sexta-feira, outubro 21, 2022

Datafolha indica que Lula mantém a dianteira em plena reta final da campanha

Publicado em 21 de outubro de 2022 por Tribuna da Internet

Charge do Nando Motta (brasil247.com)

Pedro do Coutto

A pesquisa do Datafolha divulgada na noite de quarta-feira pela GloboNews revela que Lula mantém a dianteira em plena reta final da campanha por 49 pontos a 45, o que significa o estreitamento da margem de 5% para 4%, resultado de um avanço de Jair Bolsonaro. A pesquisa foi comentada por Luã Marinatto, O Globo, e Igor Gielow, Folha de S. Paulo.

Nas tendências por segmento social, na faixa de um a dois salários mínimos, Lula lidera por 57% contra 37%. Na faixa de mais de dez salários mínimos, Bolsonaro tem 55 pontos e Lula 41. Novamente o levantamento deixou de focalizar os que recebem de dois a cinco e entre cinco a dez pisos salariais.

MUDANÇA NA LEI – A margem de vantagem de Lula se estreita ao contrário do avanço de Bolsonaro, mas é preciso considerar que o ministro Paulo Guedes, excelente reportagem de Idiana Tomazelli e Juliana Sofia, Folha de S. Paulo, elabora um projeto para mudar a lei do salário mínimo que é também a lei que corrige as aposentadorias e pensões do INSS, com base na inflação do ano anterior, registrada pelo IBGE.

Essa medida só seria proposta no caso da reeleição de Bolsonaro. Em matéria de absurdo com reflexos no voto do dia 30, a ideia de Paulo Guedes não poderia ser pior, sobretudo porque teria que alterar a lei do salário mínimo e sua vinculação às aposentadorias e pensões. Incrível.

O tema certamente será objeto dos debates no final da campanha política e deve integrar o debate do dia 28 entre Lula e Bolsonaro na TV Globo. O ministro Paulo Guedes é um homem que volta permanentemente o seu pensamento não para a redistribuição, mas para a concentração de renda.

SOMBRA SOBRE AS URNAS –  Respondendo ao ministro Alexandre de Moraes que cobrou o relatório das Forças Armadas sobre as urnas eletrônicas, o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, respondeu que enviará o relatório ao TSE após o segundo turno das eleições. Na minha opinião, deixou evidente que projetou uma nova sombra a respeito dos resultados finais. Sua resposta está destacada em matéria de Mariana Muniz, O Globo desta quinta-feira.

A atitude do general Paulo Sérgio Nogueira causa surpresa, pois a indagação que se encontrava sob análise refere-se ao funcionamento do sistema eleitoral no primeiro turno, quando não se encontrou de parte de setor algum, inclusive das Forças Armadas, nenhuma restrição ao processo. Transferindo o relatório do primeiro para o segundo turno, fica no ar uma atitude inspirada em posição assumida pelo presidente da República.

Afinal de contas, por que a condicionante do ministro da defesa? Além do mais, uma coisa não substitui a outra. Podem existir duas opiniões, a relativa ao primeiro turno e a que vier se referir ao desfecho final. Por qual motivo, o ministro da Defesa deslocou a questão para o segundo turno? Há a suposição de que o posicionamento final do Exército encontra-se na dependência da derrota ou vitória de Jair Bolsonaro.

DIREITO DE RESPOSTA – Enquanto uma avalanche de fake news ocupa as redes sociais da internet, como reconheceu o ministro Alexandre de Moraes, o Tribunal Superior Eleitoral concedeu direito de resposta a Lula por ter sido atacado e considerado corrupto em peças de propaganda veiculadas no horário eleitoral.

Mariana Muniz, em reportagem no O Globo de ontem, focaliza o episódio e acentua que a campanha de Bolsonaro perdeu 184 inserções na televisão, praticamente a metade dos espaços publicitários que possui nessa reta final. O direito de resposta, que é assegurado pela Lei de Imprensa, reduziria o espaço relativo ao presidente da República de 400 para 216 inserções.

O ministro Paulo de Tarso Sanseverino e a ministra Maria Cláudia Bucchianeri consideraram que as condenações lembradas pelo bolsonarismo foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal, inclusive – acrescente-se pelo fato de o STF ter considerado parcial o julgamento do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Como já escrevi em artigos anteriores, o direito de resposta configura-se também como a arma mais efetiva contra as fake news divulgadas pela rede da internet.


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