sexta-feira, novembro 11, 2022

Governo Lula praticamente não terá oposição no Congresso Nacional

Publicado em 11 de novembro de 2022 por Tribuna da Internet

Visitas feitas por Lula representam um passo de cordialidade

Pedro do Coutto

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, não vai se deparar com uma oposição bloqueadora contra o seu governo no Congresso Nacional, conforme demonstra a atmosfera atual. Em primeiro lugar, o bloco do Centrão tradicionalmente apoia todos os governos, pois apoiou Collor, FHC, Lula, Dilma, exceto em 2016, quando do impeachment, Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Oposição só pode ser construída a partir de uma base ideológica e não de uma corrente cujo propósito é sempre o de negociar cargos com o poder. Dentro desse quadro, reportagem de Luisa Marzullo e Gabriel Sabóia desta quinta-feira, destaca a divisão que já começou no próprio PL contra o posicionamento anunciado pelo partido por Valdemar Costa Neto de oposição a Lula.

DIÁLOGO – Boa parte da legenda não concorda com Valdemar e se dispõe ao diálogo com o presidente eleito. Com isso, Lula da Silva respira aliviado, pois superou já no início das articulações o problema mais difícil que poderia ter pela frente, mas que se transformou num episódio que terminou lhe sendo favorável.

As visitas feitas por Lula ao presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, e ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, representam um passo de cordialidade através do qual o presidente que assumirá em janeiro assegurou que não vai interferir na eleição das mesas da Câmara e do Senado Federal.

Ao contrário, o PT não terá candidatos a nenhum dos dois cargos e a bancada partidária votará como bem entender.  Era de esperar esse acordo que tacitamente já se estabeleceu, até porque não é atribuição do Parlamento obstruir as ações do Executivo. Seria um prejuízo para o país.

MANIFESTAÇÕES ISOLADAS –  As manifestações golpistas que têm ocorrido no país com grupos nas portas de quartéis, como foi o caso do QG de Brasília e do Palácio Duque de Caxias no Rio, são movimentos, na minha opinião, que se esvaziarão com o passar dos dias. Claro que há financiadores dos protestos tão alucinados quanto os manifestantes que se expõem.

Por trás dessas manifestações existem empresários já identificados, especialmente do setor agrícola, patrocinando os atos antidemocráticos que querem tornar as Forças Armadas em instrumento de chegada ao poder e contra a democracia.

Os próprios motoristas de caminhões que bloqueiam algumas estradas revelam que os seus patrões bancam os gastos com combustíveis e alimentação dos manifestantes. Como tais iniciativas não possuem a menor lógica, irão sumir com o tempo, o que não significa imunidade para os patrocinadores, mas representa um desfecho mais do que óbvio.


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