sexta-feira, fevereiro 22, 2019

Voto em reforma da Previdência pode “custar até R$ 10 milhões por deputado


Ao invés de fazer auditoria, Bolsonaro voltou ao” toma lá dá cá”
Deu no Yahoo Finanças
Aprovar a reforma da Previdência pode custar mais caro do que o governo imaginou. Para apoiar a posposta enviada por Jair Bolsonaro ao governo, deputados devem pressionar o governo em busca de cargos e cotas. Portanto, ao contrário do que prometeu, o governo federal deve acabar cedendo ao “toma lá, dá cá” e à pressão para nomear deputados de siglas do chamado centrão.
No início de seu mandato, Bolsonaro ignorou, em grande parte, os partidos maiores, entregando ministérios a pequenos como o DEM.
‘COTA DE GASTO’ – De acordo com o jornal O Globo, deputados do Centrão já estariam pensando em uma espécie de “cota de gastos” para garantir que a reforma seja aprovada. Em conversa com a reportagem, o presidente de um partido médio que preferiu não se manifestar indicou que a estimativa é de que cada deputado tenha direito a indicar R$ 7,5 milhões em repasses e obras. Deputados reeleitos teriam direito a R$ 10 milhões.
A ausência dos militares no projeto enviado descontentou deputados, o que significa que a aprovação pode sair cara. “Sem uma reforma que alcance também os militares, o texto apresentado não deveria sequer tramitar”, declarou o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, maior partido do Centrão.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Reportagem oportuna, enviada pelo auditor Darcy Leite, já aposentado na Receita mas sempre de olho no lance. Se tivesse havido uma auditoria prévia, mostrando a realidade sobre a Previdência e justificando a reforma, não seria necessário “comprar” os votos dos deputados. Simples assim. Quanto à ausência dos militares, é algo abominável, mostrando que o Almirante Francisco Barroso falou às moscas, quando disse o que o País espera de cada um.. (C.N.)

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