
Mauro Cid vai sofrer acareação com Braga e com Freire Gomes
Daniel Gullino e Mariana Muni
O Globo
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira as acareações pedidas pelos ex-ministro Walter Braga Netto e Anderson Torres com, respectivamente, o tenente-coronel Mauro Cid e o ex-comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes.
As acareações foram marcadas para o dia 24 de junho, e ocorrerão no próprio STF. Moraes determinou que a primeira delas será realizada entre Braga Netto e Mauro Cid, e em seguida, será feita a acareação entre Anderson Torres e Freire Gomes.
IDA A BRASÍLIA – Braga Netto, que está preso preventivamente no Rio de Janeiro desde dezembro, foi autorizado a ir para Brasília, apenas para a acareação. No interrogatório dos réus, na semana passada, ele foi ouvido por videoconferência.
O ministro analisou pedidos apresentados pelas defesas dos oito réus da trama golpista. Foram solicitadas as chamadas diligências complementares, que são medidas que podem ser solicitadas pelos réus para auxiliar no julgamento.
Durante os interrogatórios, Cid reforçou seu relato de que Braga Netto entregou dinheiro a ele, que seria utilizado para o plano golpista. Ao ser ouvido, o ex-ministro negou ter feito isso. Além disso, há divergências entre os dois do que foi discutido em uma reunião na casa de Braga Netto, em novembro de 2022, que contou com outros dois militares investigados.
QUESTÃO DA MINUTA – Moraes também autorizou medidas solicitadas por outros réus. O ministro deu 48 horas para que o Google informe “os dados do responsável pela inserção da minuta, que decreta Estado de Defesa, em domínio público”, como foi pedido por Anderson Torres.
O mesmo prazo para que a Marinha informe a data em que foi expedida a ordem de movimento relativa à Operação Formosa 2021, cuja execução se deu no mês de agosto de 2021.
A solicitação foi feita pelo ex-comandante da Marinha Almir Garnier.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Em tradução simultânea, tudo isso indica que Alexandre Moraes enfim acordou, descobriu que Mauro Cid é um tremendo mentiroso, covarde e chorão, que confirma o que o ministro quiser. Sua delação não tem o menor valor, mas Moraes estava levando a sério o ajudante de ordens de Bolsonaro. A desmoralização da delação significa que o processo tem de ser jogado no lixo, porque é todo baseado nas palavras desse El Cid moderno (C.N.)
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