segunda-feira, dezembro 15, 2008

Wagner indica nome de Gaudenzi para Codeba

Patrícia França, do A Tarde
Elói Corrêa/Agência A Tarde
Sérgio Gaudenzi deixou o comando da Infraero por discordar da privatização dos aeroportos
O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, que no último dia 2 entregou carta de exoneração ao ministro Nelson Jobim (Defesa), por discordar da privatização dos aeroportos nacionais, terá seu nome indicado pelo governador Jaques Wagner para a assumir a presidência da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).
Gaudenzi, que só deixará o cargo na próxima sexta-feira, 19, participa nesta segunda, 15, à noite, da inauguração do sistema Viário Dois de Julho – conjunto de viadutos que faz a ligação de Salvador aos municípios da região Metropolitana e o aeroporto – ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros Nelson Jobim e Dilma Roussef, da Casa Civil.
A ida de Gaudenzi para a Codeba já foi tratada pela direção estadual do PSB, que tem a cota do cargo, e o governador Jaques Wagner. Um socialista que preferiu o anonimato, garantiu à A TARDE que o nome de Gaudenzi será defendido pelo governador junto ao ministro dos Portos, Pedro Brito. Em declaração, no domingo, 14, à tarde, o governador deixou claro que avaliza o nome de Gaudenzi para conduzir a política de portos na Bahia. “Gaudenzi é um nome com qualificação, com muitos serviços prestados ao Estado e com experiência em gestão pública”, pontuou Wagner. Considerado um dos quadros mais qualificados do PSB baiano, Gaudenzi foi secretário da Fazenda no governo Waldir Pires e antes de ir para a Infraero dirigiu a Agência Espacial Brasileira (AEB). No domingo, na coletiva que deu ao lado do secretário estadual da Infra-estrutura, Antonio Carlos Batista Neves, no Hotel Pituba Plaza, para explicar o novo sistema viário construído com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Sérgio Gaudenzi disse que ainda não havia conversado com o governador. Mas deixou escaparque está feliz “em voltar para casa depois de quatro anos”. Caso o nome de Sérgio Gaudenzi seja confirmado pelo ministro Pedro Brito, ele assumirá o lugar do engenheiro Marco Antonio Rocha Medeiros, que renunciou há cerca de dez dias ao comando da estatal – que administra os portos de Salvador, Ilhéus e Aratu – por discordância na forma de ampliação do Porto de Salvador. Sistema Viário – Sérgio Gaudenzi disse que deixa a Infraero por não concordar com o modelo de privatização defendida pelo ministro Jobim. Os primeiros a serem privatizados serão o Galeão (RJ) e Viracopos (SP). “É pegar o que é bom e integrar à iniciativa privada e tudo o que der prejuízo vai ficar na mão do governo e se deteriorar uma rede (67 aeroportos) que hoje atende ao País”, entende Gaudenzi, favorável á abertura do capital da Infraero. “A Argentina privatizou e na primeira crise devolveram (aeroportos) ao governo”. Em relação à inauguração desta segunda à noite, Gaudenzi destacou o sucesso da parceria entre a Infraero e o governo da Bahia, que possibilitou que a obra fosse concluída com três meses de antecedência e com economia de R$ 4 milhões. Orçado inicialmente em R$ 33 milhões, o sistema ficou em R$ 29 milhões.
Fonte: A Tarde

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