segunda-feira, maio 06, 2019

Delúbio tenta anular ação por lavagem de dinheiro e ser julgado pela Justiça Eleitoral

Posted on 

Delúbio é mais um que procura se proteger sob a Justiça Eleitoral
Luiz VassalloEstadão
O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, tem feito reiterados pedidos para que uma ação da Operação Lava Jato em que é acusado de lavagem de dinheiro seja anulada e o caso enviado à Justiça Eleitoral. Trata-se de um processo relacionado ao empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões tomado pelo pecuarista José Carlos Bumlai junto ao banco Schahin, com o suposto fim de pagar uma ‘dívida’ do PT. A defesa alega que, pelo fato de a denúncia narrar que parte do valor teria abastecido uma campanha eleitoral, o caso não seria de competência da Justiça Federal do Paraná.
O advogado de Delúbio, Pedro Paulo Soares, já fez três pedidos para que todos os atos do juízo e do Ministério Público Federal sejam anulados e o caso seja encaminhado à Vara Eleitoral.
RECUSA – Um dos pedidos foi negado pelo juiz Luiz Antonio Bonat, que optou por aguardar a publicação do acórdão da decisão do Supremo Tribunal Federal que determinou que casos de crimes eleitorais conexos com comuns sejam enviados à Justiça Eleitoral.
“Necessário aguardar-se a publicação do respectivo acórdão do julgamento do Pleno para que os contornos do decisório sejam claramente definidos e possam gerar seus respectivos efeitos”, anotou o magistrado.
Segundo a acusação, Bumlai, que é amigo do ex-presidente Lula, contraiu R$ 12 milhões junto à instituição financeira cujo grupo controlador tinha contratos com a Petrobrás. O valor teria sido abatido de forma fraudulenta. Em depoimento, Bumlai e delatores do grupo Schahin admitiram o suposto crime. O pecuarista foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro 9 anos e 10 meses de prisão na Lava Jato por gestão fraudulenta de instituição financeira e corrupção.
FAVORECIMENTO – Segundo a Lava Jato, em troca do empréstimo, o Grupo Schahin foi favorecido por um contrato de US$ 1,6 bilhão sem licitação com a Petrobrás, em 2009, para operar o navio sonda Vitória 10.000.
O caso se desmembrou em duas ações. Uma se refere à parte dos valores que teriam sido repassados por Bumlai ao empresário Ronan Maria Pinto. Em outra, é acusado o suposto uso do dinheiro do empréstimo para bancar dívidas de campanha que elegeu Dr. Hélio, em Campinas, em 2004.
O pagamento teria servido para quitar uma dívida de campanha de Dr. Hélio, que fora apoiado pelo PT no segundo turno. Segundo a denúncia, a ordem para abastecer o candidato do PDT teria partido de Delúbio Soares, então tesoureiro petista, também condenado na Lava Jato.
MAIS PROVAS – Em agosto do ano passado, a ação recebeu o compartilhamento de mais provas, que envolvem a delação do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura.
Em colaboração com as autoridades, a publicitária Mônica afirmou que recebeu pelo menos R$ 800 mil ‘por fora’ de Favieri para ajudar na campanha do Dr. Hélio em 2004.

Em destaque

Tista de Deda participa de debate na UPB sobre altos cachês do São João e alerta para impacto nas finanças municipais

  Tista de Deda participa de debate na UPB sobre altos cachês do São João e alerta para impacto nas finanças municipais O prefeito de Jeremo...

Mais visitadas