domingo, janeiro 16, 2022

As pessoas de boa índole são maioria, mas precisam se unir para enfrentar seus opressores

Publicado em 16 de janeiro de 2022 por Tribuna da Internet

Whatsapp: áudio e ódio - charge do Duke - Blog do GuaraLuiz Alberto Py
O Globo

Costumamos ouvir argumentos favoráveis à ideia da maldade intrínseca da nossa espécie e somos diariamente invadidos por notícias negativas sobre o comportamento das pessoas. São as notícias que chamam a atenção e nos fascinam pelo horror e por quanto estão distantes de nós.

Porém a imensa maioria da população é fundamentalmente generosa, solidária e altruísta. Ou seja, os maus e egoístas são uma minoria violenta e selvagem que contamina a sociedade.

SOLIDARIEDADE – Uma reflexão sobre a sobrevivência de nossos antepassados primitivos apoia a aceitação dessa tese. É fácil imaginar que os caçadores-coletores do começo da humanidade tiveram possibilidades muito melhores de sobrevivência ao se apoiar solidários para, juntos, enfrentar perigos e procurar alimentação e abrigo. Os solitários egoístas tiveram menos oportunidades de chegar a procriar.

Podemos supor que descendemos de criaturas sociáveis, empáticas, generosas e que carregamos em nosso DNA os genes do amor ao próximo e da solidariedade. Junto também, é claro, à violência dos caçadores carnívoros.

Ao aceitar a ideia de que os maus são a exceção, e não a regra, cumpre localizar e combater a maldade, o egoísmo e a predominância do ódio sobre o amor.

UNIÃO DOS BONS – É importante que os bons estejam unidos para combater aqueles que pregam o ódio, o rancor e a maldade como modo de viver.

Vale a pena localizar e enfrentar os que dão prioridade a demonizar os adversários e criam pretextos para extravasar sua violência e sua maldade.

Desde aquela minoria que veste a camisa de um clube de futebol e se sente autorizada a agredir ou mesmo a matar torcedores adversários até os que, a pretexto de defender sua religião como a verdadeira, têm, através dos séculos e até os dias de hoje, guerreado, oprimido e massacrado as pessoas que professam religiões diferentes. Sem esquecer os radicais na política.

TOLERÂNCIA – Por que não dar prioridade à tolerância e ao diálogo entre formas diferentes de pensar as crenças e as preferências pessoais e políticas em vez de, como tantos fazem, dar vazão à intolerância, ao radicalismo e à brutalidade?

Quem se considera uma pessoa boa deve se juntar aos bons e apoiar os tolerantes, os amorosos, aqueles que procuram dialogar e debater ideias. E evitar os maus, sem piedade, sem compaixão, os donos da verdade que insistem em fórmulas radicais e desejam eliminar seus adversários.

Os bons precisam procurar os que são capazes de se questionar e duvidar. E se afastar dos que têm certezas e fórmulas prontas. Esses são os perigosos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Luiz Alberto Py é um dos maiores psicanalistas do país. Pena que está sumido do noticário e escreva tão raramente. Sua lucidez é sempre bem-vinda. (C.N.)

Nota da redação deste Blog - Analisando o presente artigo, levando em conta a decadência existente em Jeremoabo nos atuais dias, principalmente com a tese do  prefeito de " quem não aguentar que se deite", já está passando da hora dos cidadãos jeremoabenses de boa índole que continua sendo uma maioria esmagadora, unirem-se para fazer Jeremoabo retornar ao que sempre foi até pouco tempo atrás, um município pacífico, respeitador, hospitaleiro,  admirador da paz e da humanidade.

Infelizmente devido a omissão dos verdadeiros jeremoabenses de origem, o povo está aceitando de uma minoria a imposição, a arbitrariedade, a desavença, a incompetência, o atraso, a corrupção, a intolerância, e a vingança que envergonha e macula Jeremoabo e todas as suas tradições.

O cidadão de bem de Jeremoabo está na obrigação de retornar as suas origens   seguindo o ensinamento de Martin Luther King : “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. 




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