Publicado em 15 de junho de 2025 por Tribuna da Internet

Cesar Bitencourt conseguiu soltar Cid depois do depoimento
Basília Rodrigues
da CNN
A defesa do ex-ajudante de ordens da Presidência Mauro Cid avalia que o delator da tentativa de golpe passou a ser alvo de uma série de acusações infundadas após o depoimento desta semana, no qual confirmou as informações prestadas em seu acordo de delação premiada.
“É um jogo muito sujo, muito difícil. Toda hora, temos que nos defender de acusações absurdas, como aquelas mensagens veiculadas pela mídia na quinta-feira, claramente montadas de um suposto perfil fake que o tenente-coronel Cid teria se utilizado, que são claramente uma montagem grotesca. Imediatamente, pedimos providências ao STF para que isso seja averiguado e os responsáveis punidos por isso”, disse à CNN.
DIZ A VEJA – Nesta quinta-feira (12), reportagem da revista Veja revelou prints de um perfil supostamente utilizado por Mauro Cid para se comunicar com integrantes do núcleo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apesar de uma ordem contrária do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Segundo a publicação, Cid fazia um jogo duplo e apresentava versões distintas à acusação e aos aliados de Bolsonaro.
Agora, Mauro Cid também é suspeito de planejar uma fuga do Brasil para Portugal com o apoio do ex-ministro do Turismo, Gilson Machado. Mais uma vez, o tenente-coronel teve celulares apreendidos, nesta sexta-feira (13).
De homem de confiança, Mauro Cid passou a ser tratado como inimigo por integrantes do antigo governo Bolsonaro.
ONZE DEPOIMENTOS – O tenente-coronel já tinha prestado dez depoimentos à Polícia Federal desde 2023, abordando temas que vão desde a suposta fraude no cartão de vacina ao desvio de joias sauditas — sendo as revelações mais relevantes relacionadas à tentativa de golpe de Estado.
E nesta sexta-feira prestou o décimo-primeiro depoimento, desta vez sobre as afirmações da revista Veja. Além da busca e apreensão, o ministro Alexandre de Moraes chegou a mandar prender Mauro Cid mas uma vez, porém depois voltou atrás, prendendo apenas o ex-ministro do Turismo da gestão Bolsonaro, Gilson Machado, que teria tentado liberar um passaporte para Cid fugir do país.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como disse Luiz Fux nesta semana, quem teve de prestar nove depoimentos, na verdade não prestou nenhum. Ou seja, seus depoimentos são imprestáveis. E depois dessa frase de Fux, o El Cid da Suprema Corte teve de prestar mais dois, para esclarecer o que dissera antes, nesse processo kafkiano. (C.N.)