quinta-feira, janeiro 13, 2022

EUA advertem que quase todos terão covid-19 em algum momento

 




Principal epidemiologista do governo americano, Anthony Fauci, afirmou, porém, que graças às vacinas e às doses de reforço, a maioria das pessoas não desenvolverá formas graves da doença.

O principal conselheiro do governo dos Estados Unidos em relação à pandemia, Anthony Fauci, disse nesta quarta-feira (12/01) que quase todas as pessoas vão contrair covid-19 mais cedo ou mais tarde, mas destacou que a doença será "menos grave" graças às vacinas e às doses de reforço.

"Praticamente todos vão acabar expostos e, provavelmente, serão infectados, mas se forem vacinados e receberem os reforços, as chances de ficarem doentes são muito, muito baixas", disse o epidemiologista em entrevista coletiva na Casa Branca.

A fala dele endossou as palavras de Janet Woodcock, comissária interina da Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês), a agência reguladora americana, que havia afirmado na terça-feira que "a maioria das pessoas vai acabar tendo covid-19".

Fauci esclareceu que o fato de grande parte dos casos recentes estarem ligados à variante ômicron não significa que a maioria das pessoas ficará gravemente doentes, já que as vacinas "melhoram a proteção contra hospitalização e morte".

Convivendo com a doença

O epidemiologista destacou que a covid-19 "não pode ser erradicada", mas pode ser controlada graças a vacinas e doses de reforço, e que as pessoas "vão conviver com isso".

Na mesma coletiva, a diretora do Centro de Controle de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês), Rochelle Walensky, ressaltou que o risco de internação pela variante ômicron é 53% menor do que em relação à variante delta. Já a chance de internação em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é 74% menor, e de morte, 91% mais baixa.

Os Estados Unidos bateram um novo recorde de internações por covid-19 na terça-feira, com mais de 145 mil pessoas em hospitais, devido ao avanço da ômicron, que já é a variante dominante, respondendo por 98% dos casos.

Variante dominante no mundo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ômicron já é a variante dominante também em todo mundo, presente em 58,5% dos casos de covid-19 analisados globalmente. 

O relatório epidemiológico semanal divulgado nesta terça-feira pela OMS afirma que, dos mais de 357 mil casos sequenciados reportados à iniciativa global para o compartilhamento de dados sobre influenza e covid-19 (Gisaid, na sigla em inglês) nos últimos 30 dias, mais de 208 mil foram causados pela variante ômicron.

A variante delta, que foi a cepa dominante durante grande parte do ano passado, respondeu por 147 mil dos casos sequenciados (41%). 

Dribla imunidade, mas é menos grave

O relatório destaca haver cada vez mais evidências de que a variante ômicron é capaz de "escapar à imunidade", pois há transmissão mesmo entre os vacinados e pessoas que já tiveram a doença.

Por outro lado, a OMS ressalta que há "evidências crescentes" de que a ômicron é menos grave do que variantes anteriores do coronavírus Sars-Cov-2.

Deutsche Welle

Em destaque

Supremo não surpreende ao “reaprovar” penduricalhos que ele próprio permitiu

Publicado em 29 de junho de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Charge do Zappa (humortadela) Carlos Newton A impre...

Mais visitadas