sábado, fevereiro 23, 2019

Bolsonaro e os filhos nunca foram santos, mas eram a alternativa no segundo turno


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Charge do Thoamte (Arquivo Google)
Carlos Newton
No primeiro turno da eleição, havia candidatos melhores do que Jair Bolsonaro, não há dúvida, mas a implacável triagem das à vitória do candidato do PSL, porque a maioria silenciosa já não tolerava mais as trapaças de Lula e de sua quadrilha de sindicalistas, que transformou o Brasil no paraíso dos pelegos, com quase 17 mil entidades, porque abrir sindicatos virou um grande negócio, graças aos bilhões retirados do bolso do trabalhador pelo imposto sindical obrigatório. Segundo levantamento do senador Álvaro Dias (Podemos-PR), nos Estados Unidos há apenas 191 sindicatos, o Reino Unido tem 168 sindicatos e a Argentina apenas 91. Ou seja, o Brasil tem 91% dos sindicatos do mundo, acredite se quiser.
Não era mais possível manter no poder esses exploradores dos recursos públicos, que diziam representa a classe trabalhadora, mas na verdade defendia os interesses dos banqueiros.
HAVIA OPÇÕES – Na eleição de 2018, realmente havia opções de todos os tipos, a começar por um representante dos sem-teto e sem-terra, o Guilherme Boulos, que foi acolhido pelo PSOL. Para compensar, surgiu até a candidatura de um banqueiro, ex-vice-presidente do Unibanco, chamado João Amoêdo, que criou um partido chamado Novo, embora o domínio do Brasil pelos banqueiros seja mais antigo do que a própria República.
A vitória de Amoêdo seria entregar o país de forma absoluta aos banqueiros, sem armações camufladas, tipo o Banco Central remunerar as sobras de caixa dos bancos, conforme a denúncia da auditora Maria Lucia Fattorelli, uma brasileira de verdade, cujos artigos a respeito publicamos aqui na TI quinta e sexta-feira, com forte repercussão.
Mas no mano a mano final entre Jair Bolsonaro, candidato pelo então nanico PSL, dominado por um político e cartola de futebol com passado duvidoso chamado Luciano Bivar, e Fernando Haddad, que nada mais era do que um poste de Lula, a melhor alternativa era mesmo experimentar um novo governo militar via eleição.
UMA DECEPÇÃO – Para os que não são fanáticos e acompanham a política com isenção, o governo Bolsonaro impressiona pela bipolaridade. De um lado, tem ministros de excelente desempenho, como Sérgio Moro (Justiça), Santos Cruz (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Gabinete Institucional). E de outro lado, figuras controversas e suspeitas como Paulo Guedes (Economia), que vende o peixe de que a reforma da Previdência resolverá todos os problemas do país, comportando-se como se a dívida pública nem existisse, embora o país já esteja pagando uma média de R$ 2,9 bilhões por dia, com gasto total de R$ 1,07 trilhão em 2018.
Além do farsante Guedes, que defende os interesses dos banqueiros, categoria profissional que consta de seu currículo, e em nenhum momento representa os interesses do povo brasileiro, temos outros ministros inconfiáveis, como Marcelo Álvaro Antonio, do Turismo, cujo nome verdadeiro nem é este; Damares Alves, que é uma Dilma em versão evangélica; Vélez Rodrigues, que ofendeu a honra dos brasileiros; e Ricardo Salles, ecologista que defende o desmatamento.
HÁ ESPERANÇA – Apesar dos filhos trapalhões, já apelidados de “Os Três Patéticos” e desses ministros visivelmente incapazes, ainda há esperança de que Bolsonaro faça um bom governo, porque o núcleo duro está cada vez mais fortalecido. Nem mesmo durante o regime ditatorial houve tantos militares no primeiro escalão do governo, é recorde absoluto.
Neste início de governo, porém, os militares estão mais preocupados com seus problemas corporativos e pessoais do que com os interesses da nação. Já conseguiram escapar da reforma da Previdência, mas espera-se que ajudem a podar os exageros do projeto de Guedes, que é um pacote de maldades, não acabou com a “pejotização” dos salários elevados nem fez restrições ao uso do MEI (Microempreendedor Individual), que está acabando com a carteira assinada e sonegando recursos da Previdência, como ocorre com as falsas pessoas jurídicas, que sonegam impostos legalmente e propiciam que as empresas empregadoras também o façam.
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P.S. 
– O problema é que a Oposição é muito fraca. Precisa de um líder competente, que saiba apontar os erros e acertos da reforma da Previdência, usando os estudos já realizados pela equipe da Auditoria Cidadão, coordenada pela especialista Maria Lúcia Fattorelli. (C.N.)

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