Da Redação
O vereador de Ipojuca Carlos Monteiro (PMDB) corre o risco de perder o mandato por outra suposta irregularidade. O promotor de Justiça de Ipojuca, Roberto Brayner, informou ontem que vai recorrer contra a diplomação do prefeito reeleito da cidade, Pedro Serafim (PDT), e de seis vereadores que se reelegeram, entre eles Carlos Monteiro. "Aguardo só a diplomação para dar entrada no recurso", disse. As diplomações estão marcadas para 18 de dezembro. Os recursos serão encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Brayner comandou uma investigação sobre desvio de recursos públicos para fins eleitorais supostamente praticados em conluio por Serafim e os 10 vereadores da cidade. Segundo o promotor, os vereadores indicaram cabos eleitorais para serem contratados temporariamente pelo prefeito durante a campanha, o que configuraria crime eleitoral. O caso veio à tona em 2 de setembro, quando a Polícia Federal fez uma operação no município para apurar a denúncia.
Dos 10 legisladores, seis se reelegeram. Mas os quatro que não renovaram os mandatos também serão réus no processo eleitoral, garantiu o promotor. Isso porque eles são suplentes e podem assumir uma vaga caso algum vereador se afaste. Todos podem ter seus direitos políticos suspensos.
Essa é a segunda investida do promotor contra Serafim e os vereadores pelo mesmo fato. A juíza eleitoral de Ipojuca, Ildete Veríssimo, cassou os registros de candidatura do prefeito e dos vereadores há dez dias a pedido de Brayner. Eles recorreram ao TRE e devem assumir sub judice, até que o tribunal julgue os recursos.
Além de Carlos Monteiro, estão com a diplomação ameaçada os seguintes vereadores reeleitos: Júnior Alves (PSL), Odimeres José da Silva, Nem Batatinha (PDT), Valter José Pimentel, Valtinho da Sucata (PMDB), Fernando Antônio de Oliveira, Fernando de Fausto (PSL), e Paulo Lins (PDT). E os atuais vereadores, que ficaram na suplência, e devem responder processo são: Amaro Alves (PSL), Heleno Alves, Leno (PSL), Gilson José Ribeiro, Gilson Fica Frio (PRP), e Elias José da Silva, Elias Pintor (PSL).
O advogado de Pedro Serafim, Márcio Alves, garantiu que o caso não vai prosperar no TRE. "Se houve alguma irregularidade, ela não é eleitoral, mas administrativa, um assunto para a Justiça cível. O prefeito vai tomar posse normalmente e vamos lutar e derrubar isso", afirmou. A reportagem não localizou o advogado dos vereadores, Lêucio Lemos.
Fonte: Jornal do Commercio (PE)
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