gesto ditatorial contra a memória e a história de Jeremoabo. É apagar parte da identidade de uma geração para satisfazer interesses desconhecidos ou, pior, para simplesmente exercer um poder que lhes foi concedido para servir, e não para impor.
Os vereadores, que deveriam ser a voz da comunidade e os guardiões de seus valores, parecem ter esquecido que seu mandato é uma outorga popular, e não um salvo-conduto para desrespeitar a vontade daqueles que os elegeram. Continuamos a afirmar, com a amargura da realidade: cada povo tem os vereadores que merece. E, se a Câmara de Jeremoabo seguir adiante com essa afronta, a população terá a prova cabal de que seus representantes estão desconectados da realidade e comprometidos com uma agenda que prioriza o capricho político em detrimento do respeito à história e à identidade de Jeremoabo.
Que a luz da razão e o clamor popular se levantem contra essa aberração. A história não se muda por decreto, e o povo de Jeremoabo não permitirá que sua identidade seja reescrita por um ato de prepotência e desrespeito. A vergonha de tal medida recairá sobre aqueles que ousarem profanar a memória de nossa emancipação.
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